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Ana Luiza

JOHN HUGHES NÃO DIRIGE MINHA VIDA

O ABISMO NO MEIO DO CAMINHO

Não lembro exatamente quando, tampouco por quê, mas em algum ponto em meados de setembro, comecei a assistir Gilmore Girls pela segunda vez. Era pra ser um rewatch banal e descompromissado, minha companhia em dias difíceis, noites insones e horas de almoço – às vezes, meu único momento de paz e sossego real ao longo do dia -, mas de repente as coisas começaram a ficar meio estranhas e já não fazia mais sentido assistir qualquer outra coisa ou fazer qualquer outra coisa quando eu simplesmente poderia fugir para Stars Hollow e me deliciar com a existência daquelas pessoas, me solidarizar com seus conflitos, erros e mágoas, e viver uma realidade que parecia tão melhor.

Assim como Downton Abbey, Gilmore Girls se transformou num bote salva-vidas, cujo maior objetivo era me manter sã; o barquinho que impedia meu coração de se afogar. A grande diferença entre as duas, no entanto, é que enquanto em Downton tudo parecia pertencer a uma realidade tão, tão distante – estamos, afinal, falando de uma história que gira em torno uma família aristocrata inglesa e seus empregados, tudo isso ambientado no século passado, um mundo que definitivamente não existe mais -, Gilmore Girls sempre me forneceu um conforto muito mais próximo, como o abraço apertado de alguém que sabe exatamente o que você está passando e entende o quanto pode ser difícil, doloroso e traumático, mas que também reconhece que vai ficar tudo bem. Rory Gilmore, sobretudo na faculdade, sou eu em todos os níveis possíveis, sejam eles bons ou ruins (principalmente os ruins), e existe algo de muito confortável – num nível totalmente pessoal – em ver outra pessoa que não uma amiga, colega ou conhecida viver coisas tão parecidas e ainda encontrar uma saída em meio ao caos.

Não é por acaso que tantas amigas, colegas e conhecidas se identificam com a Rory – e se inspiram nela, e querem ser como ela, e sentem-se profundamente incomodadas pelos erros dela. Ainda que a experiência esteja longe de ser universal, porque contempla uma bolha muito específica de mulheres brancas e privilegiadas, com acesso à educação de qualidade, que nunca tiveram que se preocupar com muito além de serem boas alunas, boas filhas e entrar numa faculdade de prestígio, a trajetória da Rory representa muito dos nossos conflitos internos, que derivam em grande parte por esse estigma de perfeição (a filha perfeita, a aluna perfeita, a namorada perfeita, a neta perfeita, etc etc) que não corresponde à realidade. Crescer significa ser constantemente confrontada pela perspectiva de que ser um floquinho de neve especial é uma missão fadada ao fracasso, que por mais perfeitas que sejamos, jamais vamos chegar lá. É por isso que gosto tanto da quarta temporada em diante, quando Rory finalmente vai para Yale e começa a caminhar por conta própria. Sem a presença constante da Lorelai – que, talvez pela primeira vez, também já não tem mais todas as respostas – Rory precisa descobrir sozinha por que e como resolver aquilo que acontece em sua vida, e mesmo que nem sempre tome as decisões certas, ela ao menos está tentando. Muita gente odeia essa nova versão da personagem, que é intensificada no revival, mas eu adoro justamente porque é quando ela se permite ser mais humana. Nos acostumamos a ter esse referencial de perfeição e é por isso que vê-la errar chega a ser tão incômodo, mas é, ao mesmo tempo – e ironicamente, e contraditoriamente – tão libertador.

As coisas dão errado. Elas dão tão errado que às vezes a gente se pergunta se algum dia elas já deram certo, porque não pode ser possível que algo dê tão errado sem que exista um histórico de erros cabeludos por trás. E ainda assim elas dão, porque, bom, essa é a vida. Um dos grandes motivos que me levaram à terapia foi minha incapacidade de lidar com o futuro e o fato de não poder ter uma vida inteira planejada, perfeita, estável, com todos os movimentos calculados previamente. Desde muito nova, eu sabia exatamente o que fazer, como fazer, e mesmo que não soubesse com precisão a carreira que gostaria de seguir – tinha um fraco por algumas áreas -, a certeza de que dali alguns anos eu estaria na faculdade já era suficiente. Estar na faculdade transformou tudo, no entanto: de repente, o próximo passo já não parecia tão óbvio – eu estava num penhasco, à frente havia apenas uma neblina densa e horrível -, me desestruturando por completo. O que vai acontecer depois? se tornou uma das minhas perguntas favoritas – e também a mais desesperadora delas – e ninguém te conta o quanto pode ser angustiante pensar num futuro que, embora repleto de opções, sempre parece tão abstrato.

“Pra onde eu vou agora?”, ela perguntou, sentou na estrada e começou a chorar sozinha.

Um dos meus momentos favoritos de Gilmore Girls é quando Rory vai para Stars Hollow com Lucy e Olivia, suas novas amigas da faculdade, e elas jogam conversa fora, riem, pintam os cabelos de rosa, roxo e verde, vasculham álbuns de fotos, fazem doces de flocos de arroz, e se divertem de verdade. Mas é ali, em meio a uma banal girl’s night out, que Rory tem seu momento e despenca, confessa que não sabe o que fazer em seguida, chora o fim da faculdade que se aproxima mais e mais, lamenta sua saída da editoria do Yale Daily News, se entrega à todas as dúvidas que a destroem por dentro. Ela sente muito, naturalmente e intensamente, e chora no chão do banheiro com os cabelos pintados de rosa, numa dicotomia que faz todo o sentido do mundo; tão, tão adulta e, ainda assim, tão ridiculamente vulnerável. Ela não é uma pessoa de verdade, não ainda, assim como a personagem principal de Frances Ha, e há algo de reconfortante ali – não somos também, afinal. Quando permite que suas angústias se transformem em palavras, ganhando forma e tamanhos reais, Rory é um pouco (muito) como nós. Em qualquer outra circunstância, ela permitiria que esses monstros a consumissem por dentro, tornando-os uma ilusão menos real, ainda que tão maléfica quanto; mas quando os expõe, ela os confronta realmente – e encontra de volta amor, apoio, carinho e uma compreensão que parte, principalmente do entendimento de que não é a única naquele barco. Lucy e Olivia também se sentem assim; e eu, e vocês aí do outro lado, e todas as garotas do mundo que foram criadas para serem lindos floquinhos de neve especiais, até descobrirem que o mundo era um lugar grande demais para nos limitarmos  a uma caixa. Rory Gilmore não está sozinha justamente porque nós também não estamos.

As últimas semanas foram um processo doloroso de ser muito adulta, o que significa que na maior parte do tempo eu só queria me esconder embaixo das minhas cobertas, fingir que jamais tinha existido e que todas as merdas que já havia feito não eram problemas meus, tampouco minha responsabilidade. Foram tombos atrás de tombos, atrás de outros tantos tombos, até que eu não quisesse mais me levantar, mas ser adulto é levantar uma, duas, três vezes – e levantar rápido -, só para cair de novo, dessa vez por um motivo completamente diferente. Foi preciso me lembrar constantemente que falhar não era o fim do mundo – nem da minha carreira ou da minha vida -, que errar era humano e que não fazia o menor sentido chorar por erros que chegaram muito perto de acontecer, mas não aconteceram de verdade. Tive a sorte de contar com pessoas nesse meio tempo que tinham a paciência e firmeza necessárias para lembrarem que nem tudo estava perdido e me mandar engolir o choro e voltar ao trabalho, mas que também me abraçaram e confortaram, que me lembraram que todos os êxitos pesavam mais do que as falhas que sempre pareciam monstros tão maiores e assustadores com os quais lidar na minha cabeça.

