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MEMES

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Mais um meme para a coleção

Bom, aparentemente esse negócio de voltar a atualizar o blog tem dado certo, já que passados três dias daquele texto pedante e imenso, aqui estou novamente. Não prometo até quando, não prometo sempre o mesmo ritmo, mas vamos indo – com meme para manter a calma dessa vez.

Para quem se interessar, encontrei esse meme aqui.

1. Você se considera uma pessoa do dia ou da noite.
Preferencialmente do dia, mas consigo ser da noite quando necessário.

2. Você coleciona alguma coisa?
Ingressos de shows.

3. Qual era o seu programa preferido quando criança?
É uma ótima pergunta. Fora os desenhos animados (Pokémon, Digimon, Cavalo de Fogo, Três Espiãs Demais, etc), todas as novelas mexicanas infantis do SBT. E Chiquititas, risos.

4. Sobre o que você pensa antes de dormir?
Depende. Se assisti alguma coisa antes, provavelmente vou estar pensando a respeito disso. Se não, em coisas que preciso fazer ou que não consegui terminar antes de dormir.

5. Qual sua cor favorita?
Já tive muitas, mas hoje acho que o tal do rosa millenial – ou qualquer tom puxado pro pastel, tbh.

6. Você é viciada em algum vídeo game ou jogo de computador?
The Sims, para todos os efeitos, e mais recentemente o desgraçado joguinho de Harry Potter pra celular.

7. Você tem algum hábito ruim? 
Arrancar cabelo, dormir tarde demais, puxar cutícula com o dente, etc.

8. Você tem irmão ou irmã.
Ambos, mas só por parte de pai.

9. Você tem alguma tattoo ou piercing?
Nope.

10. Qual sua flor favorita? 
Tive uma época de ser apaixonada por tulipas, depois por hortênsias, sobretudo por causa do meu avô, mas hoje não sei, não realmente.

11. Quando pequena, o que você queria ser quando crescesse?
Muitas coisas, mas veterinária e rockstar foram as mais emblemáticas.

12. O que você guarda embaixo da cama?
A parte de baixo da minha cama não é vazia, mas possui duas gavetas bem grandes, e é ali que deixo uma papelada inútil da faculdade, saquinhos para guardar sapatos, livros e papéis que não uso com muita frequência, mas preciso ter de qualquer forma, e esse tipo de coisa. Então é isso que guardo embaixo da minha cama.

13. Você se considera organizada ou bagunceira?
Depende muito. Costumo ser bastante organizada com coisas que preciso fazer – tenho uma agenda em que sempre anoto tudo que preciso fazer durante a semana, textos que preciso escrever, e-mails e mensagens que preciso responder, prazos, etc etc. Meu quarto, no entanto, mantém-se frequentemente bagunçado, assim como meu armário, que está arrumado no momento, mas até quando é uma questão.

14. Se você pudesse viver em qualquer lugar do mundo, onde seria?
Nova York, acho. Ou Londres. Sou um clichê ambulante.

15. Qual seu filme favorito?
Para todos os efeitos, A Noviça Rebelde. Mas faz tempo que ele não é mais o único.

16. Qual ator ou atriz dizem que você se parece?
Embora já tenham dito que me pareço com algumas pessoas, as mais comuns são a Anne Hathaway e a Sophia Abrahão. Não me acho muito parecida com nenhuma das duas, tho.

17. Diga uma coisa que as pessoas não sabem sobre você.
Quando pequena, eu era muito boa em decorar coisas, fossem histórias, diálogos de filmes ou propagandas de televisão. Isso começou quando eu ainda era muito, muito novinha e possibilitou alguns momentos engraçados na minha infância, como quando, aos três anos, enganei uma amiga da minha mãe que já sabia ler enquanto contava uma história em quadrinhos para ela, mas na verdade só havia decorado a história inteira e sabia onde cada uma das partes estava localizada porque minha mãe e minha tia, que eram as pessoas que liam pra mim, tinham mania de fazê-lo passando o dedo pelas linhas. Naturalmente, não foi proposital, e a confusão foi desfeita quando minha mãe contou que eu só era muito boa em decorar as coisas mesmo.

18. Qual a última mensagem do seu celular?
Uma do Guilherme me explicando por que diabos ele cancelou uma compra que tinha feito na internet.

MEMES

60 perguntas que ninguém perguntou

Tenho certeza de que não é nenhuma surpresa quando digo que adoro falar sobre a minha vida – o que não significa que eu me sinta confortável para falar sobre ela o tempo inteiro, só que gosto bastante quando isso acontece. Tive uma infância marcada por programas aleatórios da TV aberta dos anos 90, que levavam celebridades do Brasil e do mundo para darem entrevistas e falarem abertamente sobre suas vidas, de modo que meu maior sonho era um dia poder dar entrevistas e falar abertamente sobre minha vida pessoal, risos eternos.

Infelizmente, cresci e não me tornei celebridade, mas encontrei um jeito de continuar falando sobre a minha vida assim mesmo, sobretudo quando as pessoas não estavam tão interessadas assim em ouvir; o que sem dúvida deixaria a pequena Sharon orgulhosa. Sempre me perguntam se não me importo em me expor dessa forma, e a verdade é que, embora eu seja reservada em muitos lugares, a internet definitivamente não é um deles – o que é bastante contraditório, mas bear with me. Assim sendo, aproveito a minha momentânea falta de assunto para celebrar as maravilhas de ter um espaço só meu, onde posso falar qualquer abobrinha e responder perguntas que ninguém jamais me faria, não fossem esses memes maravilhosos que, tenho certeza absoluta, são inventados pelas mesmas crianças que passaram os anos 90 assistindo televisão demais.

(O meme saiu do blog da Michas, amor da minha vida que segue salvando a vida desse blog como se não houvesse amanhã. Jesus conserve.)

1) Quais são as suas três músicas preferidas?
No momento, a tríade “Perfect Places“, “Liability” e “The Louvre“, todas da Lorde. Aparentemente, jamais superarei Melodrama, risos. Menção honrosa pra “Something Just Like This“, do The Chainsmokers com o Coldplay, que se tornou uma favorita fácil demais até pra mim.  

2) Se você pudesse conhecer alguém nesta terra, quem seria?
É uma questão. Muito embora tenha vontade de conhecer muitas pessoas, de atores famosos até amigos de amigos, vivo uma contradição de não querer conhecê-las de verdade, sobretudo porque pode ser meio decepcionante e isso certamente me mataria. Ao mesmo tempo, não tenho vontade de simplesmente conhecer essas pessoas, mas também me tornar amiga delas, o que muda absolutamente tudo; conhecê-las não basta, é preciso me relacionar com elas, do jeito que for. O mundo é um lugar bem pequeno e às vezes não acho que isso seja tão impossível assim, em alguns casos menos do que em outros, mas não sei se realmente gostaria que esses encontros acontecessem. De qualquer forma, adoraria conhecer o Harry Styles, o Johnny Massaro e a Tavi Gevinson.      

