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MEMES

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60 PERGUNTAS QUE NINGUÉM PERGUNTOU

Tenho certeza de que não é nenhuma surpresa quando digo que adoro falar sobre a minha vida – o que não significa que eu me sinta confortável para falar sobre ela o tempo inteiro, só que gosto bastante quando isso acontece. Tive uma infância marcada por programas aleatórios da TV aberta dos anos 90, que levavam celebridades do Brasil e do mundo para darem entrevistas e falarem abertamente sobre suas vidas, de modo que meu maior sonho era um dia poder dar entrevistas e falar abertamente sobre minha vida pessoal, risos eternos.

Infelizmente, cresci e não me tornei celebridade, mas encontrei um jeito de continuar falando sobre a minha vida assim mesmo, sobretudo quando as pessoas não estavam tão interessadas assim em ouvir; o que sem dúvida deixaria a pequena Sharon orgulhosa. Sempre me perguntam se não me importo em me expor dessa forma, e a verdade é que, embora eu seja reservada em muitos lugares, a internet definitivamente não é um deles – o que é bastante contraditório, mas bear with me. Assim sendo, aproveito a minha momentânea falta de assunto para celebrar as maravilhas de ter um espaço só meu, onde posso falar qualquer abobrinha e responder perguntas que ninguém jamais me faria, não fossem esses memes maravilhosos que, tenho certeza absoluta, são inventados pelas mesmas crianças que passaram os anos 90 assistindo televisão demais.

(O meme saiu do blog da Michas, amor da minha vida que segue salvando a vida desse blog como se não houvesse amanhã. Jesus conserve.)

1) Quais são as suas três músicas preferidas?
No momento, a tríade “Perfect Places“, “Liability” e “The Louvre“, todas da Lorde. Aparentemente, jamais superarei Melodrama, risos. Menção honrosa pra “Something Just Like This“, do The Chainsmokers com o Coldplay, que se tornou uma favorita fácil demais até pra mim.  

2) Se você pudesse conhecer alguém nesta terra, quem seria?
É uma questão. Muito embora tenha vontade de conhecer muitas pessoas, de atores famosos até amigos de amigos, vivo uma contradição de não querer conhecê-las de verdade, sobretudo porque pode ser meio decepcionante e isso certamente me mataria. Ao mesmo tempo, não tenho vontade de simplesmente conhecer essas pessoas, mas também me tornar amiga delas, o que muda absolutamente tudo; conhecê-las não basta, é preciso me relacionar com elas, do jeito que for. O mundo é um lugar bem pequeno e às vezes não acho que isso seja tão impossível assim, em alguns casos menos do que em outros, mas não sei se realmente gostaria que esses encontros acontecessem. De qualquer forma, adoraria conhecer o Harry Styles, o Johnny Massaro e a Tavi Gevinson.      

3) Pegue o livro que você esta lendo, vire a página 23, o que tem na linha 17?
Estou agarrada à minha tigela de batatas chips já vazia, e chupo os dedos cheios de sal quando uma tia passa e me vê“. 

4) O que você pensa sobre a maioria das pessoas?
Prefiro cachorros.

5) Já teve um poema ou canção escrita sobre você?
Não.

6) Você tem fobias estranhas?
Não que eu me lembre. Tenho bastante medo de aranhas e baratas, e também de morrer, mas nada muito fora do normal, né? 

7) Qual é a sua religião?
Católica. 

8) Se você estiver na rua, o que você provavelmente está fazendo?
Pensando em alguma coisa aleatória e/ou mexendo no celular.

9) Simples, mas extremamente complexo. Banda favorita?
Scorpions. Não tenho ouvido com a frequência que já ouvi em outros momentos, mas acho que é exatamente isso: uma questão de momento. Eles sempre vão ser minha banda favorita da vida, ainda que nem sempre sejam a banda favorita do momento.

10) Qual foi a última mentira que você contou?
Não uma mentira, mas uma meia-mentira: disse pro meu pai que não o tinha visitado no dia dos pais porque acordei passando mal. Não era de todo uma mentira, mas não era a verdade completa. 

11) Você acredita em karma?
Acredito.  

12) O que o seu URL significa?
O nome do meu blog? Já contei essa história em outro momento, mas o nome do blog foi escolhido de modo bem aleatório: o “queen” eu já usava desde os meus primórdios como blogueira de moda, enquanto o “starships” surgiu enquanto eu assistia Star Wars. O nome não faz o menor sentido, mas já são quase quatro anos com ele, de modo que não consigo desapegar, muito menos pensar em algo melhor.  

13) Qual é a sua maior fraqueza, a sua maior força?
As pessoas que amo.

14) Qual é a sua estrela do cinema preferida?
Anna Karina, amor da minha vida, inspiração eterna.

15) Como você extravasa a sua raiva?
Chorando e/ou ouvindo música. Às vezes também escrevo, mas no auge da raiva é meio complicado colocar as palavras no papel de um jeito que elas façam algum sentido.

16) Livro preferido?
Estação Onze, da Emily St. John Mandel.

17) Você está feliz com a pessoa que você se tornou?
Com certeza. Ainda tenho muitas questões mal resolvidas, sentimentos que não entendo muito bem e nuances da minha personalidade que gostaria de compreender melhor, mas cada vez mais tenho feito as pazes com a pessoa que me tornei, que não é alguém perfeito, mas ser perfeita jamais foi uma possibilidade real. Nesse sentido, a terapia tem me ajudado muito, mas acho que as experiências e relacionamentos que tive até agora também me moldaram. Apesar dos pesares, quando me olho no espelho, me sinto muito em paz com a pessoa que me olha de volta e isso já tem sido suficiente.         

18) Qual é a música que você odeia?
A maioria das músicas que os jovens de hoje escutam e passam na rádio 24/7, pois velha & chata demais.  

19) Qual é o tipo de arte que você mais gosta?
Qualquer tipo, mas sobretudo o cinema, a música e a literatura; as três produções artísticas que tenho mais proximidade e que, não por acaso, sempre falaram mais de perto comigo. Embora o cinema seja aquela que decidi fazer e tomar como minha, não consigo deixar a música e a literatura de fora, porque foram elas que abriram esse espaço de compreensão e entendimento sobre mim, mas principalmente sobre o mundo, de um jeito que às vezes eu não era capaz de ver por conta própria. Se hoje procuro significado em toda e qualquer coisa, é muito porque esses três me fizeram as perguntas certas e me mostraram um mundo completamente diferente daquele com o qual eu estava acostumada, onde existia muito mais do que eu acreditava ser possível. É o tipo de experiência que muda uma vida inteira, e por mais que muita gente ache idiota, eu só consigo ser infinitamente grata por ver o mundo através dessas lentes ao invés de enxergar e aceitar as coisas como mais simples do que elas realmente são.      

