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MEMES

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TRÊS É BOM, TRÊS É BOM DEMAIS

Se alguns dias atrás alguém me dissesse que, depois de reclamar por não conseguir postar todos os dias, eu simplesmente iria sumir do mapa e passar vários dias sem dar as caras, eu não só acreditaria, como riria alto, porque a vida, afinal de contas, é uma grande piada de mau gosto. Eu não gosto dessa situação, muito pelo contrário. Mas muito mais honesto do que fingir que esse sumiço nunca existiu, é vir aqui e admitir que ele existiu, não sem um motivo, e que o fracasso como consequência de uma tentativa ainda é melhor do que aquele que existe porque era infinitamente mais fácil simplesmente deixar pra lá. Eu queria postar todos os dias, eu queria escrever textos filosóficos e cheio de reflexões em uma sentada e passar o dia discutindo o universo, a vida e tudo mais com vocês, mas eu não posso, pelo menos não agora, e admitir a derrota ainda é melhor do que ficar chorando o leite derramado eternamente.

Então, como naturalmente acontece na vida de qualquer blog, hoje responderei um meme (um oferecimento da Manu adolescente, que retornou especialmente do passado para salvar as migas do futuro), torcendo pra que da próxima vez que eu der as caras por aqui, seja com um textão reflexivo sobre a vida, o universo e tudo mais. Não desistam de mim.

Três nomes pelos quais você atende:
> Sharon;
> Xú (risos);
> Ana Lee.

Três nomes de “tela” (usernames, nicknames, e afins):
> alvesqueen;
> imnotyourqueen;
> analuizaxx.

Três coisas que você gosta em você:
> Minha capacidade de me encantar, emocionar e me importar com as coisas (situações, pessoas, animais, etc etc), mesmo quando elas não tem uma relação direta comigo;
> A cor dos meus olhos (!), um castanho que não é o mais escuro, mas que também passa longe de ser claro;
> Minha vontade de fazer as coisas darem certo e acreditar que sonhos são possíveis de serem realizados, mesmo que todas as pessoas me digam o contrário.

Três coisas que você odeia/não gosta em você:
> A procrastinação;
> Minha autoestima, tão baixa que me pergunto se não é inexistente;
> Meu peso, risos (o estímulo é forte, a carne é fraca, etc etc).

Três coisas que você gosta nos outros:
> Sorrisos bonitos;
> Abraços apertados;
> A sensibilidade.

Três coisas que você odeia/não gosta nos outros:
> Odiar tudo o tempo inteiro just because;
> Falta de empatia;
> Mentir ou aumentar histórias pra parecer legal demais.

Três partes da sua herança:
?????????

Três coisas que assustam você:
> Aranhas;
> A morte;
> O futuro.

Três coisas essenciais no seu dia:
> Café;
> Uma boa noite de sono;
> Carinho.

Três coisas à toa que te deixam feliz:
> Sorrisos;
> Abraços;
> Pequenas quebras de rotina.

Três coisas que você está vestindo agora:
> Uma camiseta velha que roubei de Guilherme e que gosto de usar pra dormir;
> O short do pijama;
> Calcinha, dã.

Três dos seus artistas/bandas favoritos (neste momento):
> Taylor Swift;
> Haim;
> Sia.

Três das suas canções favoritas (neste momento):
> “Waves”, do Dean Lewis;
> “Shine a Light”, do Banners;
> “We Don’t Believe What’s On TV”, Twenty One Pilots.

Três frases que você diz muito:
> “Meu deeuuusssssssssssss”;
> “Não aguento mais”;
> “Tô com fome”.

Três novas coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:
> Uma atividade física que nunca fiz, tipo pilates ou alguma luta;
> Fotografar mais;
> Gravar pelo menos um curta.

Duas verdades e uma mentira: qual é a mentira?
> No ano passado eu fiz oito anos de namoro;
> Meu primeiro curta foi um trabalho da faculdade sobre assédio;
> Se eu fosse homem, meu nome provavelmente seria Alexandre.

(Agora adivinhem qual é a mentira, risos.)

Três nomes de filhos:
> Linda;
> Helena;
> Noah.

Três coisas que simplesmente você não consegue fazer:
> Atuar sem me sentir idiota;
> Não me importar;
> Agir naturalmente numa situação desconfortável (q).

Três coisas que você deveria fazer:
> Exercícios físicos;
> Uma dieta;
> Comprar menos roupas.

Três dos seus hobbies favoritos:
> Jogar vídeo game;
> Ir ao cinema;
> Dançar.

Três coisas que você quer fazer antes de morrer:
> Viajar, muito (!);
> Ter um filho;
> Trabalhar com algo que eu ame profundamente.

 

MEMES

UM MEME SOBRE CINEMA

A promessa que eu fiz quando decidi que participaria do BEDA em abril – de um jeito meio torto e descompromissado, mas ainda assim – é que eu não me esforçaria para só escrever textos reflexivos, que exigissem muito de mim, e que não permitiria que essa brincadeira se tornasse uma obrigação. Mas eu sou essa pessoa ridícula que espera muito mais de si mesma do que admite em voz alta, e foi com essa mesma pretensão sem sentido que eu sonhei um sonho lindo e absolutamente impraticável de já chegar no segundo dia de desafio com o pé na porta e um textão™ à tiracolo. Não rolou, fica pra próxima. No lugar disso, decidi responder esse adorável meme sobre cinema que encontrei anotado em um caderno (!) do milênio passado, mas que por algum motivo nunca chegou a ser respondido. Ainda não é o post sobre a faculdade de cinema que vocês tanto me pedem, mas enquanto ele não sai (prometo que esse dia vai chegar), acho que essa é uma boa oportunidade pra trocarmos figurinhas e compartilhar dicas, etc etc. Sigam-me os bons.

