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DIÁRIO DA SEMANA #2: UMA SEMANA RUIM

Todo mundo tem dias – às vezes semanas, meses, anos; enfim, vocês entenderam – ruins. Eles podem chegar de forma inesperada e, sem pedir licença, começam a fazer estrago. Você acorda se sentindo meio estranha, mas sem saber exatamente o por quê, até que de repente, e não mais que de repente, entende: um dia ruim. Simples assim. Outras vezes, esses dias simplesmente se acomodam no meio de toda a desgraça possível, como uma consequência inevitável e insuportável, que chega de mala e cuia sem nem pedir desculpas por estar ali. Dias ruins são sempre muito mal educados e inconvenientes, como parentes distantes que não cansam de fazer perguntas mal educadas e igualmente inconvenientes sobre o futuro, os namorados e casamentos que jamais irão acontecer; mas assim como parentes, eles também têm data e hora certa para irem embora – a única diferença é que nós nunca sabemos exatamente quando isso vai acontecer.

Eu tive uma semana bastante ruim, do tipo que não acontecia desde maio ou abril, quando literalmente precisei de toda a ajuda possível para ser salva de mim mesma. Olhando agora, esses dias parecem ironicamente distantes, mas eu ainda lembro como era ter tanto pra fazer quando eu sequer conseguia levantar da cama de manhã. Era o auge do semestre, as coisas não podiam estar piores em casa e eu não tinha a menor ideia do que fazer com a minha vida. As coisas não estão tão horríveis agora, mas não foi preciso muito esforço para que o pouco controle que eu tinha adquirido nas férias fosse perdido novamente. E eu me sentisse perdida de novo. Era só um dia ruim, que de repente se transformou em uma semana inteira, e daí eu estava jogando a toalha, me enfiando embaixo das cobertas ao meio-dia, decidida a cancelar meu dia porque eu não ia mesmo conseguir escrever aquele texto a tempo, não ia mesmo terminar aquela crítica, aquela resenha, aquele formulário do edital, eu não ia postar aquela papelada nos Correios; forçar a barra não ia ajudar em absolutamente nada.

Minha rotina é bastante confusa para a maioria das pessoas, o que não ajuda em nada quando tento justificar por que diabos estou arrancando a calcinha pela cabeça de novo. A maior parte do meu tempo é gasto na frente do computador, que é onde escrevo, preencho formulários e planilhas, converso com pessoas, faço reuniões, leio, assisto e tenho acesso à maior parte do material que preciso para escrever, e mesmo o tempo que passo fora de casa, tendo aulas ou resolvendo coisas na rua, tem se tornado cada vez menor. Para quem me vê sentada no meu quarto, com fone de ouvido, de frente para o computador, aquilo se parece bem pouco com o que nos ensinaram sobre o conceito de trabalho – que em qualquer outra circunstância, significa passar várias horas fora de casa, bater ponto cinco vezes por semana em um horário fixo e receber um salário “x” no fim do mês. O fato de todos os meus trabalhos convencionais terem sido realizados por longas horas na frente de um computador que não era meu não altera absolutamente nada nesse cenário: o importante é não estar em casa, não o fato de você encarar ambas as situações como um compromisso real oficial, que possui prazos que precisam ser respeitados e obrigações com as quais você precisa arcar.

O fato de estar em uma semana ruim torna tudo ainda pior, porque não adianta ter todos os prazos colados num mural bem na sua frente, tampouco uma lista de tarefas para cada dia anotada em um caderno que praticamente é uma extensão de você mesma. Você não vai conseguir fazer nada; ou vai fazer muito pouco, o que é tão ruim quanto. Eu entendo a noção de compromisso, eu entendo minhas obrigações e tento respeitá-las ao máximo, mesmo que às vezes isso signifique fazer hora extra, mas às vezes é preciso reconhecer a derrota e, oh boy, essa semana foi uma derrota.