20) Você acredita em fantasmas? E alienígenas?
Acredito, mas menos de um jeito óbvio e mais como uma metáfora para outras coisas, ao menos no caso dos fantasmas. Nós somos assombrados por muitas coisas, que nos assustam e permanecem vivas na gente até que sejamos capazes de exorcizá-las, esses são nossos fantasmas. Já acreditei por muito tempo na possibilidade de pessoas mortas também habitarem a Terra e não sei até que ponto desacredito, mas acho que como a maior parte das criaturas que criamos para nos aterrorizarem durante a noite, fantasmas também são uma representação de medos mais complexos. Já alienígenas, gosto de acreditar que existem sim, porque o Universo é grande demais para sermos os únicos seres vivos e pensantes que existem.      

21) Quem te inspira?
Minha mãe, as mulheres da minha família; minhas amigas e amigos; meus professores; artistas que não conheço de verdade, mas comunicam muito com suas produções; alguns personagens, etc etc.

22) Que cheiro você esta sentindo agora?
Nenhum, pois nariz entupido. 

23) Qual é o pior lugar que você já foi?
Correndo o risco de soar cafona, acho que lugares são mais um estado de espírito do que necessariamente um lugar físico. Eu já estive em lugares – físicos – terríveis, que qualquer pessoa em sã consciência teria saído correndo assim que colocasse os pés, mas eu tinha as companhias certas, de modo que toda a situação ganhou ares muito mais interessantes e divertidos do que teriam sido em qualquer outro caso. Talvez por isso, seja muito difícil lembrar de lugares realmente horríveis que eu tenha estado. Acho que a última vez que realmente senti isso foi há uns 2 anos atrás, quando fui na festa de aniversário de um amigo e me senti completamente deslocada. 

24) Qual é a sua cantora ou seu cantor preferido?
Para todos os efeitos, Taylor Swift é minha cantora favorita, mas tenho estado particularmente apaixonada pela Lorde. De homem, tenho me apaixonado cada vez mais pelo Harry Styles, que vai salvar o rock e fazê-lo valer à pena de novo, risos.

25) Para você, qual é o sentido da vida?
É uma boa pergunta. Não tenho uma resposta para ela, mas cada vez mais tenho me importado menos em encontrar um sentido em tudo isso e me preocupado mais em viver a jornada; o que é bem brega, mas nunca me pareceu tão real. 

26) Você dirige? Se sim, já sofreu um acidente?
Dirijo desde os 18 anos e é algo que amo profundamente, ainda que já tenha tido alguns problemas, inclusive pequenos acidentes. O pior deles foi quando, na faculdade, fui fazer um retorno e não vi uma moto, que acabou batendo na parte da frente do meu carro. Nada aconteceu com o rapaz de moto ou comigo, mas o mesmo não pôde ser dito da moto, menos ainda do carro, que ficaram suficiente destruídos para que uma pequena fortuna fosse gasta no conserto dos dois. Toda a situação acabou me deixando bastante assustada e eu passei meses sem conseguir pegar num carro. Eventualmente o trauma foi superado e hoje dirijo sem grandes problemas.    

27) Qual foi o último filme que você viu?
A Torre Negra“, do Nikolaj Arcel; que é um cara muito bem intencionado, mas o filme infelizmente é uma bosta.

28) Qual é a pior lesão que você já teve?
Até segunda ordem, nunca sofri nenhum acidente sério, muito menos tive lesões, fraturas ou qualquer coisa que merecesse muita atenção, mas quando era pequena, prendi meu dedo mindinho do pé embaixo da portaria do meu prédio, o que me fez passar semanas sem conseguir caminhar direito, tamanha a dor. Na época, lembro de tentar fingir que não estava doendo tanto assim, que aquilo era besteira, da mesma forma que tentei fingir que não tinha doído na hora, com medo que os outros meninos começassem a me zoar, quando minha vontade sincera era chorar até não aguentar mais, mas minha mãe percebeu que algo estava errado e até considerou me levar ao médico. No final das contas, isso acabou não acontecendo porque melhorei por conta própria, mas se no médico tivesse ido, talvez tivesse descoberto algo mais grave do que pareceu num primeiro momento. Outra história mais ou menos assim, que acabou não dando em nada, mas deixou minha mãe bastante assustada foi quando eu sentei em uma taturana, ou lagarta-de-fogo. Minha amiga, que estava comigo na hora, riu horrores, e de novo eu me vi naquela situação de dor e sofrimento em que tudo que eu queria era chorar, mas não podia fazê-lo pra não passar vergonha – pré-adolescentes, não sejam. Parecia bobagem, mas quando cheguei em casa, minha bunda estava toda roxa, de um jeito que deixou minha mãe apavorada. Acabei conseguindo convencê-la a não me levar ao médico, mas foi por pouco, bem pouco, e por sorte minha bunda voltou sozinha ao normal, risos. Lendo sobre isso depois, descobri que tocar em uma taturana pode ser um troço realmente sério, e minha sorte foi que eu estava de calça jeans, de modo que o tecido acabou me protegendo de potenciais consequências mais sérias. 

29) Você tem obsessões por algo?
Obsessão é meu nome do meio, mas nos últimos meses tenho estado particularmente obcecada por Downton Abbey, como vocês já estão carecas de saber. 

30) Já teve um rumor sobre você?
Alguns, quase sempre quando era adolescente porque adolescentes são esse tipo maravilhoso de ser que adora criar rumores uns sobre os outros. O primeiro deles foi quando eu ainda estava no ensino fundamental e, depois de terminar com meu primeiro namorado, as pessoas começaram a questionar minha sexualidade. O rumor ganhou força quando fiz 14 anos e uma menina roubou (!) uma página que eu tinha com minhas amigas no Orkut e afirmou que eu era lésbica, algo que estava muito longe de ser verdade. A segunda vez foi quando, chegando na escola, passei mal e vomitei na lixeira em frente ao colégio. Era só o suco de graviola que eu tinha tomado de manhã e não tinha batido muito bem no meu estômago, e eu me senti infinitamente melhor depois de colocá-lo pra fora, mas muita gente viu a cena e achou que aquilo era a óbvia confirmação de que eu estava… grávida. Contudo, cheguei aos 24 com um total de zero bebês, de modo que vocês podem imaginar a veracidade do rumor. Já mais velha, algumas pessoas se questionaram quando eu e a Ju nos afastamos, inclusive fazendo perguntas de tempos em tempos sobre o assunto, mas nesse caso, como diria nossa melhor amiga famosa: the rumors are terrible and cruel but honey most of them are true. A maioria era mesmo verdade, mas tudo isso ficou no passado.     

