THE ROAD SO FAR

23 COISAS QUE APRENDI EM 23 ANOS

Inspirado nesse post aqui

Na última sexta eu completei 23 anos.

Eu sempre tive uma relação muito boa com meus aniversários, mas desde o ano passado a data tem trazido à tona várias angústias existenciais e crises de ansiedade que sempre me deixam com a sensação de que minha vida tem dado muito errado, e esse ano não foi diferente – a diferença é que dessa vez eu podia ser amarga e passar o dia inteiro dançando e chorando sozinha no meu quarto, que era mais ou menos a única coisa que eu achei que tinha vontade de fazer (it’s my party and i’ll cry if i want to, etc)

No entanto, contrariando todas as expectativas, eu tive um dia bem legal, legal de verdade, e depois de um fim de semana inteiro de comemorações, acho que já consigo olhar para a minha vida com um pouquinho mais de gentileza e reconhecer que, embora eu não tenha tudo exatamente como imaginei que teria a essa altura do campeonato (pareço uma velha falando, mas só sou pisciana mesmo), minha pequena jornada até aqui tem sido maravilhosa, intensa, especial, e mesmo as coisas ruins que aconteceram no caminho me ensinaram um bocado e é importante valorizar isso também.

good vibes

Prometi que em 2016 reclamaria menos e agradeceria mais, e esse post foi a forma que encontrei de fazer isso, celebrando todos os tropeços e joelhos ralados com vários gifs de Friends para completar. Valorizem o esforço.

1. Ninguém faz a menor ideia do que está fazendo – ou, pelo menos, a maioria não faz. Ter as rédeas da própria vida é um troço complicado porque viver, pra começo de conversa, é um troço complicado pra cacete, e não existe uma fórmula do que é certo ou errado. Ser adulto, aliás, não significa ter todas as respostas. É como escreveu o Neil Gaiman: “Os adultos também não se parecem com adultos por dentro. Por fora, são grandes e desatenciosos e sempre sabem o que estão fazendo. Por dentro, eles se parecem com o que sempre foram. Com o que eram quando tinham sua idade. A verdade é que não existem adultos. Nenhum, no mundo inteirinho”. Então não fui só eu que não recebi um manual, então eu não sou a única chorando no banheiro porque não faz a menor ideia do que está fazendo – o que nos leva à segunda lição:

welcome to the real world

2. Fake it until you make it. Como não dá pra sair correndo, a melhor forma de lidar com situações desconhecidas é agir com a segurança de quem realmente sabe o que está fazendo, mesmo (e principalmente) quando você não faz a menor ideia. No fundo, estamos todos no mesmo barco e ninguém sabe mesmo o que está fazendo, a grande diferença é que algumas pessoas fingem melhor do que outras.

3. Eu não sou obrigada a nada, ninguém é. Eu não preciso concordar com tudo o tempo inteiro, não preciso fazer coisas que não quero só pra agradar outra pessoa (mas tudo bem se eu quiser agradar de vez em quando), eu não preciso mudar porque alguém me disse que o certo era ser assim e não assado, eu não preciso trocar de roupa só porque um cara achou legal invadir meu espaço e cagar regra. As pessoas que realmente importam me aceitam como eu sou (lembrando que ser quem realmente é não dá o direito de ser escroto com ninguém) e vão me respeitar sempre.

oh i wish i could but i dont want to

4. O mundo não me deve favor algum. Aprendi isso com Lelaina Pierce, em Reality Bites, e não esqueci mais. Eu não sou um floco de neve, eu não sou especial demais, então se eu realmente quiser alguma coisa, aí eu tenho que correr atrás e fazer por merecer. Não adianta ficar em casa choramingando, esperando as coisas caírem do céu. Quem quer vai atrás.

