VIDA DE FANGIRL

A CULPA NÃO É DO GALE (NEM DO FANDOM)

Ou: Sobre “A Esperança – Parte 2” (ou o final, sei lá) (talvez tenha alguns spoilers).

Semana passada eu fiz o que aqui chamaremos de ideia mais errada do mês: fui assistir a estreia de “A Esperança – Parte 2”, último filme da franquia “Jogos Vorazes”.

jennifer

Sossegue, querido leitor revoltado, que jura de pé junto que o erro nesse caso não passa de uma birra hater qualquer. Acho importante deixar claro que “Jogos Vorazes” é uma das minhas franquias favoritas dessa nova remessa que vimos surgir por aí, que literalmente me fez perder noites de sono e que incrivelmente entrega adaptações bem honestas e acima da média no cinema. Gosto muito da forma como Suzanne Collins consegue abordar questões importantes sem apontar o dedo na cara de alguém ou de um lado específico e, principalmente, consegue construir personagens que nunca são uma coisa só. Acho, aliás, que muito do que se perde nos livros acontece justamente por eles serem contados em primeira pessoa – por uma personagem que não é exatamente ruim, mas que não é interessante o suficiente pra segurar três livros inteiros nas costas e que limita (e muito) a visão geral da história -, mas incrivelmente os filmes conseguem suprir muito bem essa carência. Ou seja, eu gosto da história, eu realmente curto os filmes, e não tenho nenhum problema particular com qualquer um dos dois.

Só que eu devo ser uma pessoa muito muito chata, porque na última quarta-feira passei a sessão inteira desejando estar morta, revirando os olhos a cada cena mais melosa, amaldiçoando o dia que resolvi comprar ingressos pra uma estreia que, obviamente, estaria lotada de adolescentes que não param de gritar por um. minuto. sequer. E quando digo que não param de gritar por um minuto sequer, eu realmente quero dizer que eles não pararam de gritar por um minuto sequer, no nível de transformar a experiência toda numa grande piada. Numa das cenas mais tensas do filme, após a morte de um personagem importante e muito querido (quem leu ou já assistiu o filme sabe quem é) a gritaria foi tão grande que algum outro chato presente resolveu se manifestar e, de um jeito bem delicado, gritou lá do seu lugar: pronto, já morreu, agora pode calar a boca. É possível que eu quase tenha morrido engasgada com a pipoca de tanto rir.

EXPECTATIVA

HEART

REALIDADE

realidade

O engraçado é que eu sempre curti esse clima de estreia, e sempre fui a favor da gritaria geral. Eu não teria saído de casa, pra começo de conversa, se não esperasse me divertir horrores, se não quisesse curtir minhas duas ou três horas de fangirling, e não estivesse disposta a chorar e me envolver demais com gente que nem existe de verdade. Achei que tinha cruzado aquela linha tênue que separa os adolescentes dos jovens adultos, que minha vez já tinha passado e que agora eu podia dizer com todas as letras que estava velha demais pr’aquilo, paciência, tem outros troféu. Acontece que às vezes a gente precisa de alguém segurando nossa mão e colocando em palavras o que a gente estava já estava pensando o tempo todo, só não sabia muito bem como dizer. Meu estalo veio quando li a review que a Lesley Coffin escreveu para o The Mary Sue, na semana passada, onde basicamente ela diz tudo que eu gostaria de dizer e não fazia ideia como, e passei meia hora culpando o fandom no snapchat porque não tinha mais ninguém pra culpar. Fiquei com cara de idiota, apontando pro computador e gritando “É ISSO! É ISSO!” pelo quarto? Sem dúvida.

The strange thing about Mockingjay – Part 2 is, even with a lot more action than the previous film, I found myself losing interesting often. For one thing, it feels longer than all the other previous installments. And while a lot seems to happen, too much of that feels like unnecessary padding. Just as I felt Part 1 could have been a cleaner 80-90 minutes, there is no reason both Mockingjay movies couldn’t have been either cut down to smaller, better paced movies or turned into one big epic.  