1. Qual foi o último filme que você assistiu?
Power Rangers. Tenho assistido pouquíssimos filmes desde o começo do ano, uma consequência real da minha total perda de controle e minha absoluta incapacidade de manter o equilíbrio nessa vida, de modo que nas raras vezes que assisti alguma coisa, foi preciso me tirar de casa e sentar a bunda na cadeira do cinema e esquecer, por duas horinhas, o caos que me esperava em casa. Power Rangers não foi uma escolha aleatória, é claro: eu queria escrever sobre o filme, falar sobre ele de uma maneira crítica e entender o quê, afinal de contas, ele representava em 2017. Mas acabou sendo muito, muito mais. Power Rangers é um filme adorável, que consegue se adaptar ao momento que vivemos sem cair em clichês e reinterpretações vazias, mas ao mesmo tempo celebra a essência de uma história que marcou uma geração inteira de crianças nascidas e criadas nos anos 90. Saí do cinema com a alma lavada, o coração batendo com força e a sensação impagável de ter acabado de receber um abraço bem quentinho que vem de dentro.

2. Um filme que você quer muito ver?
São tantos! No momento, acho que Capitão Fantástico, que foi um filme do qual ouvi muito bem a respeito durante a temporada de premiações deste ano e que, curiosamente, parece ser 100% meu tipo de filme, mas que não consegui dar a devida atenção quando deveria. No mais, preciso urgentemente assistir Elizabethtown, porque sinto que minha formação cinematográfica nunca estará completa sem ele.

3. Um filme para chorar?
A Chegada. Ele não é exatamente um filme de chorar, mas foi um filme que me fez chorar muito e sem esforço, que é minha forma favorita de chorar no cinema. Embora eu chore com bastante facilidade, existe uma diferença ímpar entre filmes que fazem isso só porque sim, porque querem que você chore de qualquer jeito, e aqueles que fazem de forma sutil, quando o choro é uma emoção que vem de dentro, genuinamente. A Chegada foi um dos últimos filmes que fez isso comigo, de uma forma muito honesta e sincera, como poucos são capazes de fazer. Além disso, mesmo que você não chore, o filme em si é uma incrível experiência cinematográfica, então recomendo com força.

4. Um filme pra rir?
Eu sou uma pessoa ridícula e sem graça que raramente assiste filmes pra rir, e que quando assiste, odeia cada minuto. Então serei obrigada a passar essa. Por favor, não desistam de mim.

5. Um suspense?
O Bebê de Rosemary. Eu não sou uma pessoa que investe muito tempo assistindo suspense e terror, preferindo, ironicamente, usar esse tempo para assistir séries do mesmo gênero. Não é que eu não goste desse tipo de filme, muito pelo contrário; a mitologia por trás dessas produções é algo que me encanta profundamente, e sendo eu o tipo de pessoa que passa horas em sites obscuros da internet sobre assombração e coisas mórbidas em geral, não podia me sentir mais contemplada por essas histórias. Por outro lado, eu sou uma pessoa muito medrosa, do tipo que vira e mexe precisa dormir com a luz acesa e que só muito recentemente passou a conseguir pegar no sono sem a televisão ligada, de modo que o terror e o suspense que eu procuro precisam ser coisas justificáveis, bem construídas, não só um festival de clichês que vão me fazer ter uma péssima noite de sono. O Bebê de Rosemary é exatamente isso: um filme de terror e suspense de verdade, bem construído até dizer chega, que pode ou não te deixar com medo, mas que vai te dar a certeza de ter assistido um puta filme. Infelizmente, ele ainda é um puta filme feito por um estuprador, então né. Podem passar sem.

6. Um filme para ver com a família?
A Noviça Rebelde. Minha mãe e meu padrasto são absolutamente apaixonados por cinema antigo – não de um jeito pretensioso, mas como o espectador padrão que assiste e gosta daquilo que vê. Eles não precisam saber quem dirigiu aquilo, não precisam saber qual o papel daqueles filmes na história do cinema, muito menos o que fazem aquele um filme tão bom: eles simplesmente sentem e isso é suficiente. É algo que admiro profundamente e que gosto de ver acontecer. Assim, sempre que escolhemos algo para assistir juntos, normalmente apostamos em títulos da era de ouro de Hollywood. As chances de erro são mínimas, pra não dizer inexistentes. A Noviça Rebelde entra nesse grupo, mas existe ainda o adicional dele ser o meu filme favorito, um favoritismo que é também compartilhado pela minha mãe, além de ser um musical, de modo que a diversão é certeira para todos nós.

7. Um romance?
Like Crazy. É um romance triste e sofrido de dois jovens que se conhecem durante o intercâmbio de um e são separados pelas fronteiras de seus países – ela, impedida de retornar aos Estados Unidos por ter continuado no país mesmo após seu visto ter expirado; ele, que não pode jogar tudo pro alto de repente e correr para construir uma vida do zero na Europa. É um filme muito triste porque, ao longo dele, percebemos que a distância é um problema muito pior do que a gente imagina, e que mesmo que os dois se amem profundamente, o amor que eles sentem, de pouco em pouco, se torna algo idealizado, que não encontra espaço na realidade de cada um. Eles se amam, brigam, desbrigam, e se amam mais um pouco, mas ao final, aquele romance não é possível de acontecer, não da forma como eles gostariam e sonharam ao longo do tempo. É um filme especialmente triste por ser muito real, uma história cheia de silêncios e cenas que provam que a ficção, afinal de contas, é uma grande imitação da realidade.