5. Assim como a minha altura e a cor dos meus olhos, ser introvertida é só uma característica, que não me torna melhor nem pior do que ninguém, que pode ser boa em alguns momentos e péssima em outros. A maioria das pessoas têm essa mania de tratar a introversão alheia como um problema quando na verdade ela está longe de ser um. Ninguém pede desculpas por ser alto demais ou por ter olhos castanhos, então eu não tenho por quê pedir desculpas por ser assim.

6. Todo mundo erra de vez em quando, em maior ou menor intensidade. Então tudo bem errar, tudo bem admitir a culpa, tudo bem mudar de opinião ou admitir que eu não consigo fazer alguma coisa. Da mesma forma, aprender a perdoar é importante, entender que nem sempre eu vou ser capaz de fazer isso, mas que é muito melhor quando eu consigo. No fundo, as pessoas só estão tentando muito acertar e fazer o melhor que podem com aquilo que tem, mas todo mundo acaba pisando na bola em algum momento. Também reconhecer quando eu estiver errada, pedir perdão quando for necessário (mas nunca pelo erro dos outros) e aprender a me perdoar quando pisar na bola. Ninguém é perfeito e estamos todos aprendendo.

hug

7. Por mais que nem sempre seja a coisa mais fácil do mundo, rir é quase sempre o melhor remédio. Então melhor do que choramingar porque a vida é uma merda é aprender a rir dessa grande piada cósmica que estamos vivendo até a barriga doer. Rir mais de mim, da vida, com os outros e às vezes dos outros também. Parece bobagem, mas a vida fica incrivelmente mais leve quando a gente não se leva tão a sério.

8. Evitar me comparar – primeiro porque ninguém é igual à ninguém e segundo porque não existe uma fórmula do sucesso, de modo que me comparar ou tentar seguir os passos de outra pessoa só vai servir pra me frustrar. A grama do vizinho sempre parece mais verde, mas a vida não é perfeita nem pra mim nem pra ninguém. Tudo bem me inspirar, mas sempre lembrando que até aí existe um limite, e que no fim do dia eu vou continuar sendo a Ana, e só a Ana, e que a história que estou escrevendo é única. A vida acontece de formas diferentes pra cada pessoa e não é porque fulana se formou antes dos 20 ou porque ciclano tem a mesma idade que eu e já tem uma carreira sólida que eu sou um fracasso. Cada um é cada um.

sometimes things dont work out the way you thought they would

9. Ser gentil sempre, não só com os outros, mas comigo também. Não me cobrar tanto o tempo todo, tentar enxergar meus acertos ao invés de só focar nos erros e me permitir respirar de vez em quando. Reconhecer que ninguém tem culpa dos meus problemas, que descontar minhas frustrações em cima do outro é bem bem errado, e não esquecer que na maioria das vezes eu não sei o que está passando na vida do outro, então se alguém for escroto comigo, o melhor que eu posso fazer é ignorar e seguir em frente, ou ser gentil e quebrar as pernas da pessoa logo de uma vez, ao invés de esquentar a cabeça e depois ir pra casa chorar porque o mundo é uma bosta. Nunca esquecer: gentileza gera gentileza, é melhor ser gentil do que estar certo, etc etc.

10. Eu sou uma pessoa privilegiada. Eu tenho olhos, pernas, braços e um coração batendo com força, tenho uma família que me apoia e que sempre me permitiu fazer minhas próprias escolhas. Eu tive oportunidades na vida que muitas pessoas não têm e também tenho direitos que nem todo mundo tem, e é importante que eu valorize isso. Aliás, sentir uma obrigação moral de aproveitar e fazer o melhor que eu posso com essas oportunidades não é errado, muito pelo contrário: é uma forma muito justa de ser grata. Muita gente gostaria de ter as mesmas chances, oportunidades e direitos que eu, mas o mundo infelizmente não é um lugar bacana com todo mundo. Algumas pessoas simplesmente não têm escolha – e eu não posso esquecer disso jamais. O lance de não saber o que se passa na vida do outro e ser gentil vale aqui também: não julgar, tentar entender antes de falar alguma merda (de preferência não falar merda).