Não sou contra dividir a história em dois filmes, muito pelo contrário. Por mais que a escolha tenha muito mais a ver com o lado comercial, de imediato, parece uma solução bem honesta pra quem, assim como eu, sempre achou que filmes deixam muito a desejar. Não acho que “O Hobbit”, por exemplo, mereça três filmes inteiros quando o livro não chega a ter nem 300 páginas, mas ao mesmo tempo, pior do que assistir três horas de gente andando pra lá e pra cá no meio da floresta, só receber uma adaptação tão diferente que às vezes não parece nem a mesma história, como acontece com muito filme por aí. Uma coisa que sempre me ajudou muito a encarar as adaptações com um pouco mais de gentileza foi pensar que cinema e literatura são coisas completamente diferentes, e que, infelizmente, alguns elementos não funcionam em cena da mesma forma que funcionam nas páginas. Eu, por exemplo, amo fluxos de consciência, mas sei que numa adaptação, ou o diretor vai ter que rebolar muito pra colocar isso de uma forma que fique compreensível, ou simplesmente vai cortar tudo e paciência, segue o baile. Também acho que certas mudanças são aceitáveis e até bem-vindas, desde que tenha um motivo relevante por trás e sempre respeitando a essência da história. Tipo, eu jamais vou engolir o Voldemort virando purpurina. Tipo, eu jamais vou engolir o estupro da Sansa Stark. No way.

oh hell no

Só que uma coisa que tem me incomodado muito de uns tempos pra cá é que os romances de repente se tornaram uma parte tão fundamental das histórias que, muitas vezes, fatores muito mais relevantes passam pro segundo plano em prol do ship. E esse não é um movimento só do cinema. Falei um tempo atrás sobre como a terceira temporada de Arrow me irritou e um dos principais motivos foi que, de repente, o casal principal tinha ganhado tanto espaço que o que antes era uma série de ação, de repente, tinha se tornado uma novela mexicana. Não é que os romances não sejam uma parte importante da narrativa, mas no meio de uma guerra, acho que a última coisa que você vai se preocupar é com o cara que você vai ficar quando tudo acabar – se acabar.

There are a lot of detours about this love triangle melodrama, considering they are actively fighting a war of resistance. Seriously, there are at least three extended scenes of characters sleeping so we can have personal conversations with Katniss, Peeta, and Gale. Pick one! Why are we talking about who Katniss loves instead of why all these people are willing to sacrifice their freedoms for others, why they are willing to defend Katniss to the death, and what the resistance’s ultimate goal really is?

Coincidentemente ou não, “A Esperança” é meu livro favorito de toda a trilogia – um livro bem pouco propenso ao romance já que Peeta passa metade sequestrado e a outra metade tentando matar a Katniss (risos eternos), enquanto Gale (#TeamGale) tem mais o que fazer da vida do que ficar roubando beijos alheios, afinal eles estão EM GUERRA, algo que aparentemente ninguém da produção se deu o trabalho de lembrar. Aliás, acho que muito do ódio que as pessoas destinam ao Gale vem de uma má interpretação dessa pose de durão que ele sustenta, mas sinceramente a impressão que eu tenho é que ele é a única pessoa que consegue ser racional o tempo todo. Às vezes ele é racional até demais? Sem dúvida. Inclusive condenei muita coisa que ele fez ou falou ao longo da história. Mas ainda assim, prefiro um cara que se importa, que vai lá e luta, e comete erros tentando acertar, do que um que fica se fazendo de vítima o tempo todo e só sabe lembrar daquele dia blá, blá, blá que a amada estava passando fome blá, blá, blá e ele deu pra ela um pão queimado blá, blá, blá. Sério, às vezes eu tenho vontade de meter a mão na cara do Peeta e mandar ele superar essa história do pão.

A Carol Moreira falou um troço que eu concordei horrores: se você não leu os livros, fica parecendo que a Katniss só tá preocupada com o romance dela. E é bem isso mesmo. Não gosto de ficar comparando livro com filme, disse antes e repito: são duas coisas completamente diferentes. Mas enquanto no livro a gente sabe claramente que ela tem problemas muito maiores pra lidar, no filme eu senti o tempo inteiro que a pergunta chave não era se eles chegariam na Capital, se a guerra ia acabar, muito menos se eles iam sobreviver, mas com quem a Katniss ia ficar. Sozinha? Com a mãe dela? Com o gato? Viva? Por que ela só pode ser feliz se ficar com um homem do lado? Sei lá, só faltou uma chamada do “Você Decide” mandando a gente ligar pra um número x e escolher com quem ela ia ficar no final.

