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MEMES

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11 fatos sobre mim e algumas coisinhas mais

Algumas semanas atrás, a Tati – essa pessoa maravilhosa que claramente me salvou da minha própria falta do que postar – me indicou para responder uma tag (meme, meme, meme) chamado Liebster Awards, que nada mais é do que uma desculpa bem maneira de falar sobre a gente quando ninguém está realmente interessado nisso. Basicamente, o meme consiste em responder algumas questões feita pela própria Tati, além de contar 11 fatos aleatórios sobre mim, só para depois eu mesma fazer perguntas para os meus indicados. Também tinha que colar um selo, etc etc, mas em função da minha preguiça, pularei essa etapa.

11 FATOS SOBRE MIM:

1. Sou filha única por parte de mãe; por parte de pai, tenho três irmãos mais novos.
2. Desde que passei a ter consciência do meu corpo e da minha aparência, passei a ter muitos problemas de autoestima, que se mantém sempre baixa, muito baixa, e me faz ser bem pouco gentil comigo mesma. Uma das coisas que eu menos gosto de ouvir quando exponho minhas frustrações é, não por acaso, que eu só estou em busca de elogios, algo que machuca profundamente justamente porque perde todo o ponto da questão: não é sobre como os outros me enxergam, mas como eu enxergo a mim mesma, e minha incapacidade de ver beleza no meu reflexo no espelho.
3. Além de Supernatural, minhas outras séries favoritas são Penny Dreadful, Call The Midwife, Gilmore Girls, Downton Abbey e Friends.
4. Ainda sobre séries, depois que terminei de assistir Friends, comecei a assistir tudo de novo, mas por motivos diversos, não cheguei a terminar. O mesmo aconteceu com Downton Abbey – essa, no entanto, continuo assistindo e pretendo chegar até o fim; de novo.
5. Música sempre foi uma ótima fonte de inspiração pra mim, e continua sendo até hoje. Quando escrevo ficção, principalmente, a trilha sonora é algo que me ajuda muito a estabelecer o tipo de história que busco contar. Isso não significa que essas histórias vão, necessariamente, contar com essas músicas como uma parte intrínseca delas, mas como uma parte fundamental do processo criativo por trás delas e a construção dessas histórias de algo totalmente abstrato – uma ideia – até o produto em si – um livro, conto ou roteiro; tanto faz.
6. Outono é minha estação favorita.
7. Uma das minhas maiores frustrações foi não ter levado as aulas de piano e violão a sério quando ainda tinha tempo pra isso.
8. Vinho é uma das minhas bebidas favoritas.
9. Embora eu goste muito de moda, um dos meus maiores desejos no momento era ter uma pessoa pra me vestir todos os dias, risos.
10. A diferença de idade entre eu e minha mãe é de trinta anos (não sei porque disse isso, mas é algo que eu gosto demais, sei lá porquê).
11. Ainda que eu não seja a pessoa mais organizada do mundo, poucas coisas me irritam tanto quanto falta de responsabilidade e comprometimento. Infelizmente, é algo com o qual tenho que lidar desde que me entendo por gente e é realmente decepcionante contar com alguém só na teoria. Por esse motivo, confio muito mais no meu trabalho do que no da maioria das pessoas com quem preciso lidar, e mesmo que seja desgastante quando tudo sobre pra mim, por outro lado, fico muito mais tranquila de saber exatamente qual será o resultado final.

11 PERGUNTAS FEITAS PELA TATI:

1. Qual sua melhor lembrança da infância?
É difícil dizer. Acho que as memórias de todas as férias que passei na casa dos meus avós, no interior, mas não consigo lembrar de momentos específicos, e sim de flashes de coisas que aconteceram e, juntas, seriam capazes de conjurar patronos. Eu tive uma infância muito boa de um modo geral e é muito difícil lembrar de uma única lembrança que se destaque, porque o conjunto delas acaba sendo muito mais importante, se é que dá pra entender.

2. Quando a blogosfera passou a ser parte da sua vida?
Ensaiei ter alguns blogs quando ainda era muito novinha, por volta dos 12 ou 13 anos, mas foi só aos 16 que eu realmente assumi a blogosfera como uma parte da minha vida – primeiro, com os blogs de moda, e a partir de 2013, com um blog pessoal. Sinto muito por não ter vivido mais com essa presença constante na minha vida e por todas as memórias que acabaram se perdendo com o tempo, mas hoje não consigo imaginar uma vida em que eu não tenha um espaço para escrever e ser eu mesma em tempo integral.

3. Se você só pudesse ouvir uma música pelo resto da vida, qual seria e por quê?
Não faço ideia. Minha primeira reação é dizer que ouviria “Vienna”, do Billy Joel, porque é uma música que significa muito pra mim e que possui uma letra que bate muito forte sempre que ouço. Mas não sei se gostaria de ouvi-la pelo resto dos meus dias. Então, provavelmente, escolheria alguma música do Scorpions, do Harry Styles ou do primeiro álbum das Haim, que são músicas que, acredito, são mais atemporais e eu não enjoaria com muito facilidade, e que significam um bocado pra mim também; não necessariamente por uma música em si, mas pelo contexto do álbum em que elas estão inseridas e sua capacidade de representar tudo isso numa única canção, etc.

4. Qual seu self-care favorito?
Essa coisa de self-care ainda é muito nova pra mim e tenho tentado encontrar coisas que realmente façam com que eu me sinta bem e mais amada por mim mesma – o que é um desafio imenso, mas um passo de cada vez. Não sou a melhor pessoa do mundo com cuidados diários com pele, mas algo que me faz sentir extremamente bem é me cuidar dessa forma: tomar um banho quentinho, demorado e cuidadoso, passar um milhão de cremes na cara e no corpo em seguida, colocar um pijama e ficar embaixo das cobertas. Também amo me mimar com comida – o que é péssimo às vezes, porque constrói uma relação bem problemática com a comida, mas bear with me – e assistir um episódio de série conforto.

5. Se precisasse escolher, preferiria uma viagem com tudo pago para a Itália ou uma biblioteca completa dentro da sua casa?
Uma viagem com tudo pago para a Itália!

6. Qual foi o último filme que você viu no cinema?
Mulher-Maravilha, com a glória da deusa Diana e a benção da rainha Patty Jenkins.

7. Como diria Kelly Key: mais uma noite chega, e com ela a depressão?
Infelizmente, sim. Kelly Key sabia das coisas.

8. Mil reais ou uma foto com o Raça Negra?
Mil reais pois pobre de marré. Desculpa Raça Negra.

9. Qual sua palavra preferida?
Isso muda muito. No momento, acho que “serena”.

10. O que o ano de 2017 está sendo pra você?
Um desafio imenso, em muitos sentidos. No lado profissional, esses desafios surgem na forma de prazos a serem cumpridos, atividades com as quais não tenho muita segurança, mas preciso desempenhar de qualquer jeito, e funções e situações que me deixam profundamente desconfortáveis, mas que precisam ser desempenhadas e olhadas de frente. Sou uma pessoa naturalmente acomodada, que foge de confrontos como o diabo foge da cruz, e esse ano tem sido não apenas um ano de trabalhar muito duro o tempo inteiro, mas de também subverter esse meu lado e assumir uma postura mais corajosa – mesmo que seja só fachada. Já no pessoal, 2017 também tem sido um ano de descobertas, principalmente por causa da terapia, que cada vez mais desenterra fantasmas e me obriga a olhá-los de frente e entender porque eles estão ali para só então exorcizá-los; ou então reconhecer que tudo bem eles continuarem comigo por mais algum tempo. É um processo muitas vezes doloroso, incômodo, mas extremamente importante e também engrandecedor. Tenho feito muitas descobertas e confrontado nuances da minha personalidade que não são exatamente qualidades que eu gostaria de ter, mas que são muito humanas, e talvez pela primeira vez na minha vida, tenho a chance de aceitá-las como tal e ao menos tentar ser mais gentil comigo – algo que venho falhando miseravelmente até o fechamento desta edição, mas bear with me.