11. Se eu pensar duas vezes antes de dizer alguma coisa, então é melhor não dizer nada. Essa não é uma regra, é claro, mas na maioria das vezes eu não tenho controle sobre como os outros vão interpretar o que eu estou dizendo e muitas vezes uma história besta pode acabar virando uma coisa horrorosa se caírem nos ouvidos errados, então se eu não tenho certeza de algo, é melhor evitar o transtorno e a dor de cabeça. Aprendi isso do jeito mais difícil e levei pra vida desde então.

i didnt know it was a big secret

12. Sonhos são sempre válidos.

13. A maioria das pessoas não valorizam os sentimentos e esquecem que agir com o coração é uma das coisas mais corajosas que existem. Nossos sentimentos são poderosos e são eles que a gente deve respeitar. Por mais que decisões racionais sejam importantes e necessárias em certas situações, agir com o coração é o que me faz deitar a cabeça no travesseiro tranquila todas as noites e dormir em paz comigo mesma.       

14. Eu sou a única dona do meu corpo. Ninguém tem o direito de dizer o que eu devo fazer com ele, ninguém tem o direito de dizer o que eu não devo fazer com ele. Ninguém tem o direito de dar pitaco na minha roupa ou reclamar do tamanho da minha saia. Ninguém tem o direito de me fazer sentir inferior pelo corpo que eu tenho e ninguém, mas NINGUÉM MESMO, tem o direito de fazer qualquer coisa com ele que eu não queira. Meu corpo, minhas regras.

15. Nunca é tarde demais para começar alguma coisa, correr atrás dos meus sonhos e me transformar na pessoa que eu quero ser. O mais importante não é o tempo que eu vou levar até chegar lá, mas viver uma vida da qual eu me orgulhe no final das contas. Ter forças pra começar de novo e nunca ter medo de tentar.

16. As pessoas mudam e isso não é necessariamente ruim, muito pelo contrário. O negócio é que mudar dói e é ainda mais difícil quando outras pessoas mudam e saem da sua vida – porque elas não querem mais estar ali, porque não faz mais sentido elas estarem ali. Mas a gente sobrevive, segue em frente, e descobre que às vezes é melhor mesmo queimar algumas pontes e finalmente deixar de cruzá-las e sofrer por elas. Que bom que ainda somos capazes de evoluir, que bom que podemos mudar de opinião e voltar atrás, que bom que podemos nos reinventar em nós mesmos.

17. Tem uns que são uns bostas, mas essa não é a regra e sim a exceção. Eu não posso perder a fé na vida e principalmente nas pessoas só porque alguém me magoou ou traiu minha confiança. Existem pessoas ruins no mundo, existem pessoas que só querem me colocar pra baixo, que querem ver o meu mal, e essas pessoas vão continuar existindo independente do que eu faça, mas eu não posso me fechar pro mundo e achar que geral não presta, porque o mundo também está cheio de pessoas maravilhosas, que só querem o meu bem, que estão prontas para me dar todo o amor do mundo. Ou seja, se alguém me magoar, a reação correta é pensar que algumas pessoas são verdadeiramente horríveis, mas não todas. A vida já me mostrou que quando a gente confia, acaba descobrindo que a maior parte das pessoas que passam pela nossa vida são incríveis e que só querem mesmo ajudar do jeito que podem. Quem me ensinou isso foi a Amanda Palmer e é uma lição que eu espero nunca esquecer.

bride

18. Pedir ajuda é importante. Eu sempre tive uma dificuldade absurda em pedir e principalmente aceitar ajuda. Sabe aquela mania de não querer incomodar e sempre dizer que não, tá tudo bem, não precisa se preocupar? Então, eu sou mestra. E sempre que eu penso nisso me dói o coração porque já perdi as contas de quantas vezes deixei de pedir ajuda, sendo que eu realmente precisava de ajuda – um colo pra chorar, alguém pra conversar, tanto faz. Não é vergonhoso admitir que eu preciso de ajuda, não é feio precisar de alguém pra se apoiar, eu não sou fraca só porque admiti que não consigo continuar sozinha. É muito melhor admitir isso logo de uma vez do que ficar fingindo que tá tudo bem e no fundo estar me arrastando, tentando provar que não preciso de ninguém. Eu preciso – e que bom que eu tenho gente muito especial disposta a me dar a mão quando as coisas ficam difíceis demais.