8. Um filme lindo?
Orgulho e Preconceito. Um filme adorável, com gente adorável, paisagens adoráveis e que conta uma história absolutamente adorável. Não tem como dar errado.

9. Um filme para morrer de medo?
It. Nem lançou ainda é já estou apavorada, salve-se quem puder.

10. Um filme de ação?
Qualquer um de super-herói porque eu sou óbvia desse tanto mesmo, me deixem.

11. Um filme que não vale à pena?
Aliados. A premissa do filme é maravilhosa: casal de espiões se conhecem durante a Segunda Guerra e enquanto fingem ser um casal, acabam se apaixonando de verdade e construindo uma vida após a guerra. Contudo, alguns anos depois, o passado de um deles volta para assombrar a doce e apaixonada vidinha de classe média européia que eles vivem. O filme se constrói em torno de uma única questão: seria a esposa do personagem principal uma espiã inimiga que se fez passar por aliada, ou tudo não passa de um grande mal entendido?; uma questão forte o suficiente para instigar o espectador a passar quase duas horas acompanhando o drama daquelas pessoas. No entanto, toda a história é tão mal construída que, de repente, você simplesmente não se importa – e aí, inevitavelmente, começa a contar os minutos para o filme acabar. Uma chance desperdiçada, infelizmente.

12. Um filme para o feriado?
La La Land. Tenho a impressão de que tudo que poderia ser dito sobre La La Land já foi dito, inclusive neste blog, de modo que não faz o menor sentido continuar batendo nessa tecla. Mas eu sou uma defensora ferrenha dos musicais, dos sonhos e dos filmes que fazem nossos corações baterem com força, e La La Land é exatamente um desses casos. Ele pode não ser o filme mais perfeito do mundo, pode ignorar uma porção de problemas estruturais da nossa sociedade ao celebrar um modelo cinematográfico repleto de figuras brancas e privilegiadas, mas eu ainda acho que, às vezes, nós precisamos deixar a problematização um pouco de lado e simplesmente admirar o que está na tela: os cenários, os números musicais, os atores tão belos que chega a doer; e é exatamente esse tipo de momento que o filme proporciona. Ele não é ciência de foguetes, não é uma produção demais, mas ainda é o filme perfeito pra quando o que a gente mais precisa é um coração quentinho e pessoas lindas sendo lindas só porque sim.

13. Uma animação?
A Pequena Sereia. Sendo bem sincera, essa não é nem a minha animação favorita, mas ultimamente eu tenho pensado um bocado sobre o filme e, principalmente, sobre a Ariel, e como ela é uma personagem mal interpretada pelas pessoas de modo geral. Ainda quero falar mais sobre essas reflexões que tenho feito sobre ela, quem sabe escrever um texto sobre em algum momento, mas tudo isso tem me feito voltar minha atenção para a animação e relembrar essa história que é, sim, muito maravilhosa (embora continue não sendo uma favorita). É também um excelente momento pra gente se perguntar QUE PALHA ASSADA É ESSE QUE MUDARAM A LETRA DE PRATICAMENTE TODAS AS MÚSICAS DA VERSÃO ORIGINAL, EM PORTUGUÊS. Baby Sharon (aka euzinha) está revoltadíssima, com toda a razão do mundo.

14. Um filme que todo mundo tem que ver?
Os clássicos do cinema, de um modo geral, não só do cinema norte-americano, mas de outros países também. Odeio falar sobre isso porque me sinto extremamente pedante, uh lá vem a estudante de cinema falar sobre clássicos, mas eu acho que todos esses filmes realmente têm um bocado a nos dizer e ensinar, não só sobre cinema, mas sobre a vida, sobre uma época, sobre pessoas. E é lindo ver isso acontecer. Então assistam filmes antigos e, principalmente, não tenham medo de filmes antigos. Eles são incríveis, de verdade.

15. Um filme que você assistiu três vezes ou mais?
O Demônio das Onze Horas, que é um filme que eu já amava antes mesmo de assistir. Não é meu favorito do Godard, mas por algum motivo foi o que assisti mais vezes, e o que continuo assistindo sempre que possível. É uma história que já conheço de cor e salteado, mas que nunca deixa de me emocionar em algum nível, que sempre me encanta em outros níveis, e que conversa muito de perto comigo. Espero que esse sentimento nunca vá embora.

MEMES

LIKE A JEDI

Hoje é um daqueles dias que eu gostaria de escrever uma porção de coisas, mas não consigo escrever nada – o que é absolutamente normal, acho. Tenho passado muito tempo em casa, e embora isso pareça a definição de alegria pra muita gente – e pra mim também, em algum nível -, é uma verdade universalmente reconhecida que tudo demais sobra, de modo que passar tanto tempo em casa tem justamente o efeito oposto: eu me sinto drenada, como se um dementador estivesse sugando minhas energias, e totalmente incapaz de fazer muito pra mudar de situação. Por sorte, minhas aulas começam já na semana que vem, o que mais ou menos significa que essa sensação deve passar logo. Assim espero.

