MEMES

CHARACTER DEVELOPMENT

Eu tenho essa pasta secreta no Pinterest chamada “character development” que nada mais é do que um amontoado de perguntas que funcionam, vejam só que coisa, para ajudar no desenvolvimento de personagens. Eu já não escrevo ficção faz algum tempo, mas sempre gosto de guardar essas coisas porque nunca se sabe quando vai precisar. Como não tive tempo de escrever algo decente hoje e vocês aparentemente gostaram do último post, achei que seria legal responder algumas dessas perguntas. Sigam-me os bons.

1. Qual foi a última vez que você tentou fazer algo novo?
Não faço a menor ideia.

2. Com quem você costuma se comparar?
Depende muito. No aspecto físico, eu sempre estou me comparando com pessoas famosas – acho que tenho o corpo parecido com o daquela atriz, acho que meu corte de cabelo está igual ao daquela cantora, acho que meu sorriso é igual o daquela dançarina, esse tipo de coisa. De resto, costumo me comparar com pessoas mais próximas, especialmente quando o assunto é o que eu estou fazendo com a minha belíssima vida. Sempre um ótimo incentivo para crises de ansiedade, porque a grama do vizinho aparentemente é sempre mais verde que a nossa, recomendo bem.

3. Qual a coisa mais sensível que você já ouviu alguém dizer?
Difícil lembrar agora, mas provavelmente algo que a Yuu me disse esse ano. De todas as pessoas que 2016 colocou na minha vida, ela sem dúvida foi uma das mais especiais e importantes, que segurou minha mão nos momentos mais difíceis, me confortou quando eu precisei de colo e me disse coisas maravilhosas e absurdamente sensíveis sempre que necessário.

4. O que mais te empolga sobre a vida?
Conhecer pessoas e lugares, acho. Especialmente pessoas.

5. Qual lição você aprendeu do jeito mais difícil?
Não uma, mas duas. A primeira que se eu pensar duas vezes antes de dizer alguma coisa, é melhor não dizer nada. Eu definitivamente não tenho controle de como as pessoas vão interpretar as coisas que eu digo, muito menos do que elas vão fazer com aquela informação, então prevenir continua sendo melhor do que remediar. A segunda que as pessoas não vão ficar na minha vida pra sempre e que a morte não é a única forma de levá-las embora, ainda que seja a mais triste delas.

6. O que você desejaria ter feito com mais frequência cinco anos atrás?
Cês me perdoem, mas 2011 foi o ano mais x da minha vida e eu não faço a menor ideia do que estava fazendo naquele tempo, quanto mais o que eu gostaria de ter feito mais, risos.

7. Vocês faz muitas perguntas ou tenta resolver com o que já sabe?
Tento resolver com o que já sei, independente da situação. Eu tenho uma dificuldade insana em pedir ajuda, coisa que muito tempo eu tratei como timidez, mas que hoje acho que é mais o medo de ser (ou parecer) vulnerável mesmo.

8. O que você ama e o que está fazendo a respeito?
Fiquei na dúvida com essa pergunta porque eu amo minha família, meu namorado, meus bichos e meus amigos e não faço a menor ideia do que deveria estar fazendo a respeito, risos. Mas num sentido mais ~profissional~, eu amo cinema, amo escrever e tenho tentado unir as duas coisas como posso. Escrevo para o Valkirias desde maio – que foi quando eu e as meninas criamos o site -, mas também vivo em busca de outros lugares para poder escrever. O conteúdo de lá tem um viés muito específico e, embora eu ame profundamente o nosso trabalho, gosto de poder me aventurar em propostas diferentes também. Além disso, vira e mexe me inscrevo para seleções de estágio e por mais que nada tenha dado certo até agora, uma hora vai, risos.

9. Existe algo que você acredita e a maioria das pessoas não?
Vida extraterrestre? RISOS. A maior parte da minha família e das pessoas com quem eu convivo possui um posicionamento político muito diferente do meu. Eles também tem uma visão bem distorcida sobre feminismo, questões de gênero, meritocracia e assuntos leves desse tipo, risos eternos.

10. O que você é capaz de fazer hoje que não era um ano atrás?
Beber café. Definitivamente acontecem coisas.

11. Você acha que chorar é um sinal de força ou de fraqueza?
De força, totalmente.

12. O que você faria diferente se soubesse que ninguém ia julgar você?
Acho que daria minha opinião com mais frequência. Eu tenho absoluto pavor de ser julgada e como sei que minhas opiniões nem sempre são aceitas com facilidade, prefiro me poupar da dor de cabeça do que ficar discutindo com gente que claramente não tem o menor interesse em ouvir uma opinião contrária. Sad but true.