19. A existência das pessoas no mundo não é uma garantia e não importa o quanto a gente ache que está preparado pra lidar com a ausência delas, a gente nunca está, não de verdade. Antes que seja tarde demais e eu passe o resto da minha vida arrependida por não ter passado todo o tempo do mundo ao lado das pessoas que eu amo, é melhor que eu de fato passe todo o tempo que eu puder com elas. A vida não é fácil, todos temos milhares de coisas brigando pela nossa atenção o tempo todo, mas só de saber que eu estou fazendo o melhor que eu posso já me dá um alívio enorme. Não perder a chance de dizer “eu te amo” ou de dar um abraço nas pessoas que eu amo, mesmo quando parecer brega demais. Não esquecer que são elas que fazem a vida valer à pena.

cuddle

20. Sobreviver não é o suficiente.

21. Gostar de One Direction, Justin Bieber e Taylor Swift, ler fanfics e me importar de verdade com a vida de gente que eu nem conheço (ou que nem existe, risos eternos) não me transforma numa pessoa bobinha, não me faz ser pior ou menos inteligente do que ninguém. Só faz de mim, vejam só que coisa, uma pessoa que gosta de boybands, que lê fanfics e que tem várias obsessões irrelevantes na vida. Não existe esse negócio de guilty pleasure. Tudo bem amar Godard e saber tudo sobre a nouvelle vague, tudo bem também amar um blockbuster de super-herói. Gostar de uma coisa não anula a outra e é sempre mais divertido amar loucamente várias coisas ao mesmo tempo do que segurar uma pose too cool for school 24/7.

22. Não adianta começar a me exercitar se eu estiver fazendo isso pelos motivos errados. Meu corpo precisa de atenção e cuidados, e pra dar certo é preciso que eu reconheça que isso é muito mais importante do que ter uma bunda empinada e uma barriga chapada. O resto é consequência. Sempre importante lembrar: o início é difícil pra cacete, mas depois que você acostuma, difícil é largar de mão.

23. Ter medo é absolutamente normal, mas eu não posso deixar que ele me limite de alguma forma. Isso de estar preparada não existe – é só uma desculpa de quem tem medo, muito medo, de dar o salto. “If you wait until you’re ready, you’ll be waiting for the rest of your life“. Ou seja: se der medo, o melhor é ir com medo mesmo. Pode até ser que a gente rale o joelho e quebre a cara, mas no final dá tudo certo.

yey

♥   

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5 Comments

  • Reply Aline 26 de março de 2016 at 5:11 AM

    Oi Ana, tudo bem?
    Que post fantástico! Eu também fiz aniversário em Março, dia 1, e entendo o drama de ser pisciana, mas vamos ao mais importante: parabéns! Que seja um ano fantástico e que você continue aprendendo e tendo sucesso em tudo que fizer!
    Quanta coisa você aprendeu! Eu tenho 26 anos e estou me esforçando ainda para fazer algumas dessas coisas entrarem na minha cabeça, mas tudo isso é muito importante! Principalmente porque quando aprendemos, deixamos para trás a fase de apenas sobreviver!
    Um beijo!

