I WANNA BE A ROCKSTAR

A PRIMEIRA VEZ QUE OUVI MINHA BANDA FAVORITA

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots.

Fiquei dias matutando sobre o tema da postagem coletiva desse mês porque, para ser bem sincera, não tenho muita certeza se tenho mesmo uma banda preferida. Às vezes acordo achando que é o Scorpions, para no dia seguinte jurar de pé junto que é o 30STM e por aí vou deixando a vida me levar, nessa eterna indecisão. São tantas bandas, tantas histórias e, claro, tantas fases, que tratar uma só como a preferida chega a ser injusto com as tantas outras que têm lugar garantido no meu coração. Mas aí eu fiquei pensando e pensando mais um pouco, querendo a todo custo participar da blogagem coletiva depois deixar várias passarem batidas, e foi aí que eu lembrei de uma banda que continua figurando firme e forte  no meu top 3 desde meados de 2006: o Paramore.

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Em terra de internet (ainda) discada, a única forma conhecida (por mim, of course) de conhecer bandas novas era por meio de outras pessoas, considerando que as vacas estavam muito magras na época e ter TV à cabo era o tipo de coisa que só pertencia ao mundo de gente mais ou menos rica. E por outras pessoas, entendam amigos virtuais, que geralmente moravam em São Paulo e me alegravam com as novidades daquela cidade incrível que fazia Brasília parecer uma bela cidade do interior. Brasília, te amo, beijos.

Uma dessas amigas era a Daya. Nem lembro direito como a gente se conheceu, mas sei que ela era uma dessas almas gêmeas que a gente encontra pela vida e que, por um infortúnio do destino, não moram do lado de casa. Nossa amizade acabou se perdendo no tempo, como aconteceu com tantas outras. Me dá um nó na garganta só de pensar na quantidade de pessoas maravilhosas que passaram pela minha vida e foram embora pelos motivos mais toscos possíveis – às vezes até sem motivo aparente.

Mas se tem uma coisa que agradeço eternamente à Daya foi por ela ter me apresentado essa banda tão maravilhosa que é o Paramore. Era um fim de semana como outro qualquer, o que basicamente significa que eu passei o dia inteiro no computador, dando pequenas pausas para ir ao banheiro ou comer alguma coisa. Ah, a adolescência e essa eterna falta do que fazer, saudades. Papo vai, papo vem, Daya me diz que tem uma música para me mostrar de uma banda que era minha cara e tinha certeza que eu ia amar. Eu, que era muito animada com esse lance de conhecer bandas novas, aceitei o arquivo na hora e esperei durante o que pareceu uma eternidade (e em tempos de banda larga, podemos dizer que era mesmo uma eternidade) até que o download estivesse concluído.

Terrível que só ela, a menina Daya me conhecia como a palma da mão. E qual não foi a surpresa ao ouvir as primeiras notas de Pressure, seguidas pela voz doce (porém forte) da Hayley, e constatar muito antes do refrão que aquilo, minha gente, só podia ser amor.

Daí em diante foi uma loucura! Eu queria mais. Queria saber mais, ouvir mais, conhecer mais. E o principal: eu precisava conhecer o rosto por trás daquela voz tão deliciosa, que tinha arrebatado o meu coração de uma vez só. Implorei que Daya me mandasse mais amostras daquele talento até então desconhecido, e ela gentilmente me mandou quase a discografia inteira. Sim, demorou um milênio até que eu, com minha internet maravilhosa, conseguisse baixar tudo. Mas foi o milênio mais compensador de toda a história dos milênios. Ouvi mais uma, mais duas, e a cada nova música que eu conhecia, mais certeza tinha de que aquilo era amor mesmo.

Foi quando resolvi assistir os clipes. E nessa época (tô muito nostálgica, mddc), assistir um vídeo no Youtube era o tipo de coisa sofrível. Você esperava horas até aquele caralho carregar, para só então poder assistir, em uma qualidade duvidosa, o tal clipe, correndo o sério risco de odiar tudo e admitir para si mesmo que todo aquele tempo tinha sido desperdiçado. Não foi o caso, amém. Na verdade, foi ainda melhor do que só ouvir. Assisti primeiro Pressure. O clipe não era lá essa coca toda, mas pra mim era mais que o suficiente. Dali em diante Hayley virou inspiração, Paramore se tornou minha banda preferida e eu já até pensava em tatuar um “whoa” no pulso para homenagear. Felizmente, o máximo que fiz foi cortar o cabelo igual o da Hayley e usar as mesmas calças coloridas que ela usava na época. Também tentei montar uma banda cover (claro que eu ia ser a Hayley), mas a ideia acabou não vingando, uma pena.

De lá pra cá muita coisa mudou. A banda mudou, eu mudei, o mundo mudou. E nem por isso deixei de gostar menos deles e, claro, do som. Riot continua sendo meu álbum preferido, mas entendo que, assim como eu amadureci, Hayley, Jeremy e Taylor também amadureceram, o que não é de todo ruim. E apesar de ser o tipo de fã resistente, que reluta em ouvir uma música nova e faz questão de exaltar as mais antigas, continuo mantendo um carinho enorme por esse (agora) trio. E sigo querendo ser a Hayley em outra vida, só pra constar.

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1 Comment

  • Reply suuh 16 de julho de 2014 at 5:42 PM

    Adooooooooro Paramore ♥ A Hailey é uma diva das divas e fui muuuuuuito fã da banda uns anos atrás. O clipe de Misery Business é demaaaaaais!

    Postagens do Rotaroots são só amor <3

    Beijo!

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