Ao mesmo tempo, quando tudo acabou, foi preciso lidar com o fim de algo que vinha me consumindo por inteiro, pro bem e pro mal, e ao qual me apeguei profundamente; chegar ao fim foi como me sentir órfã e descobrir que, embora o cansaço e o desgraçamento fossem reais, e não sobrasse uma roupa limpa no meu armário, eu não queria que aquilo terminasse. Eu sentia falta da rotina, das pessoas, dos problemas que pareciam impossíveis de serem resolvidos, até acontecerem como num passe de mágica, porque a magia do cinema existe também – e principalmente – nos bastidores. No último dia, nós nos abraçamos longa e fortemente, trocamos mensagens fofas, celebramos o quanto aquela experiência havia sido incrível, mas dois dias depois, sozinha e de pijamas no meu quarto, eu só conseguia me sentir terrivelmente perdida, como se um pedaço grande e importante de mim tivesse ido embora. Eu tinha mergulhado em um oceano inteiro de emoções, conflitos, altos e baixos, sem que tivesse tempo de respirar antes de enfiar cabeça e corpo inteiros na água – o que poderia ter sido traumático, é verdade, mas foi uma das melhores experiências que eu podia ter tido, mas principalmente vivido; e eu vivi, cada segundo. Eu coloquei não apenas os pés na água, mas me joguei inteira, sem saber direito o que me esperava, e foi incrível. Estar de volta no meu quarto escuro foi como me sentir presa depois de experienciar a imensidão azul incontrolável, totalmente sem limites do mar, e depois sequer poder sentir o vento na cara.

Em “French Twist”, é a saída do Yale Daily News que faz a Rory ter essa percepção de que as coisas estão acabando; ela saíra do jornal, em breve saíra da faculdade e, de repente, não tem nenhum emprego para ir, nenhuma pós-graduação para começar. Pra mim, o fim das gravações é o que marca esse momento. Porque tudo está acabando. Ainda faltam alguns semestres para o fim da faculdade, mas ela já está em sua reta final – o fim parece mais próximo do que o início, afinal – e muito embora exista uma porção de coisas a serem feitas, projetos a serem produzidos, experiências a serem vividas, toda a perspectiva do fim já começa a fazer seu estrago. E ainda assim, ela não deixa de ser natural – terrivelmente, mas ainda assim. Minhas crises de ansiedade voltaram com força total; meu cabelo jaz no chão do meu quarto enquanto, pouco a pouco, um buraco começa a ser aberto na minha cabeça; e uma atrás da outra, embalagens de comida chinesa começam a ser empilhadas no lixo da minha cozinha, e ainda assim, a única certeza é que tudo isso passa – só para começar de novo e de novo em outro lugar. Eu sou Rory Gilmore de cabelos cor-de-rosa, chorando no chão do banheiro, apavorada demais com o que me reserva o futuro – mas isso também vai passar.

JOHN HUGHES NÃO DIRIGE MINHA VIDA

FLUXO DE CONSCIÊNCIA E OUTRAS INUTILIDADES

Inspirado nesse post aqui

1. Perdi completamente o filtro na hora de falar sobre minha cabeça desgraçada. Ninguém perguntou, mas estou falando mesmo assim. Meu nome é Ana Luíza, tenho 24 anos, tenho depressão, ansiedade, não sei lidar com lugares lotados, arranco meus cabelos nas horas vagas, mas juro que sou uma boa pessoa. Complicada, mas legal. Desgraçada demais, mas com bom coração.

2. Por que eu me importo tanto?

3. Thor: Ragnarok é um bom filme, mas a Marvel devia parar de tentar ser tão engraçada o tempo inteiro. E fazer cenas pós-créditos melhores. Eu odeio cenas pós-créditos. Quem inventou que era legal fazer cenas pós-créditos?

4. Não sei o que acontece com a minha cara quando alguém aponta uma câmera na minha direção. Não é possível que eu seja assim tão feia, não é isso que vejo quando me olho no espelho. Se bem que já me disseram que a gente se enxerga algumas vezes mais bonitos do que realmente somos. O que isso quer dizer? Talvez eu não seja bonita, afinal. Eu queria ser bonita. Queria acreditar quando as pessoas dizem que sou bonita. Só queria sair bonita em uma foto espontânea. Só isso.

5. É uma falta emocional ou técnica? As duas. Mais emocional ou mais técnica? Não sei.

6. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa.

7. Odeio ficar sozinha. Será que alguém vai vir ficar comigo? Será que alguém vai sentir a minha falta e vai me procurar? Provavelmente não, mas seria legal se acontecesse. Mas não vai acontecer. Infelizmente. Eu deveria me importar tanto? Provavelmente não. Mas eu me importo. Não queria ficar sozinha. No escuro. Sozinha. Queria abraçar alguém. Precisava abraçar alguém. Mas está calor. Ninguém quer ser abraçado no calor. Eu quero. Qual o meu problema? Por que diabos eu preciso de carinho o tempo inteiro? Daqui a pouco alguém vai confundir carência com outra coisa. Que coisa? Eu gosto de abraçar meus amigos. Eu gosto de cuidar deles, gosto de dar beijo, carinho. Eu durmo de conchinha com minhas amigas. Gosto de me sentir segura, amada. Ninguém tem nada a ver com isso. Ou tem? Por que eu preciso tão desesperadamente ser amada? É patético, mas talvez eu seja patética. E é por isso que eu quero abraçar as pessoas no escuro, no calor; porque sou tão legal com todo mundo o tempo inteiro. Porque evito conflitos. Eu só quero aprovação. Amor. Pertencimento. Carinho. Patético.

8. Por que as pessoas continuam aqui? Por que elas não saem correndo? Elas deveriam sair correndo. Seria mais fácil, mais seguro – pra mim, pra todas elas. Não consigo sair correndo. Não confiem em mim. Não entrem na minha tempestade, não dancem nela. Era disso que a Lorde estava falando, não é? Por que diabos estou chorando de novo? Sempre foi assim. Quer dizer, não sempre, sempre, mas quase sempre. Dói, dói, dói. Por que tem que doer tanto? Merda, será que não podia ser um pouquinho mais fácil? Claro que não podia. A vida. A porra da vida. Eu só queria um yakissoba e um episódio de Gilmore Girls pra me consolar.

9. Escrever. Eu preciso voltar a escrever. E lavar roupas. Meu Deus, eu realmente preciso lavar minhas roupas.

10. Se eu estiver em um carro com os vidros abertos, mas não completamente abertos, e acontecer um acidente, é provável que esse vidro venha parar diretamente na minha bochecha. Quão aberto o vidro precisa estar para ser seguro que ele não venha parar no meio da minha cara se qualquer coisa acontecer?

11. Eu não sou o apêndice de ninguém. Eu tenho uma VIDAAAAAAAA. A porra de uma VIDAAAAAAAA. Não dependo de um homem pra ter a porra de uma vida. Eu também trabalho pra caralho. Porra, eu trabalho PRA CARALHO. Tenho todo o direito de estar cansada, ninguém pode me julgar por preferir passar o fim de semana em casa depois de uma semana escrota. Eu não preciso inventar uma desculpa pra isso, não preciso me justificar pra ninguém. Quem essa mulher pensa que é pra falar sobre mim dessa forma? E ODIAR PESSOAS? De onde ela tirou que eu odiaria pessoas? Eu mal tenho tempo pra lidar com as pessoas que amo, pra que caçar gente pra odiar? Eu não aguento mais.

MEMES

60 PERGUNTAS QUE NINGUÉM PERGUNTOU

Tenho certeza de que não é nenhuma surpresa quando digo que adoro falar sobre a minha vida – o que não significa que eu me sinta confortável para falar sobre ela o tempo inteiro, só que gosto bastante quando isso acontece. Tive uma infância marcada por programas aleatórios da TV aberta dos anos 90, que levavam celebridades do Brasil e do mundo para darem entrevistas e falarem abertamente sobre suas vidas, de modo que meu maior sonho era um dia poder dar entrevistas e falar abertamente sobre minha vida pessoal, risos eternos.