Enquanto isso, pra matar um pouquinho a vontade de escrever alguma coisa, qualquer coisa, resolvi responder esse meme que meu amorzinho Michas sugeriu que eu respondesse algum tempo atrás, ainda na época do blogmas. Acabou que eu deixei pra um momento mais oportuno de pouca criatividade e muita vontade de escrever – e agora eu agradeço por ter feito isso, risos. O meme, no caso, é uma união bem maravilhosa entre Star Wars e literatura, e basicamente consiste escolher livros de acordo com alguns personagens da saga. Não costumo indicar ninguém pra essas coisas, como vocês já estão carecas de saber, mas sintam-se livres para responder se quiserem.

1. Chewbacca: alguém que sempre vai estar lá para você!
Harry Potter e todos os seus personagens incríveis. Acho que é até meio ridículo dar uma resposta óbvia dessas, mas quando penso em uma história que me acompanhou vários momentos diferentes da minha vida, quando penso em personagens que estiveram ao meu lado em tantas fases diferentes, só consigo pensar em Harry, Rony e Hermione. Muitas lições que aprendi com eles são coisas que eu levei pra vida, e que me ajudaram a enxergar o mundo de uma forma completamente diferente – e, não por acaso, muito mais bonita.

2. C3PO: personagem/autor perdido, desesperado.
Nancy Jo Sales, em Bling Ring. Na verdade, nunca li outro trabalho da autora e nem sei se ela tem algum outro livro publicado. Contudo, Bling Ring é aquele tipo de livro que você lê uma vez e não esquece justamente por ser um pavor, um pavor completo; chato até dizer chega e que tenta ser muito crítico, mas que só se torna incrivelmente vazio. É verdade que a história que ele aborda, por si só, é bastante cabeluda e longe de mim querer defender esses jovens privilegiados que achavam maneiro roubar a casa de celebridades. Mas eu também acho que a Nancy tenta demais provar um ponto – no caso, o quanto essas pessoas são horríveis e o quanto a cultura das celebridades é péssima para os jovens norte-americanos – e isso começa a se tornar repetitivo depois de um tempo. Todo mundo já entendeu as consequências disso, todo mundo sabe que é um problema, mas não é uma abordagem rasa e cheia de pré conceitos que vai resolver a questão.

3. R2D2: livro na língua mais estranha que você já leu.
Nenhum? Desculpa a decepção, risos.

4. Luke Skywalker: um livro que foi importante na sua “formação” (para se tornar um Jedi, claro!).
Estação Onze. Foi um livro que li não faz muito tempo, na realidade, mas que realmente me ensinou um bocado e que eu gostaria que tivesse caído no meu colo antes porque provavelmente teria me poupado de muitas crises de ansiedade desencadeadas por questões com a vida, a morte, o universo e tudo mais. Embora eu ainda tenha todas essas questões, Estação Onze me ensinou aquilo que realmente importa, que nossa vida na verdade é um sopro, e que o que sobra não são as coisas que nós possuímos, mas as pessoas que passaram pelo nosso caminho – as que ficaram e as que não ficaram também. Foi um livro que falou muito de perto comigo e de uma maneira muito carinhosa de assuntos espinhosos como a solidão, a mágoa, o futuro, a morte; e eu gosto dessa delicadeza e valorizo cada parte dele. Não é por acaso que ele se tornou meu livro favorito da vida inteira.

5. Han Solo: bonitinho, mas ordinário…
As Vantagens de Ser Invisível. Até me sinto meio culpada quando falo mal desse livro, mas a história de Charlie realmente não me tocou em momento algum, e por mais fofa e cheia de frases efeitos que ela seja, é incrível como ela nunca é capaz de chegar lá. O filme, por outro lado, me deu uma dimensão muito melhor da situação dos personagens, suas complexidades, seus fantasmas e desafios que enfrentavam todos os dias, algo que o livro falhou miseravelmente em fazer.

6. Princesa Léia: a força é forte nela.
Americanah. Não é exagero dizer que esse foi um dos livros mais incríveis que li, além do mais importante – o que não é exatamente uma surpresa considerando que a autora é uma pessoas mais incríveis que já tive o prazer de esbarrar com o trabalho. De uma forma delicada, mas nem por isso menos forte, Chimamanda nos mostra um lado que, fechados nas nossas bolhinhas de privilégio, muitas vezes perdemos a chance de ver; e é incrível como ler a história de Ifemelu é algo que realmente muda nossa forma de enxergar o mundo. Então, se eu pudesse dizer alguma coisa, seria: leiam Americanah, leiam Americanah, leiam Americanah.

7. Yoda: De sabedoria o livro é.
A Arte de Pedir. Porque Amanda Palmer é uma mulher foda e um livro escrito por ela não podia ser nada além de muito foda. Ainda preciso internalizar muitas das coisas que ela me ensinou, aprender a me permitir ser verdadeiramente vulnerável, e não ser tão dura comigo mesma. Mas acredito que tudo isso é um processo e que, um pé depois do outro e no seu próprio tempo, cada um consegue chegar lá.

8. Darth Vader: seu melhor vilão!
Voldemort, sempre!

9. Millennium Falcon: parece que não… mas vai!
Tigres em Dia Vermelho. Eu ainda tenho algumas questões com ele porque acredito que ele se perde um pouco do meio pro final, você acha que está lendo um livro sobre uma coisa e de repente é outra, e isso nem sempre é bom. Contudo, ainda é um livro incrível sobre pessoas, cotidiano, dramas familiares e coisas desse tipo – e pelas quais eu ando meio obcecada ultimamente, risos.