31) Você tende a guardar rancor de pessoas que te magoaram?
Já quis muito fazer isso, mesmo sabendo que não me faria bem algum, mas eventualmente descobri que não tenho dom para ser rancorosa – o que nem sempre é muito bom, mas acho que prefiro assim.

32) Qual é o seu signo?
Peixes com ascendente em gêmeos e lua em aquário.

33) Qual é a última coisa que você comprou?
Um yakissoba pra me consolar. 

34) Amor ou luxúria?
Amor.

35) Está em um relacionamento sério?
Yep.

36) Quantos relacionamentos você já teve?
Namoro de verdade, só dois. Mas já me enrolei com outras pessoas por mais tempo do que seria saudável admitir.

37) Qual é a sua arma secreta para conseguir que alguém goste de você?
Não sei se tenho exatamente uma arma secreta, especialmente porque confio muito pouco nas minhas qualidades para sentir que alguma delas possa fazer com que as pessoas gostem de mim com mais facilidade. Mas sempre tento ser honesta, sorrir e dar a atenção que gostaria de receber de volta. A máxima de tratar os outros como você gostaria de ser tratado não se aplica em todas as situações, mas acho que esse é um caso em que ela funciona bem. 

38) Onde está o seu melhor amigo (a)?
Provavelmente em casa, mas são questões.

39) O que você estava fazendo ontem à meia-noite?
Escrevendo.

40) Você é o tipo de amigo que você gostaria de ter como amigo?
Embora eu seja uma pessoa complicada e meio relapsa, gosto de acreditar que compenso essas falhas sendo uma boa amiga, com quem as pessoas podem contar sempre que precisarem e alguém em quem sempre vão encontrar honestidade e carinho. Então, sim, provavelmente eu gostaria de me ter como amiga.  

41) Você está andando pela rua no seu caminho para o trabalho. Há um cão se afogando no canal no lado da rua. Seu chefe lhe disse que se você chegasse atrasado mais uma vez você seria demitido. O que você faz?
Existem muitos empregos no mundo, talvez até melhores e com um chefe menos escroto; mas bichinhos são únicos. Sem dúvida salvaria o cão.

42) Você está no consultório médico e acaba de ser informado de que só tem cerca de um mês para viver. a) Você não diz a ninguém que você vai morrer? b) O que você faz com os seus dias restantes? c) Você teria medo?
Esse negócio de contar ou não é uma grande questão. Contar mudaria absolutamente tudo; as pessoas passariam a ter pena de mim, me tratariam de um jeito diferente, e eu não gostaria que isso acontecesse, sobretudo se estivesse em vias de morrer. Contudo, ao mesmo tempo, não me imagino guardando um segredo tão sério sem sentir o peso disso, o que provavelmente afetaria meus últimos dias de um jeito bastante negativo. No final das contas, acho que não contaria pra todo mundo, mas escolheria algumas pessoas com quem dividir esse segredo, na tentativa de tornar o momento menos pesado e tentaria vivê-los da melhor forma possível. Um mês é pouco tempo para fazer coisas grandes, mas isso não significa que eles não possam ser extraordinários ao seu próprio modo. Então tentaria me cercar de amor e experiências novas, que pudessem fazer com que eu sentisse que minha vida tivesse realmente valido à pena. Ao mesmo tempo, sou idiota o suficiente para me importar em deixar uma marca e ter absoluto pavor de que minha existência tenha sido algo banal, de modo que tentaria deixar alguma coisa para trás; provavelmente, um livro ou um diário, mas poderia ser um filme também, ou só o roteiro dele. Eu teria muito, muito medo, mas aí algumas vezes na vida, a gente precisa aceitar e seguir em frente com medo mesmo; é isso que diferencia as verdadeiras pessoas de coragem, acho, e gosto de pensar que nesse momento, eu seria uma delas.    

43) Qual a música que sempre faz você se sentir feliz quando ouve?
Perfect Places“, da Lorde. É uma música que me faz querer dançar, de um jeito bastante honesto, ao mesmo tempo que me fez fazer as pazes com a minha vida e a pessoa que eu me tornei. Lugares perfeitos não existem, mas talvez a gente possa forjar um espaço que chegue perto de ser. 

44) Na sua opinião, o que faz um grande relacionamento?
Acho que isso varia de pessoa pra pessoa, mas de um modo geral, os clichês quase sempre se aplicam: honestidade, confiança e parceria. As pessoas se surpreendem quando não falo do amor logo de cara, mas acho que, embora eu acredite demais nele, nem sempre o amor é capaz de segurar um relacionamento que não tenha uma base sólida – o que não significa que ele não seja importante (we’re just humans drunk in the idea love can fixes everything), só que não é a única coisa importante. Ao mesmo tempo, acho que a gente não deve levar a vida muito a sério, e isso também se aplica aos relacionamentos. Deve ser muito chato viver ao lado de alguém que está o tempo inteiro muito sério e não consegue rir das situações absurdas que inevitavelmente acontecem, então esse é um ponto importante também. O mundo já é um lugar difícil demais pra se viver, então a gente não precisa transformá-lo em algo pior.

45) O que alguém deve fazer para ganhar o seu coração?
A tríade de carinho, atenção e risadas não falha, e acho que ainda são a melhor forma de ganhar meu coração, seja de um jeito romântico ou não.

46) A “loucura” traz mais criatividade?
Não necessariamente. Acho que as pessoas tidas como loucas saem da caixa com mais facilidade, o que a gente normalmente atribui como criatividade, mas não acho que seja pré-requisito, pelo contrário. Muitas pessoas que conheço e são extremamente criativas não tem sequer um traço de loucura, inclusive não podiam estar mais distantes disso. Pra elas, muitas vezes, a criatividade é um instrumento de trabalho e elas não dependem dela como uma graça divina, mas vão exercitando esse lado até que possam utilizá-la independente do momento que estão vivendo ou qualquer coisa assim. Ao mesmo tempo, acho difícil encontrar uma definição para loucura, porque existem mais nuances do que a gente muitas vezes é capaz de ver, assim como existem muitas formas diferentes de ser louca. Até algum tempo atrás, transtornos como a depressão eram vistos como loucura, mulheres que saiam um pouquinho da linha eram vistas como histéricas, condenadas a viver eternamente em manicômios, e a homossexualidade, por muito tempo, foi considerado um desvio de conduta gravíssimo; mas eu jamais diria que sou louca por ter depressão, por exemplo, muito embora a tristeza me torne mais produtiva e criativa em alguma medida. Então não sei se existe uma resposta correta nesse caso, muito menos uma que chegue perto de dizer com alguma certeza se a criatividade é ou não uma característica de loucos; talvez só sejamos meio loucos, todos, e alguns um pouco mais criativos que outros.        