Infelizmente, cresci e não me tornei celebridade, mas encontrei um jeito de continuar falando sobre a minha vida assim mesmo, sobretudo quando as pessoas não estavam tão interessadas assim em ouvir; o que sem dúvida deixaria a pequena Sharon orgulhosa. Sempre me perguntam se não me importo em me expor dessa forma, e a verdade é que, embora eu seja reservada em muitos lugares, a internet definitivamente não é um deles – o que é bastante contraditório, mas bear with me. Assim sendo, aproveito a minha momentânea falta de assunto para celebrar as maravilhas de ter um espaço só meu, onde posso falar qualquer abobrinha e responder perguntas que ninguém jamais me faria, não fossem esses memes maravilhosos que, tenho certeza absoluta, são inventados pelas mesmas crianças que passaram os anos 90 assistindo televisão demais.

(O meme saiu do blog da Michas, amor da minha vida que segue salvando a vida desse blog como se não houvesse amanhã. Jesus conserve.)

1) Quais são as suas três músicas preferidas?
No momento, a tríade “Perfect Places“, “Liability” e “The Louvre“, todas da Lorde. Aparentemente, jamais superarei Melodrama, risos. Menção honrosa pra “Something Just Like This“, do The Chainsmokers com o Coldplay, que se tornou uma favorita fácil demais até pra mim.  

2) Se você pudesse conhecer alguém nesta terra, quem seria?
É uma questão. Muito embora tenha vontade de conhecer muitas pessoas, de atores famosos até amigos de amigos, vivo uma contradição de não querer conhecê-las de verdade, sobretudo porque pode ser meio decepcionante e isso certamente me mataria. Ao mesmo tempo, não tenho vontade de simplesmente conhecer essas pessoas, mas também me tornar amiga delas, o que muda absolutamente tudo; conhecê-las não basta, é preciso me relacionar com elas, do jeito que for. O mundo é um lugar bem pequeno e às vezes não acho que isso seja tão impossível assim, em alguns casos menos do que em outros, mas não sei se realmente gostaria que esses encontros acontecessem. De qualquer forma, adoraria conhecer o Harry Styles, o Johnny Massaro e a Tavi Gevinson.      

3) Pegue o livro que você esta lendo, vire a página 23, o que tem na linha 17?
Estou agarrada à minha tigela de batatas chips já vazia, e chupo os dedos cheios de sal quando uma tia passa e me vê“. 

4) O que você pensa sobre a maioria das pessoas?
Prefiro cachorros.

5) Já teve um poema ou canção escrita sobre você?
Não.

6) Você tem fobias estranhas?
Não que eu me lembre. Tenho bastante medo de aranhas e baratas, e também de morrer, mas nada muito fora do normal, né? 

7) Qual é a sua religião?
Católica. 

8) Se você estiver na rua, o que você provavelmente está fazendo?
Pensando em alguma coisa aleatória e/ou mexendo no celular.

9) Simples, mas extremamente complexo. Banda favorita?
Scorpions. Não tenho ouvido com a frequência que já ouvi em outros momentos, mas acho que é exatamente isso: uma questão de momento. Eles sempre vão ser minha banda favorita da vida, ainda que nem sempre sejam a banda favorita do momento.

10) Qual foi a última mentira que você contou?
Não uma mentira, mas uma meia-mentira: disse pro meu pai que não o tinha visitado no dia dos pais porque acordei passando mal. Não era de todo uma mentira, mas não era a verdade completa. 

11) Você acredita em karma?
Acredito.  

12) O que o seu URL significa?
O nome do meu blog? Já contei essa história em outro momento, mas o nome do blog foi escolhido de modo bem aleatório: o “queen” eu já usava desde os meus primórdios como blogueira de moda, enquanto o “starships” surgiu enquanto eu assistia Star Wars. O nome não faz o menor sentido, mas já são quase quatro anos com ele, de modo que não consigo desapegar, muito menos pensar em algo melhor.  

13) Qual é a sua maior fraqueza, a sua maior força?
As pessoas que amo.

14) Qual é a sua estrela do cinema preferida?
Anna Karina, amor da minha vida, inspiração eterna.

15) Como você extravasa a sua raiva?
Chorando e/ou ouvindo música. Às vezes também escrevo, mas no auge da raiva é meio complicado colocar as palavras no papel de um jeito que elas façam algum sentido.

16) Livro preferido?
Estação Onze, da Emily St. John Mandel.

17) Você está feliz com a pessoa que você se tornou?
Com certeza. Ainda tenho muitas questões mal resolvidas, sentimentos que não entendo muito bem e nuances da minha personalidade que gostaria de compreender melhor, mas cada vez mais tenho feito as pazes com a pessoa que me tornei, que não é alguém perfeito, mas ser perfeita jamais foi uma possibilidade real. Nesse sentido, a terapia tem me ajudado muito, mas acho que as experiências e relacionamentos que tive até agora também me moldaram. Apesar dos pesares, quando me olho no espelho, me sinto muito em paz com a pessoa que me olha de volta e isso já tem sido suficiente.         

18) Qual é a música que você odeia?
A maioria das músicas que os jovens de hoje escutam e passam na rádio 24/7, pois velha & chata demais.  

19) Qual é o tipo de arte que você mais gosta?
Qualquer tipo, mas sobretudo o cinema, a música e a literatura; as três produções artísticas que tenho mais proximidade e que, não por acaso, sempre falaram mais de perto comigo. Embora o cinema seja aquela que decidi fazer e tomar como minha, não consigo deixar a música e a literatura de fora, porque foram elas que abriram esse espaço de compreensão e entendimento sobre mim, mas principalmente sobre o mundo, de um jeito que às vezes eu não era capaz de ver por conta própria. Se hoje procuro significado em toda e qualquer coisa, é muito porque esses três me fizeram as perguntas certas e me mostraram um mundo completamente diferente daquele com o qual eu estava acostumada, onde existia muito mais do que eu acreditava ser possível. É o tipo de experiência que muda uma vida inteira, e por mais que muita gente ache idiota, eu só consigo ser infinitamente grata por ver o mundo através dessas lentes ao invés de enxergar e aceitar as coisas como mais simples do que elas realmente são.      

20) Você acredita em fantasmas? E alienígenas?
Acredito, mas menos de um jeito óbvio e mais como uma metáfora para outras coisas, ao menos no caso dos fantasmas. Nós somos assombrados por muitas coisas, que nos assustam e permanecem vivas na gente até que sejamos capazes de exorcizá-las, esses são nossos fantasmas. Já acreditei por muito tempo na possibilidade de pessoas mortas também habitarem a Terra e não sei até que ponto desacredito, mas acho que como a maior parte das criaturas que criamos para nos aterrorizarem durante a noite, fantasmas também são uma representação de medos mais complexos. Já alienígenas, gosto de acreditar que existem sim, porque o Universo é grande demais para sermos os únicos seres vivos e pensantes que existem.      

21) Quem te inspira?
Minha mãe, as mulheres da minha família; minhas amigas e amigos; meus professores; artistas que não conheço de verdade, mas comunicam muito com suas produções; alguns personagens, etc etc.

22) Que cheiro você esta sentindo agora?
Nenhum, pois nariz entupido. 

23) Qual é o pior lugar que você já foi?
Correndo o risco de soar cafona, acho que lugares são mais um estado de espírito do que necessariamente um lugar físico. Eu já estive em lugares – físicos – terríveis, que qualquer pessoa em sã consciência teria saído correndo assim que colocasse os pés, mas eu tinha as companhias certas, de modo que toda a situação ganhou ares muito mais interessantes e divertidos do que teriam sido em qualquer outro caso. Talvez por isso, seja muito difícil lembrar de lugares realmente horríveis que eu tenha estado. Acho que a última vez que realmente senti isso foi há uns 2 anos atrás, quando fui na festa de aniversário de um amigo e me senti completamente deslocada. 

24) Qual é a sua cantora ou seu cantor preferido?
Para todos os efeitos, Taylor Swift é minha cantora favorita, mas tenho estado particularmente apaixonada pela Lorde. De homem, tenho me apaixonado cada vez mais pelo Harry Styles, que vai salvar o rock e fazê-lo valer à pena de novo, risos.