MEMES

OVERSHARE NOSSO DE CADA DIA

Existe esse meme chamado “too much information” que foi moda algum tempo atrás e, como invariavelmente acontece na internet, sumiu depois de ser respondido por aproximadamente todas as pessoas do mundo – menos eu, é claro. Como assunto e tempo são duas coisas que andam faltando por aqui nesse último mês – e, sem querer ser pessimista, mas já sendo, a tendência daqui pra frente é só piorar – resolvi responder agora, com todo o atraso do mundo, e compartilhar informações aleatórias sobre a minha pessoa que não interessa ninguém, risos.

1. O que você esta vestindo?
Pijama, também conhecido como meu uniforme de trabalho, risos.

2. Já se apaixonou?
Já, algumas vezes.

3. Já teve uma terrível separação?
Infelizmente, sim. Mas não é algo que eu gosto de falar a respeito.

4. Qual sua altura?
1,73.

5. Quanto você pesa?
Varia um pouco, mas algo em torno de 60-63kg.

6. Tem tatuagens?
Não.

7. Tem piercings?
Não. Já tive alargador, tho.

8. OTP?
Vários, infinitos. Os sentimentos, queridos leitores, continuam sendo os únicos fatos.

9. Programa favorito?
Depende. Pro que fazer, ir ao cinema ou sair pra jantar. De televisão, não tenho nenhum. Quer dizer, se série contar, então é Supernatural, mas é isso aí.

10. Bandas preferidas?
Scorpions, Bon Jovi, Queen, One Direction (risos), Guns ‘n Roses.

11. Algo que sente falta?
Algo não, mas alguém: meu avô e minha última melhor amiga.

12. Música favorita?
Vienna, do Billy Joel.

13. Quantos anos você tem?
23.

14. Signo?
Peixes.

15. Qualidade que você procura em um parceiro?
Não procuro mais, já encontrei.

16. Frase favorita?
Varia muito, mas a que vem primeiro na minha cabeça agora é have courage and be kind.

17. Ator favorito?
Também muda muito, mas ultimamente ando apaixonada pelo trabalho do Ben Daniels.

18. Cor favorita?
São questões. Lilás, acho.

19. Música alta ou suave?
Depende – da música, do momento, do meu humor. No geral, gosto de música alta, mas não muito.

20. Onde você vai quando está triste?
Pra debaixo das cobertas, risos.

21. Quanto tempo você leva para tomar banho?
Pelo menos 20 minutos.

22. Quanto tempo você leva para ficar pronto de manhã?
1h senão mais.

23. Você já esteve em uma briga física?
Algumas vezes, quando era mais nova. Depois de adulta, de jeito nenhum.

24. O que você gosta em uma pessoa?
Tantas coisas! Pessoas são complexas, horríveis, erram um bocado e vivem metendo os pés pelas mãos, mas fico muito feliz quando vejo que estou cercada de pessoas incríveis, que me dão amor e carinho, que cuidam de mim, assim como mundo está repleto de pessoas que estão ajudando umas às outras, que não pensam só no próprio umbigo e que estão dispostas a abrir mão dos próprios privilégios para lutar por alguma causa. Também gosto especialmente das pessoas que conseguem me fazer rir, mesmo nas situações mais infelizes, e daquelas que conseguem perdoar.

25. O que você não gosta em uma pessoa?
O de sempre: falsidade, egoísmo, egocentrismo, coisas assim.

26. A razão pela qual começou o blog?
Falar sobre a vida, o universo e tudo mais, e registrar minhas memórias de alguma forma.

27. Medos?
De morrer, principalmente, mas também de aranhas, exame de sangue, perder pessoas que amo.

28. A última coisa que te fez chorar?
Um sonho pavoroso que eu tive essa semana e reacendeu uma porção de sentimentos que eu jurei que estavam enterrados há algum tempo.

29. A última vez que você disse que amava alguém?
Ontem.

30. Significado por trás do nome do seu blog?
O “queens” eu sempre gostei, que me acompanha desde o meu antigo blog e que eu não pretendo abandonar por tão cedo. Além disso, acho que todas merecemos ser as rainhas dos nossos impérios, ao mesmo tempo que podemos ser (ou não) as rainhas de alguém. Já o “starships” veio de um jeito completamente aleatório, enquanto eu assistia Star Wars. É por isso que o nome do blog não faz nenhum sentido, risos.

31. Último livro que você leu?
Memórias da Princesa – Os diários de Carrie Fisher, maravilhoso, recomendo bem.

32. O livro que você está lendo atualmente?
Bling Ring, essa desgraça que não acaba nunca. Não aguento mais.

33. Último show que você assistiu?
Guns ‘n Roses, em novembro.

34. Última pessoa que você falou?
Minha mãe? João Guilherme? São questões.

35. A relação entre você e a última pessoa que você mandou uma mensagem?
Amizade. <3

36. Comida favorita?
Japonesa, yakissoba, pizza, pizza, pizza. Não necessariamente nessa ordem.

37. Lugar que você quer visitar?
No momento, ando completamente obcecada por Londres.

38. Último lugar que você esteve?
A sala ou a cozinha de casa, sei lá.

39. Você tem uma paquera?
Eu tenho um namorado, me respeite.

40. A última vez que você beijou alguém?
Essa semana, mas não lembro exatamente o dia.

41. A última vez que foi insultada?
Na semana passada, acho, quando recebi um comentário num texto que escrevi para o Valkirias algum tempo atrás. Eu costumo lidar muito bem com as críticas que recebo, mas esse me incomodou especial não por ser um insulto, insulto mesmo, mas por ser uma crítica completamente vazia, falar mal por falar mal, sabe assim? Isso é algo que me incomoda bastante.

