Browsing Category

VIDA DE FANGIRL

VIDA DE FANGIRL

Um pequeno registro de sonhos

Há coisas nessa vida que podemos tomar como certas – uma delas é que piscianos sonham demais. Quando digo que piscianos sonham demais, estou dizendo isso de forma literal e também metafórica; me parece o tipo de coisa com chances altíssimas de se tornar problemática, principalmente porque sonhos são perfeitos de um jeito que a realidade jamais vai ser, e é muito fácil se deixar levar por esse infinito de possibilidades. Um dos meus filmes favoritos conta, não por acaso, a história de um casal (na verdade, do cara, mas o relacionamento dos dois é central na narrativa) cujo casamento é destruído por… sonhos. Nele, Don é um ladrão que literalmente invade os sonhos das pessoas para roubar segredos ou implantar ideias, em um universo diegético em que isso não apenas é permitido como muita gente literalmente paga pra sonhar. A história é bastante complexa e se ambienta em mais de uma dimensão, mas a grande questão da vida de Don, desenvolvida em paralelo, é que o trabalho que paga suas contas foi o mesmo que tirou a vida de sua mulher, Mal, e ele se culpa, não sem alguma razão, por tê-la jogado naquele mundo e por não ter se atentado ao momento em que ela deixou de ser capaz de distinguir fantasia e realidade.

Gosto de como o Nolan (se não ele, quem?) constrói esse universo de um jeito meio cínico, que não enxerga sonhos como algo necessariamente bom. Desde muito cedo a gente aprende que sonhos são importantes, preciosos, etc etc. Mas e se não? E se eles também forem perigosos pra caralho? Por mais assustador que seja, é um ponto que muita gente deixa passar; ninguém te diz que esse outro lado existe, ninguém conta como nossa mente pode ser perigosa. O que não significa que sonhos não sejam importantes, é claro, apenas que existe mais sobre eles do que normalmente acredita nossa vã filosofia. De maneira mais ampla, sonhos também são capazes de comunicar outras coisas, desde uma crush pelo Harry Styles até medos mais profundos e que normalmente não ficam evidentes no dia-a-dia. Não conheço tanto sobre sonhos em teoria quanto gostaria, mas tenho uma memória bastante boa para lembrar deles e um apego emocional por outros mais, de modo que hoje o post de hoje nada mais é do que um registro daquilo que se passa em minha cabeça quando estou dormindo.

Rolando na grama com Sam Winchester

É uma verdade universalmente conhecida que a melhor forma de confirmar uma crush é… sonhando com ela. Não tem erro: você acha a pessoa bonita, tem uma quedinha por ela, mas então, e só então, sonha com ela e aquilo que antes era uma atração meio besta se transforma na crush do milênio – ou da semana. Dizem que nosso cérebro não é capaz de criar rostos, de modo que as pessoas com as quais sonhamos possuem características já conhecidas, que podem passar despercebidos para nós, mas não pra nossa mente. Eu sonho bastante com celebridades, o que significa que muito tempo da minha vida é gasto olhando fotos dessas pessoas; é parte do meu trabalho e também da diversão. Meu sonho com o Sam Winchester foi assim: a descoberta de uma crush que eu nem sabia que existia. Jared Padalecki é lindo. Jared Padalecki é tão lindo que meu estômago dá cambalhotas só de pensar naquele homem enorme e maravilhoso. Mas Sam Winchester sempre foi aquela pessoa cuja minha admiração e atenção estavam muito mais voltadas para o fato de parecer uma pessoa muito gente boa do que para a verdade inexorável, que é a de que ele é lindo de morrer – o que só foi mudar quando sonhei com ele pela primeira vez. No sonho, a versão do Sam ainda era a mesma das primeiras temporadas de Supernatural, o jovem de vinte e poucos anos com cabelo bonito e sorriso encantador, que queria ir para uma boa faculdade e viver uma vida normal. Era uma versão que eu odiava, sobretudo por ser tão distante da família, por negar o family business e querer ter uma vida diferente. O que é um desejo muito genuíno, é claro, mas que me parecia idiota pra alguém que vinha de uma família tão maneira apesar de todos os pesares. Então o sonho mudou tudo. Nele, eu e Sam estávamos deitados em um gramado imenso, longe de tudo e todos, e ele sorria pra mim e me olhava de um jeito que imagino que seja a mesma forma como o Jared olha pra Gwen. E eu me senti profundamente amada, de um jeito lindo e meio idiota, e tentava devolver esse mesmo amor em forma de sorrisos sinceros e olhares apaixonados. E só. Não teve confusão, não teve romance proibido, não teve demônio querendo estragar tudo; só nós dois num gramado nos amando demais.

Casando com Dean Winchester

Eu me apaixonei pelo Dean, nas palavras de Hazel Grace, do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora pra outra. E, ainda assim, foi só depois de anos, literalmente anos, que sonhei com ele pela primeira vez. No sonho, eu chegava na porta de uma igreja abandonada, vestindo moletom, jeans e um tênis, o cabelo preso meio de qualquer jeito, e quando finalmente entrava na igreja, o Dean estava lá, me esperando, com seu combo de camiseta/camisa/parka e o sorriso mais lindo do mundo estampado no rosto. “Você estava me esperando?”, eu me perguntava enquanto um sorriso começava a surgir no meu rosto; e ele respondia de volta, apenas com o olhar, como quem diz “sim, sim, sim”. Então o tempo pareceu suspenso, e mesmo que na minha cabeça uma voz repetisse que aquilo não poderia ser verdade, que aquilo jamais aconteceria sob qualquer circunstância, eu não me importei. Eu não me importei e fiquei ali, pelo o que pareceu um pequeno infinito, sorrindo feito idiota, quase sem conseguir me conter de tanta felicidade. O sonho acabou antes mesmo que eu tivesse a chance de walk down the aisle e ter uma aliança colocada no meu dedo, mas naquele pequeno espaço de tempo, eu acreditei estar vivendo aquela cena, e foi eterno enquanto durou – um eterno precioso e pequenino, que guardei com carinho no meu coração.

Fugindo de alguma coisa com o Jared Leto

Um dos meus maiores medos nessa vida é ser perseguida – pelo menos, é o que dizem meus sonhos. Desde pequena, tenho pesadelos horrorosos com pessoas estranhas que me perseguem, e quando tento gritar por socorro, minha voz jamais sai; ou então com situação mais dramáticas em que literalmente alguém quer me matar – geralmente, o Voldemort – e eu preciso tentar sobreviver. Já perdi as contas de quantas vezes sonhei que um vilão das trevas queria me pegar ou que fugia de regimes totalitários que queriam me ver morta e enterrada. Às vezes, dou a sorte de encontrar nesses cenários pessoas que me ajudam ou simplesmente decidem percorrer essa jornada macabra comigo, que foi mais ou menos o que o Jared fez. Sem saber como ou por quê, ele estava ao meu lado, me ajudando enquanto fugíamos, os dois, de algo que a essa altura já não me lembro mais (um bruxo das trevas? um ditador maluco? um assassino de aluguel? são questões). O medo era um sentimento real e constante, e nós fugíamos, pulávamos telhados (!), nos escondíamos em lugares improváveis e escuros, numa aventura com hora certa para acabar. Como num filme B, eventualmente nós acabávamos nos apaixonando, e foi lindo e intenso enquanto durou, mas como todo sonho, chegou ao fim – tal qual minha crush, que foi perdendo força à medida que eu descobria que o Jared da vida real era um babaca, pra dizer o mínimo.