25) Para você, qual é o sentido da vida?
É uma boa pergunta. Não tenho uma resposta para ela, mas cada vez mais tenho me importado menos em encontrar um sentido em tudo isso e me preocupado mais em viver a jornada; o que é bem brega, mas nunca me pareceu tão real. 

26) Você dirige? Se sim, já sofreu um acidente?
Dirijo desde os 18 anos e é algo que amo profundamente, ainda que já tenha tido alguns problemas, inclusive pequenos acidentes. O pior deles foi quando, na faculdade, fui fazer um retorno e não vi uma moto, que acabou batendo na parte da frente do meu carro. Nada aconteceu com o rapaz de moto ou comigo, mas o mesmo não pôde ser dito da moto, menos ainda do carro, que ficaram suficiente destruídos para que uma pequena fortuna fosse gasta no conserto dos dois. Toda a situação acabou me deixando bastante assustada e eu passei meses sem conseguir pegar num carro. Eventualmente o trauma foi superado e hoje dirijo sem grandes problemas.    

27) Qual foi o último filme que você viu?
A Torre Negra“, do Nikolaj Arcel; que é um cara muito bem intencionado, mas o filme infelizmente é uma bosta.

28) Qual é a pior lesão que você já teve?
Até segunda ordem, nunca sofri nenhum acidente sério, muito menos tive lesões, fraturas ou qualquer coisa que merecesse muita atenção, mas quando era pequena, prendi meu dedo mindinho do pé embaixo da portaria do meu prédio, o que me fez passar semanas sem conseguir caminhar direito, tamanha a dor. Na época, lembro de tentar fingir que não estava doendo tanto assim, que aquilo era besteira, da mesma forma que tentei fingir que não tinha doído na hora, com medo que os outros meninos começassem a me zoar, quando minha vontade sincera era chorar até não aguentar mais, mas minha mãe percebeu que algo estava errado e até considerou me levar ao médico. No final das contas, isso acabou não acontecendo porque melhorei por conta própria, mas se no médico tivesse ido, talvez tivesse descoberto algo mais grave do que pareceu num primeiro momento. Outra história mais ou menos assim, que acabou não dando em nada, mas deixou minha mãe bastante assustada foi quando eu sentei em uma taturana, ou lagarta-de-fogo. Minha amiga, que estava comigo na hora, riu horrores, e de novo eu me vi naquela situação de dor e sofrimento em que tudo que eu queria era chorar, mas não podia fazê-lo pra não passar vergonha – pré-adolescentes, não sejam. Parecia bobagem, mas quando cheguei em casa, minha bunda estava toda roxa, de um jeito que deixou minha mãe apavorada. Acabei conseguindo convencê-la a não me levar ao médico, mas foi por pouco, bem pouco, e por sorte minha bunda voltou sozinha ao normal, risos. Lendo sobre isso depois, descobri que tocar em uma taturana pode ser um troço realmente sério, e minha sorte foi que eu estava de calça jeans, de modo que o tecido acabou me protegendo de potenciais consequências mais sérias. 

29) Você tem obsessões por algo?
Obsessão é meu nome do meio, mas nos últimos meses tenho estado particularmente obcecada por Downton Abbey, como vocês já estão carecas de saber. 

30) Já teve um rumor sobre você?
Alguns, quase sempre quando era adolescente porque adolescentes são esse tipo maravilhoso de ser que adora criar rumores uns sobre os outros. O primeiro deles foi quando eu ainda estava no ensino fundamental e, depois de terminar com meu primeiro namorado, as pessoas começaram a questionar minha sexualidade. O rumor ganhou força quando fiz 14 anos e uma menina roubou (!) uma página que eu tinha com minhas amigas no Orkut e afirmou que eu era lésbica, algo que estava muito longe de ser verdade. A segunda vez foi quando, chegando na escola, passei mal e vomitei na lixeira em frente ao colégio. Era só o suco de graviola que eu tinha tomado de manhã e não tinha batido muito bem no meu estômago, e eu me senti infinitamente melhor depois de colocá-lo pra fora, mas muita gente viu a cena e achou que aquilo era a óbvia confirmação de que eu estava… grávida. Contudo, cheguei aos 24 com um total de zero bebês, de modo que vocês podem imaginar a veracidade do rumor. Já mais velha, algumas pessoas se questionaram quando eu e a Ju nos afastamos, inclusive fazendo perguntas de tempos em tempos sobre o assunto, mas nesse caso, como diria nossa melhor amiga famosa: the rumors are terrible and cruel but honey most of them are true. A maioria era mesmo verdade, mas tudo isso ficou no passado.     

31) Você tende a guardar rancor de pessoas que te magoaram?
Já quis muito fazer isso, mesmo sabendo que não me faria bem algum, mas eventualmente descobri que não tenho dom para ser rancorosa – o que nem sempre é muito bom, mas acho que prefiro assim.

32) Qual é o seu signo?
Peixes com ascendente em gêmeos e lua em aquário.

33) Qual é a última coisa que você comprou?
Um yakissoba pra me consolar. 

34) Amor ou luxúria?
Amor.

35) Está em um relacionamento sério?
Yep.

36) Quantos relacionamentos você já teve?
Namoro de verdade, só dois. Mas já me enrolei com outras pessoas por mais tempo do que seria saudável admitir.

37) Qual é a sua arma secreta para conseguir que alguém goste de você?
Não sei se tenho exatamente uma arma secreta, especialmente porque confio muito pouco nas minhas qualidades para sentir que alguma delas possa fazer com que as pessoas gostem de mim com mais facilidade. Mas sempre tento ser honesta, sorrir e dar a atenção que gostaria de receber de volta. A máxima de tratar os outros como você gostaria de ser tratado não se aplica em todas as situações, mas acho que esse é um caso em que ela funciona bem. 

38) Onde está o seu melhor amigo (a)?
Provavelmente em casa, mas são questões.

39) O que você estava fazendo ontem à meia-noite?
Escrevendo.

40) Você é o tipo de amigo que você gostaria de ter como amigo?
Embora eu seja uma pessoa complicada e meio relapsa, gosto de acreditar que compenso essas falhas sendo uma boa amiga, com quem as pessoas podem contar sempre que precisarem e alguém em quem sempre vão encontrar honestidade e carinho. Então, sim, provavelmente eu gostaria de me ter como amiga.  

41) Você está andando pela rua no seu caminho para o trabalho. Há um cão se afogando no canal no lado da rua. Seu chefe lhe disse que se você chegasse atrasado mais uma vez você seria demitido. O que você faz?
Existem muitos empregos no mundo, talvez até melhores e com um chefe menos escroto; mas bichinhos são únicos. Sem dúvida salvaria o cão.

42) Você está no consultório médico e acaba de ser informado de que só tem cerca de um mês para viver. a) Você não diz a ninguém que você vai morrer? b) O que você faz com os seus dias restantes? c) Você teria medo?
Esse negócio de contar ou não é uma grande questão. Contar mudaria absolutamente tudo; as pessoas passariam a ter pena de mim, me tratariam de um jeito diferente, e eu não gostaria que isso acontecesse, sobretudo se estivesse em vias de morrer. Contudo, ao mesmo tempo, não me imagino guardando um segredo tão sério sem sentir o peso disso, o que provavelmente afetaria meus últimos dias de um jeito bastante negativo. No final das contas, acho que não contaria pra todo mundo, mas escolheria algumas pessoas com quem dividir esse segredo, na tentativa de tornar o momento menos pesado e tentaria vivê-los da melhor forma possível. Um mês é pouco tempo para fazer coisas grandes, mas isso não significa que eles não possam ser extraordinários ao seu próprio modo. Então tentaria me cercar de amor e experiências novas, que pudessem fazer com que eu sentisse que minha vida tivesse realmente valido à pena. Ao mesmo tempo, sou idiota o suficiente para me importar em deixar uma marca e ter absoluto pavor de que minha existência tenha sido algo banal, de modo que tentaria deixar alguma coisa para trás; provavelmente, um livro ou um diário, mas poderia ser um filme também, ou só o roteiro dele. Eu teria muito, muito medo, mas aí algumas vezes na vida, a gente precisa aceitar e seguir em frente com medo mesmo; é isso que diferencia as verdadeiras pessoas de coragem, acho, e gosto de pensar que nesse momento, eu seria uma delas.    