11. Se precisasse escolher um dos namorados da Taylor Swift para ficar com ela pra sempre, qual seria?
A não ser que minha vida dependesse disso, não escolheria nenhum. Por mais que eu goste muito do casal Haylor e tenha feels até hoje quando penso no “Red” e todas as suas músicas escritas especialmente para o Jake Gyllenhaal, não acho que nenhum deles faça mais sentido na vida da Taylor hoje, da mesma forma que ela, em contrapartida, também já não faz mais na deles. O tempo passa, para o bem e para o mal, e já passou tempo demais para que essas histórias sejam desenterradas e façam algum bem para os envolvidos. Não vai fazer. Então, só espero que a Taylor encontre um cara verdadeiramente legal para sua versão de hoje – ou não encontre cara nenhum, se ela não quiser -, da mesma forma que desejo ao Harry um amor profundo e poético, como ele merece, e ao Jake desejo eu mesma, porque lógico (brinks).

MINHAS 11 PERGUNTAS

1. Qual seu livro favorito e por quê?
2. Se pudesse ser a personagem de alguma série, qual seria?
3. Não devemos perder tempo com…?
4. O que acha de problematizações no geral e qual foi a problematização mais bizarra que você já viu?
5. Você se considera uma pessoa boa?
6. O pior defeito que uma pessoa pode ter e que você também tem?
7. Qual sua opinião sobre o show do Harry Styles com ingressos sendo vendidos com quase um ano de antecedência e esgotando em seis fucking minutos?
8. Um lugar do mundo que adoraria conhecer.
9. Do que mais se orgulha na sua vida até aqui?
10. Existe algum sonho de infância que você ainda pretende realizar?
11. O que Taylorene e Katy Perry deveriam estar fazendo ao invés de perder tempo com uma treta ridícula?

Infelizmente, não consegui pensar em ninguém pra indicar dessa vez porque a) sou antissocial e b) todas as pessoas que conheço já foram indicadas por outras pessoas. Então, sintam-se à vontade para responder às perguntas e me avisem depois pra eu poder conferir as respostas de vocês.

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O maior meme de fim de ano que você respeita

Então falta só mais um dia pro fim de 2016. Gostaria de dizer que estou muito animada, mas em nome da honestidade, preciso confessar que minha vontade sincera era dormir e acordar só no ano que vem. 2016 foi um ano que me deixou exausta, me arrastando, que pesou no chicote mais pro mal do que pro bem (pelo menos, num plano geral), e a essa altura minha única vontade é poder deitar na minha cama com o computador no colo e um pijama bem fofinho (eu ia dizer quentinho, mas no calor que está fazendo em Brasília, com um pijama quentinho eu provavelmente ia derreter).

Uma das coisas boas que aconteceram esse mês, no entanto, foi o Blogmas, um projetinho que eu tinha certeza que estaria fadado ao fracasso, mas que deu bem certo na maior parte do tempo e de quebra me presentou com pessoas que eu realmente quero ter na minha vida sempre, que entre papos sobre crushes, problematizações variadas e essa grande piada cósmica que estamos vivendo, se tornaram verdadeiras amigas pra mim. No meio de um mês tão intenso – nem sempre de um jeito bom – foi importante ter mais gente com quem chorar as pitangas, especialmente quando essas pessoas estavam chorando pelas mesmas pitangas que eu. Hoje é o último post conjunto da nossa parceria, e se algo de bom ficou desse ano que vai chegando ao fim, foi a amizade que construímos em meio ao caos. Enfim, chega de lenga, lenga. Segurem minha mão e vamos lá.

1. Onde você estava quando 2016 começou?
Em casa, rabugentíssima, provavelmente doente e com uma taça de vinho na mão. Foi um início de ano péssimo porque eu realmente só queria estar de pijama, assistindo Meninas Malvadas dublado na tv e bebendo um vinho bem quietinha no meu canto, mas minha mãe e meu padrasto nunca sossegam o facho e precisam fazer uma ceia enorme para três pessoas – às vezes um pouco mais. Não usei roupa nova, não fiz lista de resoluções porque depois do fracasso que foi 2015, eu só queria poder abraçar o que viesse pela frente sem pensar muito se aquilo era algo potencialmente bom ou ruim. No final das contas, as poucas expectativas deram certo: por pior que tenha sido, 2016 foi um ano que me ensinou um bocado e me deu alguns bons presentes ao longo do caminho e, principalmente, momentos que eu vou lembrar na minha vida inteirinha.

2. O que você fez em 2016 que você nunca tinha feito antes?
Terapia, tomar antidepressivo, falar sobre meus fantasmas em voz alta, criar um site do zero com pessoas que já eram minhas amigas antes, mandar e-mail para editoras na cara de pau pedindo livros para resenhar, começar a beber (e gostar!) de café. Acho que só.

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2017?
Como disse lá em cima, não fiz resoluções no fim de 2015 e foi algo que deu muito certo, de modo que não pretendo fazer para 2017. A única coisa que eu desejo é saúde, coragem e muito amor – pra mim e para os meus.

4. Você foi a algum show em 2016?
Infelizmente, só um, mas que valeu cada minuto em pé embaixo de chuva. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que algum dia assistiria Guns ‘N Roses ao vivo, com Slash, Axl e Duff dividindo o mesmo palco de novo e em 2016 isso aconteceu. Foi incrível e especial, mesmo que meu humor no dia estivesse péssimo, e eu só me arrependo por não ter arrancado mais dinheiro do meu bolso pra poder ficar na grade logo de uma vez.

5. Você procurará um novo emprego em 2017?
Eu deveria, mas ainda não sei. A verdade é que em 2017 eu pretendo começar a tentar enviar meus textos para sites que pagam por isso e torço para que o Valkirias comece a dar algum retorno financeiro, nem que só o suficiente para manter as contas do site. Fora isso, pretendo continuar me dedicando aos meus estudos mesmo, especialmente porque pretendo me formar ao final desse ano ou no início do ano que vem, então toda minha atenção e dedicação vai se voltar para isso.

6. Você bebeu muito em 2016?
Mais do que bebo normalmente, mas meus padrões são baixíssimos, então não muito. Foram muitas taças de vinho, algumas caipirinhas que me fizeram ficar tonta (risos, tenho 12 anos) e algumas – poucas – cervejas, mas nada demais.

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Em julho fui passar alguns dias com dona Passarica no Rio de Janeiro e embora eu tenha voltado doente pra casa e ameaçado estragar a experiência por completo, foi importante estar ao lado dela, dividindo o quarto, dando abraços ocasionais e recebendo carinho em tempo integral.