A começar pelas minhas aulas, que começaram do pior jeito possível: não começando de jeito nenhum. Estou naquele período conhecido na Universidade de Brasília – em especial, pelas pessoas do Audiovisual – como o Bloco, um bloco (dã) de disciplinas práticas que incluem, entre outras coisas, disciplinas como direção, produção, fotografia e edição; em sua, o que a gente vai fazer quando sair dali com um diploma na mão; ao menos, em tese. Semestre passado, peguei a primeira rodada do Bloco (batizada de Bloco I), matérias essencialmente práticas, mas que ainda exigiam presença como uma disciplina teórica qualquer. É uma realidade completamente diferente do Bloco II, que é onde estou agora, onde no máximo temos reuniões esporádicas com os professores enquanto produzimos um curta-metragem por conta própria, que é o que temos que entregar no fim do semestre letivo. Aproveitei o horário mais flexível para pegar uma cadeira de Documentário às terças e quintas pela manhã, numa tentativa de manter uma rotina, mas como colocou uma colega numa conversa que tivemos antes do início das aulas, tanto tempo livre é um convite à vadiagem – tamanha vadiagem que sequer tivemos aula na segunda-feira, quiçá alguma informação sobre qualquer reunião. Além disso, a disciplina de Documentário, que seria minha âncora no meio de um semestre sem qualquer tipo de rotina, não tinha professor definido até o fechamento desta edição, o que significa a completa ausência de aulas até segunda ordem.

A última semana foi bastante instável e a falta de uma rotina e informações fizeram com que as coisas saíssem um pouco mais do controle dessa vez. Passei a maior parte da segunda-feira em casa, coçando meu saco imaginário, esperando uma resposta, uma mensagem, qualquer coisa que me tirasse daquele limbo escuro de desorganização, mas conseguindo vários nadas. Tentei adiantar alguma coisa, qualquer coisa, numa tentativa de matar o tempo e excluir alguma tarefa da minha lista, mas falhei miseravelmente em todas elas. Minha crítica continua interminável, assim como a resenha que ainda nem comecei, e não confirmo nem nego que a essa altura, meu único desejo era matar o Selton Mello e a Clare Vanderpool com minhas próprias mãos por fazerem trabalhos tão incríveis e tão, tão bons. Eu estou completamente apaixonada e é uma verdade universalmente conhecida que é muito mais difícil falar sobre aquilo que a gente ama do que sobre aquilo que odeia. Era certo que nenhum coelho sairia daquele mato – pelo menos, não nesse cenário de estresse e frustração -, de modo que fui até os Correios buscar um pequeno envelope que me aguardava na agência desde a semana anterior, mas que só na segunda-feira tive tempo para, de fato, buscá-lo. O envelope em questão era o convite do casamento da minha amiga Dedê, essa pessoa que nunca nem vi ao vivo e já amo profundamente, de um jeito totalmente inexplicável e especial. A gente se ama, simples assim. Abrir o convite foi como receber uma enxurrada de sentimentos e amor. Eu chorei de um jeito inesperado, mas não surpreendente, porque me senti muito sortuda e especial por fazer parte desse momento, e mal posso esperar para estar ali, celebrando esse momento. A gente vai casar (de novo!), dá pra acreditar?

Na volta, eu, minha mãe, minha vó e JG passamos no comércio perto de casa para comprar algumas coisas; minha avó precisava de um chuveiro novo, minha mãe de algum remédio, e eu e JG ficamos vendo pincéis da loja de tintas. Ele, que sonha em ser pintor, ficou completamente obcecado, e só topou sair de lá bem mais tarde, com alguma resistência. Minha avó nos ofereceu açaí na sequência, o que JG prontamente aceitou. Dividimos um pequeno potinho, mas foi suficiente para matar a vontade de algo gelado e doce no calor da tarde. Terminamos em casa, sentados juntos no sofá, como sempre fazemos, e antes que o açaí chegasse ao fim, JG se aconchegou no meu colo e pegou no sono. À noite, decidi que merecia uma pizza, porque pizza fixes everything. Não deu certo, mas valeu a tentativa.