Filha do David Bowie

Uma das maiores falhas da minha formação musical foi nunca ter tido um contato mais profundo com a vida & obra de David Bowie. Em uma família que sempre me apresentou artistas de décadas passadas e me incentivou a curtir essas coisas, independente do que fosse dito fora de casa, é irônico que Bowie nunca tenha aparecido de forma significativa nessa construção de gostos que me acompanham até hoje. Estou cercada de pessoas completamente obcecadas por ele e pelo seu trabalho; o fato de nunca ter me aproximado, então, não fazia o menor sentido. Quando ele faleceu, vi meus amigos e pessoas próximas lamentarem, e eu lamentei também; um sentimento totalmente gratuito que fazia com que eu me sentisse uma mentira perto dos verdadeiros fãs. À época, lembro de ver uma foto lindíssima dele com a Iman e a filha dos dois, ainda bebê, o que me fez lamentar profundamente. Não era só o mundo que perdia um grande artista, não eram só os meus amigos que perdiam um ídolo; era uma família que perdia um membro, uma filha que perdia um pai, a mulher que perdia o marido. Na mesma semana, eu tive um sonho muito bonito em que o Bowie era meu pai, e ele era um pai tão, tão legal e amoroso que foi difícil acordar e, de repente, ter a realidade jogada na minha cara: eu não apenas não era filha do David Bowie como ele nem sequer estava vivo. O sonho, entretanto, fez com que minha admiração gratuita por ele crescesse; se ele foi ou não o pai amoroso e dedicado com o qual eu sonhei, é uma coisa que nunca vou saber, mas no fundo, não consigo imaginá-lo de forma diferente.

Stalker do Tiago Iorc

A essa altura, chega a ser meio idiota pensar que não só sonhei com o Tiago Iorc como ainda fiz o ridículo papel de stalker, quando tudo o que eu queria era só que ele fosse um artista menos conhecido e que de preferência estivesse bem longe da péssima influência da Tatá Werneck, mas divago. No sonho, Tiago era um rapaz muito, muito legal mesmo, mas cujo interesse não estava na minha pessoa – pelo menos, não o tempo inteiro. Nossa relação era um pouco confusa, porque ao mesmo tempo que me lembro de persegui-lo de um jeito que às vezes fazia com que eu me sentisse num papel realmente ridículo, nós também éramos colegas de trabalho ou conhecidos, que conversavam de forma amigável quando estavam no mesmo ambiente – a única diferença é que eu não queria ser apenas uma colega de trabalho ou mera conhecida, enquanto ele parecia se satisfazer plenamente nesse papel. Lembro de vê-lo se interessar por outra garota cujo rosto não lembro qual é, e eu me sentir trocada e injustiçada por passar tanto tempo sendo legal quando ser legal não me deu nada em troca; então o sonho acabou e eu voltei a viver feliz minha vida em que o amor é um lugar infinitamente mais seguro e gentil.

Show do Harry Styles

Eu, Anna Vitória, Analu Bussular, Paloma Engelke e Michas Borges invadindo o camarim do Harry Styles e fingindo ser da produção do show, observando tudo meio de longe, com o coração batendo com força e nos enturmando com pessoas que nem imaginavam quem a gente era de verdade. Ainda lembro como foi a primeira vez que vi o Harry de pertinho, só o batente da porta separando nós dois enquanto ele dava uma entrevista, e ele me viu ali e sorriu, do jeito lindo como só ele sorriria, e eu sorri de volta meio sem graça, voltando aos meus afazeres logo em seguida. Por algum motivo que não me lembro mais, acabei perdendo o show, mas foi um sonho delicioso e memorável, e eu gosto como na versão da minha cabeça o Harry é sempre uma pessoa doce e absolutamente adorável, algo que, no fundo, acredito que ele seja de verdade também.

Visita do Jensen Ackles e do Jared Padalecki

Supernatural está para minha pessoa como Grey’s Anatomy está para outras tantas mais, o que significa que vivo há anos, literalmente anos, assombrada pelo suposto e eminente fim, que piora a cada temporada, quando a possibilidade se torna ainda mais real: são dez anos de história e tudo nessa vida, eventualmente, precisa encontrar o seu fim. Contudo, tenho me sentido cada vez menos preparada para viver esse momento, o que só piorou quando a coisa toda pareceu ganhar contornos mais sérios e as conversas sobre um possível fim começaram a, de fato, acontecer. De certa forma, a visita de Jensen e Jared, ainda que só em sonho, serviu para acalmar meu coraçãozinho sofredor e dizer que tudo bem a série chegar ao fim, não ia ser o fim do mundo. Os dois estavam no Brasil justamente para uma despedida e passavam na minha casa para passar alguns dias comigo e com a Thay. Não havia qualquer traço de romance dessa vez, mas uma amizade bonita e sincera entre os quatro, e eu me senti profundamente amada o tempo todo. Em comparação, foi um sonho um tanto longo, onde muitas coisas aconteceram – foram horas de conversas jogadas fora, jogos de tabuleiro, expedições a lugares aleatórios, abraços, confidências e risadas – até que eles inevitavelmente precisaram partir. Por mais triste e difícil que tenha sido, no entanto, dizer adeus e fechar esse ciclo me deixou estranhamente em paz, quase como se eu realmente tivesse feito as pazes com algo que eventualmente irá acontecer, e vai ser difícil e triste demais, mas muito especial também. Hoje, consigo ser grata por ter tido a oportunidade de acompanhar e amar a série, e sofrer pelo iminente fim só significa que a jornada foi boa demais enquanto durou.

Harry Styles, o cara mais legal do mundo

Não lembro como, muito menos quando comecei a me interessar pelo Harry, mas sei exatamente por quê isso aconteceu: ele é um bem cara legal – ou, pelo menos, finge muito bem ser. É impossível não se apaixonar: existe algo especial naqueles olhos, nas tatuagens horrorosas e principalmente no sorriso que poucos têm e menos ainda conseguiriam torná-lo especial da mesma forma. Harry me dá a impressão de ser uma pessoa muito gente boa e com a cabeça no lugar, do tipo que eu adoraria ser amiga, colega ou o pinguim da geladeira. Seu álbum de estreia reforçou todas essas impressões, que já existiam desde o One Direction, mas o sonho certamente transformou esse sentimento. Nele, nós nos amávamos demais, de um jeito sincero e poético, que é como eu imagino que amar o Harry seja de fato. Tenho pensado muito nas suas músicas e imaginado histórias que existem entre as letras e melodias, e sonhar com ele foi a concretização dessas histórias meio idiotas que só existem na minha cabeça. Gosto de lembrar que, mesmo sendo um ano mais novo do que eu, ele agia como um cara realmente maduro, gente boa e especial, e como ele era apaixonado – por mim, pela vida, pela arte – e como a fantasia, por alguns segundos, a fantasia foi real.

Jared Padalecki no aeroporto

Ainda que o Jared não seja exatamente uma crush, percebo agora que ele aparece com demasiada frequência nos meus sonhos – o que, muito provavelmente, significa que passo tempo demais com ele na cabeça, risos. De novo, nós éramos apenas bons amigos, que se conheceram de forma casual no aeroporto e decidiram passar algum tempo jogando conversa fora, e mais uma vez era a Thay quem estava comigo, voltando de uma viagem aos Estados Unidos. Nós esbarramos com ele enquanto esperávamos nosso voo e como sempre, Jared foi uma pessoa totalmente adorável, nos convidou para tomar um café (que se transformou em uma conversa de horas e horas) e ainda teve paciência de esperar que eu fizesse compras em uma farmácia. Nós conversamos sobre a Gwen, sobre seus filhos, seu trabalho, e sempre que eu falava alguma bobagem, ele ria alto, como se fosse a coisa mais engraçada que havia ouvido em anos. Eu não sou uma pessoa engraçada; eu sequer me acho assim, uma pessoa interessante. Com o Jared, contudo, eu acreditava que era ambas as coisas, e era com força. O sonho acabou de repente e sem grandes explicações (teria ele ido embora? enchido o saco após minha indecisão sobre qual curvex comprar? questões), mas deixando a sensação maravilhosa de que, ao menos por alguns instantes, eu quase fui a melhor amiga do Jared Padelick.

VIDA DE FANGIRL

Baby you light up my world like nobody else

Ou: Meu melhor de One Direction.