8. Qual foi sua maior conquista em 2016?
O Valkirias, sem dúvida. Não só porque o site é incrível e eu amo cada pedacinho dele, mas principalmente por todas as portas que se abriram e por todas as relações que eu fortaleci por causa dele. Quando eu digo que a gente não apenas construiu um site, mas uma família, é muito verdade e saber que o sentimento é o mesmo pra todo mundo que faz parte do site de alguma forma é muito, muito importante. Eu não ganhei apenas parceiras de crime: eu ganhei amigas de verdade, que me deram as mãos nos momentos mais difíceis que passei esse ano e que seguraram todas as pontas comigo, celebraram nossas conquistas e choraram pelas inevitáveis derrotas. A gente ainda tem um bocado pra crescer e fazer acontecer, mas é incrível como menos de um ano foi tempo suficiente pra que a gente construísse uma relação tão linda e tão forte, e o que vocês veem no site é um reflexo muito honesto disso.

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2016, e mudar alguma coisa, o que seria?
Acho que a única coisa que eu teria feito diferente esse ano seria pedir ajuda antes quando eu precisei. Foi necessário que eu estivesse quase me arrastando, sem conseguir comer, chorando o tempo inteiro para que as pessoas ao meu redor percebessem que algo estava bem errado comigo, mas foi só quando a Yuu me disse que eu precisava pedir ajuda que eu tomei coragem e admiti, em voz alta, tudo que estava acontecendo. Foi um momento dramático e terrível, mas extremamente necessário, e se hoje eu dou passinhos em busca de uma versão melhor de mim mesma e menos atormentada, foi só porque eu consegui trilhar esse caminho. Entretanto, eu teria poupado um bocado de desgaste – físico, mas principalmente mental – se tivesse pedido ajuda mais cedo. Não é fácil, mas ninguém disse que seria mesmo.

10. Você ficou doente ou ferido?
2016 foi o ano que eu finalmente fui diagnosticada com depressão e ansiedade – algo que eu meio que já desconfiava que estava ali, mas que até então ficava mais como uma suspeita do que como uma certeza. Em 2016 eu tive essa certeza. Como eu disse lá em cima, foi um momento muito dramático e que doeu o tempo inteiro, mas que foi absolutamente necessário para que eu encarasse meu problema de frente e admitisse que eu já não conseguia lidar mais com a minha cabeça sozinha. Então eu pedi ajuda. Hoje eu estou em tratamento, faço terapia, tomo remédios e vou ao médico todo mês, fora toda a ajuda que eu recebi – de amigos, de familiares, às vezes de completos estranhos – e a melhora é incomparável. Claro que existem alguns baixos no meio do caminho, alguns dias são melhores que outros, etc etc, mas eu já consigo ter mais perspectiva agora, algo que eu não tinha de jeito nenhum quando tentava esconder meus sentimentos e todos os meus problemas de todo mundo. Além disso, tive algumas gripes e resfriados, duas amigdalites e infinitas crises alérgicas. Nada muito sério, tho.

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Acho que o remédio de carrapato pro Loki. Depois de testar absolutamente tudo e não conseguir resultado (funcionava com a Luna, com ele nunca), comprei um remédio oral que ele come e qualquer carrapato que pegue nele morre imediatamente. É um milagre e nada paga a felicidade de ver meu bichinho livre dessas pragas.

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Tanta gente! Não vou citar nomes porque provavelmente ia acabar esquecendo de alguém, mas num ano tão estranho quanto 2016, foi realmente incrível saber que as pessoas – próximas a mim ou não – estavam aí fazendo coisas bem incríveis e ajudando uns aos outros – ou me ajudando, risos.

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
Infelizmente, muitas também. Mas não é agora que eu vou dar palco para esses malucos dançarem.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
Em roupas e livros. E cinema. Eu realmente fui muito ao cinema esse ano, risos.

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
A criação do Valks, o show do Guns, virar madrinha de JG, fazer novas amizades, fortalecer laços antigos, ganhar alguns presentes, viajar, ter sido cara de pau o suficiente para conversar com pessoas que eu nunca imaginei e pedir coisas para outras. Sei lá, teve bastante coisa.

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2016?
Shine A Light, do Banners. Existem outras, é claro, mas acho que essa vai ser a lembrança mais forte de um ano tão maluco quanto 2016. Ah, e What’s My Age Again, do Blink 182, porque eu sou dessas e nenhuma música conversou tanto com meus 23 anos quanto essa, risos.

17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Mais feliz, sem dúvida alguma. Vocês provavelmente já sabem disso, mas 2015 foi um ano pavoroso pra mim, de alguns altos mas MUITOS baixos e eu precisei fazer uma força gigantesca pra continuar colocando um pé na frente do outro até que ele acabasse. Foi o ano que eu perdi minha melhor amiga, fui despedida do estágio na mesma época que o meu padrasto perdeu o emprego, perdi o casamento de uma amiga, Luna ficou doente e os primeiros sinais da depressão e da ansiedade começaram a surgir na minha vida. Hoje eu ainda não encontrei outro estágio, ainda sinto falta da minha antiga melhor amiga embora saiba que a essa altura ela já se tornou uma estranha, meu padrasto vai ter que sair do emprego de novo e infelizmente jamais vou ver o casamento da minha amiga além do que me foi contado ou mostrado em fotos e vídeos. Mas, a Luna não ficou doente, eu estou tratando meus problemas e aprendendo a lidar com meus fantasmas, fiz várias melhores amigas e abracei minha amiga que casou mais vezes do que achei que fosse possível. O resto se ajeita com o tempo.

18. O que você queria ter feito mais?
Saído mais, acho. Viajado mais, com certeza. Infelizmente, coisas que a gente ainda precisa de dinheiro pra transformar em realidade.

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Dormido. O que eu dormi esse ano não tá escrito.

20. Como você passou seu Natal?
Diferente dos anos anteriores, em 2016 eu passei o Natal na casa dos avós por parte de pai de JG, aqueles que não são meus tios (deu pra entender? risos) e foi muito melhor do que eu podia esperar. Estava me sentindo horrorosa, com a autoestima cagadíssima, uma roupa que me fazia sentir um balão. Entretanto, contrariando todas as expectativas, a noite foi realmente agradável, eu dei um monte de risadas e me senti à vontade – coisa que, sendo a pessoa introvertida que sou, é bem difícil de acontecer. Foi uma noite memorável e eu realmente espero que a gente possa repetir outras vezes num futuro nem tão distante assim.

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?
Minha antiga melhor amiga. Embora a essa altura eu ache que as coisas estão muito melhores do que no ano passado ou no início deste ano, eu ainda sinto falta de ter alguém com quem fazer coisas banais, alguém com quem eu possa chamar pra vir pra minha casa só pra comer gelatina e jogar conversa fora, alguém que vai topar ir ao zoológico comigo e que eu posso convidar para as festas de família. No entanto, tenho tentado aprender a lidar com a ausência dela, com a falta inevitável, especialmente porque hoje reconheço que estamos vivendo coisas radicalmente diferentes em nossas vidas e que, da mesma forma que eu não a conheço mais, ela também não me conhece – e talvez, essas duas novas versões de nós mesmas não tenham sido feitas para serem amigas mesmo.