  • Reply Thay 26 de março de 2016 at 6:21 PM

    AMIGA, me segura que também responderei tópico por tópico! Vai ser meu mimo de Páscoa para você, porque sim, YAY! <3

    1. Falei isso pra Yuu outro dia mesmo, que praticamente ninguém sabe o que está fazendo da vida. A gente pode até planejar tudo na nossa cabeça mas no fim a vida acontece e a gente tem que lidar do jeito que der. E Neil Gaiman, AMO, e essa quote dele não poderia ter sido mais pertinente. <3

    2. HAHA, tão eu quando vou em reunião com cliente! Tipo, por dentro tô tremendo que nem vara verde mas por fora estou (tentando) parecer profissional. E assim a gente vai levando, haha! Se fiz o cliente acreditar, tá ótimo!

    3. Isso nos leva aquele post que escrevi baseado no seu tweet: a gente não tem que nada! Fazemos o que quisermos se aquilo é o melhor pra gente no momento, e é isso.

    4. SIM! AIN, quando a gente percebe isso é tipo um soco na cara, né? Só que o fato é que não somos floquinhos de neve únicos e especiais e o universo não nos deve nada, veja só.

    5. Também sou introvertida e também penso que isso não me faz melhor ou pior do que ninguém. Quer dizer, é só uma característica, não é? Povo tem que se acostumar e aceitar, assim como se acostuma com qualquer outra coisa. O que que tem se eu quero ficar em casa na sexta? Nada!

    6. Admitir o erro é um dos passos para o crescimento pessoal. Pelo menos é isso que penso. Quando a gente é criança e teimosa (eu) é duro admitir que errou, mas a gente aprende.

    7. Me lembra o tombo que levei hoje: não sabia se estava rindo ou chorando, mas suspeito que estava fazendo as duas coisas. Uma metáfora para a vida adulta, HAHAHA.

    8. SIM, SIM! E é tão difícil não fazer isso! Ainda mais em tempos de redes sociais e exposição. Mas me treino diariamente para não fazer isso, não é só porque deu certo pra fulano fazer tal coisa de tal jeito que vai dar certo pra mim também.

    9. "Have courage and be kind", isso aê! <3

    10. AMIGA, me abraça! É tão bonito pensar assim, né? Às vezes a gente fica presa numa expiral de autocomiseração que não percebe a maravilha de vida que a gente tem.

    11. Faz um tempo que tenho agido assim: tipo, se eu pensei duas vezes é melhor nem falar, né? Isso nos poupa de muito estresse e situações tensas.

    12. CONCORDO 100%! E não é a toa que meu blog se chama Dreams desde sempre, haha. <333

    13. Acho que tem que haver um balanço entre sentimento e razão, né? Não dá pra pensar só de um jeito, equilíbrio sempre é a chave.

    14. ISSO! *insira o gif da Meryl Streep aplaudindo e vibrando aqui*

    15. SIM, SIM, SIM! Dou mil vezes sim nesse item porque às vezes quero começar um curso novo e fico "ain, tô velha pra isso" (!) e que nada. Nunca é tarde enquanto se tem disposição pra levantar e ir a luta, seja no que for.

    16. Mudar é evoluir e isso é bonito. Bonito sim, mesmo que a mudança nos leve para longe de pessoas de que a gente gosta e se importa, mas penso que isso nada mais é do que o caminho natural da vida. É doloroso se afastar? É, mas é um novo jeito de amadurecer e ficar só com aquilo que é bom.

    17. AMANDA PALMER! <3 Não dava muito pra ela mas ler seu livro foi esclarecedor. Me ensinou muito e já estou pensando em reler pois fabuloso.

    18. A ARTE DE PEDIR, again. <3 Sempre tive dificuldade em pedir coisas, meio que me sentia fracassada por estar pedindo, olha o tipo. Mas dona Amanda Palmer veio me salvar disso. Tudo bem que não vou mudar isso da noite pro dia, é um exercício constante, mas já comecei a dar os primeiros passos. E o mais lindo é saber que sim, temos a quem recorrer e não seremos julgadas por isso. <33

    19. CHOREI. A efemeridade da vida assusta um tanto! Exemplificando é basicamente aquela história de nunca sair brigado de casa porque a gente não sabe o que nos aguarda no restante do dia. Como diria o poeta, é preciso amaaaaAAAr as pessoas como se não houvesse amanhã. <33