47) Qual é a melhor decisão individual que você fez em sua vida até agora?
Começar a estudar audiovisual. Não foi a mais memorável, mas foi a que abriu todas as portas para decisões que vieram depois – ter um site, arriscar um edital, essas coisas. 

48) O que você quer que seja escrito em sua lápide?
Já passei muito tempo pensando sobre isso, e por mais que tenha encontrado algumas respostas, ainda não encontrei a certa. Espero ainda ter bastante tempo para pensar nos assunto, risos. 

49) Diga a primeira coisa que vem à mente quando você ouve a palavra “coração”.
Minha mãe.

50) Pergunta básica: qual é a sua cor preferida.
Azul, acho.

51) Qual é a imagem atual no seu desktop?
Um céu estralado, com os dizeres no meio “she believed she could, so she did”. Faz séculos que uso a mesma imagem, mas ela continua sendo meu lembrete favorito de que posso qualquer coisa, desde que jamais deixe de acreditar. 

52) Se você pudesse apertar um botão e fazer qualquer pessoa no mundo explodir instantaneamente, quem seria?
O Temer.

53) Qual seria a pergunta que você teria medo de dizer a verdade?
Não exatamente medo de dizer a verdade, mas medo de descobrir a verdade: o que eu quero para o meu futuro. Eu tenho uma noção do que quero, mas muitas dessas coisas são excludentes, e eu não posso ter tudo. Me dá medo ser obrigada a pensar em quais são minhas prioridades e dizê-las em voz alta, porque no fundo eu queria tudo, absolutamente tudo. 

54) Se pudesse ter super-poderes, qual seria?
Não um, mas dois: me teletransportar, porque a maior parte das minhas amigas mora longe e eu gostaria de ter um modo mais fácil de vê-las; e ser capaz de ler o pensamento das pessoas. Sou um serzinho naturalmente encucado com a opinião alheia e com aquilo que os outros pensam sobre mim, de modo que facilitaria um bocado ter certeza do que elas pensam ao invés de me deixar levar pelos meus próprios pensamentos devastadores.

55) Se você pudesse reviver qualquer acontecimento em sua vida, que momento seria?
Primeiro, pensei no show do Scorpions, que foi extremamente especial. Depois, pensei no meu primeiro Encontrão, igualmente especial. Mas no fundo, acho que o momento que eu mais gostaria de viver seria algo mais banal, mas nem por isso menos especial. Era 2008, minha casa estava em reforma e eu estava morando na casa da minha tia. Meus avós estavam passando um tempo com a gente à época, e enquanto minha vó dava banho no meu avô, no banheiro do quarto onde eu dormia, eu usava o computador e ouvia os dois discutirem de um jeito absolutamente adorável, como só meus avós conseguiam. Em determinado momento, daquele seu jeito bravo, minha vó mandou o meu avô lavar o cu, ao que ele respondeu, falsamente chocado “o cu??????????”. Acho que nunca ri tanto na minha vida, e continuei rindo depois que meu vô saiu do banho e continuou fazendo graça, enquanto minha vó fingia se estressar. Sinto uma saudade profunda desses momentos e realmente daria qualquer coisa pra poder vivê-los de novo. 

56) Se você pudesse apagar qualquer experiência horrível de seu passado, o que seria?
A noite de Natal de 2007.

57) Você tem a oportunidade de dormir com a celebridade de sua escolha. Quem seria?
No momento, o Harry Styles, porque estou vivendo esse momento. Mas também adoraria dormir com o Sebastian Stan ou o Jensen Ackles ou, ainda, o Chris Evans. Em comum, todos são pessoas absolutamente adoráveis, então acho que temos um tipo, risos.

58) Qual é o seu ringtone?
O toque padrão do iPhone.

59) Você já viajou para o exterior?
Não, mas adoraria.

60) Se pudesse viajar para qualquer lugar com um amigo/a, para onde seria e com quem?
É difícil responder essa pergunta porque tenho os melhores amigos do mundo e adoraria viajar com qualquer um deles. Contudo, podendo escolher apenas um, eu possivelmente escolheria a Yuu, amor da minha vida, porque acho que já vivemos longe por tempo demais e precisamos muito ter a oportunidade de viver esse momento. O lugar importa menos tendo ela como companhia, de modo que deixaria que ela escolhesse o destino.

♥ 

MEMES

A CARA DA RIQUEZA… SE EU FOSSE RICA

A Manu, essa pessoa lindíssima que amo demais, me indicou para responder um meme sobre o que faria se eu fosse… rica. O meme foi criado pela Jessica, do blog “Sem Drama” (que eu não conheço, me desculpem) e achei a ideia absolutamente genial, não só porque amo responder memes, mas principalmente porque boa parte dos meus dias é gasto imaginando como seria minha realidade se herdeira fosse. Eu queria ser rica, mas não apenas rica, eu queria ser princesa, e esse meme é apenas a realização de um pequeno sonho – que não vai se tornar realidade, mas ninguém se importa, não é mesmo. Como sempre, existem algumas regras, mas eu sou uma princesa rebelde e vou ignorar todas elas. Sorry not sorry.


1. Por qual motivo ou situação você gostaria de se tornar rico?
Sendo bem sincera, meu sonho era ter nascido em uma família de gente rica e famosa, ou na realeza, e ser herdeira, nunca precisar me preocupar com dinheiro, etc etc. Como isso não vai acontecer, gosto de pensar que ficaria rica com o meu trabalho, seja ele como escritora ou cineasta, já que ser uma rockstar também não é mais uma possibilidade.   

2. Todo famoso e/ou rico tem uma frase única que ao escutá-la lembramos dele. Qual seria a sua?
Feelings are the only facts – mas essa já é meio que meu lema da vida de qualquer jeito.  

3. Quem são os ricos que você gostaria de conhecer?
Assim como a Manu, não tenho a pretensão de me tornar rica para enturmar com outras pessoas igualmente ricas. Eu sou a pior pessoa do mundo para enturmar, o que por si só já é um obstáculo enorme. Enturmar com pessoas ricas exigiria um pouco mais porque, provavelmente, eu me sentiria muito desconfortável, os papos talvez não fossem exatamente a minha vibe, e eu talvez preferisse estar na cozinha confraternizando com os empregados do que na sala de jantar conversando sobre qualquer coisa. Ao mesmo tempo, não gosto dessa imposição de sou rica, logo sou amiga de pessoas ricas, porque me parece pouco genuíno relações que se estabelecem por algum tipo de acordo social. Eu adoraria conhecer algumas pessoas famosas, por exemplo, que também são bastante ricas, mas gostaria de fazê-los de um jeito natural, não porque somos ricas, não porque eu posso e fim de papo.     