Não é nenhuma novidade que One Direction é a minha boyband favorita. Embora tenha tido uma fase bastante de amor verdadeiro e eterno pelos Backstreet Boys (#TeamKevin), foram os meninos do One Direction que me ensinaram a ser fã sem ressalvas e mostraram do jeito mais divertido possível que ser ridícula é bom demais. Hoje, não tenho a menor vergonha de admitir que Made In The A.M é um dos meus álbuns favoritos no mundo inteiro, que o Harry Styles é a pessoa mais adorável que eu já se teve notícia e que só entra no meu carro quem souber cantar pelo menos uma música da melhor boyband do mundo – e ai de quem não souber qual é. Critérios, a gente vê por aqui.

Pensando nisso – e depois de uma conversa particularmente produtiva com a Michas, minha mais nova parceira de ciladas -, decidi seguir seu maravilhoso exemplo e compartilhar minhas vinte músicas favoritas da boyband mais deliciosamente creiça de todos os tempos. Abracem os sentimentos, pois eles continuam sendo os únicos fatos.

1) What Makes You Beautiful: Impossível não começar com a música responsável por me fazer pagar a língua e descobrir que por trás dos jovens creiços de cabelo duvidoso, existiam pessoas adoráveis com corações que batiam com força, e que era muito mais divertido dançar com eles do que sustentar uma pose too cool for school o tempo inteiro. Esqueçam a problematização por hoje e apreciem toda a creicisse que só um clipe de jovens adolescentes absolutamente adoráveis pode fornecer, risos.

2) One Thing: One Thing é exatamente o tipo de música que me conquista de cara e eu não preciso nem fingir que não. É a letra gracinha, a melodia que poderia servir de trilha sonora pra um filme gracinha qualquer, e o que dizer desses mocinhos adoráveis, não é mesmo? I’ve tried playing it cool / But when I’m looking at you / I can’t ever be brave / ‘Cause you make my heart race. Tão lindos. Tão novinhos meus bebês. Os sentimentos, definitivamente são os únicos fatos.

3) Live While You’re Young: Acho que, de todas as músicas do One Direction, Live While You’re Young continua sendo a minha favorita até hoje, aquela que eu não consigo ficar parada quando ouço tocar e que me remete a um momento muito bom da minha vida, cheio de festinhas na casa de amigos, banhos de piscina e programas de índio marcados em cima da hora, e que me faz sentir muito viva e incrivelmente jovem – mesmo com minha alma de uma idosa de 84 anos, risos. Minha realização será o dia que puder dançá-la com minhas amigas em uma pool party bem maravilhosa e lembrar porque ser jovem é, afinal de contas, maravilhoso demais.

4) Little Things: Unpopular opinion: é uma verdade universalmente desconhecida que eu não costumo ser muito fã das baladas do One Direction. Acho todas meio bregas e embora as letras costumem ser uma gracinha, nem sempre são o suficiente pra me convencer. Little Things é uma das poucas que fogem à regra, mais por insistência do que qualquer outra coisa. A letra é adoravelmente brega, mas ao mesmo tempo um amor, e mais legal do ouvi-la em looping, só ter um desses meninos cantando diretamente pra você, risos. I’m in love with you – 01 verdade da qual é impossível fugir.

5) Kiss You: SO TELL ME GIRL IF EVERY TIME WE TOUCH YOU GET THIS KIND OF RUSH, BABY, SAY YEAH, YEAH, YEAH, YEAH, YEAH. IF YOU DON’T WANNA TAKE IT SLOW AND YOU JUST WANNA TAKE ME HOME BABY, SAY YEAH YEAH YEAH YEAH, YEAH AND LET ME KISS YOU.

6) Best Song Ever: Eu disse que Live While You’re Young era minha favorita, mas eu estava mentindo. Quer dizer, ela é também uma das minhas favoritas, mas perde várias posições com Best Song Ever. Por mais que eu já gostasse desses meninos antes, alguma coisa aconteceu ali pelo Midnight Memories, porque eles de repente não eram só adolescentes bonitinhos e absolutamente adoráveis, mas uns caras assim que você sente vontade de agarrar pelo pescoço, colocar uma aliança no dedo e apresentar pra vó. Definitivamente, acontecem coisas. Best Song Ever entra no hall de músicas que me fazem querer dançar no ato e que não me deixa parada sempre que toda. Eu faço dance parties no meu quarto ou no carro com ela, e quando me falta energia ou ânimo pra fazer qualquer coisa, ela é tiro certo em me animar. Ser jovem nunca foi tão maravilhoso, etc etc.

7) Story Of My Life: Sempre que ouço essa música, lembro de tantas noites que voltava da faculdade com ela servindo de trilha sonora e pensava na vida, no universo e tudo mais. É uma música que, embora tenha uma letra meio “x” – sei lá, não conversa muito diretamente comigo? – é ainda muito bonita e já me acompanhou em várias ~reflexões~. É o clipe, no entanto, a minha parte favorita. Adoro as fotos penduradas, o passado dos meninos aparecendo ali enquanto eles cantam sobre a história da minha vida (de quem quer que seja, porque da minha é que não é, risos) e revivem momentos do passado. Foi mais ou menos nessa época que eu parei de encará-los como uma boyband divertida, porém que eu não tinha muita coragem de admitir que gostava, pra uma que eu admitia que gostava e ainda em voz alta, sem nenhum medo de ser feliz.

8) Diana: Não confirmo nem nego que penso em colocar o nome da minha filha de Diana só por causa dessa música (e da princesa, of course), risos eternos.

9) Midnight Memories: Eu não gosto dessa música tanto quanto a maioria das pessoas parecem gostar, mas gosto o suficiente pra colocar no meu seleto grupo de favoritas pois TÃO MARAVILHOSA! Em comparação com as outras citadas até agora, acho que ela tem uma pegada radicalmente diferente e talvez por isso tenha demorado um bocado até eu finalmente entender o que ela tinha assim de tão incrível. O clipe, por outro lado, não demorou nem um pouquinho para amar: é maravilhoso e não tem nem pra onde fugir.

10) You & I: Mais uma que me lembra demais quando eu ainda estudava à noite e voltava tarde pra casa, sozinha, de carro. Ouvir essa música é quase como voltar para aqueles dias de pistas vazias e sinais piscando sem funcionar enquanto eu pensava na vida, no universo e tudo mais. Aliás, mais uma baladinha que foge da regra e que eu consegui amar apesar dos pesares.

11) Steal My Girl: Apenas visualizem essa cena: eu e Guilherme no carro, cantando essa música a plenos pulmões, como se nossa vida verdadeiramente dependesse disso. Risos eternos. Muito mais do que uma música favorita, Steal My Girl é uma música que me traz memórias maravilhosas de todas as noites que saímos de carro – fosse pra comprar comida, fosse pra uma festa – e cantávamos junto com nossos garotos favoritos. Arranjem um namorado que cante One Direction com vocês, fica a dica.

12) Ready to Run: Não é uma música que costumo ouvir com frequência, mas ainda assim é uma das minhas favoritas. Ela tem uma melodia que também remete demais aos filminhos gracinha que eu tanto amo e sempre que eu a ouço, imediatamente me imagino vivendo em um filme de tons pasteis, dirigido pela Sofia Coppola. É uma imagem realmente maravilhosa e se a arte imita tanto a vida, então nada mais justo que ter One Direction como a trilha sonora de vários ~momentos~ do meu filminho particular.

13) Fireproof: Foi só recentemente que eu descobri essa música e foi com um sorriso no rosto que eu descobri que, mesmo já tendo revirado o trabalho desses garotos de cabeça pra baixo, ainda era possível me apaixonar por novas faixas. De todas, Fireproof talvez seja a música que mais me faz vontade de levantar da cadeira, não pra pular ou qualquer coisa assim, mas pra fechar meus olhos e balançar meus braços pra lá e pra cá enquanto imagino eu e minhas amigas em um show deles, nos amando demais enquanto cantamos que devemos ser à prova de fogo – e nós somos mesmo.

14) Perfect: MÚSICA DO HARRY STYLES PARA TAYLOR SWIFT. I REST MY FUCKING CASE.