43) Qual a música que sempre faz você se sentir feliz quando ouve?
Perfect Places“, da Lorde. É uma música que me faz querer dançar, de um jeito bastante honesto, ao mesmo tempo que me fez fazer as pazes com a minha vida e a pessoa que eu me tornei. Lugares perfeitos não existem, mas talvez a gente possa forjar um espaço que chegue perto de ser. 

44) Na sua opinião, o que faz um grande relacionamento?
Acho que isso varia de pessoa pra pessoa, mas de um modo geral, os clichês quase sempre se aplicam: honestidade, confiança e parceria. As pessoas se surpreendem quando não falo do amor logo de cara, mas acho que, embora eu acredite demais nele, nem sempre o amor é capaz de segurar um relacionamento que não tenha uma base sólida – o que não significa que ele não seja importante (we’re just humans drunk in the idea love can fixes everything), só que não é a única coisa importante. Ao mesmo tempo, acho que a gente não deve levar a vida muito a sério, e isso também se aplica aos relacionamentos. Deve ser muito chato viver ao lado de alguém que está o tempo inteiro muito sério e não consegue rir das situações absurdas que inevitavelmente acontecem, então esse é um ponto importante também. O mundo já é um lugar difícil demais pra se viver, então a gente não precisa transformá-lo em algo pior.

45) O que alguém deve fazer para ganhar o seu coração?
A tríade de carinho, atenção e risadas não falha, e acho que ainda são a melhor forma de ganhar meu coração, seja de um jeito romântico ou não.

46) A “loucura” traz mais criatividade?
Não necessariamente. Acho que as pessoas tidas como loucas saem da caixa com mais facilidade, o que a gente normalmente atribui como criatividade, mas não acho que seja pré-requisito, pelo contrário. Muitas pessoas que conheço e são extremamente criativas não tem sequer um traço de loucura, inclusive não podiam estar mais distantes disso. Pra elas, muitas vezes, a criatividade é um instrumento de trabalho e elas não dependem dela como uma graça divina, mas vão exercitando esse lado até que possam utilizá-la independente do momento que estão vivendo ou qualquer coisa assim. Ao mesmo tempo, acho difícil encontrar uma definição para loucura, porque existem mais nuances do que a gente muitas vezes é capaz de ver, assim como existem muitas formas diferentes de ser louca. Até algum tempo atrás, transtornos como a depressão eram vistos como loucura, mulheres que saiam um pouquinho da linha eram vistas como histéricas, condenadas a viver eternamente em manicômios, e a homossexualidade, por muito tempo, foi considerado um desvio de conduta gravíssimo; mas eu jamais diria que sou louca por ter depressão, por exemplo, muito embora a tristeza me torne mais produtiva e criativa em alguma medida. Então não sei se existe uma resposta correta nesse caso, muito menos uma que chegue perto de dizer com alguma certeza se a criatividade é ou não uma característica de loucos; talvez só sejamos meio loucos, todos, e alguns um pouco mais criativos que outros.        

47) Qual é a melhor decisão individual que você fez em sua vida até agora?
Começar a estudar audiovisual. Não foi a mais memorável, mas foi a que abriu todas as portas para decisões que vieram depois – ter um site, arriscar um edital, essas coisas. 

48) O que você quer que seja escrito em sua lápide?
Já passei muito tempo pensando sobre isso, e por mais que tenha encontrado algumas respostas, ainda não encontrei a certa. Espero ainda ter bastante tempo para pensar nos assunto, risos. 

49) Diga a primeira coisa que vem à mente quando você ouve a palavra “coração”.
Minha mãe.

50) Pergunta básica: qual é a sua cor preferida.
Azul, acho.

51) Qual é a imagem atual no seu desktop?
Um céu estralado, com os dizeres no meio “she believed she could, so she did”. Faz séculos que uso a mesma imagem, mas ela continua sendo meu lembrete favorito de que posso qualquer coisa, desde que jamais deixe de acreditar. 

52) Se você pudesse apertar um botão e fazer qualquer pessoa no mundo explodir instantaneamente, quem seria?
O Temer.

53) Qual seria a pergunta que você teria medo de dizer a verdade?
Não exatamente medo de dizer a verdade, mas medo de descobrir a verdade: o que eu quero para o meu futuro. Eu tenho uma noção do que quero, mas muitas dessas coisas são excludentes, e eu não posso ter tudo. Me dá medo ser obrigada a pensar em quais são minhas prioridades e dizê-las em voz alta, porque no fundo eu queria tudo, absolutamente tudo. 

54) Se pudesse ter super-poderes, qual seria?
Não um, mas dois: me teletransportar, porque a maior parte das minhas amigas mora longe e eu gostaria de ter um modo mais fácil de vê-las; e ser capaz de ler o pensamento das pessoas. Sou um serzinho naturalmente encucado com a opinião alheia e com aquilo que os outros pensam sobre mim, de modo que facilitaria um bocado ter certeza do que elas pensam ao invés de me deixar levar pelos meus próprios pensamentos devastadores.

55) Se você pudesse reviver qualquer acontecimento em sua vida, que momento seria?
Primeiro, pensei no show do Scorpions, que foi extremamente especial. Depois, pensei no meu primeiro Encontrão, igualmente especial. Mas no fundo, acho que o momento que eu mais gostaria de viver seria algo mais banal, mas nem por isso menos especial. Era 2008, minha casa estava em reforma e eu estava morando na casa da minha tia. Meus avós estavam passando um tempo com a gente à época, e enquanto minha vó dava banho no meu avô, no banheiro do quarto onde eu dormia, eu usava o computador e ouvia os dois discutirem de um jeito absolutamente adorável, como só meus avós conseguiam. Em determinado momento, daquele seu jeito bravo, minha vó mandou o meu avô lavar o cu, ao que ele respondeu, falsamente chocado “o cu??????????”. Acho que nunca ri tanto na minha vida, e continuei rindo depois que meu vô saiu do banho e continuou fazendo graça, enquanto minha vó fingia se estressar. Sinto uma saudade profunda desses momentos e realmente daria qualquer coisa pra poder vivê-los de novo. 

56) Se você pudesse apagar qualquer experiência horrível de seu passado, o que seria?
A noite de Natal de 2007.

57) Você tem a oportunidade de dormir com a celebridade de sua escolha. Quem seria?
No momento, o Harry Styles, porque estou vivendo esse momento. Mas também adoraria dormir com o Sebastian Stan ou o Jensen Ackles ou, ainda, o Chris Evans. Em comum, todos são pessoas absolutamente adoráveis, então acho que temos um tipo, risos.

58) Qual é o seu ringtone?
O toque padrão do iPhone.

59) Você já viajou para o exterior?
Não, mas adoraria.

60) Se pudesse viajar para qualquer lugar com um amigo/a, para onde seria e com quem?
É difícil responder essa pergunta porque tenho os melhores amigos do mundo e adoraria viajar com qualquer um deles. Contudo, podendo escolher apenas um, eu possivelmente escolheria a Yuu, amor da minha vida, porque acho que já vivemos longe por tempo demais e precisamos muito ter a oportunidade de viver esse momento. O lugar importa menos tendo ela como companhia, de modo que deixaria que ela escolhesse o destino.

♥ 

QUERIDO DIÁRIO

DIÁRIO DA SEMANA #3: ACONTECEM COISAS

Tem esse episódio da primeira temporada de Gilmore Girls (“The Deer Hunters”, porque ao contrário da minha pessoa, a Yuu não brinca em serviço e sabe responder toda e qualquer coisa sobre Gilmore Girls) em que a Rory, depois de receber um D numa prova e ter um péssimo dia na escola, chega na cozinha da pousada e deixa todas as suas mochilas caírem dos ombros, com um suspiro de exaustão. Se tivesse que ilustrar a última semana com uma única cena, seria assim: um eterno cair de mochilas e suspiros de exaustão. Foram dias difíceis pra caralho.