22. Você se apaixonou em 2016?
Pela mesma pessoa que me apaixonei em 2008, um milhão de vezes.

23. Qual foi a maior mudança para você em 2016?
O Valks, sem dúvida.

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
Foram tantos! Acho que nunca assisti tantas coisas quanto assisti esse ano e foi uma experiência maravilhosa – embora, às vezes, meio angustiante também (experimentem assistir 18273987213 séries de uma vez e começar a ver todas ficarem atrasadas e saberão do que estou falando hehe). É muito difícil escolher um favorito porque, mesmo com as coisas ruins que acabei assistindo (Preacher, estou olhando pra você), eu assisti muita, muita, MUITA coisa boa mesmo. Pra não correr o risco de esquecer de nada, vou apenas dizer que Gilmore Girls foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida e possivelmente a melhor série que assisti esse ano. De resto, vocês veem depois no Starships & Queens Awards, risos.

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Ódio é um sentimento que eu definitivamente não quero cultivar na minha vida, então não.

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
A Arte de Pedir, da Amanda Palmer.

27. Qual foi a melhor descoberta musical?
São questões reais.

28. O que você queria e conseguiu?
Juntar dinheiro pra viajar. Deu bem certo, amém.

29. O que você queria e não conseguiu?
Um estágio em roteiro (me inscrevi, mas não consegui), ir na Comic-Con representando o Valkirias. Que eu lembre agora, só.

30. Qual foi o seu filme favorito em 2016?
A Chegada, definitivamente. Mas chegaram bem perto: Rogue One e Animais Fantásticos e Onde Habitam.

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Tenho 23 e não lembro de ter feito nada esse ano – o que é bem triste, se for parar pra pensar. Isso não significa que tenha sido um aniversário ruim, muito pelo contrário, e meus 23 anos serão certamente lembrados como um dos meus melhores anos – apesar de todos os pesares.

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Ter conhecido as meninas do Valks que eu ainda não conheço pessoalmente. Mas a gente ainda vai conseguir fazer isso em algum momento (quem sabe no ano que vem?).

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2016?
Gótica suave romântica vintage ou qualquer coisa assim.

34. O que manteve sua sanidade?
Minhas amigas, meu namorado, o Valks, todos os momentos incríveis que vivi esse ano. E meu tratamento, lógico.

35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Acho que a Chloe Bennet. Fiquei realmente obcecada por ela e se eu voltar a assistir SHIELD vai ser 100% por causa dela. Também fiquei bastante obcecada pelas atrizes de séries que assisti esse ano porque that’s how we roll, e pela Lauren Jauregui e pela Alexa Chung (de novo).

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2016.
‘Cause I was lost at sea while the waves were dragging me underneath. Whoa, shine a light on, shine a light on me.

37. Do que você sente falta?
De pessoas. Alguns momentos que eu vivi. Esse tipo de coisa.

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2016?
Foram muitas e elas sabem exatamente quem são, então não preciso citar nomes aqui.

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2016.
Foram tantas! Mas acho que a mais importante foi uma que a Brené Brown diz no prefácio de A Arte de Pedir e que o ano todo eu tive provas de que era algo muito real: que a gente não encontra a luz no meio das trevas se afastando das pessoas, mas caindo nos braços dela. E é muito verdade.

40. Quais são os seus planos para 2017?
Não quero fazer muitos planos e nem me cobrir de expectativas pelo o que vem por aí. Desde que eu tenha saúde e minhas pessoas segurando minha mão, então vai dar tudo certo.

MEMES

01 ceia de Natal

Com o Natal batendo na porta, a ideia da postagem coletiva de hoje é uma adaptação do meme jantar literário, onde a gente escolhe personagens não apenas da literatura, mas do cinema e da televisão, para celebrar a data junto com a gente, de acordo com questões pré-estabelecidas – algumas inventadas por nós, outras tiradas do próprio meme. Como quem manda nessa porra sou eu, escolhi falar somente dos personagens das séries que assisto, mas fiquem livres para responder como quiserem (caso queiram entrar na folia também, é claro). Como diz minha amiga Anna Vitória, a lista está farofíssima. Enjoy.

1) Um personagem para preparar a ceia:
Monica Geller. Porque lógico, né? Sendo a chefe de cozinha maravilhosa que é e uma pessoa que sempre leva o Natal bem a sério, Monica seria a personagem perfeita para se responsabilizar pela ceia e manter todos os convidados super bem alimentados, enquanto tudo se mantém sob seu controle. Além disso, ela é o tipo de pessoa com quem eu adoraria bater um papo sobre a vida, o universo e tudo mais enquanto preparamos a sobremesa ou esperamos o peru assar.

2) Um personagem para ser o anfitrião:
Lorelai Gilmore (e a Rory de brinde). Sendo bem sincera, eu nem sei se a Lorelai seria uma anfitriã tão boa assim, pelo menos não no sentido mais óbvio da coisa. Se uma festa chiquérrima eu quisesse, seria muito mais seguro chamar a Emily. Entretanto, Lorelai tem a experiência com os eventos que organizava na pousada, fosse um casamento, um jantar, um aniversário ou qualquer outra coisa. Ela também foi a responsável pelo o que eu casualmente costumo de chamar de melhor festa do mundo, também conhecida como a festa de aniversário da April, aquela festinha com a qual qualquer menina de 12 anos já sonhou em ter na vida. Tenho certeza que, com Lorelai no comendo, teríamos uma ceia de Natal regada a filmes maravilhosos, presentes de montão, risadas infinitas e muito, muito amor e carinho. Se o Natal é a época de corações quentinhos, ninguém melhor do que Lorelai para fazer uma ceia que tenha um coração batendo com muita força o tempo inteiro.

3) Um personagem que pode causar uma cena:
Blair Waldorf. Precisei de meia hora pra pensar em alguém que pudesse se encaixar nessa categoria e até agora não sei se a Blair é a escolha ideal. Entretanto, se o Upper East Side é, por si só, o cenário perfeito para as cenas mais absurdas, não é difícil imaginar que a rainha do lugar tenha passado incólume por essa. Fosse com sua melhor amiga, Serena, ou com Chuck Bass, Blair já foi protagonista de várias cenas cabeludas que foram direto estampar as páginas da página da Gossip Girl. Além do mais, Blair é o tipo de pessoa que não deixa nada passar batido e não deixa ninguém sem uma resposta à altura. Ela arma pra cima daqueles que a incomodam sem nenhuma dó e arca com todas as consequências de ser quem é com um sorriso no rosto e a graça de uma princesa.

4) Um personagem para ser o Papai Noel:
Phil Coulson. O Coulson tem cara de pai. Pior ainda: o Coulson tem cara de pai legal, o tipo de pai que eu adoraria ter em uma realidade alternativa. Embora seja um agente da SHIELD, sériozão até a página dois, Coulson é um cara legal demais, que protege aqueles que ama com unhas e dentes, e que consegue ter cara de bonzinho mesmo depois de atirar em um monte de bandidos da pesada. A relação dele com a Skye reflete muito desse cuidado, que se estende também aos outros membros da sua equipe. Talvez por isso, eu o enxergue como o Papai Noel perfeito. Por mais que não seja divertido de um jeito óbvio, Coulson consegue ser engraçado do seu próprio modo, mas ao mesmo tempo incrivelmente gentil e cuidadoso, qualidades que acho essenciais para o bom velhinho.     