15) Infinity: Acontecem coisas é a única coisa (?) que explica o fato de eu amar tanto essa música, mesmo depois de ter achado uma choradeira sem limites nas primeiras vezes que ouvi. Ela é, também, uma música que me lembra a Thay, uma pessoa que eu amo profundamente e com quem tenho muitas coisas em comum, ao ponto de enxergá-la como uma irmã de alma mesmo. Eu jamais vou esquecer o dia que, enquanto todo mundo gongava essa música e eu curtia uma fossa particular, fui gritar a letra no twitter e a Thay começou a gritar de volta. Definitivamente um momento maravilhoso demais pra eu esquecer.

16) If I Could Fly: Música brega até dizer chega que me faz chorar toda vez que eu escuto. Bless my little heart.

17) What A Feeling: A primeira vez que eu ouvi essa música foi no dia 13 de novembro, quando o álbum saiu (foi nesse dia mesmo? não lembro), e eu achei a coisa mais horrorosa do mundo. Quer dizer, o que mais a gente pode achar de uma música tão genérica, não é mesmo? Pois é. Nada como pagar a língua, porque bastou que eu fosse presenteada com o álbum mais recente dos meninos pra morder a minha própria língua e começar a amar muito profundamente. A letra não é exatamente a coisa mais profunda do mundo, mas é o suficiente pra me fazer querer cantar com vontade enquanto balanço meus bracinhos pra lá e pra cá.

18) I Want To Write You A Song: De todo o Made In The A.M – também conhecido como meu álbum favorito do One Direction – essa música é, de longe, a minha favorita. Ela se parece demais com uma outra música que eu também amo muito profundamente, no nível de até o título ser praticamente o mesmo, mas não consigo ficar chateada porque amor, esse sim, nunca é demais. É uma música que me acalma muito e que me lembra que, embora a vida seja um tanto complicada, pelo menos eu tenho pessoas do meu lado para construírem um barquinho pra eu saber que todas as vezes que eu pensar que meu coraçãozinho vai afundar, eu ter certeza que ele não vai.

19) History: Acho linda a forma como, no álbum que antecede o hiato da banda, eles resolveram incluir tantas músicas que falam sobre amizade e, principalmente, sobre a história do One Direction. History, como o próprio nome já entrega, é uma música que fala da trajetória deles juntos e que celebra a amizade de um jeito doce e totalmente adorável, o tipo de coisa que só uma banda de rapazes tão doces e absolutamente adoráveis seria capaz de fazer. Eu ouço essa música e penso nas minhas amigas, na história incrível que estamos escrevendo juntas e como elas foram – e continuam sendo – uma parte tão importante da minha vida, e é incrível como conseguimos construir relações tão fundamentais. É como diz a máxima: amigos são mesmo a família que a gente escolhe.

20) A.M: Foi a primeira música de Made In The A.M que eu amei verdadeiramente. Apesar de fazer 100% o meu estilo e isso, por si só, já ser suficiente para que ela esteja no meu seleto grupo de favoritas, ela é mais uma música que fala sobre a amizade, sobre a história dos rapazes, o universo, a vida e tudo que existe aí no meio. Entretanto, ao contrário de History, ela realmente me lembra as minhas amizades de um jeito mais íntimo. Enquanto a ouço, sou totalmente capaz de viver lembranças muito especiais que só tenho porque o caminho de pessoas incríveis cruzou com o meu, algo que eu serei grata por todos os dias da minha vida. É como se eu quase pudesse ter todas as sensações de novo, como se eu vivesse tudo aquilo mais uma vez, dessa vez de fora, com a certeza de que, mesmo em um mundo tão problemático, ainda existem coisas que fazem a vida valer muito à pena – ainda bem.

 ♥

P.S: Esqueci de colocar Temporary Fix. Me odiarei eternamente.

VIDA DE FANGIRL

07 episódios favoritos de Supernatural

Não é novidade pra ninguém que “Supernatural” é minha série favorita. Embora não fale sobre ela com muita frequência por aqui, visto que não tenho maturidade para falar das coisas que amo demais e não sou obrigada a lidar com gente sem coração dizendo que essa série não presta, devia ter acabado na quinta temporada, será que essa merda não acaba nuncaAaAaAaAa?, etc etc (não está fácil ser fã de “Supernatural”), já comentei sobre a série por vezes suficientes para que vocês não tenham nenhuma dúvida sobre meu amor pelos irmãos Winchester e seu negócio de família. Por mais que eu reconheça muitos dos problemas da série, “Supernatural” foi uma das primeiras séries a me conquistar de verdade, ainda na adolescência, e que continua sendo minha favorita quase dez anos depois.

Pensando nisso e tentando falar um pouco mais sobre minha série do coração (que aparentemente nunca terá fim, risos histéricos), decidi compartilhar com vocês alguns dos meus episódios favoritos – uma ideia que, claro, tirei do blog da Thay, essa pessoa maravilhosa e que, não por acaso, divide o mesmo amor sem limites pela série que eu. Com mais de 200 (!) episódios para escolher, é quase uma missão impossível selecionar apenas sete e já adianto que tive que deixar de fora vários episódios icônicos, mas tentei fazer o melhor que pude, escolhendo episódios que faziam meu coração bater mais forte e que me marcaram de alguma forma, mas que também tinham alguma coisa a mais para oferecer além da bela relação dos irmãos e dos seres sobrenaturais que são regra (também excluí as seasons finales, porque acho praticamente todas sensacionais). Não custa avisar: o texto contém vários spoilers sobre a série (se é que dá pra considerar spoiler quando falamos de um episódio que foi ao ar há mais de dez anos), então se você se importa demais com esse tipo de coisa, vá tomar um café e volte outra hora.

1) “PILOT” (1×01)

tumblr_n3a04dhnds1s8l4eao2_500

Quase nada é tão clichê quanto escolher o primeiro episódio de uma série como favorito, mas sou da opinião de que clichês não se tornam clichês por acaso, e no caso de “Supernatural” é absolutamente impossível fugir de uma escolha tão óbvia. Mesmo eu, que raramente gosto de primeiros episódios e nunca sou convencida por uma série na largada, tenho um carinho enorme por esse – que é também o que assisti mais vezes até hoje. Gosto muito da história da Mulher de Branco, de todo o clima típico dos filmes de terror da segunda metade dos anos 90 e início dos anos 00 – que me transporta diretamente para todas as tardes que passei explorando locadoras atrás de filmes de terror na infância, num nível tão intenso que eu quase posso sentir o cheiro (!) das capas dos filmes empoeiradas nas prateleiras -, e da trilha sonora cheia de rock clássico mas também lotada de músicas instrumentais que complementam todo o ambiente e o suspense necessário na história. No entanto, gosto principalmente de como ele consegue apresentar seus personagens de forma tão adequada, construindo relações tão humanas que, ao contrário do que muita gente acredita, é um dos pontos altos da série.

Nele, conhecemos os dois protagonistas da série, Sam e Dean, irmãos que tiveram a mãe brutalmente assassinada por um demônio ainda na infância e que veem suas vidas mudarem radicalmente após o episódio, quando o pai dos dois decide partir numa caçada ao demônio de olhos amarelos responsável pelo assassinato de sua esposa. 22 anos se passaram desde o assassinato, Dean e Sam se tornaram homens e seguiram seus caminhos. No entanto, após John sumir sem deixar vestígios, Dean se vê “””obrigado””” a pedir ajuda para seu irmão caçula. A partir daí, começamos a entender as principais diferenças entre os dois, sendo a relação de cada um com o pai talvez a mais gritante delas. É justamente por isso que, embora “Supernatural” seja uma série sobre caras muito gatos caçando criaturas sobrenaturais, sempre gosto de dizer que ela é muito mais uma história sobre família do que qualquer outra coisa, e isso é algo que o próprio episódio piloto faz questão de deixar bem claro. 