Já escrevi sobre isso algumas vezes, mas no último semestre trabalhei em um projeto que, eventualmente, se transformou em algo muito maior, ao ponto de, literalmente, começar a chamá-lo de projeto da minha vida. É um jeito exagerado de colocar as coisas, sobretudo quando não se trata de um projeto a longo prazo, menos ainda solitário – eu tenho alguns projetos da vida, afinal, e amo a todos como filhos muito queridos e desejados -, mas parece uma colocação adequada quando penso em como ele começou de uma forma totalmente despretensiosa, que nem por um momento pareceu ter a chance de se tornar tão grande, ainda que sempre tenha sido muito especial. De repente, não era só mais um projeto de amigas de faculdade, uma história para nascer e morrer no ambiente acadêmico, mas algo grande e real, que se transformou em planos, contratos, reuniões; coisas adultas e assustadoras que jamais imaginei que aconteceriam comigo; menos ainda que aconteceriam agora.

Vira e mexe alguém me pergunta como funciona esse negócio de trabalhar com cinema, e a verdade é que não existe um jeito certo ou errado de fazer isso, menos ainda uma fórmula única: são muitas opções, muitos caminhos, muitos destinos, e várias formas de se chegar a um mesmo lugar. Diferente de outras profissões, que transformam necessidade em espaços a serem ocupados, o cinema precisa forjar esses espaços em terrenos que normalmente ainda o enxergam – e à arte, de um modo geral – como supérfluo. De toda produção artística, o cinema talvez seja a que mais depende da economia, indústria e mercado para acontecer; o que pode ser interessante pra muita gente, mas que é especialmente péssimo com quem está começando. Mesmo quando falamos de filmes de baixo orçamento, fazer cinema ainda é muito caro; raramente alguém consegue cobrir os custos de uma produção por conta própria. Assim, você precisa conseguir apoio, patrocínio, ajuda do governo, ou uma boa alma que acredite em você o suficiente para financiar o seu projeto. Existem, basicamente, dois caminhos para conseguir isso (mentira, existem vários, mas vamos tentar ser sucintos aqui): o primeiro, é por conta própria; o segundo é ter uma produtora que possa fazer isso por você.

Nada é impossível e fica muito mais fácil quando você conhece as pessoas certas, que conhecem outras pessoas certas, que conhecem justamente aquela pessoa que vai se apaixonar pelo seu projeto e topar investir em você; mas essa é uma chance mínima, especialmente quando se é um cineasta iniciante, universitário, com nada além de amor para oferecer (eu diria que é impossível, mas existem casos em que isso já aconteceu). Infelizmente, amor ainda é um produto bastante desvalorizado no mercado, de modo que, quase sempre, o que acontece é você ter que vender o seu peixe por conta própria, na cara e na coragem, pra gente que, muito provavelmente, não tem a menor intenção de investir algum dinheiro em você. É minha opção menos favorita, não só porque é desconfortável as fuck de tentar vender algo sem saber exatamente pra quem ou mesmo se alguém está interessado, e convencer quem quer que seja de que aquele investimento vai valer à pena, mas porque é uma etapa exaustiva e desestimulante, que nos lembra, do jeito mais feio e sujo possível, porque ainda é tão difícil fazer cinema. Às vezes, as pessoas simplesmente não se importam. Parabéns pelo projeto, moça, mas nós não poderíamos nos importar menos. Às vezes, elas simplesmente não querem colocar o próprio dinheiro em cinema. É difícil colocar seu próprio dinheiro na reta pelo projeto de outra pessoa. Outras vezes, elas simplesmente não podem arcar com esses custos, mas muitas vezes, são essas mesmas pessoas que oferecem outra forma de ajudar. É meu tipo favorito de pessoa: aquele que se importa o suficiente para não te deixar sair de mãos abanando, que entende sua paixão e o esforço que existe ali. Então elas oferecem comida, figurino, mão de obra, qualquer coisa que possa ser útil e que faça aquele projeto sair do papel, o que sempre nos dá alguma esperança. É assim que filmes universitários saem do papel; um pequeno milagre que tenho valorizado cada vez mais.

Há, ainda, uma terceira opção, embora sempre me pareça mais promissora na teoria do que na prática: o crowdfunding, que nada mais é do que o famigerado financiamento coletivo – que é quando várias pessoas se juntam na internet para doar pequenas quantias de dinheiro e financiar um projeto. Foi assim que a Amanda Palmer, nossa eterna inspiração de vida, conseguiu gravar um álbum de maneira independente, numa campanha que deu tão, mas tão certo que se transformou num dos casos mais bem sucedido do Kickstarter. Esse sucesso lhe rendeu algumas palestras, que mais tarde se transformaram no livro que hoje habita nossas prateleiras, e é lindo pensar que tudo isso só aconteceu com o apoio de muitas pessoas, que acreditaram na arte e na Amanda, e não pensaram duas vezes em contribuir para que esse sonho – que era dela, mas de repente tornou-se de todos – se tornasse realidade.

O que essa história muitas vezes nos leva a esquecer, contudo, é que, o que aconteceu com a Amanda não é a regra, mas sim a exceção: ela não se tornou um caso de sucesso por acaso; não é todo dia que as pessoas ganham milhões em campanhas de financiamento. Antes de se tornar uma artista independente, ela já era reconhecida como artista e possuía uma base de seguidores na internet que acompanhavam seu trabalho há seculos e com quem mantinha uma conexão profunda, construída por anos a base de muita conversa e uma troca mútua de carinho, experiências e sentimentos. No livro, ela conta que sua campanha foi apoiada por vinte e cinco mil pessoas, que já a acompanhavam e ficaram verdadeiramente empolgados em ajudar.

Tenho a impressão de que, quando falamos sobre A Arte de Pedir, o ponto mais importante é o papo sobre vulnerabilidade. Não é uma surpresa: é mais fácil que nos identifiquemos com ele; são lições que podem ser, literalmente, aplicadas em qualquer momento da vida, para qualquer pessoa, seja ela artista ou não. Mas, ainda, existem as conexões, e Amanda fala muito disso, sobretudo porque esse é um aspecto fundamental em sua jornada como pessoa e artista, e foi algo que me chamou a atenção de imediato, principalmente porque sempre acreditei na internet como ferramenta capaz de criar conexões, muitas das quais não aconteceriam se ela não existisse. A maior parte das minhas amizades são fruto da world wide web, que amplia as fronteiras e faz com que eu tenha contato com pessoas do interior do norte ao sul do Brasil; e foram essas conexões que me possibilitaram viver coisas incríveis, viajar para lugares que jamais esperei conhecer e iniciar projetos que só se tornaram realidade porque aquelas pessoas acreditaram neles tanto quanto eu. Mas essa ainda é uma bolha muito pequena: eu não tenho 25 mil pessoas para investirem no meu projeto, eu não sou uma pessoa conhecida na internet, tampouco tenho um público, de modo que emplacar uma campanha de financiamento coletivo suficientemente rentável para cobrir os gastos de filme, campanha e recompensas dificilmente seria viável.

Não é por acaso que tanta gente desiste, se torna ansiosa, depressiva ou profundamente amarga no meio do caminho; resistir é difícil pra cacete. Um dos meus professores favoritos, que infelizmente se aposentou este ano, foi um dos caras mais sensacionais que já conheci, alguém com quem eu realmente gostava de cruzar nos corredores e trocar uma ideia; mas era, também, uma das pessoas mais destruídas pela indústria que conheci até hoje. Tenho certeza que ele destruiu os sonhos de muita gente em sala de aula, não porque quisesse, muito menos de um jeito escroto, mas com uma sinceridade que só quem já foi muito machucado e não quer que o mesmo aconteça com outras pessoas pode fazer. E existia um fundo de verdade ali. Odeio ser a pessoa que diz isso, sobretudo porque antes de tudo eu acredito, de um jeito que muitas vezes parece idiota, e espero ser sempre assim; mas é diferente quando você passa a enxergar mais as coisas de dentro e menos pelo resultado, que é o que vê quem está de fora. Não quero me tornar uma pessoa amarga ou ressentida com um futuro que parecia brilhante, mas que saíra muito pior do que a encomenda, mas é preciso lembrar que continuar de pé quando o mundo passa em cima da gente como um rolo compressor não é fácil – e isso não serve apenas para o cinema. Nem sempre conseguimos. Ser jovem, ter força, vontade e cara de pau é incrível, e é importante que aproveitemos todas essas coisas que se esvaem com o tempo ou simplesmente deixam de fazer sentido quando as prioridades mudam; mas nunca é fácil.