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E me incomoda mais ainda que, como se não bastasse o fandom ser enorme e predominantemente a favor de Peeniss (a gente sabe que não tem salvação quando até o ship name bate errado) (risos eternos), o filme ainda acha bacana te manipular das formas mais bregas possíveis pra que você acredite que, de fato, essa história de Peeniss (risos eternos) é uma ideia fantástica. Isso não tinha ficado claro até a última cena do Gale, quando ele entra no quarto que a Katniss está e ela manda ele embora, com um adeus que só faria sentido numa novela mexicana. Tipo, oi? O cinema inteiro começou a gritar loucamente, amando demais a atitude da moça, “finalmente ela deu um fora nele” ouvi de uma mocinha exaltada atrás de mim, mas eu só conseguia sentir uma raiva enorme de tudo e revirar os olhos mais uma vez. Tipo, tudo bem ela ficar com o Peeta, vida que segue, mas como assim vocês não conseguem sentir um pingo de empatia? E quem foi que autorizou esse diretor abusado a tratar um personagem bacana como o vilão da história? Será que ninguém vê que ele tá sofrendo também? Sei lá, queria ter dado um abraço nele e carregado pra casa junto comigo.

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O filme tem vários outros problemas (aquele epílogo pavoroso, meu deus, e o que dizer da cena do gato que fez o cinema inteiro rir!!11!1!1) (Buttercup, melhor pessoa), mas nada que tenha me incomodado a ponto de noooossa preciso escrever sobre isso, etc. Enfim, assistam, nem que seja pra falar mal de tudo depois.

Tem outros troféu.

(Effie e Haymitch, que coisa maravilhosa)

(E pelo amor de Deus, vejam esse post)

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6 Comments

  • Reply Manu 25 de novembro de 2015 at 10:56 AM

    Posso começar o comentário dando gritinhos e querendo de abraçar porque FINALMENTE achei outra pessoa que apoia Gale/Katniss? AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
    Assisti ao primeiro filme só, e apesar de ter achado a melhor adaptação que eu já vi, não tive paciência pra ver os outros, porque se a indústria do cinema quer meu rico dinheirinho, eles vão ter que começar a contar histórias que eu ainda não conheço. E essa avalanche de adaptações, o que dizer sobre elas? E todas elas divididas em trocentas mil partes!!!!!! Eu entendo que pra alguns filmes é uma saída necessária (em Harry Potter mesmo, achei válido), mas tenho a impressão de que muitas séries são feitas dessa forma mais pelo dinheiro do que por qualquer outra coisa, de tanta enrolação. Enfim.
    Não vi os outros Hunger Games, mas to me solidarizando com a sua indignação, porque por mais que adaptações aqui e ali precisem ser feitas pra botar o filme na telona, dar esse enfoque todo pro triângulo amoroso (E AINDA PINTAR O GALE DE VILÃO) tá totalmente errado. Parem!!!!! HG é uma história incrível e temos a capacidade de acompanhar, entender e se empolgar a saga da Katniss sem a necessidade de ficarem empurrando um draminha amoroso pra embalar a plateia. Por essas e outras não sei mais lidar com adaptações de livros. :~~~~

    Em tempo: Eu acho que a Suzanne só deixou a Katniss com o Peeta mesmo porque sem ela, ele não teria mais nada pra fazer da vida, sem família, sem rumo e etc, e como o Gale tinha algo mais ao que se apegar, Peeta ganhou o ~troféu~ pra não ficar chupando o dedo. ~Galeniss 4eVeR~
    beijos! :**

  • Reply Patthy 25 de novembro de 2015 at 11:35 AM

    Eu ainda não vi o filme, mas li os livros. Logo, confesso que em alguns trechos do seu post eu li meio por cima – por mais que eu saiba o que acontece, vamos deixar algumas surpresas, né? rs
    Mas tenho de concordar com uma coisa que eu observei desde o primeiro filme: jogaram Katniss no colo do Peeta e ela não parece ter as mesmas dúvidas sobre os sentimentos dela. Vi o primeiro filme antes de ler os livros e Gale só parecia um cara “friendzonado”. Ainda que, de um modo geral, a adaptação dos livros seja muito boa, colocaram a vida amorosa da Katniss no mesmo patamar de importância de salvar Panem – quando nos livros ela está muito ocupada tentando não morrer ou não surtar, e a dúvida “Gale ou Peeta” é apenas uma nuance de quem ela é.