2) “SCARECROW” (1×11)

tumblr_mvzz2j6lqN1s8p1iao1_500

Também conhecido como “o episódio do espantalho”, Scarecrow foi o episódio da série que mais me deu medo até hoje, que me fez ficar acordada à noite e ter vários pesadelos quando eu finalmente conseguia pegar no sono. Ele começa quando John Winchester, pai dos rapazes, liga para os dois depois de algum tempo sem dar notícias e pede que eles parem de procurá-lo, dando indicações para um possível caso na pequena cidade de Burkitsville, em Indiana, onde um casal de jovens desaparecera nos últimos três anos, sempre na segunda semana de Abril. Contrariado pelas ordens do pai, Sam briga com Dean e decide agir por conta própria, indo para a Califórnia atrás do pai e do demônio que matou sua mãe e namorada, enquanto Dean prefere seguir as instruções do pai e viaja para Burkitsville, onde descobre a existência de um deus pagão nórdico que exige o sacrifício de um casal por ano para continuar mantendo a prosperidade da pequena cidade. É assim que os moradores da cidade, ano após ano, enviam casais para serem mortos pelo Espantalho e depois acobertam cada um dos assassinatos. 

Na tentativa de impedir que os moradores continuem sacrificando pessoas inocentes por causa de maçãs (!), Dean acaba sendo capturado e é oferecido, junto com a filha adotiva de um dos casais da cidade, como sacrifício, já que o prazo está se esgotando e as árvores começam a morrer. No final das contas tudo acaba dando certo, mas até hoje acho incrível como os criadores da série foram capazes de construir um caso tão rico e um cenário tão bonito quanto assustador, explorar uma mitologia tão rica de um deus pagão, adicionar mais camadas à relação dos dois irmãos e introduzir uma personagem que seria recorrente na trama, tudo num único episódio. Além disso, uma das minhas quotes favoritas da série está nesse episódio e, embora ela seja dita por uma personagem terrível, que só diz isso para se aproximar de Sam – porque esse era bem o tipo de coisa que ele precisava ouvir, afinal de contas -, não consigo gostar menos dela por isso: “the food migh be bad and the beds might be hard, but at least we’re living our own lives“. Obrigada por essa, Meg!

3) “THE MAGNIFICENT SEVEN” (3×01)

798d389e8af39fa9c1a88e7330d9c64726e06176_hq

Após abrirem os portões do inferno e com o relógio correndo para Dean – que fez um acordo com um demônio da encruzilhada para salvar a vida de Sam, e agora tem apenas mais um ano de vida até que hellhounds venham buscá-lo -, o primeiro episódio da terceira temporada de SPN marca muito bem o início de uma das melhores temporadas da série, mas também uma das mais tristes, onde os irmãos Winchester precisam lidar com demônios que não são vistos há muito tempo – em alguns casos, desde a Idade Média – e que são muito mais poderosos do que muitas criaturas com os quais tiveram que lidar até então, ao mesmo tempo que precisam lidar com outros caçadores que se revoltaram com o vacilo dos rapazes, e a morte de Dean, que se aproxima cada vez mais e gera cenas de partir o coração.

Em The Magnificent Seven, conhecemos os Sete Pecados Capitais, demônios que representam cada um dos pecados e que são capazes de fazer com que seres-humanos cometam atos terríveis sob sua influência. Um bom exemplo disso é a família que morre, literalmente, de preguiça, ou então a mulher que mata outra por pura inveja. O episódio, no entanto, aproveita o gancho dos sete pecados capitais para fazer uma discussão bastante pertinente sobre a presença deles nas nossas vidas, sobre a hipocrisia do ser-humano e como os pecados são inerentes à nossa existência, sendo a maior diferença apenas o fato de que consumimos doses homeopáticas deles, enquanto demônios elevam isso ao nível máximo – algo que me fez pensar um bocado. Além disso, é nesse episódio que uma das minhas personagens favoritas – e que, posteriormente, se tornou uma das mais odiadas (pois é) – é inserida: Ruby. Odeio a segunda versão dela, tão insuportável que tenho vontade de vomitar, mas amo demais essa primeira, interpretada maravilhosamente pela Katie Cassidy, e adoro especialmente a forma como ela chega, enfiando o pé na porta, chutando bundas e salvando a vida de Sam no processo. Who the hell are you? I’m the girl who just saved your ass.

4) “MONSTER MOVIE” (4×05)

large

De todas as criaturas que já apareceram em “Supernatural”, metamorfos são os que eu menos gosto e episódios com eles são, consequentemente, os que eu menos curto. Acho uma bosta esse povo que pode se transformar em qualquer pessoa e ao invés de usar isso para algo bacana, preferem sair por aí tocando o terror, acabando com a vida de tanta gente e causando um tanto de problema só porque sim. Além disso, sempre fico muito incomodada de pensar que eles podem ser QUALQUER PESSOA, literalmente, de modo que os personagens nunca estão seguros em lugar nenhum. No entanto, Movie Monster foge completamente à regra justamente por ter um metamorfo que, embora faça coisas ruins – ele mata uma galerinha, afinal de contas – faz isso inspirado em filmes clássicos, assumindo a forma de personagens icônicos da ficção, e que tem uma história verdadeiramente triste por trás de seus atos.

No episódio, Sam e Dean vão para uma pequena cidade onde está acontecendo uma edição da Oktoberfest, um festival que celebra as tradições alemãs, e onde mortes misteriosas começaram a acontecer desde então. O problema é que as únicas testemunhas dos crimes acusam criaturas sobrenaturais como vampiros, lobisomens e múmias, e ninguém acredita em nenhuma delas – além, claro, dos irmãos, que já viram de tudo nessa vida mesmo e não teriam motivo nenhum pra duvidar. Entretanto, ao longo do episódio, eles vão descobrindo que cada um dos personagens não são nem um pouco parecidos com os vampiros e lobisomens com os quais estão acostumados, sendo criaturas idealizadas, muito parecidas com aquelas que ficaram famosas no cinema. É depois de um encontro com o “””Drácula””” que Dean descobre que se trata de um metamorfo, e a partir daí os dois vão atrás do verdadeiro culpado. O mais interessante no episódio, além da história absurdamente divertida, é que, esteticamente, ele é bem diferente do que estamos acostumados, e utiliza vários elementos que remetem ao cinema clássico. A fotografia em preto e branco, as sombras típicas do expressionismo alemão, os créditos na abertura, as transições, a trilha sonora, o intervalo (!) no meio do episódio e os próprios personagens, fora todas as brincadeiras tão características da série, que em todos esses anos nunca se levou a sério demais (ainda bem!). É absolutamente impossível esquecer os agentes Angus e Young, a teoria de Dean sobre ter voltado a ser virgem depois de passar um tempo no inferno, ou então do Drácula recebendo uma pizza em casa e querendo usar um cupom de desconto (mas só depois de se certificar que não tinha alho nela, pois lógico).

 5) “YELLOW FEVER” (4×06)

tumblr_inline_mvv32gSkjV1rhrayq

Sendo a pessoa retardada que sou, estranho mesmo seria deixar Yellow Fever de fora da minha lista de episódios favoritos. Nele, Sam e Dean investigam três casos de pessoas absolutamente saudáveis que tiveram um infarto e faleceram do nada em uma pequena cidade do Colorado. Ao que tudo indica, não existe nada de sobrenatural acontecendo, mas os irmãos logo descobrem padrões, de modo que eles decidem ficar e investigar. O negócio é que não demora muito para que Dean comece a apresentar os mesmos sintomas das vítimas e temer coisas absolutamente ridículas, tipo um yorkishire ou um gatinho inofensivo num armário, e se tornar cautelo com coisas que ele nunca deu a mínima, tipo dirigir dentro do limite de velocidade e não andar na contra-mão, ou se recusar a segurar uma arma porque ela pode disparar sozinha a qualquer momento e achar que ser caçador só pode ser coisa de gente doida – e é justamente aí que mora toda a graça.

Dean sempre foi um cara extremamente corajoso, que enfrenta coisas que colocariam medo em qualquer pessoa, que nunca se preocupou em se sacrificar pelas pessoas que ama e sempre esteve disposto a colocar sua vida em risco para salvar pessoas que ele nem conhece, e vê-lo ter medos tão aleatórios é no mínimo curioso (além de muito engraçado). No fundo, sempre me bate uma pena real quando vejo a carinha dele de assustado, fora que a história por trás do caso é bem triste na realidade, mas como ver o Dean fazendo o maior escândalo por causa de um gato e não se dobrar de tanto rir? Além disso, esse é o episódio em que Jensen Ackles, ator que interpreta o Dean, faz toda uma performance ao som de Eye of the Tiger, do Survivor, o tipo de coisa que você assiste e não esquece nunca mais, e que sempre me dá a certeza de que ele deve ser uma pessoa tão legal e divertida na vida real quanto faz parecer na ficção.