3) Pegue o livro que você esta lendo, vire a página 23, o que tem na linha 17?
Estou agarrada à minha tigela de batatas chips já vazia, e chupo os dedos cheios de sal quando uma tia passa e me vê“. 

4) O que você pensa sobre a maioria das pessoas?
Prefiro cachorros.

5) Já teve um poema ou canção escrita sobre você?
Não.

6) Você tem fobias estranhas?
Não que eu me lembre. Tenho bastante medo de aranhas e baratas, e também de morrer, mas nada muito fora do normal, né? 

7) Qual é a sua religião?
Católica. 

8) Se você estiver na rua, o que você provavelmente está fazendo?
Pensando em alguma coisa aleatória e/ou mexendo no celular.

9) Simples, mas extremamente complexo. Banda favorita?
Scorpions. Não tenho ouvido com a frequência que já ouvi em outros momentos, mas acho que é exatamente isso: uma questão de momento. Eles sempre vão ser minha banda favorita da vida, ainda que nem sempre sejam a banda favorita do momento.

10) Qual foi a última mentira que você contou?
Não uma mentira, mas uma meia-mentira: disse pro meu pai que não o tinha visitado no dia dos pais porque acordei passando mal. Não era de todo uma mentira, mas não era a verdade completa. 

11) Você acredita em karma?
Acredito.  

12) O que o seu URL significa?
O nome do meu blog? Já contei essa história em outro momento, mas o nome do blog foi escolhido de modo bem aleatório: o “queen” eu já usava desde os meus primórdios como blogueira de moda, enquanto o “starships” surgiu enquanto eu assistia Star Wars. O nome não faz o menor sentido, mas já são quase quatro anos com ele, de modo que não consigo desapegar, muito menos pensar em algo melhor.  

13) Qual é a sua maior fraqueza, a sua maior força?
As pessoas que amo.

14) Qual é a sua estrela do cinema preferida?
Anna Karina, amor da minha vida, inspiração eterna.

15) Como você extravasa a sua raiva?
Chorando e/ou ouvindo música. Às vezes também escrevo, mas no auge da raiva é meio complicado colocar as palavras no papel de um jeito que elas façam algum sentido.

16) Livro preferido?
Estação Onze, da Emily St. John Mandel.

17) Você está feliz com a pessoa que você se tornou?
Com certeza. Ainda tenho muitas questões mal resolvidas, sentimentos que não entendo muito bem e nuances da minha personalidade que gostaria de compreender melhor, mas cada vez mais tenho feito as pazes com a pessoa que me tornei, que não é alguém perfeito, mas ser perfeita jamais foi uma possibilidade real. Nesse sentido, a terapia tem me ajudado muito, mas acho que as experiências e relacionamentos que tive até agora também me moldaram. Apesar dos pesares, quando me olho no espelho, me sinto muito em paz com a pessoa que me olha de volta e isso já tem sido suficiente.         

18) Qual é a música que você odeia?
A maioria das músicas que os jovens de hoje escutam e passam na rádio 24/7, pois velha & chata demais.  

19) Qual é o tipo de arte que você mais gosta?
Qualquer tipo, mas sobretudo o cinema, a música e a literatura; as três produções artísticas que tenho mais proximidade e que, não por acaso, sempre falaram mais de perto comigo. Embora o cinema seja aquela que decidi fazer e tomar como minha, não consigo deixar a música e a literatura de fora, porque foram elas que abriram esse espaço de compreensão e entendimento sobre mim, mas principalmente sobre o mundo, de um jeito que às vezes eu não era capaz de ver por conta própria. Se hoje procuro significado em toda e qualquer coisa, é muito porque esses três me fizeram as perguntas certas e me mostraram um mundo completamente diferente daquele com o qual eu estava acostumada, onde existia muito mais do que eu acreditava ser possível. É o tipo de experiência que muda uma vida inteira, e por mais que muita gente ache idiota, eu só consigo ser infinitamente grata por ver o mundo através dessas lentes ao invés de enxergar e aceitar as coisas como mais simples do que elas realmente são.      

20) Você acredita em fantasmas? E alienígenas?
Acredito, mas menos de um jeito óbvio e mais como uma metáfora para outras coisas, ao menos no caso dos fantasmas. Nós somos assombrados por muitas coisas, que nos assustam e permanecem vivas na gente até que sejamos capazes de exorcizá-las, esses são nossos fantasmas. Já acreditei por muito tempo na possibilidade de pessoas mortas também habitarem a Terra e não sei até que ponto desacredito, mas acho que como a maior parte das criaturas que criamos para nos aterrorizarem durante a noite, fantasmas também são uma representação de medos mais complexos. Já alienígenas, gosto de acreditar que existem sim, porque o Universo é grande demais para sermos os únicos seres vivos e pensantes que existem.      

21) Quem te inspira?
Minha mãe, as mulheres da minha família; minhas amigas e amigos; meus professores; artistas que não conheço de verdade, mas comunicam muito com suas produções; alguns personagens, etc etc.

22) Que cheiro você esta sentindo agora?
Nenhum, pois nariz entupido. 

23) Qual é o pior lugar que você já foi?
Correndo o risco de soar cafona, acho que lugares são mais um estado de espírito do que necessariamente um lugar físico. Eu já estive em lugares – físicos – terríveis, que qualquer pessoa em sã consciência teria saído correndo assim que colocasse os pés, mas eu tinha as companhias certas, de modo que toda a situação ganhou ares muito mais interessantes e divertidos do que teriam sido em qualquer outro caso. Talvez por isso, seja muito difícil lembrar de lugares realmente horríveis que eu tenha estado. Acho que a última vez que realmente senti isso foi há uns 2 anos atrás, quando fui na festa de aniversário de um amigo e me senti completamente deslocada. 

24) Qual é a sua cantora ou seu cantor preferido?
Para todos os efeitos, Taylor Swift é minha cantora favorita, mas tenho estado particularmente apaixonada pela Lorde. De homem, tenho me apaixonado cada vez mais pelo Harry Styles, que vai salvar o rock e fazê-lo valer à pena de novo, risos.

25) Para você, qual é o sentido da vida?
É uma boa pergunta. Não tenho uma resposta para ela, mas cada vez mais tenho me importado menos em encontrar um sentido em tudo isso e me preocupado mais em viver a jornada; o que é bem brega, mas nunca me pareceu tão real. 

