JOHN HUGHES NÃO DIRIGE MINHA VIDA

A PIZZA NO FIM DO TÚNEL

Terça-feira tive um dia deveras revoltado, que gastei confabulando com uma melhor amiga igualmente revoltada desde a hora que acordei. De férias, vendo nossos planos indo por água abaixo, seríamos capazes de matar um dragão com as próprias mãos, não fosse o pequeno detalhe que dragões não existem – pelo menos não os que cospem fogo.

Para piorar a situação, no meio da minha revolta, só fui lembrar que tinha passado o dia todo sem comer quando meu estômago já dava claros sinais de que poderia se auto digerir a qualquer momento. E se tem uma coisa que me tira do sério, queridos leitores, essa coisa é a fome. Tal qual os coleguinhas do sexo masculino, possuo o gene capaz de me deixar mau humorada ao menor sinal de um estômago vazio.

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Eu já estava sonhando acordada com diversas comidas deliciosas que definitivamente não fariam parte do meu cardápio do dia, acreditando piamente que minha situação não podia ficar pior do que já estava e claro, chorando todas as pitangas para a Juli que, a essa altura do campeonato, já se encontrava numa situação mais animadora que a minha, quando me bate uma vontade incontrolável de comer pizza. Mas não qualquer uma, vejam bem: tinha que ser a pizza da padaria que ficava perto do apartamento que eu morava até, sei lá, o ano passado.

As coisas finalmente pareciam estar dando certo (antes vontade de comer pizza do que querer um acarajé) , não fosse o simples fato de que, por algum motivo que desconheço, eles não fazem entrega. Ou seja, minha única chance era tirar a bunda da cadeira, catar minha dignidade onde quer que ela estivesse, tirar o pijama e ir dirigindo até a padaria. Em horário de pico, vale ressaltar. Não teria pensado duas vezes em desistir se estivesse tendo um dia relativamente bom (sério), mas a terça-feira já tava tão cagada que a pizza parecia um prêmio de fato muito merecido e, afinal de contas, eu não tinha nada a perder (OK, EU PODIA BATER O CARRO, UMA VEZ QUE DIRIJO MUITO MAL QUANDO ESTOU ~ABALADA~ MAS NÉ, WHO CARES). Desafio aceito, lá fui eu.

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Felizmente deu tudo certo. Mamãe concordou não só em ligar para a padaria e fazer o pedido, como também em me acompanhar na longa (só que não) jornada até lá, mesmo estando muy atarefada. Consegui dirigir numa boa entre os histéricos, encontrei uma vaga bem pertinho da padaria e peguei o retorno para casa com tanta tranquilidade que podia jurar que era madrugada. Não bati o carro, não matei ninguém e nem um ser humano sequer ousou rir da minha roupa no mínimo duvidosa. Cheguei em casa viva, com a pizza em mãos e uma felicidade que só uma alma esfomeada entende. Se isso não for um sinal do universo pra me dizer que a vida é bela, não sei o que é.

Sei que esse post tá super randômico e tal, mas depois de três fatias do que mais pareceu um pedaço do céu, meu dia deu uma melhorada significativa. E eu queria deixar registrado aqui toda minha admiração pelas pizzas que têm todo esse poder, toda essa magia, de mudar o dia de uma pessoa a cada fatia. Porque se ela mudou o meu, tenho certeza de que pode mudar seu dia cagado também.

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3 Comments

  • Reply suuh 24 de julho de 2014 at 10:57 PM

    HAHAHAHAHHA adoro posts ramdom. Acho que sou a única pessoa no mundo a não curtir tanto pizza. Claro que como, mas faço muito mais questão de uma massa bem feita (eles fazem tele entrega de massa por aqui e é dos DEUSES).
    Aliás, sou como você: borbulho de raiva.

  • Reply Ingrid A. 25 de julho de 2014 at 1:03 AM

    ahhh gente que irado esse post!! voc eh de sp?? pq só vi relações assim com pizza quem era dessa cidade turbulenta e pizzalover! hahahaha

  • Reply Juju/Juli 25 de julho de 2014 at 1:55 AM

    Pizza: salvação de uma terça puta! Depois vem a quarta, que enche a gente de amor, não é? :) Há!

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