6) “SYMPATHY FOR THE DEVIL” (5×01)

tumblr_mlwamut0Cx1s4acsvo2_500

Eu ia começar dizendo que a quinta temporada é minha favorita, mas aí eu lembrei que todas as temporadas são minhas favoritas (menos a sétima, porque realmente não dá pra defender uma temporada que achou uma boa ideia investir em leviatãs aleatórios), ou seja, eu não tenho nenhum motivo especial para escolher esse episódio além dele ser muito, muito bom e absolutamente impecável na missão de contextualizar o maior evento da temporada e, muito provavelmente, de toda a série: o Apocalipse. Embora essa seja justamente a tal temporada que muita gente jura que a série deveria ter sido finalizada – uma questão que ainda divide bastante as opiniões dos fãs -, não dá para discordar de que ela realmente é uma das melhores e que consegue passar toda a urgência digna do fim do mundo já no primeiro episódio. Ele começa exatamente de onde parou: após quebrar o 66º selo e libertar Lúcifer de sua jaula, os irmãos são salvos misteriosamente e a partir daí começam uma corrida contra o tempo para impedir que o capeta himself concretize seus planos. Ao mesmo tempo, eles vão fazendo novas descobertas sobre o Apocalipse, mas também sobre o papel de cada um nessa história, coisa que determina o rumo da série no final da temporada.

Entretanto, o que mais gosto nesse episódio – e que, inclusive, também mais me assusta – é a forma como Lúcifer vai cercando “seu escolhido”, a pessoa que ele precisa tomar o corpo para poder colocar seus planos em prática. Ao contrário dos demônios, que podem possuir qualquer pessoa sem a permissão da mesma, Lúcifer é um anjo, de modo que ele precisa da permissão do seu receptáculo para possuir seu corpo. A série apresenta, então, Nick, interpretado por Mark Pellegrino (melhor Lúcifer EVER), um cara que matou a mulher e o filho durante o sono e passa a ser atormentado por visões da mulher morta, que informa que ele é o escolhido e pede para que ele aceite sua missão; além de ver sangue no berço do filho, objetos em movimento sem nenhuma explicação aparente e ouve barulhos que não vêm de lugar nenhum. São cenas realmente terríveis, mas muito bem feitas e pensadas, e que fazem total sentido no contexto em que a série se encontra nesse ponto. É o começo do fim do mundo, Lúcifer está à solta e ninguém faz a menor ideia do que fazer em seguida, e esse episódio é suficiente para me fazer temer o futuro como se o fim do mundo fosse, de fato, uma realidade.

7) “THE FRENCH MISTAKE” (6×15)

tumblr_mkzpxmhTcA1r3i7aho1_500

Por último, mas não menos importante, The French Mistake é um desses episódios que nos lembram uma das coisas mais importantes sobre “Supernatural”: embora seja uma série com uma carga dramática enorme e que faça a gente sofrer um bocado com e por seus personagens, ela também é uma série que nunca se leva a sério demais e que está sempre pronta para quebrar barreiras e fazer graça de si mesma, o que, no meio de tanta coisa ruim que invariavelmente acontece, acaba sendo um respiro muito bem-vindo pra todo mundo. Nesse episódio, por exemplo, Sam e Dean vão parar numa realidade alternativa onde os dois não são mais Sam e Dean, mas sim Jensen e Jared, dois atores que interpretam os irmãos Sam e Dean (!) em um seriado chamado “Supernatural” (!). Não é sensacional?

Tudo isso acontece graças à Balthazar, um anjo pentelho que às vezes é bom, às vezes nem tanto, mas que sempre toma umas decisões bem equivocadas (tipo roubar e quebrar o cajado de Moisés, wtf, cara?). Nesse episódio, no entanto, Balthazar só estava tentando salvar os irmãos Winchester de um ataque surpresa de Rafael, um dos quatro Arcanjos criados por Deus (os outros três são Gabriel, Miguel e Lúcifer), e acaba enviando os dois para uma realidade alternativa. Embora o plano não dê muito certo e os anjos acabem encontrando os dois irmãos – o que consequentemente traz para o set e para a vida das pessoas que trabalham ali alguns episódios bem ruins -, o que torna The Frenck Mistake diferente dos outros episódios e tão, tão marcante é justamente essa proposta de sair do lugar comum e fazer graça com todo mundo enquanto os dois irmãos tentam desvendar o caso da vez. É divertido demais assistir Sam e Dean tentando ser Jensen e Jared – e falhando miseravelmente -, além de todas as piadinhas, referências e surpresas que aparecem no meio do caminho (a cara deles quando encontram Genevieve Cortese, mulher do Jared Padalecki na vida real e que interpretou a Ruby 2.0, é impagável). Como sempre, tudo se resolve no final e os dois irmãos retornam para sua realidade de caçadores, mas é por essas e outras que “Supernatural” continua sendo minha série favorita mesmo depois de tanto tempo.

VIDA DE FANGIRL

Owang tudumts

O título deste post é um oferecimento de Ana Luísa Bussular: Títulos Creiços a Qualquer Hora da Madrugada.

Acho que vocês já sabem disso, mas no final do ano passado, depois de ser casualmente pressionada por certas amigas que abraçaram a missão de me fazer sair da minha zona de conforto e assistir mais séries que não sejam sobre demônios e gente dando porrada, decidi começar a assistir “Grey’s Anatomy”, uma série dramática sobre médicos, que foi ao ar pela primeira vez em março de 2005 e segue no ar até hoje – para alegria de muitos e tristeza de outros. Desde então, tenho vivido as dores de acompanhar uma série com uma taxa de mortalidade tão alta por temporada que faria até o George R. R. Martin morrer (risos eternos) de inveja, e que sempre me faz sofrer tão intensamente que não é difícil que eu passe um fim de semana inteiro trancada no meu quarto, chorando sem parar por gente que nem existe.

É meio por isso que, sempre que eu falo sobre “Grey’s Anatomy”, eu termino numa comparação meio tosca da série com uma sessão de terapia – mesmo que eu nunca tenha feito terapia na vida, risos eternos. Não é só porque eu choro tanto que acabo lavando minha própria alma no caminho, mas porque cada episódio tem uma mensagem maior por trás, e muitas dessas mensagens falam muito comigo. Todos os personagens são tão bem construídos que é impossível não se identificar com pelo menos um deles, porque são todos muito humanos e embora estejam inseridos num ambiente e vivam num contexto muito diferente do que eu vivo, por exemplo, eu sempre consigo tirar alguma coisa que pode servir pra minha vida também e que pode me ensinar alguma coisa, mesmo que eu não perceba isso num primeiro momento. A essa altura, por exemplo, eu tenho certeza de que Izzie Stevens é minha spirit animal e é bem possível que eu nunca supere a vez que julguei horrores a Meredith por não querer conhecer/ter contato com Lexie, sua irmã por parte de pai, até perceber que eu vinha fazendo praticamente a mesma coisa com meus irmãos por todos esses anos, só que do meu próprio jeito – o tipo de coisa que eu jamais admitiria pra mim mesma por conta própria.