26) Você dirige? Se sim, já sofreu um acidente?
Dirijo desde os 18 anos e é algo que amo profundamente, ainda que já tenha tido alguns problemas, inclusive pequenos acidentes. O pior deles foi quando, na faculdade, fui fazer um retorno e não vi uma moto, que acabou batendo na parte da frente do meu carro. Nada aconteceu com o rapaz de moto ou comigo, mas o mesmo não pôde ser dito da moto, menos ainda do carro, que ficaram suficiente destruídos para que uma pequena fortuna fosse gasta no conserto dos dois. Toda a situação acabou me deixando bastante assustada e eu passei meses sem conseguir pegar num carro. Eventualmente o trauma foi superado e hoje dirijo sem grandes problemas.    

27) Qual foi o último filme que você viu?
A Torre Negra“, do Nikolaj Arcel; que é um cara muito bem intencionado, mas o filme infelizmente é uma bosta.

28) Qual é a pior lesão que você já teve?
Até segunda ordem, nunca sofri nenhum acidente sério, muito menos tive lesões, fraturas ou qualquer coisa que merecesse muita atenção, mas quando era pequena, prendi meu dedo mindinho do pé embaixo da portaria do meu prédio, o que me fez passar semanas sem conseguir caminhar direito, tamanha a dor. Na época, lembro de tentar fingir que não estava doendo tanto assim, que aquilo era besteira, da mesma forma que tentei fingir que não tinha doído na hora, com medo que os outros meninos começassem a me zoar, quando minha vontade sincera era chorar até não aguentar mais, mas minha mãe percebeu que algo estava errado e até considerou me levar ao médico. No final das contas, isso acabou não acontecendo porque melhorei por conta própria, mas se no médico tivesse ido, talvez tivesse descoberto algo mais grave do que pareceu num primeiro momento. Outra história mais ou menos assim, que acabou não dando em nada, mas deixou minha mãe bastante assustada foi quando eu sentei em uma taturana, ou lagarta-de-fogo. Minha amiga, que estava comigo na hora, riu horrores, e de novo eu me vi naquela situação de dor e sofrimento em que tudo que eu queria era chorar, mas não podia fazê-lo pra não passar vergonha – pré-adolescentes, não sejam. Parecia bobagem, mas quando cheguei em casa, minha bunda estava toda roxa, de um jeito que deixou minha mãe apavorada. Acabei conseguindo convencê-la a não me levar ao médico, mas foi por pouco, bem pouco, e por sorte minha bunda voltou sozinha ao normal, risos. Lendo sobre isso depois, descobri que tocar em uma taturana pode ser um troço realmente sério, e minha sorte foi que eu estava de calça jeans, de modo que o tecido acabou me protegendo de potenciais consequências mais sérias. 

29) Você tem obsessões por algo?
Obsessão é meu nome do meio, mas nos últimos meses tenho estado particularmente obcecada por Downton Abbey, como vocês já estão carecas de saber. 

30) Já teve um rumor sobre você?
Alguns, quase sempre quando era adolescente porque adolescentes são esse tipo maravilhoso de ser que adora criar rumores uns sobre os outros. O primeiro deles foi quando eu ainda estava no ensino fundamental e, depois de terminar com meu primeiro namorado, as pessoas começaram a questionar minha sexualidade. O rumor ganhou força quando fiz 14 anos e uma menina roubou (!) uma página que eu tinha com minhas amigas no Orkut e afirmou que eu era lésbica, algo que estava muito longe de ser verdade. A segunda vez foi quando, chegando na escola, passei mal e vomitei na lixeira em frente ao colégio. Era só o suco de graviola que eu tinha tomado de manhã e não tinha batido muito bem no meu estômago, e eu me senti infinitamente melhor depois de colocá-lo pra fora, mas muita gente viu a cena e achou que aquilo era a óbvia confirmação de que eu estava… grávida. Contudo, cheguei aos 24 com um total de zero bebês, de modo que vocês podem imaginar a veracidade do rumor. Já mais velha, algumas pessoas se questionaram quando eu e a Ju nos afastamos, inclusive fazendo perguntas de tempos em tempos sobre o assunto, mas nesse caso, como diria nossa melhor amiga famosa: the rumors are terrible and cruel but honey most of them are true. A maioria era mesmo verdade, mas tudo isso ficou no passado.     

31) Você tende a guardar rancor de pessoas que te magoaram?
Já quis muito fazer isso, mesmo sabendo que não me faria bem algum, mas eventualmente descobri que não tenho dom para ser rancorosa – o que nem sempre é muito bom, mas acho que prefiro assim.

32) Qual é o seu signo?
Peixes com ascendente em gêmeos e lua em aquário.

33) Qual é a última coisa que você comprou?
Um yakissoba pra me consolar. 

34) Amor ou luxúria?
Amor.

35) Está em um relacionamento sério?
Yep.

36) Quantos relacionamentos você já teve?
Namoro de verdade, só dois. Mas já me enrolei com outras pessoas por mais tempo do que seria saudável admitir.

37) Qual é a sua arma secreta para conseguir que alguém goste de você?
Não sei se tenho exatamente uma arma secreta, especialmente porque confio muito pouco nas minhas qualidades para sentir que alguma delas possa fazer com que as pessoas gostem de mim com mais facilidade. Mas sempre tento ser honesta, sorrir e dar a atenção que gostaria de receber de volta. A máxima de tratar os outros como você gostaria de ser tratado não se aplica em todas as situações, mas acho que esse é um caso em que ela funciona bem. 

38) Onde está o seu melhor amigo (a)?
Provavelmente em casa, mas são questões.

39) O que você estava fazendo ontem à meia-noite?
Escrevendo.

40) Você é o tipo de amigo que você gostaria de ter como amigo?
Embora eu seja uma pessoa complicada e meio relapsa, gosto de acreditar que compenso essas falhas sendo uma boa amiga, com quem as pessoas podem contar sempre que precisarem e alguém em quem sempre vão encontrar honestidade e carinho. Então, sim, provavelmente eu gostaria de me ter como amiga.  

41) Você está andando pela rua no seu caminho para o trabalho. Há um cão se afogando no canal no lado da rua. Seu chefe lhe disse que se você chegasse atrasado mais uma vez você seria demitido. O que você faz?
Existem muitos empregos no mundo, talvez até melhores e com um chefe menos escroto; mas bichinhos são únicos. Sem dúvida salvaria o cão.