5) Um personagem que é super popular:
Logan Huntzberger. Um autêntico problematic fave desta que vos escreve, Logan é aquele cara errado que, com frases de efeito e o sorriso mais belo que já se teve notícia, consegue te convencer das coisas mais absurdas. Em outras palavras, é como descreveu menina Thay: Eu cairia na lábia dele sabendo direitinho o que tá acontecendo. 100% me representa. Numa ceia de Natal, Logan seria aquele cara que se dá bem com todo mundo, que flerta com todas as mulheres no recinto e deixa todo mundo encantado com tanto carisma.

6) Um personagem que ainda seja criança:
Eleven. Mas também poderiam ser todas as crianças de Stranger Things. A verdade, no entanto, é que embora eu ame muito toda a turma, podendo escolher apenas uma, eu não pensaria duas vezes em levar a Eleven pra viver esse momento. Depois de passar anos sendo tratada como rato de laboratório, ela merece viver tudo de melhor que a vida puder lhe proporcionar, e poucas coisas são tão especiais para crianças, de um modo geral, quando a noite de Natal. Queria enchê-la da melhor comida possível, de presentes incríveis e rodeá-la do carinho e amor que ela nunca teve antes.

7) Um vilão ou vilã que merece um pouquinho de compaixão:
Regina, também conhecida como a Rainha Má de Once Upon A Time. Não que eu morra de amores por ela, vejam bem. Mas acho que Regina é o tipo de personagem que, muito mais do que uma vilã com uma alma verdadeiramente má, ela só é uma pessoa que foi machucada demais ao longo da vida e que encontrou na vilania uma forma de se defender de um mundo que nunca havia sido gentil com ela. De todos os vilões que consegui lembrar, Regina é a única que eu verdadeiramente queria abraçar e convidar para se sentar numa mesa comigo e dividir uma boa refeição ao lado de pessoas queridas – ainda que o risco de alguém sair dali direto pro hospital por envenenamento fosse muito real, risos.

8) Um casal – não precisa ser romântico:
Peggy Carter e Edwin Jarvis. Porque por mais que eles não sejam um casal real, é quase impossível imaginar um sem o outro. Peggy e Jarvis se tornaram amigos por conveniência, mas a relação que os dois constroem ao longo das três temporadas que dura Agent Carter é uma das coisas mais preciosas de toda a série. Eles são companheiros, cuidam um do outro e são, principalmente, a prova de que homens e mulheres podem sim ser bem amigos, sem que exista um romance aí no meio.

9) Um homão da porra (risos eternos):
Oliver Queen. Nada como ter um homem maravilhoso sentado à mesa com quem trocar olhares entre uma garfada e outra de comida. Oliver Queen é o típico homão da porra que não apenas é um homão da porra, como é um homão da porra gente boa e que qualquer mãe ou avó vão suspirar e querer ter na família. Você gostaria de ficar pra sempre?, elas dirão, enquanto você se esconde atrás de um cacho particularmente grande de uvas #momentos.

10) Um herói ou heroína:
Kara Danvers, a Supergirl. A maior (e melhor!) super heroína que vocês respeitam. Eu queria ser amiga da Kara. Eu queria poder abraçar a Kara. Eu queria dar um presente bem maravilhoso pra Kara só pra ver ela sorrir aquele sorriso enorme, lindo e encantador que só ela tem. Sendo a pessoa mais poderosa no recinto (e a mais forte também), Kara seria a responsável por trazer o peru para o centro da mesa, só pra depois presentear todo mundo com um de seus sorrisos adoráveis antes de sentar no seu lugar.

11) Um personagem subestimado:
Padre Marcus. Acho que The Exorcist, por si só, é uma série bastante subestimada, mesmo com uma trama incrível e cheia de personagens incríveis. De todos, Marcus é o meu favorito – um amor que já começou na largada, quando eu descobri que quem o interpretaria seria o Ben Daniels, um ator que amo demais, demais, demais – e o tipo de pessoa com o qual eu adoraria trocar uma ideia – e eu juro, do fundo do meu coração, que vocês super deveriam amar também.

12) Um personagem de sua própria escolha:
Sam e Dean Winchester. Porque eu sou abusada e não vou escolher um só, risos. Não é uma surpresa que os dois estejam aqui. Sendo eu tão fã de Supernatural, era de se imaginar, afinal de contas, que os dois teriam lugar reservado na minha mesa. Eu quase consigo imaginar Dean se fartando com a comida, enfiando toneladas e mais toneladas de peru e farofa na boca, enquanto Sam troca uma ideia com Marcus sobre todas as coisas absurdas que eles já viram nessa vida. No final da festa, estariam todos reunidos ao redor da árvore, com as barrigas estufadas e o coração bem quentinho.

MEMES

Um meme de Natal

Logo que decidimos embarcar juntas nessa cilada, eu, a Manu, a Michas, a Mia e a Tati achamos que seria bacana fazer algumas postagens coletivas – nosso jeitinho de ajudar as migas nessa loucura natalina, risos. A ideia é que toda sexta-feira, começando a partir de hoje, a gente fale sobre um mesmo assunto ou responda os mesmos memes, compartilhando nossas diferentes – ou muito iguais! – visões e experiências sobre uma mesma temática, sempre envolvendo o Natal e o fim do ano, de um modo geral. Para começar, decidimos responder o meme “Meu Natal” que nada mais é do que um jeitinho legal de compartilhar nossos costumes e lembranças sobre uma das épocas mais lindas do ano.

1. O que você costuma fazer na véspera de Natal e no dia 25?
Embora quase toda a minha família viaje para passar o Natal na casa da minha avó no interior, não é algo que eu, minha mãe e meu padrasto temos o costume de fazer, especialmente porque depois da morte do meu avô, muito do sentido de estar lá se perdeu pra nós e como minha avó passa a maior parte do ano morando com a gente, não é como se só pudéssemos vê-la em uma época determinada do ano. Assim, normalmente passamos só os três – e nossos bichinhos -, em casa mesmo. A gente se arruma só porque sim, ouvimos música, bebemos vinho e comemos toda a comida do mundo enquanto aguardamos a hora de abrir os presentes. Às vezes, alguns primos que também não foram para a casa da minha avó vem celebrar a data com a gente, ou então alguns parentes do meu padrasto, já que a família dele – o pai e a mãe, no caso – não tem o costume de celebrar a data. Em alguns anos, eu também costumo dar uma passada na avó do Gui pra cumprimentar todo mundo e comer alguma coisa. Já o dia 25 costuma ser um dia de preguiça. Desde que comecei a namorar, é comum que eu almoce com a família do Gui nesse dia, especialmente quando não os visitei na véspera. Em casa, normalmente comemos a sobra do dia anterior e passamos o dia assistindo qualquer coisa na tv.

2. Qual é o seu filme natalino favorito?
The Holiday, ou O Amor Não Tira Férias, em português, que é também um dos meus filmes favoritos da vida inteira e um dos que mais assisti até hoje. Nele, conhecemos Iris e Amanda, duas mulheres que buscam mudanças em suas vidas e, pra isso, decidem trocar de casa e passar uma temporada longe do mundo que conhecem. Assim, Iris vai morar na casa de Amanda, em Los Angeles, enquanto Amanda vai passar uns tempos na pequena casa de Iris, na Inglaterra. É uma comédia romântica deliciosa, que se distancia um bocado dos clichês do gênero – mas que, ao mesmo tempo, brinca com vários deles – e que sempre deixa o meu coração mais quentinho. Não é um filme tradicional de Natal, mas que se passa nessa época do ano e que sempre me traz sensações muito boas e que eu sinto com mais força sempre nessa época do ano.