Como qualquer série dramática, no entanto, muito da história de “Grey’s Anatomy” também gira em torno de seus casais. Porque relacionamentos são algo natural na vida de qualquer ser-humano e não poderia ser diferente aqui. Mesmo que eu não tenha nenhum apego especial com o tema (eu gosto de séries com demônios e coisas sobrenaturais, e raramente romances se encaixam bem nesse tipo de narrativa), é muito bom ter aquele casalzinho que faz a gente sentir o coração aquecer e que a gente torce pra ficar junto e ser feliz pra sempre, e chora horrores quando alguma coisa dá errado. Muita coisa dá errado em “Grey’s Anatomy”, é verdade (eu não teria tanto motivo pra chorar se não desse), mas é verdade também que muita coisa bacana acontece, e não é porque os casais não foram felizes pra sempre, literalmente, que significa que eles não tenham sido felizes por um tempo, da mesma forma que não é porque a história deles terminou de forma trágica – o que é mais provável de acontecer, risos eternos – que não foi bom enquanto durou. Eu mesma já entrei nesse bote sabendo de muita gente que morria e de muita gente que ia embora, e isso nunca me impediu de me divertir um bocado assistindo todos os dramas da vida dessas pessoas. Sei lá, não é porque eu sei como a história termina que eu não posso curtir a jornada, sabem?

Com isso em mente, preciso dizer que alguns dias atrás comecei a quinta temporada da série – que a essa altura já é uma das minhas favoritas – e desde então tenho andando completamente obcecada por um casal específico, ao ponto de passar tempo demais pensando nos dois, de ouvir a música que serve de trilha sonora pra uma das minhas cenas favoritas em looping, de sentir meu estômago dar cambalhotas horrorosas e ter crises bizarras de riso toda vez que vejo os dois na tela: Cristina Yang e Owen Hunt.

Pra quem não assiste a série e nunca ouviu falar nos dois personagens, aqui vai uma pequena contextualização: Cristina Yang é a melhor amiga de Meredith Grey, protagonista da série, o que também a torna uma das personagens de maior destaque, mas ela é também (e principalmente) uma das médicas mais brilhantes que o Seattle Grace Hospital (ainda não cheguei na parte que ele troca de novo, shiu!) já viu. Ela é inteligentíssima, determinada, perfeccionista e muito firme em suas opiniões, mas também é muito pragmática, o que muitas vezes faz com que ela seja tratada como uma pessoa fria e sem coração, coisa que ela definitivamente não é. Cristina tem dislexia, perdeu o pai quando ainda era criança e foi por isso, inclusive, que ela decidiu se tornar médica, e sempre ajuda aqueles que precisam, mesmo contra a sua vontade.

Já Owen Hunt é um cirurgião traumatologista que serviu no Iraque antes de trabalhar no Seatle Grace. Ele aparece no primeiro episódio da quinta temporada, quando acompanha um cara aleatório na ambulância para o hospital e imediatamente fica famoso porque fez uma traqueostomia com uma caneta (!) no cara para salva-lo. Ainda nesse episódio, ele acaba ajudando Cristina, que sofre um acidente com um pedaço de gelo desses pontudos (?), que acaba furando a barriga dela. Os dois acabam se beijando ao final do episódio, mas essa parece uma participação aleatória, porque, quando recebe uma proposta para trabalhar no Seatle Grace, ele recusa. Mais tarde, no entanto, Hunt é dispensado do exército e acaba aceitando a oferta.

O negócio é que Owen é um cara muito mais estranho do que a gente imagina pelo primeiro episódio. Ele faz umas escolhas super equivocadas, usa uns métodos de ensino que são muito, muito, MUITO errados (pensem nos porquinhos, pensem nos porquinhos) e trata as pessoas com uma grosseria muitas vezes desnecessária – inclusive a Yang. Ele também é o cara que terminou um fucking noivado por e-mail e que não teve coragem de contar pra própria mãe que tinha voltado do Iraque (essa parte eu entendi, mas ainda assim). No entanto, aos poucos a gente descobre que ele até que é um cara de bom coração, mas que possui inúmeros problemas, sendo o estresse pós-traumático um deles.

Seria de pensar, então, que um relacionamento desses jamais daria certo e que seria muito melhor eu parar de procurar chifre em cabeça de cavalo e não shippar com tanta força um casal tão errado, mas a verdade é que eu sempre gostei muito de casais problemáticos (tudo com limites, é claro) e a série consegue trabalhar tão bem todas as nuances dos dois que é impossível não torcer para que eles consigam ficar juntos de verdade em algum momento. No ponto em que cheguei, por exemplo, Cristina decide terminar com Owen justamente porque, depois de um episódio específico (e bem horrível), ela descobre que não é capaz de lidar com um problema tão pesado, uma decisão que qualquer pessoa seria capaz de entender, certo?

Só que, ao mesmo tempo, não deixo de ficar triste e querer ainda com mais força que os dois fiquem juntos e superem os problemas e consigam viver um relacionamento saudável em algum momento – e não ajuda nada que os atores que dão vida aos dois tenham uma química tão boa. Eu lembro do primeiro beijo dos dois, lembro do segundo beijo dos dois (meu preferido até agora!), lembro deles juntos curtindo um vento nas pernas (entendedores entenderão, né?), do primeiro encontro, da conversa na escada, das mãozinhas se tocando de leve enquanto os dois andam pelos corredores do hospital, e eu vos pergunto: COMO LIDAR? Sei que muita água ainda vai rolar embaixo dessa ponte e já fui avisada que devo me preparar para fortes emoções, mas no momento só consigo torcer demais pra que eles continuem sendo bem lindos juntos por aí.

tumblr_n64at7YLBs1rm8earo1_500

Os sentimentos, definitivamente, são os únicos fatos.

VIDA DE FANGIRL

Won’t you stay ’til de AM?

Ou: O post mais sem limites da história deste blog. 

Depois dos acontecimentos perturbadores da última semana, voltamos à nossa programação normal com o lançamento que promete, senão abalar a estrutura de toda a internet, pelo menos abalar a vida (e coração) da blogueira que vos escreve. Falo, claro, do novo álbum do One Direction, “Made In The AM”, talvez a única coisa boa que rolou nesse 13 de novembro pavoroso.

rs_600x600-150922095104-600-one-direction-album-cover.092215.jm

Para o leitor que não está familiarizado com meu refinadíssimo gosto musical e não fazia ideia do meu amor pela boyband, uma pequena história: eu odiava o One Direction até descobrir que o One Direction era, na verdade, muito legal. O responsável por essa mudança de paradigmas foi Guilherme, meu amado namorado, que um belo dia resolveu dançar a elaboradíssima coreografia de “What Makes You Beautiful” no Just Dance com os amigos, numa das cenas mais divertidas que já vi na vida, e que imediatamente transformou meu nariz torcido e meu coração gelado num amor quase incondicional. Como disse uma vez, o One Direction me mostrou que pagar a língua pode ser maravilhoso e que ser chato não está com nada, que bom mesmo é ser ridículo e se divertir horrores com isso – ainda bem.

harry-styles

Estabelecido meu ponto, preciso dizer que temi o lançamento. Era o primeiro sem Zayn, até então meu membro favorito, o qual quis casar em Vegas, viajar pelo mundo e dividir uma ou duas tatuagens de significado misterioso, sem contar a história do hiato que até agora não entendi muito bem #humanas. Só que conversando com uma amiga da faculdade, chegamos à conclusão que nada disso faz muita diferença. Quer dizer, são muitas questões (esse hiato terá fim? ainda veremos esses rapazes juntos novamente? será Harry Styles o Justin da nova geração? estaria Harry sofrendo?), sdds Zayn, etc e tal (será que ele anda mesmo chorando horrores desde o lançamento? será que ele se arrependeu, afinal de contas?), e ninguém quer morrer sem ter a chance de ouvir “Perfect” ao vivo, mas se tudo der errado, a gente ainda pode contar com a certeza de, num futuro não muito distante, ter a chance de vê-los de novo dividindo um palco e fazendo a cabeça de todas nós, mais ou menos como os Backstreet Boys um tempo atrás. Desde já, vamos cuidar bem dos nossos rins e fazer uma poupança básica, só pra garantir.

onedirection

Passei o fim de semana imersa no álbum, dançando sozinha pelo quarto, e agora venho aqui deixar minhas impressões. Já adianto que não amei todas as músicas e fiquei cheia de ressalvas no início (qual é a verdade desses álbuns deluxe? por que as melhores músicas ficam pro final? pior: por que as melhores músicas são sempre o brinde?), mas como nessa casa não trabalhamos a razão, o que importa é o amor e a certeza de que os feelings continuam sendo the only facts.