Na terça, acordei com a garganta doendo, o que me pareceu um sinal de que talvez eu devesse me obrigar a parar um pouquinho e prestar atenção no que estava acontecendo com minha mente, o que estava me deixando tão ansiosa e triste, e como isso afetava meu corpo. Aproveitei que não teria aula e passei a manhã inteira deitada na cama de roupão até pegar no sono de novo. Às vezes, é realmente preciso forçar a barra para que as coisas aconteçam, para que o corpo não se entregue de vez a uma mente que implora de joelhos que você fique mais um pouco na cama, que você deixe de escrever aquele texto, que faltar um dia não vai te reprovar, até que você deixa toda a sua vida de lado e não faz a menor ideia de como isso aconteceu. Eu já vi isso acontecer com pessoas próximas, eu sei o que a depressão é capaz de fazer com uma pessoa, e sendo desde sempre a pessoa que se cobra demais e que sonha tão alto, me permitir parar por um dia ou dois é quase como brincar com fogo; eventualmente, alguém irá se queimar. Mas parar também é necessário. Não dá pra lidar com uma vida que já saiu há tanto tempo dos trilhos que já criou raízes em todo lugar, menos onde deveria; mas isso só acontece quando a gente não se permite respirar, quando tenta acelerar demais, quando deixa de respeitar o ritmo natural da vida. A Isa Sinay escreveu algum tempo atrás, em uma newsletter, algo com o qual me identifico profundamente – embora não seja judia, tampouco criada para receber prêmios nobéis – e eu sempre retorno a esse texto quando preciso lembrar que é preciso ser gentil comigo mesma e interromper esse fluxo de atividades, cobranças e prazos infinitos.

“Eu sou muito dura comigo mesma. Terrivelmente. Eu chego ao ponto de ser cruel. Culpem meu signo, minha profissão, minha mãe, aquilo que o Jonathan Safran Foer chamou de “criar crianças judias para serem prêmios nobéis” ou tudo isso junto. Mas a verdade é que eu me cobro não só com uma expectativa imensa, mas com uma violência furiosa. (…) Então a ideia de me cobrir com uma camada de amor, embora bem menos simples do que pareça na prática, foi quase iluminadora. Não que eu tenha tido uma epifania e de repente, em uma aula de yoga, vou começar a fazer o que anos de análise não conseguiram conquistar. Eu ainda vou ser exigente e crítica e cruel comigo mesma muitas vezes, mas o lembrete de que eu não precisava ser fez algo por mim. Eu posso cuidar de mim mesma e me circundar com um espaço gostoso e enfrentar o mundo por trás dessa camada. Para alguém como eu é um exercício no qual falharei muitas vezes, mas que tem funcionado nos últimos dias. Eu me permiti ser acolhida, pelos outros e por mim mesma.”

Eu volto a essa newsletter porque ela me lembra, de um jeito terrivelmente honesto, que por mais crítica e exigente que eu seja comigo mesma, por mais que eu me cobre o tempo inteiro para ser a filha perfeita, a aluna perfeita, a dona de site perfeita, a escritora perfeita, em níveis que jamais estiveram próximos de serem saudáveis, eu não preciso ser essa pessoa o tempo todo. Se me desvencilhar completamente dela é impossível, porque ainda é algo que me traz uma imensa satisfação na maior parte do tempo, é importante traçar linhas e entender quais são os meus limites, justamente para evitar que aquilo que é satisfatório e prazeroso, de repente se transforme num fardo grande demais para carregar. O mundo já é um lugar horrível demais, terrível demais para eu tornar as coisas ainda mais difíceis. Às vezes, a gente só precisa de um carinho, um episódio de uma série conforto, uma comida quentinha e gostosa, como um abraço por dentro. Na tarde daquela mesma terça-feira, tive uma reunião com alguns professores, que esclareceram como as coisas vão funcionar esse semestre, e foi um alívio imenso. Aproveitei para conversar com a diretora do filme que vou produzir e esboçarmos alguns planos, mas não era nada formal e assim que entrei no carro, esqueci tudo que havíamos conversado.