3. E a sua música natalina preferida?
Não tenho. Gosto de várias, na realidade, mas não tenho uma favorita, até porque, sendo bem sincera, eu já não tenho mais tanto costume de ficar ouvindo essas músicas. Quando era pequena, tinha uma fita de um filme da Disney só com músicas de Natal, tudo em inglês, e eu adorava acompanhar e cantar junto enquanto assistias às animações – que eram também as coisas mais fofas do mundo. Hoje, no entanto, canto um ou outra com JG (que também ama Natal, vejam só que coisa), mas fora isso não costumo dar muita atenção, não.

4. Você tem uma comida de Natal favorita?
É sempre difícil escolher uma comida favorita, porque todas as comidas de Natal são minhas favoritas, risos. Adoro as carnes, as saladas, as guarnições e as sobremesas, assim como amo profundamente todas as bobagens que ficamos beliscando antes enquanto o jantar não fica pronto. Se fosse pra escolher, no entanto, acho que ficaria com o pudim de chocolate com nozes da minha mãe, que é uma das sobremesas mais maravilhosas que eu já comi na vida e que, infelizmente, ela só faz no Natal.

5. O que você mais gostaria de ganhar nesse Natal?
Fiz uma listinha que vocês podem conferir aqui e, tirando a camisa jeans (que comprei alguns dias atrás), continuo desejando todas essas coisas. Entretanto, se eu pudesse pedir qualquer coisa, também pediria um bocado de paz e amor, muita saúde, uma dose extra de dedicação e força para fazer meus sonhos se tornarem realidade. Se nada cai realmente do céu, então que eu pelo menos continue tendo muita vontade e um coração batendo com força para ser capaz de chegar lá.

6. Você gosta mais de dar ou receber presentes?
Dar – e não é nem pra fazer tipo. A verdade é que, por mais que eu ame receber presentes, gosto muito de poder escolher como presentear as pessoas que foram, de algum modo, importantes no meu ano, na minha vida, e que fazem tudo valer à pena. Por mais que eu raramente saiba o que dar, é algo que eu gosto de poder fazer porque o gesto, em si, já é algo bonito demais. Fora isso, a maioria das pessoas erram quando vão me dar alguma coisa, então por mais que seja bacana receber alguma coisa, eu ainda prefiro dar e me poupar da trabalheira de ter que trocar tudo depois, risos.

7. Você já passou o Natal na neve?
Nunca, infelizmente.

8. Onde você gostaria de passar o Natal?
Na neve! Sou muito vendida e crescendo com essa ideia de que Natal era época de neve, queria poder realizar o sonho da menina Ana de poder brincar de fazer bonecos e anjos na neve e, finalmente, passar a data sentindo frio e não um calor senegalês. Fora a neve, também adoraria que minha avó passasse um Natal em casa com a gente e que toda a família viesse pra cá ao invés de viajar pro interior. Eu realmente sinto um bocado de falta de quando celebrávamos a data todos juntos em Brasília e é algo que eu gostaria muito, muito que acontecesse.

9. Sua família costuma decorar a casa? Quem fica encarregado das decorações?
Sempre decoramos! Alguns anos mais, outros menos, mas a casa sempre fica decorada. Esse ano, por exemplo, além da árvore que já é tradição, penduramos algumas luzes fora da casa em formato de estrelas. Em outros anos já colocamos luzinhas que não piscavam em volta das pilastras, ou então um Papai Noel pendurado na janela e por aí vai. A responsável por tudo é sempre a minha mãe que, embora receba alguma ajuda minha, é sempre quem mais trabalha nessa época – e em todas as outras, risos.

10. É época de Natal. O que você está lendo?
Orgulho e Preconceito, da Jane Austen. Sonhei um sonho maravilhoso de terminar esse livro antes de dezembro mas, com toda a correria de final de ano, o Valkirias e a faculdade, realmente não tive como. De todo modo, a leitura está uma delícia e sempre que eu consigo pegar o livro – coisa que, infelizmente, não acontece com muita frequência -, nunca consigo ler um só capítulo.

11. Qual é o seu cheiro preferido no Natal?
Coisas assando, de modo geral. Tanto é que, sempre que alguém assa alguma coisa aqui em casa, eu saio falando que a casa está com cheiro de Natal, justamente porque esse é um cheiro que automaticamente me transporta para essa época do ano. Amo sentir o calor que vem do forno na cozinha e amo observar como os alimentos vão se tornando dourados e ficando cada vez mais suculentos enquanto a casa se infesta com o melhor cheiro de todos.

12. Você foi um bom menino/uma boa menina esse ano?
2016 foi um ano difícil em muitos aspectos, mas foi um ano muito bom pra mim, pessoalmente, e eu acho que muito disso aconteceu não porque eu necessariamente fiz as escolhas certas, mas porque aprendi com meus próprios erros. Então eu não sei se fui uma boa ou menina ou não – até porque, eu não acredito nesse discurso -, mas acredito que eu tenha feito o meu melhor com aquilo que eu tinha, e isso pra mim já é o suficiente.

13. O que sempre tem pra comer no Natal?
Peru, arroz com passas (que eu não gosto muito, mas fazer o quê) e pudim de chocolate com nozes.

14. Como você costuma se vestir na ocasião?
Depende muito do meu momento. Já passei anos mais arrumadas, outros nem tanto; já passei anos de calça jeans e outras de salto; já passei anos de vestido e outros de camiseta. Ultimamente, tenho preferido usar vestidos porque é uma peça fácil de usar e combinar, mas que ao mesmo tempo me deixa mais arrumadinha e eu realmente gosto de me arrumar nessa data, mesmo que seja pra ficar em casa. Além disso, não importa se eu prefira usar uma sapatilha ou um salto alto, sempre dá tudo certo no final.

15. Você começa suas compras de Natal na Black Friday ou deixa tudo pra última hora?
Última hora. E se não fosse assim, não seria eu, risos.

16. Você sabe embrulhar presentes? Você faz com gosto ou não?
Sei! Inclusive sou a embrulhadora (?) oficial da casa, risos. Gosto um bocado da função, mas estaria mentindo se não dissesse que às vezes eu morro de preguiça.

17. Você sabe o nome de todas as renas do Papai Noel?
A única que eu conheço é o Rudolph, que é a rena do nariz vermelho.

18. Você tenta espiar seus presentes antes ou prefere a surpresa?
Quando eu era criança costumava espiar, balançar, sentir o peso e tudo, mas hoje acho que prefiro a surpresa. Por mais que eu peça as coisas na cara de pau pra minha mãe e pro Guilherme, gosto muito mais de ser surpreendida e meus melhores presentes costumam ser aqueles que eles percebem que eu quero, mas que às vezes nem eu sabia que queria tanto.

19. Você abre seus presentes na véspera ou na manhã de Natal?
Na véspera, mas sempre depois da meia-noite. Mesmo assim, ainda acho a ideia de abrir na manhã de Natal, de pijamas, muito mais divertida, e se um dia eu tiver filhos, quero que eles abram pela manhã, numa folia bem maravilhosa.