42) Você está no consultório médico e acaba de ser informado de que só tem cerca de um mês para viver. a) Você não diz a ninguém que você vai morrer? b) O que você faz com os seus dias restantes? c) Você teria medo?
Esse negócio de contar ou não é uma grande questão. Contar mudaria absolutamente tudo; as pessoas passariam a ter pena de mim, me tratariam de um jeito diferente, e eu não gostaria que isso acontecesse, sobretudo se estivesse em vias de morrer. Contudo, ao mesmo tempo, não me imagino guardando um segredo tão sério sem sentir o peso disso, o que provavelmente afetaria meus últimos dias de um jeito bastante negativo. No final das contas, acho que não contaria pra todo mundo, mas escolheria algumas pessoas com quem dividir esse segredo, na tentativa de tornar o momento menos pesado e tentaria vivê-los da melhor forma possível. Um mês é pouco tempo para fazer coisas grandes, mas isso não significa que eles não possam ser extraordinários ao seu próprio modo. Então tentaria me cercar de amor e experiências novas, que pudessem fazer com que eu sentisse que minha vida tivesse realmente valido à pena. Ao mesmo tempo, sou idiota o suficiente para me importar em deixar uma marca e ter absoluto pavor de que minha existência tenha sido algo banal, de modo que tentaria deixar alguma coisa para trás; provavelmente, um livro ou um diário, mas poderia ser um filme também, ou só o roteiro dele. Eu teria muito, muito medo, mas aí algumas vezes na vida, a gente precisa aceitar e seguir em frente com medo mesmo; é isso que diferencia as verdadeiras pessoas de coragem, acho, e gosto de pensar que nesse momento, eu seria uma delas.    

43) Qual a música que sempre faz você se sentir feliz quando ouve?
Perfect Places“, da Lorde. É uma música que me faz querer dançar, de um jeito bastante honesto, ao mesmo tempo que me fez fazer as pazes com a minha vida e a pessoa que eu me tornei. Lugares perfeitos não existem, mas talvez a gente possa forjar um espaço que chegue perto de ser. 

44) Na sua opinião, o que faz um grande relacionamento?
Acho que isso varia de pessoa pra pessoa, mas de um modo geral, os clichês quase sempre se aplicam: honestidade, confiança e parceria. As pessoas se surpreendem quando não falo do amor logo de cara, mas acho que, embora eu acredite demais nele, nem sempre o amor é capaz de segurar um relacionamento que não tenha uma base sólida – o que não significa que ele não seja importante (we’re just humans drunk in the idea love can fixes everything), só que não é a única coisa importante. Ao mesmo tempo, acho que a gente não deve levar a vida muito a sério, e isso também se aplica aos relacionamentos. Deve ser muito chato viver ao lado de alguém que está o tempo inteiro muito sério e não consegue rir das situações absurdas que inevitavelmente acontecem, então esse é um ponto importante também. O mundo já é um lugar difícil demais pra se viver, então a gente não precisa transformá-lo em algo pior.

45) O que alguém deve fazer para ganhar o seu coração?
A tríade de carinho, atenção e risadas não falha, e acho que ainda são a melhor forma de ganhar meu coração, seja de um jeito romântico ou não.

46) A “loucura” traz mais criatividade?
Não necessariamente. Acho que as pessoas tidas como loucas saem da caixa com mais facilidade, o que a gente normalmente atribui como criatividade, mas não acho que seja pré-requisito, pelo contrário. Muitas pessoas que conheço e são extremamente criativas não tem sequer um traço de loucura, inclusive não podiam estar mais distantes disso. Pra elas, muitas vezes, a criatividade é um instrumento de trabalho e elas não dependem dela como uma graça divina, mas vão exercitando esse lado até que possam utilizá-la independente do momento que estão vivendo ou qualquer coisa assim. Ao mesmo tempo, acho difícil encontrar uma definição para loucura, porque existem mais nuances do que a gente muitas vezes é capaz de ver, assim como existem muitas formas diferentes de ser louca. Até algum tempo atrás, transtornos como a depressão eram vistos como loucura, mulheres que saiam um pouquinho da linha eram vistas como histéricas, condenadas a viver eternamente em manicômios, e a homossexualidade, por muito tempo, foi considerado um desvio de conduta gravíssimo; mas eu jamais diria que sou louca por ter depressão, por exemplo, muito embora a tristeza me torne mais produtiva e criativa em alguma medida. Então não sei se existe uma resposta correta nesse caso, muito menos uma que chegue perto de dizer com alguma certeza se a criatividade é ou não uma característica de loucos; talvez só sejamos meio loucos, todos, e alguns um pouco mais criativos que outros.        

47) Qual é a melhor decisão individual que você fez em sua vida até agora?
Começar a estudar audiovisual. Não foi a mais memorável, mas foi a que abriu todas as portas para decisões que vieram depois – ter um site, arriscar um edital, essas coisas. 

48) O que você quer que seja escrito em sua lápide?
Já passei muito tempo pensando sobre isso, e por mais que tenha encontrado algumas respostas, ainda não encontrei a certa. Espero ainda ter bastante tempo para pensar nos assunto, risos. 

49) Diga a primeira coisa que vem à mente quando você ouve a palavra “coração”.
Minha mãe.

50) Pergunta básica: qual é a sua cor preferida.
Azul, acho.

51) Qual é a imagem atual no seu desktop?
Um céu estralado, com os dizeres no meio “she believed she could, so she did”. Faz séculos que uso a mesma imagem, mas ela continua sendo meu lembrete favorito de que posso qualquer coisa, desde que jamais deixe de acreditar. 

52) Se você pudesse apertar um botão e fazer qualquer pessoa no mundo explodir instantaneamente, quem seria?
O Temer.

53) Qual seria a pergunta que você teria medo de dizer a verdade?
Não exatamente medo de dizer a verdade, mas medo de descobrir a verdade: o que eu quero para o meu futuro. Eu tenho uma noção do que quero, mas muitas dessas coisas são excludentes, e eu não posso ter tudo. Me dá medo ser obrigada a pensar em quais são minhas prioridades e dizê-las em voz alta, porque no fundo eu queria tudo, absolutamente tudo. 

54) Se pudesse ter super-poderes, qual seria?
Não um, mas dois: me teletransportar, porque a maior parte das minhas amigas mora longe e eu gostaria de ter um modo mais fácil de vê-las; e ser capaz de ler o pensamento das pessoas. Sou um serzinho naturalmente encucado com a opinião alheia e com aquilo que os outros pensam sobre mim, de modo que facilitaria um bocado ter certeza do que elas pensam ao invés de me deixar levar pelos meus próprios pensamentos devastadores.