Quarta e quinta foram dias completamente aleatórios em que eu não fiz nada, absolutamente nada, além de passar o dia na frente da televisão ou do computador; e, ironicamente, foram os dois dias que me senti mais perdida e quando as coisas realmente começaram a descer ladeira abaixo. Eu tive crises de ansiedade, eu voltei a sentir meu braço doer, eu voltei a chorar de tanto estresse e precisar de toda a ajuda possível para me acalmar, e foi horrível, como sempre é. Aconteceram coisas, é claro, e naturalmente essas coisas se juntaram à outras, e outras e mais outras, transformando-as numa bola de neve tão grande que passou por cima de mim e me levou junto com elas; mas o mais importante é que tudo já estava ali, como um monstro à espreita, esperando o momento de dar o bote; como as quedas que a gente sabe que vai acontecer, mas nunca percebe o suficiente para evitar. Na sexta, aproveitei e conversei sobre tudo isso com minha psicóloga, e foi uma sessão bastante esclarecedora, embora não o suficiente para que eu largasse esse peso de imediato. Ainda não está tudo bem, mas vai ficar. Ainda na sexta, tive uma reunião com meu professor de roteiro, e foi incrível poder finalmente conversar com alguém e ter um feedback profissional e realista não só sobre meu projeto, mas como funciona o vasto universo dos editais voltados para o financiamento de obras audiovisuais. De vez em quando, tenho realmente a impressão de que fazer cinema no Brasil parece um troço cada vez mais impossível, sobretudo se você é jovem, muito jovem e não tem muita experiência ou uma produtora para bancar suas ambições e dar alguma segurança para quem investe em você. Segurança é o que o Estado quer quando investe em cultura; ele precisa ter a garantia de que aquele filme vai sair e que você não vai só usar o dinheiro pra beber cerveja e sumir do mapa depois. É por isso que pessoas como o Selton Mello (eu realmente estou brava com o Selton Mello, vocês me perdoem) ganham dinheiro do Estado para fazerem filmes e estudantes universitários não. E eu entendo, por mais triste e restrito que seja.

O bom disso tudo é que a gente sabe onde está amarrando o jegue, e que provavelmente não vai dar em nada, absolutamente nada, mas vai ser uma experiência interessante; fora que vamos ter um projeto pronto. Quando surgirem outras oportunidades, basta enviar de novo, de novo e de novo até o dia que nos aceitarem. O cinema, afinal de contas, também é feito de tempo e alguma paciência.

No sábado, fizemos uma festa surpresa pro meu primo Peu, que é surdo, e morou mais ou menos dois anos no Rio Grande do Sul antes de voltar para Brasília. É uma história complicada e não sou eu quem vou contá-la, mas no tempo que passou lá, ele sentiu muita falta dos amigos e da família, de modo que parecia uma excelente ideia surpreendê-lo esse ano. A única prova que eu tive é que minha família é muito amadora nessa coisa de fazer festas surpresas (pensem em luzes sendo apagadas em cima da hora, em um milhão de carros estacionados na frente da casa, num PULA-PULA – !!!!!!! – localizado bem na entrada; festas surpresas definitivamente não são o nosso forte), mas foi uma comemoração linda e especial, e por mais que eu não tenha me sentido muito bem o tempo inteiro, foi bom sair um pouco de casa, vestir uma roupa bonita e ouvir as pessoas dizerem que aquela era, de fato, uma roupa muito bonita, que eu estava especialmente bela naquela noite. Não saímos de lá muito tarde, mas ficamos o suficiente para nos divertirmos, e eu ainda voltei para casa carregando dois livros encontrados por acaso na biblioteca da minha tia, em edições tão velhas que quando estava saindo com eles debaixo do braço, minha prima Bia perguntou se agora eu andava carregando uma Bíblia por aí: A Montanha Mágica, do Thomas Mann; e Quando o Espiritual Domina, da Simone de Beauvoir. Comecei a leitura do segundo ainda na casa da minha tia e fui obrigada a abandonar porque realmente precisávamos ir embora.

Acordei hoje com a garganta realmente inflamada, embora tenha preferido fingir que não, muito obrigada. Acabei não conseguindo ver meu pai – em partes, porque estava doente e não tinha o menor ânimo de sair de casa, mas também porque não me sentiria confortável naquela situação. Um dos motivos que me deixaram ansiosa nessa última semana foi o fato de que, muito embora eu quisesse passar o dia dos pais ao lado do mai pai, não queria fazê-lo num ambiente que pra mim é tão pouco familiar, e só a perspectiva de estar cercada por pessoas que me amam, mas que não me conhecem muito bem, parecia um filme de terror. Me senti bem menos culpada por não ter ido do que imaginei, mas passei toda a tarde pensando no que teria acontecido se eu tivesse tido um pouquinho mais de força de vontade e realmente me esforçado para ir ao invés de acordar cedo e passar horas e horas olhando pro teto, só para depois me desculpar por ter perdido a hora. Com meu padrasto, por outro lado, foi um momento realmente importante, porque pela primeira vez fui capaz de dizer que era ele a minha figura paterna, e embora tenhamos sempre sabido disso, acho que é diferente quando falamos as coisas em voz alta. Mais tarde, Guilherme me chamou para almoçar na casa da vó dele, e embora uma parte de mim quisesse muito ir, preferi também não fazê-lo: se eu não estaria com meu pai, eu não estaria em lugar nenhum além da minha casa. Passei o resto do dia alternando entre o computador e cochilos clandestinos, até a noite, quando o novo episódio de Game of Thrones deu o dia oficialmente por encerrado.