4. Onde você teria suas mansões?
Também não tenho a pretensão de ter uma mansão, quem dirá várias. Se rica fosse, teria um apartamento de tijolinhos em Nova Iorque, uma casinha gracinha e de aspecto meio antigo em Londres, e possivelmente um apartamento em algum lugar do Brasil e um sítio na cidade dos meus avós. Uma das coisas que eu mais gostaria de fazer se tivesse dinheiro sobrando é passar algum tempo em vários lugares diferentes, de modo que escolheria alguns lugares estratégicos para ter uma casinha para chamar de minha; Londres e Nova Iorque são esses lugares. No Brasil, levaria em consideração o lugar que fosse mais viável morar – Brasília ou São Paulo, provavelmente -, enquanto o sítio seria uma forma de manter minhas raízes e ter sempre um lugar para onde voltar e ficar em paz.

5. Quais os produtos que jamais poderiam faltar pra você?
Cosméticos!  

6. E os que você não compraria mais só porque se tornou rico?
Sei lá? Acho que deixaria de comprar coisas porque simplesmente estão na promoção ao invés de comprar algo que eu quero, mas é infinitamente mais caro; ou então coisas que pretendo não precisar mais, tipo cera pra depilar, porque a essa altura já não ia precisar sofrer com depilação nunca mais (kkk).  

7. O que você gostaria de provar que só os ricos podem?
Viajar horrores e gastar bastante dinheiro conhecendo restaurantes. Não é nem questão de “só os ricos podem”; acho que qualquer pessoa poderia fazer qualquer uma dessas coisas, desde que reserve um dinheiro só pra isso ou junte de vez em quando, mas sendo rica, eu não precisaria economizar, o que muda totalmente o cenário. Tive uma colega na faculdade que em 24h organizou uma viagem pra Disney com uma amiga e foi, simples assim, porque ela podia, e acho que se eu pudesse também, esse seria o tipo de coisa que eu faria.    

8. Que local você faria sua primeira entrevista, sessão de fotos e autógrafos?
Depende. Provavelmente num lugar confortável e intimista, em que eu pudesse colocar os pés no sofá e conversar com as pessoas como se estivesse recebendo amigos em casa.   

9. Que local você fecharia um dia inteiro só pra você?
Só pra mim, lugar nenhum porque deve ser chato pra cacete ficar sozinha onde quer que seja. Queria muito poder ter a Disney só pra mim e meus amigos por um dia, e poder fazer o que quisesse sem enfrentar filas e poder tirar foto de tudo quanto é jeito sem ninguém pra me julgar ou passar no meio. 

10. Quais seriam seus passeios preferidos?
Restaurante, restaurante, restaurante. Viajar, viajar, viajar, conhecer todos os lugares do mundo, esse tipo de coisa.

11. Como gastaria seu dinheiro?
Com comida, viagens, sapatos (!), livros, equipamentos que jamais saberemos se realmente vou usar, mas tudo bem, tranqueiras, presentes pras pessoas que amo, esse tipo de coisa. Transformaria o Valkirias numa empresa de verdade, com sede em algum lugar do Brasil, expediente e funcionários de verdade, do jeitinho que sempre sonhamos em fazer um dia. Também compraria um jeep, porque é meu sonho de consumo automobilístico, e um apartamento pra poder morar em paz e chamar de meu, além de um café, que é meu sonho bocó. O resto provavelmente deixaria guardado ou tentaria investir de alguma forma.   

12. Por qual motivo ajudaria e lembraria de um pobre?
Porque sim? Não acho que a gente precise se justificar por ajudar quem quer que seja e nesse caso não seria diferente. Adoraria poder ser rica e ajudar pessoas, bichinhos e causas importantes, porque eu acredito em muitas coisas e queria poder ajudar quantas fosse capaz. 

13. Você acha que seria humilde ou deixaria a fama e o dinheiro subir à cabeça?
Acho difícil deixar o dinheiro subir à cabeça porque seria quase como negar a pessoa que eu sou e minhas origens. Eu não sou essa pessoa, o que eu ganho tentando enganar os outros? É diferente de ser famosa, por exemplo, algo que eu acharia legal demais porque seria a realização de um sonho besta e infantil; mas só ao ponto de sentir o gostinho da coisa toda, de ser reconhecida, de ter pessoas agradecendo ou elogiando meu trabalho. De resto, não gostaria de ostentar meu dinheiro e realmente não me enxergo fazendo isso.

14. Tem algo que você faria ou não faria só porque é rico? O quê?
Mais uma vez, acho que não sairia por aí ostentando meu dinheiro ou me sentindo melhor que os outros por causa da minha conta bancária; isso não diz absolutamente nada sobre o caráter de ninguém. Ao mesmo tempo, não acho que o fato de ser rica me faria fazer coisas diferentes das que já faço: eu continuaria trabalhando demais, porque essa sou eu; continuaria frequentando os mesmos lugares, usando roupas no mesmo estilo de sempre, convivendo com as mesmas pessoas, etc etc. Provavelmente viajaria mais e sairia com mais frequência, mas é meio que isso aí.

15. Deixe uma frase/mensagem para todos os ricos e uma para as pessoas pobres para finalizar a tag.
Cuidado com o que vocês desejam, RISOS.

MEMES

GUILTY READER

Eu sei que ninguém mais aguenta me ver respondendo meme. Eu não aguento mais responder memes, ainda que seja a coisa mais divertida do mundo, e eu entendo que seja chato, quase insuportável me ver responder mais um. Peguei realmente pesado na última semana, não com um ou dois, mas três memes de uma vez. Eram tempos desesperados, que pediam medidas desesperadas, mas prometo maneirar da próxima vez. Não desistam de mim, não ainda. Hoje também foi um dia difícil, cansativo, mais pra lá do que pra cá; mas amanhã vai ser melhor, tenhamos fé. Assim, aproveitarei o cansaço e a falta de assunto para falar sobre culpas que nutro enquanto leitora. O meme é um oferecimento do canal Read Like Wild Fire, e a Michas gentilmente traduziu para nosso bom e velho português.

1. Já presenteou alguém com algum livro que você ganhou de presente?
Mais ou menos. Uma vez, ganhei num amigo secreto o mesmo livro que já tinha comprado algumas semanas antes. Sem poder trocar e sem saber o que fazer com dois livros iguais, decidi dar um pra Juliana. O livro era Fangirl, da Rainbow Rowell, e eu o entreguei no dia do aniversário dela. Mas ela sabia o motivo de estar lhe dando aquele livro e o presente real oficial foi outro: uma plaquinha amarela, de madeira, onde lia-se “friends”. Em outras palavras, o livro foi um presente, mas um presente aleatório, e não como o de uma data especial ou algo assim.   