55) Se você pudesse reviver qualquer acontecimento em sua vida, que momento seria?
Primeiro, pensei no show do Scorpions, que foi extremamente especial. Depois, pensei no meu primeiro Encontrão, igualmente especial. Mas no fundo, acho que o momento que eu mais gostaria de viver seria algo mais banal, mas nem por isso menos especial. Era 2008, minha casa estava em reforma e eu estava morando na casa da minha tia. Meus avós estavam passando um tempo com a gente à época, e enquanto minha vó dava banho no meu avô, no banheiro do quarto onde eu dormia, eu usava o computador e ouvia os dois discutirem de um jeito absolutamente adorável, como só meus avós conseguiam. Em determinado momento, daquele seu jeito bravo, minha vó mandou o meu avô lavar o cu, ao que ele respondeu, falsamente chocado “o cu??????????”. Acho que nunca ri tanto na minha vida, e continuei rindo depois que meu vô saiu do banho e continuou fazendo graça, enquanto minha vó fingia se estressar. Sinto uma saudade profunda desses momentos e realmente daria qualquer coisa pra poder vivê-los de novo. 

56) Se você pudesse apagar qualquer experiência horrível de seu passado, o que seria?
A noite de Natal de 2007.

57) Você tem a oportunidade de dormir com a celebridade de sua escolha. Quem seria?
No momento, o Harry Styles, porque estou vivendo esse momento. Mas também adoraria dormir com o Sebastian Stan ou o Jensen Ackles ou, ainda, o Chris Evans. Em comum, todos são pessoas absolutamente adoráveis, então acho que temos um tipo, risos.

58) Qual é o seu ringtone?
O toque padrão do iPhone.

59) Você já viajou para o exterior?
Não, mas adoraria.

60) Se pudesse viajar para qualquer lugar com um amigo/a, para onde seria e com quem?
É difícil responder essa pergunta porque tenho os melhores amigos do mundo e adoraria viajar com qualquer um deles. Contudo, podendo escolher apenas um, eu possivelmente escolheria a Yuu, amor da minha vida, porque acho que já vivemos longe por tempo demais e precisamos muito ter a oportunidade de viver esse momento. O lugar importa menos tendo ela como companhia, de modo que deixaria que ela escolhesse o destino.

♥ 

MEMES

A cara da riqueza… se eu fosse rica

A Manu, essa pessoa lindíssima que amo demais, me indicou para responder um meme sobre o que faria se eu fosse… rica. O meme foi criado pela Jessica, do blog “Sem Drama” (que eu não conheço, me desculpem) e achei a ideia absolutamente genial, não só porque amo responder memes, mas principalmente porque boa parte dos meus dias é gasto imaginando como seria minha realidade se herdeira fosse. Eu queria ser rica, mas não apenas rica, eu queria ser princesa, e esse meme é apenas a realização de um pequeno sonho – que não vai se tornar realidade, mas ninguém se importa, não é mesmo. Como sempre, existem algumas regras, mas eu sou uma princesa rebelde e vou ignorar todas elas. Sorry not sorry.

1. Por qual motivo ou situação você gostaria de se tornar rico?
Sendo bem sincera, meu sonho era ter nascido em uma família de gente rica e famosa, ou na realeza, e ser herdeira, nunca precisar me preocupar com dinheiro, etc etc. Como isso não vai acontecer, gosto de pensar que ficaria rica com o meu trabalho, seja ele como escritora ou cineasta, já que ser uma rockstar também não é mais uma possibilidade.   

2. Todo famoso e/ou rico tem uma frase única que ao escutá-la lembramos dele. Qual seria a sua?
Feelings are the only facts – mas essa já é meio que meu lema da vida de qualquer jeito.  

3. Quem são os ricos que você gostaria de conhecer?
Assim como a Manu, não tenho a pretensão de me tornar rica para enturmar com outras pessoas igualmente ricas. Eu sou a pior pessoa do mundo para enturmar, o que por si só já é um obstáculo enorme. Enturmar com pessoas ricas exigiria um pouco mais porque, provavelmente, eu me sentiria muito desconfortável, os papos talvez não fossem exatamente a minha vibe, e eu talvez preferisse estar na cozinha confraternizando com os empregados do que na sala de jantar conversando sobre qualquer coisa. Ao mesmo tempo, não gosto dessa imposição de sou rica, logo sou amiga de pessoas ricas, porque me parece pouco genuíno relações que se estabelecem por algum tipo de acordo social. Eu adoraria conhecer algumas pessoas famosas, por exemplo, que também são bastante ricas, mas gostaria de fazê-los de um jeito natural, não porque somos ricas, não porque eu posso e fim de papo.     

4. Onde você teria suas mansões?
Também não tenho a pretensão de ter uma mansão, quem dirá várias. Se rica fosse, teria um apartamento de tijolinhos em Nova Iorque, uma casinha gracinha e de aspecto meio antigo em Londres, e possivelmente um apartamento em algum lugar do Brasil e um sítio na cidade dos meus avós. Uma das coisas que eu mais gostaria de fazer se tivesse dinheiro sobrando é passar algum tempo em vários lugares diferentes, de modo que escolheria alguns lugares estratégicos para ter uma casinha para chamar de minha; Londres e Nova Iorque são esses lugares. No Brasil, levaria em consideração o lugar que fosse mais viável morar – Brasília ou São Paulo, provavelmente -, enquanto o sítio seria uma forma de manter minhas raízes e ter sempre um lugar para onde voltar e ficar em paz.

5. Quais os produtos que jamais poderiam faltar pra você?
Cosméticos!  

6. E os que você não compraria mais só porque se tornou rico?
Sei lá? Acho que deixaria de comprar coisas porque simplesmente estão na promoção ao invés de comprar algo que eu quero, mas é infinitamente mais caro; ou então coisas que pretendo não precisar mais, tipo cera pra depilar, porque a essa altura já não ia precisar sofrer com depilação nunca mais (kkk).  

7. O que você gostaria de provar que só os ricos podem?
Viajar horrores e gastar bastante dinheiro conhecendo restaurantes. Não é nem questão de “só os ricos podem”; acho que qualquer pessoa poderia fazer qualquer uma dessas coisas, desde que reserve um dinheiro só pra isso ou junte de vez em quando, mas sendo rica, eu não precisaria economizar, o que muda totalmente o cenário. Tive uma colega na faculdade que em 24h organizou uma viagem pra Disney com uma amiga e foi, simples assim, porque ela podia, e acho que se eu pudesse também, esse seria o tipo de coisa que eu faria.    

8. Que local você faria sua primeira entrevista, sessão de fotos e autógrafos?
Depende. Provavelmente num lugar confortável e intimista, em que eu pudesse colocar os pés no sofá e conversar com as pessoas como se estivesse recebendo amigos em casa.   