De certa forma, os últimos dias foram um lembrete frequente de que, se resistir fosse fácil, provavelmente teria outro nome. Estou participando da seleção de um edital de curtas-metragem a nível nacional, o que significa concorrer com pessoas infinitamente mais experientes, com apoios, contatos e todo tipo de possibilidade que não tenho. Precisei encontrar uma forma de elevar um pouquinho minhas chances, não de ser selecionada, mas conseguir uma posição razoável entre os candidatos, mas tive vários picos de ansiedade ao longo da semana, ocasionados por todas as não-respostas, e-mails ignorados, telefonemas não atendidos e mensagens ignoradas do mundo; e prazos, prazos, prazos que precisavam ser cumpridos, o que pouco a pouco me destruiu inteira por dentro. Dedicação, esforço e amor já não importavam mais; eu havia colocado meu filho no mundo e ele havia sido tratado como nada, reduzido a uma proposta desimportante e desinteressante – longe demais do que ele tinha nascido pra ser. Diferente do pitching, em que tudo que podia dar errado deu e mesmo assim as coisas deram incrivelmente certo, fora do ambiente seguro da faculdade, as pessoas não podiam se importar menos. Mais uma vez, era um lembrete terrível, mas ainda um lembrete, do por quê tanta gente desiste e se torna cínico no meio do caminho. Na terça-feira, depois da reunião semanal com os professores, disse para a Nayara, minha eterna parceira de crime, que estava pensando em chutar o balde e enviar nossos formulários sem incluir nenhum apoio, ou não enviá-los de jeito nenhum, já que o contrário seria suicídio de qualquer forma, e embora ela tenha me acalmado e dito que ia dar tudo certo, naquele momento, acreditar já não parecia fazer muito sentido. Tudo isso foi dito alto o suficiente para que o professor – o mesmo que me dera um feedback sobre o projeto na semana anterior – ouvisse, quase como um pedido de ajuda – por favor, me ajude! me dê uma luz! -, mas ele não fez absolutamente nada; provavelmente porque não ouviu ou simplesmente estava ocupado demais com qualquer coisa mais importante, mas naquele momento, me pareceu um sinal: ninguém se importa, foda-se essa merda.

O que não é necessariamente verdade, mas não deixa de não ser uma mentira também. Passei a quarta-feira inteira na frente do computador, absolutamente exausta pela frustração e expectativa de receber um e-mail, uma mensagem, um telefonema, qualquer coisa que me tirasse daquele limbo. Enviei mais algumas propostas durante a tarde, fiz algumas ligações, e por fim me dei por vencida; o mundo que explodisse se quisesse. Não parecia que algum coelho potencialmente saísse daquele mato, pelo menos não a tempo de incluir no projeto para o edital, mas de repente, e não mais que de repente, as coisas, curiosamente, começaram a acontecer. Sempre acho engraçado quando as coisas começam a acontecer e dar certo, quase como se eu não fosse realmente merecedora delas, mas ao mesmo tempo feliz demais para dizer não. Primeiro, foi a resposta de uma loja, que não podia nos ajudar com dinheiro, mas ofereceu figurino e objetos cenográficos, e logo tinha ajuda vinda de todos os lugares. Marquei reuniões e fui quase que literalmente abraçada por cada uma dessas pessoas, que nem sempre me conheciam muito bem, mas acreditavam no poder da história que eu queria contar assim mesmo. Na semana passada, disse que às vezes achava quase impossível fazer cinema no Brasil, sobretudo se você era jovem, muito jovem, e sem grandes experiências, o que justificava que pessoas como o Selton Mello ganhassem dinheiro do governo para fazer filmes e estudantes universitários não, mas de repente, uma luzinha se acendeu no fim do túnel. Então quer dizer que isso pode acontecer? Então quer dizer que isso não só pode acontecer como está acontecendo comigo? Pois é.

Foi assim que, em pleno sábado à noite, eu e Nayara dirigimos rumo a um shopping onde Judas perdeu as botas nos encontrar com uma produtora que queria nos conhecer e entender melhor o projeto, o que já havíamos feito e o que esperávamos dela caso trabalhássemos juntas, antes de fechar conosco. Foi uma conversa bastante esclarecedora, especialmente porque, mais de uma vez, nos fez olhar para o outro lado da indústria – no caso, o das produtoras – e menos para o nosso próprio. São perspectivas muito diferentes, com interesses completamente distintos, o que, mais uma vez, me levou à certeza de que, antes de termos contratos, precisávamos de pessoas realmente alinhadas com a história que queríamos contar. Nós precisávamos manter esse tipo de honestidade. Saímos da reunião direto para casa, depois de tomarmos uma Coca-Cola, repassarmos alguns papéis, folhearmos livros e rirmos da nossa tragédia particular que, pouco a pouco, se transformava novamente em nosso sonho; o mesmo que idealizamos quase dois anos atrás. Ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa, mas tenho certeza que amanhã, quando enviar o projeto, estarei com a alma em paz, tranquila – e em paz e tranquila são as únicas coisas que posso desejar estar no momento.


MÚSICA DA SEMANA

Aparentemente Taylor Swift está de volta. Aproveitei o novo momento da nossa melhor amiga famosa para passear por seus trabalhos antigos e relembrar seus melhores momentos; o que, basicamente, significa voltar a santíssima trindade: Fearless, Speak Now e Red. De todos, Red continua sendo meu favorito, muito embora Speak Now tenha feito meu coração bater mais forte nos últimos anos. À época de seu lançamento eu vivia um momento de muito rock, jaquetas de couro e madrugadas dirigindo sem rumo por ruas vazias, de modo que só agora, quase dez anos após seu lançamento, é que pude apreciar a magia que esse álbum evoca; sentimentos contraditórios, que nem sempre coexistem harmonia, mas o que é ser jovem, muito jovem, senão uma loucura de sentimentos? Taylor sabe disso melhor do que ninguém, e sendo a compositora incrível que é, foi lá e escreveu músicas capazes de nos transportar diretamente para esses lugares. De todas, “Long Live” é minha favorita, com o tipo de sentimento que chega mais perto do que acredito que significa ser jovem e muito, muito livre, e muito, muito apaixonado, mas para não obrigar ninguém a ter que ouvir a versão brega com a Paula Fernandes, “Sparks Fly” parece uma escolha mais apropriada, com praticamente o mesmo resultado.


LUKINHO DA SEMANA

Não exatamente dessa semana, mas que representa muito bem o estado que me encontrei na maior parte da semana: roupão e pijamas, única combinação possível.


O QUE ESCREVI ESSA SEMANA

• Na segunda, decidi começar a semana falando sobre Downton Abbey, minha nova obsessão do momento e série favorita de todas as vidas. Ali, escrevi um resumo de cada uma das seis temporadas e dei minha opinião sobre alguns dos eventos mais importantes de cada uma delas.

• Na terça, respondi o meme Guilty Reader, um oferecimento da menina Michas, que salvou mais um dia de BEDA neste blog.

• Na quarta, escrevi sobre Tigres em Dia Vermelho, um dos meus livros favoritos do ano passado, mas cujo hype parece não ter sido forte o suficiente para chegar na minha bolha de amigas.

• Na quinta, escrevi uma cartinha pra Yuu, amor da minha vida e uma das minhas melhores amigas.