42. Sabor favorito de doce?
Chocolate.

43. Quais os instrumentos que você toca?
Tocava, né? Violão, guitarra e teclado. Queria muito aprender bateria, tho (como vocês já vem estar carecas de saber hehe).

44. Peça favorita de joias?
Todas as que tenho e divido com minha mãe. Não consigo escolher.

45. Pratica algum esporte?
Não, mas deveria.

46. Última música que você cantou?
É uma boa questão.

47. Frase mais engraçada que já ouviu alguém falar para dar em cima de outra pessoa?
Sei lá, gente, tem milênios que não vejo gente dando em cima de alguém.

48. Alguma vez você já usou?
Quem sabe?

49. A última vez que você saiu com alguém?
Semana passada, quando fui jantar com meu homi.

50. Quem deve responder estas perguntas?
Quem quiser! Sintam-se livres para responder, risos.

MEMES

O MAIOR MEME DE FIM DE ANO

Então falta só mais um dia pro fim de 2016. Gostaria de dizer que estou muito animada, mas em nome da honestidade, preciso confessar que minha vontade sincera era dormir e acordar só no ano que vem. 2016 foi um ano que me deixou exausta, me arrastando, que pesou no chicote mais pro mal do que pro bem (pelo menos, num plano geral), e a essa altura minha única vontade é poder deitar na minha cama com o computador no colo e um pijama bem fofinho (eu ia dizer quentinho, mas no calor que está fazendo em Brasília, com um pijama quentinho eu provavelmente ia derreter).

Uma das coisas boas que aconteceram esse mês, no entanto, foi o Blogmas, um projetinho que eu tinha certeza que estaria fadado ao fracasso, mas que deu bem certo na maior parte do tempo e de quebra me presentou com pessoas que eu realmente quero ter na minha vida sempre, que entre papos sobre crushes, problematizações variadas e essa grande piada cósmica que estamos vivendo, se tornaram verdadeiras amigas pra mim. No meio de um mês tão intenso – nem sempre de um jeito bom – foi importante ter mais gente com quem chorar as pitangas, especialmente quando essas pessoas estavam chorando pelas mesmas pitangas que eu. Hoje é o último post conjunto da nossa parceria, e se algo de bom ficou desse ano que vai chegando ao fim, foi a amizade que construímos em meio ao caos. Enfim, chega de lenga, lenga. Segurem minha mão e vamos lá.

1. Onde você estava quando 2016 começou?
Em casa, rabugentíssima, provavelmente doente e com uma taça de vinho na mão. Foi um início de ano péssimo porque eu realmente só queria estar de pijama, assistindo Meninas Malvadas dublado na tv e bebendo um vinho bem quietinha no meu canto, mas minha mãe e meu padrasto nunca sossegam o facho e precisam fazer uma ceia enorme para três pessoas – às vezes um pouco mais. Não usei roupa nova, não fiz lista de resoluções porque depois do fracasso que foi 2015, eu só queria poder abraçar o que viesse pela frente sem pensar muito se aquilo era algo potencialmente bom ou ruim. No final das contas, as poucas expectativas deram certo: por pior que tenha sido, 2016 foi um ano que me ensinou um bocado e me deu alguns bons presentes ao longo do caminho e, principalmente, momentos que eu vou lembrar na minha vida inteirinha.

2. O que você fez em 2016 que você nunca tinha feito antes?
Terapia, tomar antidepressivo, falar sobre meus fantasmas em voz alta, criar um site do zero com pessoas que já eram minhas amigas antes, mandar e-mail para editoras na cara de pau pedindo livros para resenhar, começar a beber (e gostar!) de café. Acho que só.

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2017?
Como disse lá em cima, não fiz resoluções no fim de 2015 e foi algo que deu muito certo, de modo que não pretendo fazer para 2017. A única coisa que eu desejo é saúde, coragem e muito amor – pra mim e para os meus.

4. Você foi a algum show em 2016?
Infelizmente, só um, mas que valeu cada minuto em pé embaixo de chuva. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que algum dia assistiria Guns ‘N Roses ao vivo, com Slash, Axl e Duff dividindo o mesmo palco de novo e em 2016 isso aconteceu. Foi incrível e especial, mesmo que meu humor no dia estivesse péssimo, e eu só me arrependo por não ter arrancado mais dinheiro do meu bolso pra poder ficar na grade logo de uma vez.

5. Você procurará um novo emprego em 2017?
Eu deveria, mas ainda não sei. A verdade é que em 2017 eu pretendo começar a tentar enviar meus textos para sites que pagam por isso e torço para que o Valkirias comece a dar algum retorno financeiro, nem que só o suficiente para manter as contas do site. Fora isso, pretendo continuar me dedicando aos meus estudos mesmo, especialmente porque pretendo me formar ao final desse ano ou no início do ano que vem, então toda minha atenção e dedicação vai se voltar para isso.

6. Você bebeu muito em 2016?
Mais do que bebo normalmente, mas meus padrões são baixíssimos, então não muito. Foram muitas taças de vinho, algumas caipirinhas que me fizeram ficar tonta (risos, tenho 12 anos) e algumas – poucas – cervejas, mas nada demais.