9. Que local você fecharia um dia inteiro só pra você?
Só pra mim, lugar nenhum porque deve ser chato pra cacete ficar sozinha onde quer que seja. Queria muito poder ter a Disney só pra mim e meus amigos por um dia, e poder fazer o que quisesse sem enfrentar filas e poder tirar foto de tudo quanto é jeito sem ninguém pra me julgar ou passar no meio. 

10. Quais seriam seus passeios preferidos?
Restaurante, restaurante, restaurante. Viajar, viajar, viajar, conhecer todos os lugares do mundo, esse tipo de coisa.

11. Como gastaria seu dinheiro?
Com comida, viagens, sapatos (!), livros, equipamentos que jamais saberemos se realmente vou usar, mas tudo bem, tranqueiras, presentes pras pessoas que amo, esse tipo de coisa. Transformaria o Valkirias numa empresa de verdade, com sede em algum lugar do Brasil, expediente e funcionários de verdade, do jeitinho que sempre sonhamos em fazer um dia. Também compraria um jeep, porque é meu sonho de consumo automobilístico, e um apartamento pra poder morar em paz e chamar de meu, além de um café, que é meu sonho bocó. O resto provavelmente deixaria guardado ou tentaria investir de alguma forma.   

12. Por qual motivo ajudaria e lembraria de um pobre?
Porque sim? Não acho que a gente precise se justificar por ajudar quem quer que seja e nesse caso não seria diferente. Adoraria poder ser rica e ajudar pessoas, bichinhos e causas importantes, porque eu acredito em muitas coisas e queria poder ajudar quantas fosse capaz. 

13. Você acha que seria humilde ou deixaria a fama e o dinheiro subir à cabeça?
Acho difícil deixar o dinheiro subir à cabeça porque seria quase como negar a pessoa que eu sou e minhas origens. Eu não sou essa pessoa, o que eu ganho tentando enganar os outros? É diferente de ser famosa, por exemplo, algo que eu acharia legal demais porque seria a realização de um sonho besta e infantil; mas só ao ponto de sentir o gostinho da coisa toda, de ser reconhecida, de ter pessoas agradecendo ou elogiando meu trabalho. De resto, não gostaria de ostentar meu dinheiro e realmente não me enxergo fazendo isso.

14. Tem algo que você faria ou não faria só porque é rico? O quê?
Mais uma vez, acho que não sairia por aí ostentando meu dinheiro ou me sentindo melhor que os outros por causa da minha conta bancária; isso não diz absolutamente nada sobre o caráter de ninguém. Ao mesmo tempo, não acho que o fato de ser rica me faria fazer coisas diferentes das que já faço: eu continuaria trabalhando demais, porque essa sou eu; continuaria frequentando os mesmos lugares, usando roupas no mesmo estilo de sempre, convivendo com as mesmas pessoas, etc etc. Provavelmente viajaria mais e sairia com mais frequência, mas é meio que isso aí.

15. Deixe uma frase/mensagem para todos os ricos e uma para as pessoas pobres para finalizar a tag.
Cuidado com o que vocês desejam, RISOS.

MEMES

31 questões aleatórias

Esse não era o texto que eu tinha programado para hoje. Esse sequer é um texto, o que já faz cair por terra qualquer possibilidade de termos algo realmente programado, agendado, conforme deveria acontecer, mas não acontece. Estou exausta, descabelada, uma visão bastante perturbadora de mim mesma, de modo que responder um meme me pareceu a única solução para não deixar a peteca cair de vez. Eu estou tentando. Tenham paciência comigo.

O meme de hoje é um oferecimento da Natália, que agora tem o seu nome registrado no meu coração, no espaço reservado ao seleto grupo de pessoas que salvaram minha vida em meio à ciladas blogueiras, risos.

1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
Em um teste do BuzzFeed para saber quão fresco você é pra comer, eu sou a pessoa que marcou apenas um item, que era tofu, e mesmo assim na dúvida, porque na verdade eu nunca comi tofu e não me oporia a experimentar qualquer hora dessas. Eu comeria tofu da mesma forma que como coentro e adoro, e não tenho qualquer problema com isso; na realidade, acho engraçado quem tem e acha que ele tem gosto de… sabonete? Vocês realmente sabem como é o gosto de sabonete? Eu sei. Não tem nada a ver com coentro.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
Maravilhosos na maior parte do tempo. Inconvenientes em todo o resto.

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
De jeito nenhum.

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
Boa pergunta.  

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
Instagram, porque é a única que tenho no meu celular. Depois checo meus e-mails, o WhatsApp e o chat do Facebook, e só depois que tomo café da manhã é que pulo pro computador e confiro todo o resto.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?
Provavelmente, só não vou lembrar qual agora.

7. Que cor você acha menos confiável?
Laranja, porque é a cor favorita dos publicitários ambiciosos.

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
Acho que no início desse ano, quando assisti Aliados e foi uma morte horrível. Confesso que esperava bastante de um filme com Marion Cotillard, Brad Pitt e Jared Harris no elenco, ambientado no pós-Segunda Guerra Mundial e que trazia uma mulher como a grande suspeita de espionagem, mas eu me senti desconfortável em toda a sessão, o que foi coroado por aquele final tenebroso, que só faz sentido quando pensamos que a história não faz nenhum sentido at all.

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
Os dois, não me façam escolher.

10. Toddy ou Nescau?
Nenhum.

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
Conversar, conversar mesmo, de forma consciente, como naqueles filmes sobre bebês falantes do século passado, não. Mas eu acredito que eles tenham uma forma muito própria de se comunicar entre si, do mesmo modo que se comunicam com a gente – com choro, grunhidos, esse tipo de coisa.

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
Sabia. Acho poético pra caramba.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
Sonho de Valsa, mas só porque não tem outra opção.

14. Qual era seu desenho favorito na infância?
Pokémon, acho, embora tenha tido fases distintas ao longo toda infância. Mas Pokémon foi realmente uma febre na minha vida, então acho que ele acabou sendo meu favorito.

15. Que série você jamais reveria?
Land Girls. A ideia da série, na realidade, é muito boa: contar a história de mulheres que cuidavam das fazendas e do trabalho anteriormente feitos por homens, enquanto seus maridos, irmãos, pais, etc, estavam lutando na guerra. Seria uma série maravilhosa, mas o ritmo dela é péssimo, os dramas são realmente desnecessários, e a trama é realmente cheia de pequenos problemas que, no todo, se tornam quase insuportáveis.

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
Crabbe. Goyle. Tanto faz.