1. HEY ANGEL: Não sei se já tenho uma opinião 100% formada. Odiei da primeira vez que ouvi, achei indiferente da segunda e talvez tenha curtido bastante a partir da terceira, mas ainda me incomoda um pouco essa batida esquisita que parece mais agitada do que a música é de fato, me sinto ligeiramente enganada, já querendo pular loucamente e só consigo ficar no dois pra lá dois pra cá, não sei. A letra é bonitinha, então tudo bem, né?

2. DRAG ME DOWN: AGORA SIM!!1!11 Confesso que rolou todo um estranhamento e uma má vontade básica quando assisti o clipe pela primeira vez que só posso traduzir como minha mente se recusando a encarar a verdade e um One Direction sem Zayn. Passada a revolta, no entanto, amei demais a música e acho que é uma das minhas favoritas. Como as rádios são incrivelmente atrasadas (o clipe foi lançado em agosto, mas só agora a música parece ter pegado de vez), solto fogos de artifício sempre que ela toca e posso curtir no carro, já que meu rádio é pré-histórico e não sei quando vou ter grana pra comprar o álbum físico (Natal aí, fica a dica). Rola toda uma coreografia ridícula que é puro amor e sedução e uma encarnação de personagens que olha, recomendo bem.

3. PERFECT: É a música pra Taylor Swift, né? Ou seja: não tenho estruturas. Posterguei enquanto pude, mas não teve jeito: foi amor. Incrivelmente, nunca fui das maiores fãs do relacionamento Taylor+Harry (qual o ship? Tarry? Haylor? me informem pra eu atualizar), mas adoro como a história dos dois rende demais até hoje e, principalmente, rende músicas maravilhosas. Depois do 1989, acho que “Perfect” é um complemento à altura, e me deixou até com o coração meio doído, tipo nossa, o que vocês estão fazendo separados? Tipo, o que mais precisa acontecer pra vocês ficarem juntos de novo?

tumblr_nwwwcdcraH1qcjsygo1_1280

sdds

4. INFINITY: Me lembra demais uma outra música, alguém sabe qual é? Enfim, baladinha bonitinha, letrinha sofrida, how many nights does it take to count the stars? that’s the time it would take to fix my heart etc e tal, aposto que ainda vai virar legenda de muita selfie por aí.

5. END OF THE DAY: Odiei com força. Tirando o ótimo refrão e a quebra de ritmo que ela tem que é realmente legal, ela me lembra muito essas músicas bem genéricas que a gente cansa de ouvir na rádio todo dia. Migos, amo vocês, mas melhorem.

tumblr_ndyi59cihd1rq7dpno3_500

6. IF I COULD FLY: Amei o título, é bem o tipo de coisa brega que eu adoro. Também me lembra muito uma outra música que andei ouvindo por aí, o que deixa a questão: onde anda a criatividade desse povo? Sei lá, me irrita um pouco falar isso sobre praticamente todas as músicas, mas acho que é bem o que acontece quando alguém se propõe a lançar um álbum novo por ano. Sei lá, migos, vamos relaxar. Mesmo assim gostei muito, achei fofa, brega de fazer dó (o que significa que chorei horrores, lógico) e tudo de maravilhoso que a gente podia esperar.

7. LONG WAY DOWN: Não sei não. Me lembrou demais o tipo de música que o Ed Sheeran cantaria e vocês sabem que eu não sou a maior fã do ruivinho (tirando “I See Fire”, odeio todas as músicas sem dó), então não sei. É bem brega também, mas não sei se de um jeito bom.

8. NEVER ENOUGH: AMEI DEMAIS!1!11!!1 Popzinho gostoso, bem chiclete, fica na cabeça por dias, uma maravilha. Dá bem vontade de sair dançando por aí, sem medo (ou vergonha) de ser feliz, afinal só se é jovem uma vez e a gente tem mais que aproveitar. Vibe maravilhosa, bem a cara deles. Wanna stay up and party the weekend away and not know when to quit, wanna drive in the night ’till the end of the earth and go over the edge. I rest my case.

tumblr_nh73k87fNL1soxc1ro1_500

9. OLIVIA: Logo que bati o olho pensei que finalmente teria um motivo relevante pra batizar uma filha de Olívia, afinal, que presente melhor pra se dar pra um filho senão uma música feita pelo Harry Styles? Não sei se a expectativa era muito alta, mas curti bem menos do que gostaria. Achei fofa, mas meio enjoada, e a parte antes do refrão me incomodou demais, não conseguia parar de lembrar de uma outra música (!), que dessa vez eu sei qual é: The Wire, das HAIM.

10. WHAT A FEELING: Outra que não curti muito, mas paciência. Sei lá, achei bem genérica e sem graça, mas pode ser que daqui um tempo eu pague minha língua. Não é como se isso não acontecesse sempre, risos.

11. LOVE YOU GOODBYE: Cafona demais até pra mim, não dá.

tumblr_m83ucrfTV31qijwqeo1_500

total

12. I WANT TO WRITE YOU A SONG: Não consigo lidar com o combo violão+melodia e letra amorzinho, logo amei demais. Fiquei ouvindo em looping esses dias e acho que amo mais cada vez que ouço, é maravilhoso. Ela me lembrou demais o estilo do Plain White T’s, uma banda que eu adoro e é cheia dessas músicas fofinhas, e só me incomoda mesmo que o nome é quase o mesmo de uma música dessa mesma banda. No mais, virou favorita e já estou sonhando com qualquer um deles tocando violão e cantando essa música pra mim. Quem nunca?

tumblr_nl6j6wD8GM1satub6o1_500

invejando horrores o pobre do macaquinho, a que ponto chegamos, etc (mas quem nunca, né?)

13. HISTORY: Gente, que música maravilhosa. Ela é total não a minha vibe, mas sei lá, quem consegue resistir? Acho que ela é a última música da versão normal (?) do álbum, e acho ótimo que termine assim mesmo, com essa vibe delícia, toda palminhas, vamos rolar numa grama de mãos dadas, etc e tal. Imagina só rolar na grama de mãos dadas com os caras do One Direction? MEU. DEUS.

tumblr_inline_npabbaObLy1tv2fhp_500

14. TEMPORARY FIX: Sinto muito por quem não vai comprar a versão deluxe (mas entendo, porque 50 dilmas num cd não está fácil pra ninguém), porque sério, real oficial, essa música é maravilhosa. Tipo MUITO. Tipo DEMAIS. Tipo, quem em sã consciência consegue lidar com esses caras dizendo que vão ser seu temporary fix? Tipo, não dá. Ainda bem que existe o Spotify. Mais uma favorita, aliás.

tumblr_nsfnl4z4G61ucffdio1_500

olar

15. WALKING IN THE WIND: Mantém a vibe gostosa, vamos rolar na grama, vamos ser uns dentes-de-leão ao vento e tal, mas é bem qualquer coisa, né? Bonitinha, gostosinha de ouvir, mas é só isso mesmo.

16. WOLVES: Desculpa, mas não.

17. A.M: Acho um abuso que essa música seja faixa bônus, tipo “New Romantics” ser bônus no 1989 porque elas são TÃO maravilhosas e TÃO fundamentais. Tipo, qual a verdade de vocês que inventaram essa ordem? No fundo, acho que faz todo o sentido do mundo que o álbum termine com ela, mas é uma pena que eu precise ouvir uma versão ~deluxe~ pra descobrir isso, sabe? Enfim, foi de longe minha música favorita e sei lá, não sei dizer nada além disso porque feelings, queridos leitores, are the only facts. Termino com os braços pra cima, indo pra lá e pra cá, talvez uma lagriminha escorrendo e esse tipo de cena brega e bem a minha cara. Feels like this could be forever tonight, prayed that these clocks forget about time, there could be a World War 3 goin’ on outside, you and me were raised in the same part of town. Got these scars on the same ground. Remember how we used to kick around just wasting time?

tumblr_mtorwgzd2N1sy0xkdo1_500

Meu Deus, esse álbum é bom demais.