2. Já disse que leu algum livro quando, na verdade, não leu?
E quem não? Por mais que sempre tenha gostado bastante de ler, nunca me interessei por literatura clássica brasileira, por exemplo, de modo que passei reto por todos eles no ensino médio e só recentemente quis correr atrás do prejuízo. Até hoje não li Dom Casmurro, o que pode parecer um absurdo pra muita gente, mas não necessariamente pra mim, embora eu morra de vergonha de dizê-lo em voz alta. É uma discussão longa e que não pretendo iniciar aqui, mas o modo como os livros são introduzidos nas escolas faz, sim, com que a literatura – especialmente a clássica – se transforme no horror dos nossos tempos, e foi exatamente por isso que passei batido por histórias que hoje, quando leio as sinopses, me parecem absolutamente incríveis. Na época, entretanto, eu preferia mentir para os meus professores e continuar lendo meus livros ao invés de ser honesta e dizer que não, não tinha lido, porque nada daquilo me parecia interessante.  

3. Já pegou algum livro emprestado e não devolveu?
Já. Sei que isso é péssimo, mas em minha defesa, os poucos livros que ficaram comigo e que não me pertenciam são livros que ficaram por viradas da vida e sumiços espontâneos dos donos – que, por sua vez, sumia com livros meus. Talvez por isso, hoje eu tenha absoluto pavor de emprestar meus livros, e pelo mesmo motivo não pego livros emprestados, nem mesmo em bibliotecas; prefiro baixar, no caso do livros que não faço tanta questão de ter, ou simplesmente esperar ter dinheiro para comprar aquelas que, acredito, farão diferença ao serem lidos no material físico. 

4. Já leu alguma série fora de ordem?
Não. Inclusive, pavor absoluto, me perdoe.

5. Já deu spoiler de algum livro para alguém?
Gente, kkk. Eu sou a pessoa que menos se importa com spoilers no mundo (ou, pelo menos, no mundo que é a minha bolha), de modo que eu não só já dei spoiler de livros pras pessoas, como eu o faço o tempo todo, e às vezes imploro pra fazê-lo, só pra ter alguém com quem discutir o assunto. Isso serve, também e principalmente, para séries, porque é triste demais acompanhar algo sozinho, especialmente uma coisa tão boa que você precisa dividir com o mundo. Entretanto, existem alguns casos que até eu sou obrigada a admitir que um spoiler pode estragar toda a experiência, de modo que seguro minha língua e espero a pessoa ter seu momento.     

6. Já dobrou a página de algum livro para marcar?
Já, mas não é um costume. Realmente só acontece quando, por algum motivo, eu perco meu marcador, então preciso encontrar um jeito de marcar e, na falta de um clipe, flag ou qualquer outra coisa que possa fazer o trabalho pra mim, dobrar é a única solução.

7. Já disse para alguém que você não tem um livro quando, na verdade, tem?
Não?

8. Já disse que nunca leu algum livro quando, na verdade, já leu?
De modo algum; inclusive adoraria conhecer pessoas que já fizeram isso. Qual o motivo? Vergonha? Receio? Embora não seja, naturalmente, público alvo de todas as obras do mundo, acredito que sempre existe o livro certo pra pessoa certa, de modo que, no final das contas, o mais importante não é aquilo que você está lendo, mas o fato de você estar, pra começo de conversa, lendo. O resto é um mero detalhe.    

Já pulou um capítulo ou trechos de algum livro?
Já tive vontade, mas nunca fiz. O sentimento de que algo muito importante vai ficar pra trás é maior do que eu, então o máximo que faço é ler rápido alguma parte que não está me agradando assim e, se pescar algo interessante, leio de novo, com mais atenção. Mas pular, não.  

Já falou mal de algum livro que, na verdade, você gostou?
Não. Felizmente, tenho a sorte de conviver com pessoas que embora leiam muito e leiam o tempo inteiro, tem um profundo respeito pelos meus gostos e jamais me julgariam por ler alguma coisa que elas julgam ruim ou que não tenham gostado tanto assim. E eu faço o mesmo em troca. Aquela história de que existe livros certos para pessoas certas também cabe aqui: nem sempre aquilo que eu gosto vai ser o favorito de todas as pessoas do mundo e tudo bem! Não há nada mais insuportável do que gente que tenta limitar os outros levando em consideração somente aquilo que a gente gosta, de modo que se eu me sentir pressionada a falar mal de algo que gostei ou me sentir pequena por alguém que odeia algo que eu amo profundamente, então o problema não sou eu, muito menos a obra, mas a pessoa; então o melhor talvez seja me afastar ao invés de negar meus gostos em troca de nada.

 

MEMES

31 QUESTÕES ALEATÓRIAS

Esse não era o texto que eu tinha programado para hoje. Esse sequer é um texto, o que já faz cair por terra qualquer possibilidade de termos algo realmente programado, agendado, conforme deveria acontecer, mas não acontece. Estou exausta, descabelada, uma visão bastante perturbadora de mim mesma, de modo que responder um meme me pareceu a única solução para não deixar a peteca cair de vez. Eu estou tentando. Tenham paciência comigo.

O meme de hoje é um oferecimento da Natália, que agora tem o seu nome registrado no meu coração, no espaço reservado ao seleto grupo de pessoas que salvaram minha vida em meio à ciladas blogueiras, risos.

1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
Em um teste do BuzzFeed para saber quão fresco você é pra comer, eu sou a pessoa que marcou apenas um item, que era tofu, e mesmo assim na dúvida, porque na verdade eu nunca comi tofu e não me oporia a experimentar qualquer hora dessas. Eu comeria tofu da mesma forma que como coentro e adoro, e não tenho qualquer problema com isso; na realidade, acho engraçado quem tem e acha que ele tem gosto de… sabonete? Vocês realmente sabem como é o gosto de sabonete? Eu sei. Não tem nada a ver com coentro.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
Maravilhosos na maior parte do tempo. Inconvenientes em todo o resto.

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
De jeito nenhum.

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
Boa pergunta.  

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
Instagram, porque é a única que tenho no meu celular. Depois checo meus e-mails, o WhatsApp e o chat do Facebook, e só depois que tomo café da manhã é que pulo pro computador e confiro todo o resto.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?
Provavelmente, só não vou lembrar qual agora.

7. Que cor você acha menos confiável?
Laranja, porque é a cor favorita dos publicitários ambiciosos.

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
Acho que no início desse ano, quando assisti Aliados e foi uma morte horrível. Confesso que esperava bastante de um filme com Marion Cotillard, Brad Pitt e Jared Harris no elenco, ambientado no pós-Segunda Guerra Mundial e que trazia uma mulher como a grande suspeita de espionagem, mas eu me senti desconfortável em toda a sessão, o que foi coroado por aquele final tenebroso, que só faz sentido quando pensamos que a história não faz nenhum sentido at all.

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
Os dois, não me façam escolher.