13. Você celebra suas conquistas?
Nem sempre dá, mas na medida do possível tento encontrar formas de celebrar cada nova conquista, mesmo as que parecem pequenas. Que seja com um bolo de chocolate, um pedaço de pizza, um episódio de série quando eu deveria estar trabalhando ou estudando, uma hidratação no cabelo, sei lá.

14. Qual a diferença entre viver e existir?
Algum dia eu ainda vou responder essa pergunta de um jeito apropriado, porque acho que uma resposta pra ela exige mais do que meu cansaço me permite desenvolver agora. De um jeito curto – e tosco, porém honesto -, acho que viver é de fato vivenciar as experiências que surgem no nosso caminho, não necessariamente de um jeito radical, mas saber que aquilo está acontecendo e sei lá, viver aquilo o mais honestamente possível. Existir, por sua vez, é simplesmente ligar o modo automático e deixar que a vida passe como um filme na sua frente, mas sem de fato fazer parte daquilo.

15. Se não agora, quando?
Nunca.

16. Você fez algo recentemente que vale ser lembrado?
Fui no show do Guns (e prometo que em algum momento ainda vou escrever sobre isso, mas bear with me), vi JG correr uma maratoninha, comecei a terapia. Acho que só.

17. Com o que a alegria se parece hoje pra você?
Me sentir plena com minha vida pessoal, profissional e sendo quem eu verdadeiramente sou. Ter pessoas que me amam ao meu redor, em emprego bacana que pague as contas, esse tipo de coisa.

18. É possível mentir sem dizer uma palavra?
Com certeza.

19. Se você tivesse um amigo que falasse com você da mesma forma que você às vezes conversa consigo mesmo, quanto tempo demoraria para você permitir que essa pessoa se torne sua amiga?
Ué, mas já não era meu amigo?

20. O que te faz perder a hora?
Ficar no computador ou no celular de modo geral.

21. Se você tivesse que ensinar algo para alguém, o que ensinaria?
Não faço a menor ideia. A única coisa que eu ensinei até hoje foi inglês e mesmo assim o meu não é dos melhores. Então não sei, de verdade.

22. Do que você se arrependeria mais: não ser ou não ter? 
Não ser.

23. Você está segurando em algo que precisa deixar ir?
Sim, infelizmente.

24. Em 80 anos, o que vai ser mais importante pra você?
Preciso ter 80 anos para saber, risos.

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1 Comment

  • Reply Michelle 14 de dezembro de 2016 at 5:11 PM

    Miga, eu tô aqui de novo! Aliás, tô lendo todos os posts atrasados e vou comentar hehe

    Primeiramente, adorei as perguntas! Funcionam como um ótimo exercício de reflexão na linha do ~autoconhecimento~
    Essa coisa de se comparar com outras pessoas é muito perniciosa, né? Sempre me digo para não fazer isso, mas tô sempre fazendo e, ai, é terrível. A gente sempre acha que os outros são melhores que a gente, tão vivendo mais, mas a real é que eles também tem problemas e devem olhar para nós e achar que a gente é que tem a vida perfeita e etc.
    Prevenir é melhor que remediar! Sempre. Também sou adepta dessa ~filosofia de vida~
    Amiga, me identifiquei muito com a sua dificuldade em pedir ajuda. Sou igual e quero muito começar a trabalhar isso, porque odeio me sentir vulnerável, mas a verdade é que tem horas que a gente precisa fazer isso, né? Não sei se você leu o livro da Amanda Palmer (tenho a sensação de que todos já leram e pelos papos no grupo Cilada, acho que você disse que leu, mas eu tô realmente confusa), mas ela fala justamente sobre isso. Sobre se permitir ser vulnerável, sobre aprender a pedir e sobre aceitar ajuda. Força, miga. Vamos conseguir.
    Vida extraterrestre existe sim! Certeza que existe! Olha, essa coisa de termos uma visão diferente da dos nossos familiares sobre alguns assuntos é muito complicada, principalmente em reuniões familiares. Não sei você, mas eu faço um exercício absurdo de autocontrole para não sair brigando porque, convenhamos, a chance de conseguir fazer alguém mudar de ideia é quase nula. Felizmente, minha família imediata (pai e mãe) é muito aberta ao diálogo e gosto de pensar que tentam se desconstruir.
    Por favor, escreva sobre o show do Guns! Fui num show deles em 2010 e, sério, quero reviver a emoção com o seu texto <3
    Café também se tornou uma realidade por aqui. E sim, também prefiro ser do que ter!
    Sharon, perdoe o comentário quilométrico, mas eu adorei ler as suas respostas :)
    Beijos <3

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