20. Quando você descobriu a verdade sobre o Papai Noel?
Não lembro, mas foi por volta dos nove anos, acho, talvez um pouco depois. Minha mãe não me contou diretamente: em determinado ano, ela simplesmente não quis me levar para ver o Papai Noel do shopping e pronto. Eu chorei um bocado depois de ouvir que era grandinha demais para aquilo, mas logo esqueci. No fundo, eu continuo acreditando na figura do Papai Noel e amo quando, mesmo já adulta, alguns tios meus me dão presentes e, quando eu os agradeço, eles dizem que não foram eles, mas sim o Papai Noel.

21. Qual o melhor presente de Natal que você já ganhou?
Foram tantos! Mas acho que o mais especial foi um sonzinho que minha mãe me deu quando eu ainda era pequena. Ele era lindo, redondinho, pequenininho, e eu carregava pra todo lugar contando que tinha ganhado de presente. Música sempre foi um troço muito importante pra mim, então era maravilhoso, finalmente, poder ouvir minhas bandas favoritas sozinha no meu quarto.

22. Você faz resoluções de ano novo? Você as cumpre?
No ano passado, a única coisa que eu prometi pra mim mesma foi que não faria resoluções de ano novo e foi uma tática maravilhosa. Por mais que eu ache importante que a gente faça um ou outra resolução, fazer o contrário me ajudou a não me cobrar tanto, a deixar a vida me levar e a abraçar aquilo que viesse, sem me importar tanto se a vida não saísse como o planejado. Eu gosto de ser surpreendida, mesmo que também seja um tanto controladora, e essa é uma tática que pretendo repetir novamente este ano.

23. Conte uma história de Natal memorável.
Quando as pessoas falam sobre uma história memorável, eu sempre imagino coisas grandes. Entretanto, a maior parte das minhas lembranças de Natal são coisas muito bobas, pequenas mesmo, que eu não esqueci. Como a vez que minha mãe e o meu padrasto ainda não moravam juntos e nós passamos a data na casa dele. Os dois foram dormir e eu fiquei acordada, conversando com minha melhor amiga na época (alô, Tainara!) e comendo as sobras de pernil (ou lombo? não lembro). Teve também uma vez, com 12 anos, que eu fui passar o Natal no interior, sem a minha mãe. Ela me deu de presente antes o DVD da Avril Lavigne, que eu levei pra assistir na casa da minha avó, mas quando pedi para ele ser colocado na noite de Natal, ninguém quis. Eu fiquei muito chateada e saí de fininho da sala pra chorar na frente da casa, enquanto eu olhava as estrelas e sentia saudades da minha mãe. De repente meu tio apareceu, me abraçou e disse pra eu ouvir, que estava tudo bem. Ou então aquele ano em que eu fui passar o Natal em Correntina, o último Natal do meu avô, e antes de viajar, Guilherme me presenteou com um porta-retrato que eu tenho até hoje, sem eu sequer esperar. A gente tinha acabado de começar a namorar, mas eu ainda consigo sentir todos os feels daquele dia, de quando ele me estendeu o embrulho e a gente riu e chorou e se abraçou. São lembranças muito pequenas, bobas até, mas que sempre me fazem sorrir e chorar um pouquinho, ao mesmo tempo que deixam meu coração mais quentinho, quase como um abraço por dentro.

24. O que torna essa época do ano especial para você?
Acho que esse sentimento de cumplicidade, o carinho com as pessoas que você ama, a vontade de ser uma pessoa melhor. O Natal é sempre aquela época em que a gente deixa de lado tudo de ruim que aconteceu ao longo do ano para abraçar uma versão melhor de nós mesmos e acho que essa trégua é essencial. A vida já é tão difícil na maior parte do tempo, sabe? É bom que a gente possa respirar um pouquinho e esquecer das merdas que acontecem no resto do tempo.

25. Sua coisa preferida no Natal?
A celebração em si. As pessoas, a comida, o vinho, as risadas, a música, os presentes, o forno que aquece a casa inteira, os abraços à meia-noite, todos os sentimentos maravilhosos que tomam conta de mim na data. É realmente um dia especial e eu queria que mais pessoas pudessem experimentar tantos sentimentos maravilhosos de uma vez só.

MEMES

10 coisas que me fazem feliz

Dezembro é sempre um mês meio bosta, né? São tempos difíceis para os sonhadores e principalmente para os blogueiros, disso todos já sabemos, mas fica um pouco pior quando dezembro chega e um ano completamente novo bate na porta e pede licença pra entrar. Particularmente, essa é uma época que me deixa bem desgastada, e por mais que eu tente, tente de verdade, escrever sempre que posso (porque eu sinto falta, porque não tenho nada melhor pra fazer, porque aconteceu algo realmente legal e eu quero contar pra vocês, etc), raramente consigo fazer alguma coisa que preste, que eu publique e não tenha que ficar voltando toda hora pra corrigir um erro diferente.

A ideia era voltar a escrever ~de verdade~ só em janeiro, quando as coisas estivessem mais calminhas, e deixar dezembro reservado só para as retrospectivas (que já começam na semana que vem, aguardem), mas daí eu consegui escrever aquela carta horrível do último post, e depois eu lembrei desse meme gracinha que a Thay postou um tempo atrás e que me deixou morrendo de vontade de responder também, então pensei: foda-se, vou responder essa merda de uma vez. A ideia, como o próprio nome diz, é listar 10 coisas que me façam feliz, e eu gosto da proposta o suficiente pra acreditar que ela pode tirar qualquer um dessa ressaca horrorosa de posts. Sigam-me os bons.

1) Chuva

come clean

Todo mundo tem uma história de chuva pra contar que é suficientemente boa para justificar quão inconvenientes podem ser essas gotas de água que caem do céu de vez em quando. Eu até entendo, inclusive tenho uma porção de histórias, como aquela que minha mãe teve que sair comigo no colo de um circo porque a chuva de repente tinha ficado forte demais e ao que tudo indicava a tenda podia cair, ou então aquela vez que eu cheguei ensopada em casa porque tinha esquecido o guarda-chuva e ainda escorreguei dentro de uma poça (os limites, eles não existem). Mas ainda assim eu gosto muito de chuva, e uma representação bem boa disso é a quantidade vergonhosa de snaps que eu faço da janela de casa toda vez que começa a chover ou todas as vezes que reclamei no twitter da falta de chuva em Brasília. Acho muito gostoso poder ficar em casa lendo um livro enquanto ouço as gotas de água batendo na janela ou o barulho de um trovão, gosto do cheiro de terra molhada, e por incrível que pareça, sair de casa num dia chuvoso é uma das coisas que mais gosto na vida inteira, e poucas coisas são tão boas quanto se agarrar com alguém embaixo de chuva. Além disso, a chuva é a desculpa perfeita pra aqueles dias que você não quer sair de casa de jeito nenhum, mas não tem nenhum motivo relevante pra isso. Impossível não amar.

2) Quebras inesperadas de rotina

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Quebras inesperadas de rotina são aqueles pequenos acontecimentos que surgem do nada e de repente transformam um dia banal em algo um pouco mais especial. É aquele convite inesperado pra ir ao cinema com aquela amiga que você não vê há muito tempo, é sair pra comer pizza no meio da tarde com suas amigas da faculdade porque a aula foi cancelada e vocês realmente não têm nada melhor pra fazer, é ligar a tv e descobrir uma maratona da sua série favorita, é virar a noite no Skype com uma amiga que mora longe, é receber um elogio genuíno que te faz se sentir mais bonita pelo resto do dia, é descobrir uma palestra legal que vai rolar na faculdade dali alguns minutos com uma pessoa que você realmente admira, é ficar cantando Taylor Swift no telefone com uma amiga querida, é ouvir seu priminho de um ano falar seu nome pela primeira vez, é um banho demorado de banheira por mais trabalhoso que seja, é qualquer coisa bobinha que torne nosso dia mais bonito, que nos lembre que a vida é, apesar de tudo, muito muito boa.