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Em julho fui passar alguns dias com dona Passarica no Rio de Janeiro e embora eu tenha voltado doente pra casa e ameaçado estragar a experiência por completo, foi importante estar ao lado dela, dividindo o quarto, dando abraços ocasionais e recebendo carinho em tempo integral.

8. Qual foi sua maior conquista em 2016?
O Valkirias, sem dúvida. Não só porque o site é incrível e eu amo cada pedacinho dele, mas principalmente por todas as portas que se abriram e por todas as relações que eu fortaleci por causa dele. Quando eu digo que a gente não apenas construiu um site, mas uma família, é muito verdade e saber que o sentimento é o mesmo pra todo mundo que faz parte do site de alguma forma é muito, muito importante. Eu não ganhei apenas parceiras de crime: eu ganhei amigas de verdade, que me deram as mãos nos momentos mais difíceis que passei esse ano e que seguraram todas as pontas comigo, celebraram nossas conquistas e choraram pelas inevitáveis derrotas. A gente ainda tem um bocado pra crescer e fazer acontecer, mas é incrível como menos de um ano foi tempo suficiente pra que a gente construísse uma relação tão linda e tão forte, e o que vocês veem no site é um reflexo muito honesto disso.

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2016, e mudar alguma coisa, o que seria?
Acho que a única coisa que eu teria feito diferente esse ano seria pedir ajuda antes quando eu precisei. Foi necessário que eu estivesse quase me arrastando, sem conseguir comer, chorando o tempo inteiro para que as pessoas ao meu redor percebessem que algo estava bem errado comigo, mas foi só quando a Yuu me disse que eu precisava pedir ajuda que eu tomei coragem e admiti, em voz alta, tudo que estava acontecendo. Foi um momento dramático e terrível, mas extremamente necessário, e se hoje eu dou passinhos em busca de uma versão melhor de mim mesma e menos atormentada, foi só porque eu consegui trilhar esse caminho. Entretanto, eu teria poupado um bocado de desgaste – físico, mas principalmente mental – se tivesse pedido ajuda mais cedo. Não é fácil, mas ninguém disse que seria mesmo.

10. Você ficou doente ou ferido?
2016 foi o ano que eu finalmente fui diagnosticada com depressão e ansiedade – algo que eu meio que já desconfiava que estava ali, mas que até então ficava mais como uma suspeita do que como uma certeza. Em 2016 eu tive essa certeza. Como eu disse lá em cima, foi um momento muito dramático e que doeu o tempo inteiro, mas que foi absolutamente necessário para que eu encarasse meu problema de frente e admitisse que eu já não conseguia lidar mais com a minha cabeça sozinha. Então eu pedi ajuda. Hoje eu estou em tratamento, faço terapia, tomo remédios e vou ao médico todo mês, fora toda a ajuda que eu recebi – de amigos, de familiares, às vezes de completos estranhos – e a melhora é incomparável. Claro que existem alguns baixos no meio do caminho, alguns dias são melhores que outros, etc etc, mas eu já consigo ter mais perspectiva agora, algo que eu não tinha de jeito nenhum quando tentava esconder meus sentimentos e todos os meus problemas de todo mundo. Além disso, tive algumas gripes e resfriados, duas amigdalites e infinitas crises alérgicas. Nada muito sério, tho.

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Acho que o remédio de carrapato pro Loki. Depois de testar absolutamente tudo e não conseguir resultado (funcionava com a Luna, com ele nunca), comprei um remédio oral que ele come e qualquer carrapato que pegue nele morre imediatamente. É um milagre e nada paga a felicidade de ver meu bichinho livre dessas pragas.

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Tanta gente! Não vou citar nomes porque provavelmente ia acabar esquecendo de alguém, mas num ano tão estranho quanto 2016, foi realmente incrível saber que as pessoas – próximas a mim ou não – estavam aí fazendo coisas bem incríveis e ajudando uns aos outros – ou me ajudando, risos.

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
Infelizmente, muitas também. Mas não é agora que eu vou dar palco para esses malucos dançarem.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
Em roupas e livros. E cinema. Eu realmente fui muito ao cinema esse ano, risos.

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
A criação do Valks, o show do Guns, virar madrinha de JG, fazer novas amizades, fortalecer laços antigos, ganhar alguns presentes, viajar, ter sido cara de pau o suficiente para conversar com pessoas que eu nunca imaginei e pedir coisas para outras. Sei lá, teve bastante coisa.

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2016?
Shine A Light, do Banners. Existem outras, é claro, mas acho que essa vai ser a lembrança mais forte de um ano tão maluco quanto 2016. Ah, e What’s My Age Again, do Blink 182, porque eu sou dessas e nenhuma música conversou tanto com meus 23 anos quanto essa, risos.

17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Mais feliz, sem dúvida alguma. Vocês provavelmente já sabem disso, mas 2015 foi um ano pavoroso pra mim, de alguns altos mas MUITOS baixos e eu precisei fazer uma força gigantesca pra continuar colocando um pé na frente do outro até que ele acabasse. Foi o ano que eu perdi minha melhor amiga, fui despedida do estágio na mesma época que o meu padrasto perdeu o emprego, perdi o casamento de uma amiga, Luna ficou doente e os primeiros sinais da depressão e da ansiedade começaram a surgir na minha vida. Hoje eu ainda não encontrei outro estágio, ainda sinto falta da minha antiga melhor amiga embora saiba que a essa altura ela já se tornou uma estranha, meu padrasto vai ter que sair do emprego de novo e infelizmente jamais vou ver o casamento da minha amiga além do que me foi contado ou mostrado em fotos e vídeos. Mas, a Luna não ficou doente, eu estou tratando meus problemas e aprendendo a lidar com meus fantasmas, fiz várias melhores amigas e abracei minha amiga que casou mais vezes do que achei que fosse possível. O resto se ajeita com o tempo.