    20. NOPE.

    21. AHAHAHAHA, amo! Passei parte da minha adolescência sendo petulante e ridicularizando a música pop (que preguiça de mim), mas hoje em dia sou madura (!) o suficiente pra dizer que adoro One Direction, ouvi o cd do Zayn ontem e sei cantar Taylor Swift sem o menor embaraço ao mesmo tempo que já li Anna Karenina e tenho mestrado em Gestão Urbana. Gostar de uma coisa não anula a outra, pois sim.

    22. NÉ? Sejamos saudáveis sim, mas sejamos saudáveis por nós mesmas. <3

    23. NÉ, NÉ?! <3

    Lindo seu post, me identifiquei com tanta coisa e não me contive para comentar (mals pelo textão). Você é uma pessoa maravilhosa e que quero muito bem! Que teus novos anos de vida sejam ainda mais repletos de coisas boas (e muitos gifs de Friends, haha)! <33

    Beijo, beijo

  • Reply KARINE 28 de março de 2016 at 4:28 AM

    Mais uma vez me vi em muito do que você escreveu, embora muitas dessas coisas eu não tenha aprendido de verdade. Sabe coisas que você sabe, mas aí vai lá e esquece e começa a sofrer por isso? HAHAH sou dessas. A 4 sobre o mundo não nos dever favor algum é tão tão tão verdade, que chega a doer. Lembrei de tantas vezes que fui a rainha do drama, achando que tudo tem um jeito de dar especialmente errado quando é pra mim, como se eu fosse tão importante a ponto de os cosmos trabalharem especialmente pra isso. Mas a verdade é que é mais cômodo ficar choramingando do que ir atrás do que a gente quer ,né? Eu tenho esses momentos que odeio, inclusive, acho que tô vivendo um bem agora. Btw, amei os gifs de friends no meio do post <3

  • Reply Nay 29 de março de 2016 at 6:27 PM

    Primeiramente “No fundo, estamos todos no mesmo barco e ninguém sabe mesmo o que está fazendo, a grande diferença é que algumas pessoas fingem melhor do que outras” vou levar essa frase pra vida!

    Depois queria dizer que muito das lições que você disse me lembraram um livro MARAVILHOSO que lí ano passada, chama “A arte de pedir” da Amanda Palmer. Eu comecei com um conceito sobre o livro e terminei simplesmente apaixonada, virou livro de cabeceira. Levei tanto tapa na cara durante a leitura que demorei uns meses pra me recuperar!

  • Reply Anne 12 de abril de 2016 at 4:39 AM

    Assino embaixo de tudo, mas principalmente:
    5 – COMO eu te entendo! Eu sofri um pouco por causa disso também por não ser aceita pelo mundo, pelas pessoas, pelo universo etc. e porque todo mundo estava sempre confundindo introversão com timidez e tentando me fazer mudar. A maioria das pessoas simplesmente não entende que isso é um traço da personalidade, não um defeito horrível.
    10 – Tento me lembrar disso, principalmente nos momentos de perrengue.
    14 – TOTALMENTE. Inclusive não entendo por que tanta gente se incomoda com a opinião alheia sobre isso, ainda que essa opinião venha de uma pessoa totalmente irrelevante (tipo o bafão que deu uns dias atrás por que sei lá quem da revista Glamour disse que “não é ok ser gorda” e isso gerou milhões de textões internet afora).
    18 – Admito que essa eu ainda não aprendi. Sempre acho que vou incomodar, que posso resolver sozinha ou que as pessoas não vão entender. Apesar disso, eu sou super disposta a ajudar e sei que sou uma boa ouvinte, dessas que as pessoas aparecem do nada pra conversar sobre algo muito pessoal e pedir um conselho. Mas eu, particularmente, não sei pedir ajuda!
    Excelente texto, como sempre!
    Beijo

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