10. Toddy ou Nescau?
Nenhum.

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
Conversar, conversar mesmo, de forma consciente, como naqueles filmes sobre bebês falantes do século passado, não. Mas eu acredito que eles tenham uma forma muito própria de se comunicar entre si, do mesmo modo que se comunicam com a gente – com choro, grunhidos, esse tipo de coisa.

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
Sabia. Acho poético pra caramba.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
Sonho de Valsa, mas só porque não tem outra opção.

14. Qual era seu desenho favorito na infância?
Pokémon, acho, embora tenha tido fases distintas ao longo toda infância. Mas Pokémon foi realmente uma febre na minha vida, então acho que ele acabou sendo meu favorito.

15. Que série você jamais reveria?
Land Girls. A ideia da série, na realidade, é muito boa: contar a história de mulheres que cuidavam das fazendas e do trabalho anteriormente feitos por homens, enquanto seus maridos, irmãos, pais, etc, estavam lutando na guerra. Seria uma série maravilhosa, mas o ritmo dela é péssimo, os dramas são realmente desnecessários, e a trama é realmente cheia de pequenos problemas que, no todo, se tornam quase insuportáveis.

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
Crabbe. Goyle. Tanto faz.

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
Na época do colégio, sempre tinha uma dessas barrinhas na bolsa e gostava bastante, mas o costume me fez enjoar da maioria delas, de modo que hoje só como as de banana e olhe lá.

18. Com quem você dividiria um Bis?
Com meu namorado ou alguma amiga, provavelmente.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
Gente, kkk, a vida anda tão ridícula que acho que se achasse cinquenta golpinhos na rua eu realmente ia parar por um minuto e, depois de constatar que era realidade, ia começar a chorar compulsivamente e agradecer o universo pela graça alcançada. Depois, provavelmente gastaria o dinheiro em comida, pois that’s how we roll.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?
Depende. Algumas coisas duram mais que outras, então normalmente levo em consideração a aparência, o cheiro e, por fim, o gosto pra decidir se a comida está velha ou não.

21. Qual é seu número preferido?
Já tive vários, mas atualmente é o seis.

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
O Boomerang, porque não uso essa bosta nunca, seguido pelo VSCO, que só tenho por costume, mas raramente uso.

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
A maioria das pessoas que responderam essa pergunta responderam o Ross, e eu entendo, mas eu dificilmente o tiraria, porque acho que toda a narrativa dele com a Rachel, embora problemática, precisava acontecer de algum modo. Assim sendo, eu provavelmente tiraria algum personagem secundário, de preferência algum que não fizesse muita falta.

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
Nem contra, nem a favor, cada um come do jeito que quiser #pas.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
No ensino médio (já faz 84 anos, etc).

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
Não mesmo.

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
Pouquíssimo, e realmente queria entender qual era a dificuldade das pessoas em assimilarem o aplicativo. Acho  o insta stories bem mais difícil e bem menos instintivo, mas paciência, tem outros troféu.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
Depende muito. Se for um restaurante por quilo com opção de massas, então elas provavelmente serão minhas opções favoritas. Quando não é o caso, acho que palmito e batata frita são as opções que nunca passam batido.

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
Demais, até hoje.

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
Prefiro o frio ao calor, mas entre passar muito frio ou muito calor, prefiro passar muito calor.

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
Continuar dormindo e nunca saber. Se acordar, a única coisa que vou fazer é gritar, acordar a casa inteira e não dormir nunca mais, então é melhor manter a tranquilidade e não saber o que aconteceu. O que os olhos não veem, o coração não sente, risos.

MEMES

UM MEME PARA FALAR DE DOWNTON ABBEY

Eu comecei a assistir Downton Abbey depois de terminar Call The Midwife, num momento em que a única coisa que eu precisava na vida era uma série que me desse um prazer genuíno de passar horas na frente na televisão, que aquecesse meu coração e me encantasse de um jeito confortável e gostoso como um abraço e um carinho na cabeça, e não necessariamente pela sua complexidade ou viradas cabeludas de roteiro. Downton Abbey faz tudo isso, e quase como um barquinho no meio do oceano, me salvou quando me afogar em incertezas parecia o único jeito de lidar com a vida naquele momento – algo que, ao seu próprio modo e tempo, Call The Midwife também fez; e não é exagero dizer nenhuma dessas coisas. Brinco com minhas amigas que elas criaram um monstro porque, desde então, tenho achado particularmente difícil assistir outras coisas ou falar sobre qualquer outra coisa, ao ponto de ter assistido a série inteira por duas vezes consecutivas e ter iniciado uma terceira na sequência. Nunca disse que sabia lidar com limites.

Hoje foi um daqueles dias em que tudo que eu queria era um abraço gostoso, um carinho na cabeça, ser cuidada e amada de um jeito que precisamos sempre, mas que precisamos em alguns dias mais do que em outros; eu estou de tpm, ansiosa e exausta, e faz pelo menos dois dias que não consigo escrever. Quando a Michas sugeriu que eu adaptasse um meme que ela respondeu no ano passado e falasse sobre Downton Abbey, me perguntei como não tinha pensado nisso antes. Downton Abbey: definitivamente a única solução possível.

1. Seu personagem favorito.
Todos, mas com um pouco mais de força a condessa viúva Violet Crawley. É muito fácil amar Maggie Smith sem que ela precise se esforçar para isso; é muito fácil dizer que ela é um monstro (e ela é!) e nutrir um carinho especial por aquela que sempre será Minerva Mcgonagall em nossas lembranças infantis. Mas existe mais. Violet Crawley é, antes de mais nada, a antiga Lady Grantham, muito antes de Mary, Edith e Sybil sequer pensarem em existir, e Cora sonhar em um dia habitar a propriedade da família ou Downton estar sob o comando de Robert; o que significa que o compromisso de Violet para com Downton e o pequeno vilarejo que cerca a propriedade é imenso. Longe de ser uma figura afável, Violet possui uma compreensão gigantesca sobre o papel e dever de sua família, e não deixa de agir quando acredita que é a coisa certa a se fazer – ainda que esteja profundamente errada. Às vezes, isso significa recorrer a discursos conservadores, mas é incrível como, à medida que a série avança, ela pouco a pouco se torna mais flexível, compreensiva e humana, uma faceta reservada à poucos, é verdade, mas que ainda faz parte de sua personalidade. Uma de minhas cenas favoritas é quando Violet vai ao quarto de Mary e diz que a ama, porque expor-se daquela forma não parece algo do seu feitio, mas elas ainda são uma família, e embora todos sejam muito bons em esconder os próprios sentimentos, ainda se amam profundamente. Entre todas as mulheres Crawley, Violet se sobressai como uma figura complexa, engraçada e extremamente inteligente, que não tem medo de dizer o que pensa ou manipular aqueles ao seu redor para conseguir o que deseja, sobretudo quando precisa defender a honra de sua família.