  • Reply Fernanda 26 de novembro de 2015 at 2:04 PM

    TANTAS COISAS PRA FALAR. Por onde começar?

    O cinema inteiro riu na cena do gato? Achei pesadona, achei linda demais? Você não gostou???

    Enfim, eu tô é meio surpresa com esse seu relato de ver THG na estreia, porque eu fui na estreia de CF e na pré-estreia da primeira parte de Mockingjay e foi muito, muito tranquilo mesmo. Ninguém gritou, ninguém bateu palma, ninguém riu de coisa que não era pra rir. Eu tinha visto várias estreias de HP e as últimas duas pré-estreias, e tinham sido tranquilíssimas também. Minha única experiência horrível com estreias foi a de Lua Nova, mas eu provavelmente merecia por estar na estreia de LUA NOVA. Eu sou super a favor de empolgação e tal, mesmo, mas não é show, né, gente? O Robert Pattinson não vai receber nada daquele ~feedback caloroso~. Filme a gente senta e vê em silêncio sem incomodar os outros.

    Gostei do filme, mas preciso admitir que eu lembrava de muito pouco do livro. Era o que eu menos gostava, e eu li ao longo de uns dias em que eu passei muito mal e, sei lá, acho que meu cérebro não tava funcionando 100%. Mesmo assim, sim, o filme parece muito mais longo que os outros. O ritmo dele é bem ruim. O foco no ‘com quem Katniss vai ficar’ não só é desnecessário como não dá pra justificar (é uma guerra, pelo amor!!!). Eu acabo meio em dúvida sobre dividir em duas partes, porque eu gostei demais da primeira (que era a que eu tinha medo que não fosse conseguir entregar).

    Mas, é. Eu amo o Peeta. Achei importante falar. (We <3 PEENISS rs). Não acho que o Peeta se faz de vítima. Ele não é um soldado, não é um guerreiro. Assim como Gale não é vilão porque a causa é mais importante pra ele.

    Enfim, muitas coisas, mas vou parar de falar. Só: será que dá pra fazer um corte novo do filme, tirar uma meia horinha de coisa errada, dar uma repaginada e fazer um final melhor pro cinema? hahah

    Beijo!

  • Reply Thay 27 de novembro de 2015 at 1:02 AM

    Miga, ainda não assisti ao filme, mas li teu post mesmo assim. Sou vida louca e enfrento spoilers assim mesmo, na coragem (q). HAHA, e não é como se eu não soubesse o que acontece no enrendo, né? Quer dizer, se não tiverem mudando tanto assim o plot. Mas pelo teu relato, deixaram a revolução de lado pra focar em um triângulo amoroso que é tipo a sub sub sub trama da história, né não?! AFF, Hollywood, why fazer isso?!

    E nunca gostei muito do Peeta, inclusive. No primeiro livro ele é legal, e tem a história do pão, mas precisa ficar lembrando disso o tempo todo? Acho que sou mais Team Gale, se for pra escolher. Enquanto eu lia os livros pensava que Katniss terminaria sozinha, acho que seria até mais condizente com a personalidade apresentada por ela durante toda a história. Mas quem sou eu pra saber melhor do que Suzanne? Até entendo ela ter escolhido o Peeta por todo o envolvimento dos dois dentro dos jogos, mas sei lá, eu deixaria ela sozinha.

    AH, salas lotadas de adolescentes histéricos, ninguém merece. Tive experiências muito legais ao longo da vida, principalmente em pré-estreias e estreias de Harry Potter, mas um dia cometi a sandice de ir em uma de Crepúsculo. WHY, GOD, WHY. Aparecia o Jacob: gritinhos. Aparecia Edward: gritinhos. Aparecia qualquer um, gritinhos e mais gritinhos. SEN OR, que ovolução foi aquele dia. E eu só querendo enfiar a cabeça dentro do saco de pipocas, UGH.

    ACHO que escrevi muito, encerro aqui, haha. Um beijo! ♥

    (AHH, obrigada pelo comentário lindo! “Teje” abraçada, e muito bem abraçada, tá?) ♥ ♥ ♥

  • Reply Yuu 28 de novembro de 2015 at 12:40 AM

    Estou com a Thay: ainda não assisti ao filme, mas li o post inteirinho, e entendo perfeitamente a sua lógica. Concordo que Jogos Vorazes foi uma franquia bem-sucedida, e tanto os livros quanto os filmes foram incríveis à sua própria maneira. Chato que algumas pessoas não entendam, na hora de assistir uma adaptação, que a palavra-chave é justamente essa: ADAPTAÇÃO, e que a história toda foi BASEADA em tal livro de tal autor(a). Confesso que já tive meus momentos de chatice com isso, mas superei. Entendi que mesmo que tenham partido de um livro, filmes têm a sua própria interpretação e sua própria linguagem para transmitir, na tela, aquela história.