18. O que você queria ter feito mais?
Saído mais, acho. Viajado mais, com certeza. Infelizmente, coisas que a gente ainda precisa de dinheiro pra transformar em realidade.

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Dormido. O que eu dormi esse ano não tá escrito.

20. Como você passou seu Natal?
Diferente dos anos anteriores, em 2016 eu passei o Natal na casa dos avós por parte de pai de JG, aqueles que não são meus tios (deu pra entender? risos) e foi muito melhor do que eu podia esperar. Estava me sentindo horrorosa, com a autoestima cagadíssima, uma roupa que me fazia sentir um balão. Entretanto, contrariando todas as expectativas, a noite foi realmente agradável, eu dei um monte de risadas e me senti à vontade – coisa que, sendo a pessoa introvertida que sou, é bem difícil de acontecer. Foi uma noite memorável e eu realmente espero que a gente possa repetir outras vezes num futuro nem tão distante assim.

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?
Minha antiga melhor amiga. Embora a essa altura eu ache que as coisas estão muito melhores do que no ano passado ou no início deste ano, eu ainda sinto falta de ter alguém com quem fazer coisas banais, alguém com quem eu possa chamar pra vir pra minha casa só pra comer gelatina e jogar conversa fora, alguém que vai topar ir ao zoológico comigo e que eu posso convidar para as festas de família. No entanto, tenho tentado aprender a lidar com a ausência dela, com a falta inevitável, especialmente porque hoje reconheço que estamos vivendo coisas radicalmente diferentes em nossas vidas e que, da mesma forma que eu não a conheço mais, ela também não me conhece – e talvez, essas duas novas versões de nós mesmas não tenham sido feitas para serem amigas mesmo.

22. Você se apaixonou em 2016?
Pela mesma pessoa que me apaixonei em 2008, um milhão de vezes.

23. Qual foi a maior mudança para você em 2016?
O Valks, sem dúvida.

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
Foram tantos! Acho que nunca assisti tantas coisas quanto assisti esse ano e foi uma experiência maravilhosa – embora, às vezes, meio angustiante também (experimentem assistir 18273987213 séries de uma vez e começar a ver todas ficarem atrasadas e saberão do que estou falando hehe). É muito difícil escolher um favorito porque, mesmo com as coisas ruins que acabei assistindo (Preacher, estou olhando pra você), eu assisti muita, muita, MUITA coisa boa mesmo. Pra não correr o risco de esquecer de nada, vou apenas dizer que Gilmore Girls foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida e possivelmente a melhor série que assisti esse ano. De resto, vocês veem depois no Starships & Queens Awards, risos.

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Ódio é um sentimento que eu definitivamente não quero cultivar na minha vida, então não.

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
A Arte de Pedir, da Amanda Palmer.

27. Qual foi a melhor descoberta musical?
São questões reais.

28. O que você queria e conseguiu?
Juntar dinheiro pra viajar. Deu bem certo, amém.

29. O que você queria e não conseguiu?
Um estágio em roteiro (me inscrevi, mas não consegui), ir na Comic-Con representando o Valkirias. Que eu lembre agora, só.

30. Qual foi o seu filme favorito em 2016?
A Chegada, definitivamente. Mas chegaram bem perto: Rogue One e Animais Fantásticos e Onde Habitam.

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Tenho 23 e não lembro de ter feito nada esse ano – o que é bem triste, se for parar pra pensar. Isso não significa que tenha sido um aniversário ruim, muito pelo contrário, e meus 23 anos serão certamente lembrados como um dos meus melhores anos – apesar de todos os pesares.

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Ter conhecido as meninas do Valks que eu ainda não conheço pessoalmente. Mas a gente ainda vai conseguir fazer isso em algum momento (quem sabe no ano que vem?).

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2016?
Gótica suave romântica vintage ou qualquer coisa assim.

34. O que manteve sua sanidade?
Minhas amigas, meu namorado, o Valks, todos os momentos incríveis que vivi esse ano. E meu tratamento, lógico.

35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Acho que a Chloe Bennet. Fiquei realmente obcecada por ela e se eu voltar a assistir SHIELD vai ser 100% por causa dela. Também fiquei bastante obcecada pelas atrizes de séries que assisti esse ano porque that’s how we roll, e pela Lauren Jauregui e pela Alexa Chung (de novo).

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2016.
‘Cause I was lost at sea while the waves were dragging me underneath. Whoa, shine a light on, shine a light on me.

37. Do que você sente falta?
De pessoas. Alguns momentos que eu vivi. Esse tipo de coisa.

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2016?
Foram muitas e elas sabem exatamente quem são, então não preciso citar nomes aqui.

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2016.
Foram tantas! Mas acho que a mais importante foi uma que a Brené Brown diz no prefácio de A Arte de Pedir e que o ano todo eu tive provas de que era algo muito real: que a gente não encontra a luz no meio das trevas se afastando das pessoas, mas caindo nos braços dela. E é muito verdade.

40. Quais são os seus planos para 2017?
Não quero fazer muitos planos e nem me cobrir de expectativas pelo o que vem por aí. Desde que eu tenha saúde e minhas pessoas segurando minha mão, então vai dar tudo certo.