2. O personagem de que você menos gosta.
Edna Braithwaite. É preciso resistir para não falar sobre O’Brien: embora seja uma mulher odiosa em muitos momentos, acredito que existe mais sobre O’Brien do que acredita nossa vã filosofia; seria muito fácil classificá-la como uma personagem simplesmente horrível, embora ela o seja em 90% do tempo. É mais ou menos o que acontece com Thomas, que faz muita merda ao longo das seis temporadas da série, mas nenhuma dessas merdas existem no vácuo. O que nos leva à Edna – a empregada dos Crawley que começa a dar em cima de Tom, só para depois fingir uma gravidez que nunca existiu. Odeio a forma como ela é petulante, como desrespeita tudo e todos, como é cínica e tenta manipular as pessoas de um jeito completamente horrível e sem escrúpulos. Mas odeio, especialmente, como sua narrativa reforça a ideia da mulher que se utiliza de uma gravidez falsa para se dar bem. Por sorte, as coisas acabam indo de mal a pior, e sua farsa é descoberta. Edna vai embora de Downton com o rabinho entre as pernas para nunca mais voltar, amém.

3. Sua temporada favorita.
Todas, mas em especial a segunda. Ainda que eu goste muito da primeira e da terceira, a segunda é quando as coisas verdadeiramente começam a acontecer, quando a vida de todos é virada de cabeça pra baixo por causa da guerra e quando patrões, criados e todas as pessoas em Downton são obrigadas a mudar seu modo de vida. O casarão se transforma numa casa de apoio onde soldados vão passar um tempo para se recuperar após receberem alta do hospital, e toda a rotina da casa, bem como o mundo em que vivem os Crawley, muda drasticamente. Não é por acaso que, mesmo após o fim do conflito, as coisas jamais voltem a ser as mesmas: eles conheceram um outro modo de vida, conheceram os horrores da guerra, e é impossível voltar a ter a vida como conheciam novamente, como se nada tivesse acontecido.

4. Temporada de que menos gosta.
Nenhuma. Acho que as coisas mudam muito a partir da quarta temporada e, talvez por isso, ela se torne uma temporada mais fraca, quase como uma readaptação: novos personagens passam a ter mais espaço, outros vão embora de forma definitiva, e tudo isso, de um jeito ou de outro, interfere no ritmo da série. Eventualmente, ela volta ao seu curto natural, mas ainda assim, não há como dizer que seja uma temporada ruim: sentimos falta de Matthew, amaldiçoamos os novos pretendentes de Mary; mas ainda é quando Edith começa a finalmente ganhar o espaço que lhe é negado ao longo das outras temporadas e sair da sombra da irmã mais velha, quando acontece o estupro dentro do casarão, e tantos outros acontecimentos que mudam drasticamente os rumos da série e acontecem nesse período.

5. Episódio favorito.
O Especial de Natal da segunda temporada!

6. Episódio de que menos gosta.
Possivelmente o que Patrick – ou, assim ele diz – retorna à Downton, numa tentativa de recuperar aquilo que lhe era de direito: a propriedade, o casamento, o título de nobreza. Amo que essa é uma questão nunca resolvida e Patrick vai embora antes mesmo que fique provado que ele era o falecido herdeiro de Downton.

7. Sua frase favorita.
São tantas! Amo, especialmente, as ditas por lady Violet, talvez a personagem com maior acervo de frases incríveis da ficção, de modo que escolher apenas uma é uma missão quase impossível. Entre minhas favoritas, no entanto, estão: “I’m a woman, Mary. I can be as contrary as I choose”, “never complain, never explain”, “I’m not a romantic but even I concede that the heart does not exist solely for the purpose of pumping heart”, “life is a game where the player must appear ridiculous”, “no life appears rewarding if you thing too much about it” – e chega, risos.

8. Música favorita.
“Did I Make the Most of Loving You?”, dã.

9. Personagem secundário favorito
É difícil falar sobre personagens secundários quando todos os personagens de Downton Abbey são tratados com tanto cuidado e carinho, e possuem jornadas construídas com o mesmo esmero daqueles que seriam, em um primeiro momento, os protagonistas. Gosto muito de como a série não se restringe ao universo da alta sociedade inglesa, mas também utiliza a criadagem como uma parte essencial da narrativa e não personagens secundários como meros assessórios dentro da história. Amo, particularmente, a trajetória de Daisy, que começa como uma jovem inocente e sem família, e pouco a pouco ganha mais autonomia, se torna assistente de cozinha, começa a estudar e se torna uma mulher esclarecida, o que é lindo, lindo de ver.

10. Apresentação favorita de personagem.
Atticus Aldridge. Sua participação na série é bem pequena e restrita, mas acho uma gracinha como ele aparece pela primeira vez, de um jeito completamente aleatório, se oferecendo para carregar as sacolas da Rose num dia de chuva; e os dois riem e conversam e se encantam um pelo outro. A história dos dois é tão linda quanto esse primeiro encontro e fico feliz que eles tenham ficado juntos no final, mesmo que suas famílias fossem tão contra o relacionamento a princípio; a mãe de Rose, por Atticus ser judeu, o pai de Atticus, por Rose não ser judia. As diferenças, contudo, são eventualmente deixadas de lado e os dois vivem felizes, muito felizes, nos Estados Unidos.

11. O personagem que mais se parece com você.
São questões. Gosto de pensar que num mundo perfeito, eu seria a Sybil, com seu jeito revolucionário e doce, absolutamente doce. Parece um jeito totalmente pisciano de encarar o mundo – e de fato, é! -, mas na prática, me enxergo muito mais nas outras duas irmãs Crawley: Mary e Edith. É uma identificação menos óbvia, porque no fundo não sou ipsis litteris nenhuma das duas, mas que ainda existe e vez ou outra bate com força. Contudo, ironicamente, em dois testes que fiz para saber que personagem era, os resultados foram, respectivamente, Carson e Lorde Grantham. Vai entender.

12. Season finale favorita.
A da primeira temporada, quando Lady Grantham perde o bebê, Mary e Matthew desmancham o possível noivado antes mesmo que ele tenha a chance de existir, e a Primeira Guerra Mundial é anunciada – algo que tem um peso gigante pra série. Era o início de tudo, ninguém podia imaginar o que viria a seguir; e eram muitas coisas. Ainda, gosto muito do final da terceira temporada, quando Lorde Grantham, Branson e Matthew celebram os pontos num jogo de críquete. É irônico que, dali pra frente, as coisas descessem tão baixo, mas gosto do contraponto que essa cena faz com todo o resto, numa ironia necessária, ainda que extremamente dolorosa.