    Meu histórico de estreias começou com – adivinhe – Crepúsculo, porque eu era realmente fã da série, mas eu nunca curti a gritaria da mulherada (não, não eram só as adolescentes), porque eram só comentários pervertidos. E até em Mockingjay – Part 1, quando a Katniss beija o Gale, uma menina atrás de mim fez o favor de gritar “vadia”, e essa foi a única manifestação na sala inteira. Eu gosto de fazer parte da turma da estreia, porque é aquela ansiedade boa, sabe? Mas alguns comportamentos que a gente presencia são de revirar os olhos e se segurar para não acabar jogando a pipoca em todo mundo.

    Fora isso, nunca achei que Jogos Vorazes tomaria esse rumo, de tornar o triângulo amoroso num major issue, porque desde o primeiro livro a Katniss sempre esteve mais preocupada em sobrevivência do que qualquer outra coisa. E, ainda assim, se fosse para ela escolher, o Gale era compatível com ela nesse sentido. Ele também era o responsável pela família dele e os dois se entendiam. Aí surge o Peeta e faz a amizade dos dois parecer errado. Tipo, o quê? “Sério, às vezes eu tenho vontade de meter a mão na cara do Peeta e mandar ele superar essa história do pão.” SIM. Na boa, por mais que essa anedota tenha sido emocionante e tudo o mais, já deu. Ele só tem essa tecla pra ficar batendo, e pra mim não é o suficiente. Mas quem se importa, né?

    Vou tentar assistir ao filme esse fim de semana. E com isso, aproveito pra te dar uma dica: sei que a faculdade é difícil e tudo mais, mas curta bastante essa época, porque ela te proporciona uma coisa: carteirinha de estudante e meia entrada. Depois isso, cinema e shows costumam se tornar programas bem dolorosos financeiramente. (lágrimas)

    Beijinhos. <3

  • Reply Caio Borrillo 28 de janeiro de 2016 at 1:14 AM

    A resenha estava estranha, mas normal, até chegar aqui -> “do que um que fica se fazendo de vítima o tempo todo”, que é quando você fala sobre o Peeta. Daí em diante a resenha não continuou estranha, ficou foi ridícula.
    Desde quando Peeta se faz de vítima? De onde você tirou essa ideia estúpida? Peeta é um dos personagens mais fortes de toda a trilogia, que desafiou a mãe para poder alimentar Katniss num dia de fome extrema. Ele não tem medo de expor seus sentimentos, não tem medo de se voluntariar no lugar de Hamitch. Você acha isso se fazer de vítima? Uma vítima de estupro estaria se fazendo de vítima também pra você então?
    Você apoia o Gale por que? Por que ele é o estereótipo do rapaz bonitão com ideias de salvar a geral, enquanto Peeta é um sujeito modesto que nem sabe nadar? Não havia nenhuma possibilidade de Katniss ter empatia pelo sujeito cujas bombas mataram a irmã dela. Primeiro que Katniss sempre considerou Gale da família, o embrólio amoroso foi forçação de barra DELE, com ciúmes da armação dos jogos que salvou a vida de Katniss e Peeta.
    Segundo, ele foi o responsável pelo planejamento do ataque que matou Prim. Sim, ele foi manipulado, como todo mundo ali no Distrito 13 foi, mas Katniss se sentiu traída por aquele que foi seu amigo e companheiro por tanto tempo, praticamente um irmão, especialmente durante os momentos mais difíceis. Gale é aquele idiota que acredita em friendzone.
    Aí vem você e mais meia dúzia de loka, querendo que os dois ficassem juntos? Olha, lamento, ou você leu os livros de olhos fechados ou já foi com preconceitos ver o filme.
    Ou então você está agindo como as pessoas da Capital, que queriam que seu espetáculo purpurinado continuasse ao invés de ver qualquer mudança drástica em seu mundinho. Vai ver é isso.

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