Sexta foi dia de compartilhar alguns sonhos malucos, fruto da minha cabeça igualmente maluca e sem noção.

• Por fim, no sábado, respondi outro meme, dessa vez o A Cara da Riqueza… Se Eu Fosse Rica; oferecimento da Manu onde, basicamente, compartilhei coisas que faria ou como agiria caso fosse milionária. Spoiler: a vida seria top.

(Perdoem a falta de links, prometo melhorar na semana que vem, risos.)

 

MEMES

A CARA DA RIQUEZA… SE EU FOSSE RICA

A Manu, essa pessoa lindíssima que amo demais, me indicou para responder um meme sobre o que faria se eu fosse… rica. O meme foi criado pela Jessica, do blog “Sem Drama” (que eu não conheço, me desculpem) e achei a ideia absolutamente genial, não só porque amo responder memes, mas principalmente porque boa parte dos meus dias é gasto imaginando como seria minha realidade se herdeira fosse. Eu queria ser rica, mas não apenas rica, eu queria ser princesa, e esse meme é apenas a realização de um pequeno sonho – que não vai se tornar realidade, mas ninguém se importa, não é mesmo. Como sempre, existem algumas regras, mas eu sou uma princesa rebelde e vou ignorar todas elas. Sorry not sorry.


1. Por qual motivo ou situação você gostaria de se tornar rico?
Sendo bem sincera, meu sonho era ter nascido em uma família de gente rica e famosa, ou na realeza, e ser herdeira, nunca precisar me preocupar com dinheiro, etc etc. Como isso não vai acontecer, gosto de pensar que ficaria rica com o meu trabalho, seja ele como escritora ou cineasta, já que ser uma rockstar também não é mais uma possibilidade.   

2. Todo famoso e/ou rico tem uma frase única que ao escutá-la lembramos dele. Qual seria a sua?
Feelings are the only facts – mas essa já é meio que meu lema da vida de qualquer jeito.  

3. Quem são os ricos que você gostaria de conhecer?
Assim como a Manu, não tenho a pretensão de me tornar rica para enturmar com outras pessoas igualmente ricas. Eu sou a pior pessoa do mundo para enturmar, o que por si só já é um obstáculo enorme. Enturmar com pessoas ricas exigiria um pouco mais porque, provavelmente, eu me sentiria muito desconfortável, os papos talvez não fossem exatamente a minha vibe, e eu talvez preferisse estar na cozinha confraternizando com os empregados do que na sala de jantar conversando sobre qualquer coisa. Ao mesmo tempo, não gosto dessa imposição de sou rica, logo sou amiga de pessoas ricas, porque me parece pouco genuíno relações que se estabelecem por algum tipo de acordo social. Eu adoraria conhecer algumas pessoas famosas, por exemplo, que também são bastante ricas, mas gostaria de fazê-los de um jeito natural, não porque somos ricas, não porque eu posso e fim de papo.     

4. Onde você teria suas mansões?
Também não tenho a pretensão de ter uma mansão, quem dirá várias. Se rica fosse, teria um apartamento de tijolinhos em Nova Iorque, uma casinha gracinha e de aspecto meio antigo em Londres, e possivelmente um apartamento em algum lugar do Brasil e um sítio na cidade dos meus avós. Uma das coisas que eu mais gostaria de fazer se tivesse dinheiro sobrando é passar algum tempo em vários lugares diferentes, de modo que escolheria alguns lugares estratégicos para ter uma casinha para chamar de minha; Londres e Nova Iorque são esses lugares. No Brasil, levaria em consideração o lugar que fosse mais viável morar – Brasília ou São Paulo, provavelmente -, enquanto o sítio seria uma forma de manter minhas raízes e ter sempre um lugar para onde voltar e ficar em paz.

5. Quais os produtos que jamais poderiam faltar pra você?
Cosméticos!  

6. E os que você não compraria mais só porque se tornou rico?
Sei lá? Acho que deixaria de comprar coisas porque simplesmente estão na promoção ao invés de comprar algo que eu quero, mas é infinitamente mais caro; ou então coisas que pretendo não precisar mais, tipo cera pra depilar, porque a essa altura já não ia precisar sofrer com depilação nunca mais (kkk).  

7. O que você gostaria de provar que só os ricos podem?
Viajar horrores e gastar bastante dinheiro conhecendo restaurantes. Não é nem questão de “só os ricos podem”; acho que qualquer pessoa poderia fazer qualquer uma dessas coisas, desde que reserve um dinheiro só pra isso ou junte de vez em quando, mas sendo rica, eu não precisaria economizar, o que muda totalmente o cenário. Tive uma colega na faculdade que em 24h organizou uma viagem pra Disney com uma amiga e foi, simples assim, porque ela podia, e acho que se eu pudesse também, esse seria o tipo de coisa que eu faria.    

8. Que local você faria sua primeira entrevista, sessão de fotos e autógrafos?
Depende. Provavelmente num lugar confortável e intimista, em que eu pudesse colocar os pés no sofá e conversar com as pessoas como se estivesse recebendo amigos em casa.   

9. Que local você fecharia um dia inteiro só pra você?
Só pra mim, lugar nenhum porque deve ser chato pra cacete ficar sozinha onde quer que seja. Queria muito poder ter a Disney só pra mim e meus amigos por um dia, e poder fazer o que quisesse sem enfrentar filas e poder tirar foto de tudo quanto é jeito sem ninguém pra me julgar ou passar no meio. 

10. Quais seriam seus passeios preferidos?
Restaurante, restaurante, restaurante. Viajar, viajar, viajar, conhecer todos os lugares do mundo, esse tipo de coisa.

11. Como gastaria seu dinheiro?
Com comida, viagens, sapatos (!), livros, equipamentos que jamais saberemos se realmente vou usar, mas tudo bem, tranqueiras, presentes pras pessoas que amo, esse tipo de coisa. Transformaria o Valkirias numa empresa de verdade, com sede em algum lugar do Brasil, expediente e funcionários de verdade, do jeitinho que sempre sonhamos em fazer um dia. Também compraria um jeep, porque é meu sonho de consumo automobilístico, e um apartamento pra poder morar em paz e chamar de meu, além de um café, que é meu sonho bocó. O resto provavelmente deixaria guardado ou tentaria investir de alguma forma.   

12. Por qual motivo ajudaria e lembraria de um pobre?
Porque sim? Não acho que a gente precise se justificar por ajudar quem quer que seja e nesse caso não seria diferente. Adoraria poder ser rica e ajudar pessoas, bichinhos e causas importantes, porque eu acredito em muitas coisas e queria poder ajudar quantas fosse capaz. 

13. Você acha que seria humilde ou deixaria a fama e o dinheiro subir à cabeça?
Acho difícil deixar o dinheiro subir à cabeça porque seria quase como negar a pessoa que eu sou e minhas origens. Eu não sou essa pessoa, o que eu ganho tentando enganar os outros? É diferente de ser famosa, por exemplo, algo que eu acharia legal demais porque seria a realização de um sonho besta e infantil; mas só ao ponto de sentir o gostinho da coisa toda, de ser reconhecida, de ter pessoas agradecendo ou elogiando meu trabalho. De resto, não gostaria de ostentar meu dinheiro e realmente não me enxergo fazendo isso.

14. Tem algo que você faria ou não faria só porque é rico? O quê?
Mais uma vez, acho que não sairia por aí ostentando meu dinheiro ou me sentindo melhor que os outros por causa da minha conta bancária; isso não diz absolutamente nada sobre o caráter de ninguém. Ao mesmo tempo, não acho que o fato de ser rica me faria fazer coisas diferentes das que já faço: eu continuaria trabalhando demais, porque essa sou eu; continuaria frequentando os mesmos lugares, usando roupas no mesmo estilo de sempre, convivendo com as mesmas pessoas, etc etc. Provavelmente viajaria mais e sairia com mais frequência, mas é meio que isso aí.

15. Deixe uma frase/mensagem para todos os ricos e uma para as pessoas pobres para finalizar a tag.
Cuidado com o que vocês desejam, RISOS.