3) Bichinhos

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Acho que bichinhos são a melhor e mais pura representação do amor incondicional, ainda que cada um tenha sua forma de demonstrar isso. Sou total uma dog person e aqui em casa temos dois, a Luna e o Loki, mas também temos o Bill, um periquito que está com a gente desde que eu tinha sete (!) anos e que demonstra seu amor o tempo todo, tanto quanto os dois peludinhos. Cada um faz o que pode, mas o resultado é sempre o mesmo: esse amor enorme e incrível, e tão lindo e puro que às vezes me faz chorar e me sentir a mãe mais culpada do mundo por não poder viver minha vida em função dos três. Tipo, eu não mereço esse amor todo, mas por favor não parem nunca de me amar.

4) Cheiro de livro

omg it smells so good

Existem pessoas e pessoas no mundo. Existem aquelas que leem e seguem com a vida, simples assim; existem aquelas que não leem e tudo bem (meu Deus, que horror!1!!11) (mas nada contra, inclusive tenho amigos que são); e existem aquelas que não só leem como vivem toda uma relação de amor com seus livros, que abraçam, beijam, fazem carinho, choram, mordem e, obviamente, cheiram o tempo inteiro – e a essa altura vocês me conhecem o suficiente pra saber de que espécie eu sou. Não sei se é normal ou mesmo saudável, mas poucas coisas são tão gostosas quanto jogar um livro na cara e ficar ali, sentindo seu cheiro (e abraçando, beijando, fazendo carinho, e eventualmente mordendo o bichinho). Vocês aí, que se acham bons demais pra se permitir viver esse momento: vocês não fazem ideia do que estão perdendo.

5) Friends

friends

Supernatural é a minha série favorita da vida, vocês sabem, e obviamente me faz muito feliz. Mas, ao mesmo tempo, ela não deixa de exigir muito de mim emocionalmente e não é todo dia que eu tenho maturidade pra ver o Dean sofrer e não poder fazer nada pra ajudar (piscianos: that’s how we roll). Friends, por outro lado, tem essa capacidade incrível de melhorar meu dia, qualquer um, mesmo o pior deles. Sempre tive um pouco de preconceito com sitcoms e nunca consegui acompanhar nenhum de verdade, mas aí a Analu disse que eu precisava assistir Friends, e aí existe essa história (muito real) de que é impossível dizer não pra Analu, e então, não mais que de repente, eu estava apaixonada por personagens que eu jurei que não ia amar de jeito nenhum, obcecada demais pela vida daquelas pessoas e absolutamente incapaz de fazer qualquer outra coisa na vida senão assistir mais um episódio. Às vezes, tudo que a gente precisa é rir um pouquinho.

6) Viajar

celine

Cada um tem sua forma de recarregar as energias e a minha é viajando. De carro, de ônibus, de avião, de trem (?), pra muito longe ou pra alguma cidadezinha aqui do lado, não importa. Eu preciso viajar, preciso ter alguns dias (uma semana, um mês) pra me permitir esquecer da vida que tenho em Brasília e viver num universo paralelo onde tudo é novidade, os dias são mais bonitos, as pessoas mais legais, e qualquer bobagem é motivo pra rir e fazer festa. Gosto de fazer planos, gosto da expectativa que antecede uma viagem e apesar de ter uma preguiça monstra de arrumar as malas, também gosto de pensar em cada roupa que vou usar. Uma das minhas maiores aflições no momento, aliás, é não saber quando vou colocar os pés na estrada de novo e por mais que eu realmente esteja curtindo essa história de viver pra estudar, não ter dinheiro pra ir ali passar um fim de semana com minhas amigas que infelizmente moram longe demais, é bem enlouquecedor.

7) Abraços

hug

Abraços são a melhor coisa do mundo e eu realmente não sei pensar num argumento melhor que esse (são três da manhã e eu devia estar fazendo um trabalho, mas não estou porque minhas prioridades na vida são bem distorcidas, então relevem). O engraçado é que eu sou bem introvertida e evito contato físico ao máximo, mas ao mesmo tempo lamento por não ser o tipo de pessoa que sai por aí distribuindo abraços porque abraços são a melhor coisa do mundo, que às vezes dizem muito mais do que um punhado de palavras, e eu queria poder todo dia abraçar as pessoas que eu amo demais.

8) Música

sing

Não sou do tipo que fica o dia inteiro ouvindo música e que não consegue fazer nada sem ter alguma coisinha tocando ali no fundo porque o silêncio, de fato, nunca foi um incômodo. Mas música sempre foi importante pra mim – o suficiente pra eu achar que seria uma boa ideia montar uma banda de rock e viver disso – e é nela que eu encontro aquilo que preciso, seja num dia feliz ou numa bad terrível. Porque música é isso (ou pelo menos deveria ser): pessoas escrevendo sobre suas vidas, seus sentimentos, suas experiências, e que bom que a gente pode cantar e dançar junto com eles. Não danço bem de jeito nenhum e minha voz definitivamente não é suficiente pra eu achar uma boa ideia montar uma banda de rock e viver disso (o que, em outras palavras, significa que ela é péssima), mas cantar no meu quarto, no banho, num karaokê ou dançar numa balada qualquer já deixa minha vida um pouquinho mais feliz, então tudo bem.

9) Crianças

baby

feelings are the only facts

Essa é uma descoberta bem recente, mas pra quem até pouco tempo atrás jurava que odiava crianças e que nunca ia ter filhos, mudar de ideia completamente e já pensar no dia que vai parir os próprios pimpolhos é um avanço bem significativo. Descobri uma versão de mim mesma que não se importa em sujar a roupa, que topa qualquer ideia errada, que sabe colocar um bebê pra dormir (!) e que adora ser muito retardada, especialmente se em troca receber um sorriso bem sincero, desses que só crianças conseguem dar. A vida fica mais feliz com crianças porque elas nos fazem ver como o mundo ainda pode ser maravilhoso e nos dá um fiapinho de esperança de que as coisas podem ser sim melhores um dia. Minha prima, que tem um filhinho de quase dois anos, disse um dia que nada no mundo pagava aquele momento em que ela chega do trabalho e ele vem correndo, rindo, dar um abraço nela. Em outros tempos eu diria que era bobagem, mas hoje eu acredito tanto nisso que só posso torcer muito pra um dia poder viver isso também.

10) A Gente

a gente

Vocês conhecem a história: meninas maravilhosas dessa internet (mais conhecidas como as melhores pessoas do mundo), que já eram amigas há anos, resolveram me resgatar e me dar de presente um lugar pra chamar de lar. Já faz mais ou menos um ano que isso aconteceu e eu sei lá se algum dia vou aprender a falar das coisas que amo demais, mas se alguma coisa valeu a pena em 2015, podem ter certeza que teve A Gente no meio – happy, free, confused and lonely in the best way, sempre (e vocês aí dizendo que não existe amizade verdadeira entre mulheres, pff).