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
Na época do colégio, sempre tinha uma dessas barrinhas na bolsa e gostava bastante, mas o costume me fez enjoar da maioria delas, de modo que hoje só como as de banana e olhe lá.

18. Com quem você dividiria um Bis?
Com meu namorado ou alguma amiga, provavelmente.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
Gente, kkk, a vida anda tão ridícula que acho que se achasse cinquenta golpinhos na rua eu realmente ia parar por um minuto e, depois de constatar que era realidade, ia começar a chorar compulsivamente e agradecer o universo pela graça alcançada. Depois, provavelmente gastaria o dinheiro em comida, pois that’s how we roll.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?
Depende. Algumas coisas duram mais que outras, então normalmente levo em consideração a aparência, o cheiro e, por fim, o gosto pra decidir se a comida está velha ou não.

21. Qual é seu número preferido?
Já tive vários, mas atualmente é o seis.

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
O Boomerang, porque não uso essa bosta nunca, seguido pelo VSCO, que só tenho por costume, mas raramente uso.

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
A maioria das pessoas que responderam essa pergunta responderam o Ross, e eu entendo, mas eu dificilmente o tiraria, porque acho que toda a narrativa dele com a Rachel, embora problemática, precisava acontecer de algum modo. Assim sendo, eu provavelmente tiraria algum personagem secundário, de preferência algum que não fizesse muita falta.

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
Nem contra, nem a favor, cada um come do jeito que quiser #pas.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
No ensino médio (já faz 84 anos, etc).

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
Não mesmo.

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
Pouquíssimo, e realmente queria entender qual era a dificuldade das pessoas em assimilarem o aplicativo. Acho  o insta stories bem mais difícil e bem menos instintivo, mas paciência, tem outros troféu.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
Depende muito. Se for um restaurante por quilo com opção de massas, então elas provavelmente serão minhas opções favoritas. Quando não é o caso, acho que palmito e batata frita são as opções que nunca passam batido.

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
Demais, até hoje.

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
Prefiro o frio ao calor, mas entre passar muito frio ou muito calor, prefiro passar muito calor.

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
Continuar dormindo e nunca saber. Se acordar, a única coisa que vou fazer é gritar, acordar a casa inteira e não dormir nunca mais, então é melhor manter a tranquilidade e não saber o que aconteceu. O que os olhos não veem, o coração não sente, risos.

MEMES

Por que eu escrevo?

Em 2015, a Sofia e a Anna Vitória responderam algumas perguntas inspiradas no “Why I Write”, uma espécie de meme sobre escrita que circulou entre alguns blogs gringos naquele ano e que a Sofia gentilmente decidiu traduzir para o português. Foi mais ou menos na mesma época que comecei a me aventurar por outros tipos de escrita que não dependiam tanto da minha vida como matéria prima – pelo menos, não de um jeito óbvio – e explorar outras formas de contar histórias, de colocar uma letra depois na outra do papel ou na tela, e transformar aquilo em algo completamente novo. Começar a ler sobre escrita e me interessar pelo processo criativo dos outros, mais até do que pelo resultado final, foi um processo natural e que continua acontecendo até hoje. É por isso que fico feliz por responder essas perguntas só agora, e não em 2015, como tive vontade de fazer: não porque eu não soubesse respondê-las naquele momento, mas porque as respostas de hoje farão sentido por muito mais tempo, mesmo que eventualmente eu diga o contrário.

1) O que eu ando escrevendo?
Muita coisa – o que, basicamente, significa que quando não estou dormindo, comendo ou suprindo qualquer outra necessidade do meu corpo, eu possivelmente estarei escrevendo ou fazendo pesquisa/lendo/assistindo algo para escrever alguma coisa, o que dá praticamente no mesmo. Na maior parte do tempo, tenho escrito textos para o Valkirias, que é, e sempre será, minha maior prioridade. A maioria desses textos, no entanto, exige bastante pesquisa, reflexão e cuidado, além de imersão em alguma obra, quando é o caso, o que quase sempre significa que, entre a ideia e o texto pronto, existe um longo caminho, e é por isso que quase sempre meus textos demoram tanto pra sair. No momento, estou trabalhando na crítica de O Filme da Minha Vida, do Selton Mello, e no texto sobre Minha Vida Fora dos Trilhos, da Clare Vanderpool, mas eventualmente surgirão outros, porque é assim que a banda toca por lá. Além dos textos que publicamos diariamente, as redes sociais do site também são atualizadas por nós, editoras, de modo que somos nós que escrevemos os textos que acompanham as publicações – o que também exige cuidado, tempo e alguma pesquisa. Esse não é meu formato favorito (#TeamTextão) (minha carreira como social media foi morta e enterrada), mas gosto como essas pequenas notas e notícias exigem uma agilidade que normalmente não tenho quando escrevo.

Por causa da faculdade e de projetos paralelos, também tenho escrito alguns roteiros e me debruçado sobre outros mais antigos, numa tentativa de melhorar essas histórias. Todos são projetos de ficção, um gênero que gosto bastante, mas que não exploro com tanta frequência. Por motivos óbvios, o formato de roteiro me deixa muito mais confortável para explorar o gênero e colocar no papel as histórias malucas que surgem na minha cabeça; e é o que tenho tentado fazer desde o semestre passado. Contudo, pra não dizer que esse é o único formato que me permito explorar, também tenho trabalhado (em passos de formiga, mas bear with me) em uma história cujo formato não é roteiro, mas sim, literário. É um desafio imenso e não sei se desse mato sai algum coelho, mas eu precisava começar por algum lugar e é isso que tenho feito. Quando sobre algum tempo, também tento contribuir com projetos de outras pessoas e escrever para outros sites, plataformas ou publicações. No momento, minhas prioridades nesse sentido são três textos sobre cinema – dois artigos e uma crítica – para duas publicações e um site, respectivamente.

Ademais, continuo a escrever no blog sobre a minha vidinha sem graça e registrar minhas memórias, impressões e outras obsessões irrelevantes – o que, se tudo der certo, continuarei a fazer pelos próximos 27 dias (risos nervosos).

2) Como minha escrita se diferencia de outras do gênero?
Não faço a menor ideia. Por muito tempo, essa foi uma questão que me assombrou, em partes porque não conseguia analisar minha escrita a uma distância segura, mas sobretudo porque tinha absoluto pavor de descobrir que minha escrita não passava de uma caricatura das minhas referências. Hoje, embora não tenha muita certeza sobre a minha voz dentro do texto, tenho muito mais segurança sobre aquilo que escrevo e consigo me enxergar ali de algum modo. Ao mesmo tempo, uma coisa que ouço com certa frequência é que minha escrita é sempre muito carregada de sentimentos, emoção e vulnerabilidade, o que faz com que essas pessoas também consigam me enxergar ali de alguma forma e reconhecer um texto de minha autoria a léguas de distância. Ouvir isso me dá a certeza de que, apesar dos tropeços, eu ainda estou no lugar certo, fazendo a coisa certa, e é isso que me faz continuar colocando uma palavra depois da outra. Belo será o dia que eu não precisar da validação externa para me sentir confortável em dizer que sou uma pessoa que escreve em voz alta, mas enquanto isso não acontece, me contento com a beleza e a preciosidade da opinião alheia.

3) Por que eu escrevo?
Já disse uma ou duas vezes, mas escrevo, principalmente, por necessidade; não financeira – ao menos, não ainda -, mas para colocar meus pensamentos em ordem, entender o que está acontecendo ao meu redor e concretizar coisas que até então só estão na minha cabeça. Ao mesmo tempo, sou uma pessoa obcecada por registros e memórias, o que significa que a escrita também foi uma forma que encontrei de registrar minhas lembranças e impressões sobre o mundo, sobre o que acontece ao meu redor, mas principalmente dentro de mim, quase como uma tentativa de encontrar um sentido em tudo isso. Não venho de uma família de pessoas preocupadas em manter o passado vivo, menos ainda registrado, de modo que tomei para mim essa função de desenterrá-lo e mantê-lo vivo; e escrever sobre o presente também é uma forma de fazê-lo. A ficção, por outro lado, é um reflexo de tudo isso: ainda que aquelas histórias não sejam exatamente sobre mim, elas são parte de mim, e projetam aquilo que eu sou, quero ser, etc etc.

Existem duas citações sobre isso, ainda, que resumem muito bem os motivos pelo qual escrevo. A primeira delas é da Elena Ferrante, que numa entrevista ao El País, disse que “as mulheres escrevem muito, e não tanto por profissão, mas por necessidade. Recorrem à escrita sobretudo em momentos de crise, e o fazem para se explicarem a si mesmas. Há muitas coisas de nós que não foram contadas até o fundo ou que simplesmente não foram contadas, e acabamos descobrindo isso quando a vida de cada dia se turva e sentimos necessidade de pôr ordem”. A segunda é da Lena Dunham, que escreve, na introdução de Não Sou Uma Dessas, o seguinte: “Não há nada mais corajoso para mim do que uma pessoa anunciar que sua história merece ser contada, sobretudo se essa pessoa é uma mulher. Por mais que tenhamos trabalhado muito e por mais longe que tenhamos chegado, ainda existem muitas forças que conspiram para dizer às mulheres que nossas preocupações são fúteis, que nossas opiniões não são relevantes, que não dispomos do grau de seriedade necessário para que nossas histórias tenham importância. Que a escrita pessoal feminina não passa de um exercício de vaidade e que nós deveríamos apreciar esse novo mundo para mulheres, sentar e calar a boca”. Eu acredito na escrita como uma forma de resistência, e é como uma forma de resistir a esse mundo que nos engoliria com sal e limão se pudesse, que eu continuo a escrever.

4) Como eu escrevo?
Normalmente, escrevo no Word, no Google Docs ou direto no WordPress; exceto roteiros, que prefiro escrever no Celtx, porque me permite pensar mais na história e menos na formatação. É muito difícil que eu escreva no papel, muito embora tenha sido assim que comecei a me aventurar na escrita, ainda na infância (quando escrevi um manual com recomendações da minha mãe, risos eternos), mas quando acontece, costuma ser fora de casa, quando não tenho nenhuma outra forma de anotar alguma ideia, o início de um texto, ou pontos importantes que preciso abordar numa crítica ou resenha e não quero correr o risco de esquecer. Fora isso, também gosto de escrever listas, prazos e algumas ideias no papel porque ainda me parece algo mais concreto do que um arquivo perdido no computador.

5) Como supero bloqueios criativos?
Não supero. Um dos meus maiores problemas com a escrita, especialmente a escrita profissional, que precisa cumprir prazos, respeitar demandas, etc, era minha dependência da famigerada inspiração. Seria incrível poder escrever textos sempre inspirados, incríveis, cheios de sacadas geniais? Seria. Mas isso não existe na vida real, de modo que quando tenho algum bloqueio, tento entender porquê ele está ali – porque quase sempre não se trata apenas de um bloqueio criativo no vácuo, mas uma porção de outras coisas que acabam gerando esse bloqueio – e só então buscar uma forma saudável de conviver com ele. Nos últimos anos, minha alternativa não tem sido superá-los, mas aprender a trabalhar apesar deles. Algo que sempre me ajuda é me afastar um pouco do texto, dar uma volta, tomar um café, brincar com meus bichos, conversar com algumas pessoas, assistir um episódio de Downton Abbey e só então voltar. Às vezes, os bloqueios só aparecem porque estamos exaustas e é preciso reconhecer a hora de parar um pouquinho. Tempo é um troço precioso e não adianta nada ficar frustrada na frente do computador se você pode usar seu tempo pra outra coisa no meio tempo.

No entanto, quando isso não é possível, aprendi com a Lauren Graham que o segredo não é tentar fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, nem estabelecer metas semi-impossíveis, mas trabalhar com algo que seja realmente possível. Você nunca vai conseguir escrever três textos em um único dia, então que tal ficar feliz se conseguir terminar um só? Para se sentir menos frustrada, a Lauren tem um método chamado Cronômetro de Cozinha (risos eternos), que basicamente consiste em marcar uma hora num cronômetro desses que a gente usa na cozinha – daí o nome (mas também pode ser o cronômetro do celular ou o que você quiser) – e, no tempo que o cronômetro estiver contando, você não fazer absolutamente nada além de… escrever. Ou não escrever absolutamente nada, se for o caso. O mais importante nesse método é você ter a certeza de que aquele tempo foi gasto exclusivamente no seu projeto e que se nada saiu, não foi culpa sua ou de todas as distrações que inevitavelmente surgem quando decidimos começar alguma coisa. Não é algo que uso com frequência, mas funciona sempre que preciso. Contudo, a lição mais importante que aprendi com a Lauren é que não dá pra trabalhar em cima de nada. Expectativa e medo são duas coisas que me bloqueiam fortemente, e às vezes é difícil começar um texto que te assombra e encanta na mesma medida. Mas ninguém consegue trabalhar o nada. Você pode editar, melhorar, trocar a ordem e as palavras de um texto escrito, mas não pode fazer isso se tiver apenas uma página em branco. Então, o mais importante ainda é escrever, escrever e escrever mais um pouco. A done something is better than a perfect nothing, e é a tentativa, no final das contas, que vai nos levar a algum lugar.