MÚSICA DA SEMANA

Acho que a grande questão da minha vida no momento é: será que algum dia vou superar Melodrama? Eu realmente acredito que não. O que a Lorde fez com esse álbum é um troço de outro mundo e eu realmente espero que o encanto jamais se perca; que ele mude, mas não se perca jamais. “Green Light” foi o primeiro single do álbum, mas à época de seu lançamento eu estava completamente maluca (estar completamente maluca: cada vez mais um estado constante da minha pessoa), o que significa que só quando o hype da música, e principalmente do clipe, já haviam passado foi que eu finalmente descobri o quanto a música era maravilhosa e como o clipe construía toda a vibe do álbum, que é ambientado numa festa, como a própria Lorde – e todas as pessoas da internet – já disse um milhão de vezes. Além disso, embora “Perfect Places” seja um clipe mais complexo, acho que “Green Light” é mais bem sucedido, o que prova meu ponto de que nem só de grandes firulas são feitas boas produções audiovisuais.


LUKINHO DA SEMANA

Uma das coisas que mais gosto sobre essa seção é que ela me lembra o quanto eu gostei de moda algum tempo atrás e como um dia sonhei em trabalhar com isso. Essa não é mais uma ambição, sobretudo quando penso na selva que a indústria da moda é (não que a do cinema não seja, mas bear with me), mas gosto de brincar de vez em quando, fingir que entendo de alguma coisa e compartilhar aquilo que visto sem muita pretensão, que é exatamente o que tenho feito aqui. Dessa vez, sem as luzes do provador, o que dificulta bastante a visibilidade, mas paciência. Esse foi o lukinho que usei na festa do meu primo, o mesmo que todas as pessoas elogiaram, ainda que seja uma combinação bem simples de blusinha preta de frio, saia jeans, meia calça preta e oxfords. O calor voltou oficialmente à Brasília e a única coisa que tem confortado meu coração é o fato de que, a partir de agora, cada vez mais vou poder usar minhas saias; e eu estava morrendo de saudades delas.


O QUE ESCREVI ESSA SEMANA

• Na segunda, respondi o meme das 50 perguntas (48, na realidade), um oferecimento de menina Manu, que salvou minha vida e o BEDA mais uma vez.

• Na terça, fiz uma breve lista sobre alguns dos filmes que assisti nos últimos meses e compartilhei minha opinião geral sobre cada um deles.

• Na quarta aproveitei para falar sobre Downton Abbey, como sugestão da Michas, que também acabou salvando o dia. Não era um meme programado, mas me diverti um bocado enquanto respondia à perguntas sobre uma das minhas séries favoritas dos últimos tempos.

• Na quinta, escrevi sobre minha relação com a cidade natal da minha mãe e do meu avô, sobre acreditar no passado, enxergar histórias em todos os lugares, encontrar raízes e se sentir em casa.

• Na sexta, exausta e descabelada, respondi outro meme, porque não tinha a menor condição de fazer qualquer outra coisa. Dessa vez, fui inspirada pela Natália que, por sua vez, tirou as perguntas de uma tag do Buzzfeed.

• Já no sábado, escrevi uma pequena nota de agradecimento, inspirada pela newsletter Thank You Notes, que envia para sua caixa de entrada notas de agradecimento de várias pessoas ao redor do mundo.


O QUE ANDEI LENDO

• A Manu escreveu sobre suas aventuras no transporte público e ilustrou todo o texto com gifs da Violet Crawley, também conhecida como a melhor personagem que esse blog já viu.

• A Tati escreveu sobre se reconhecer escritora, um texto muito, muito lindo, que conversou muito comigo também.

• A Jazz, que escreve no Valkirias, mas também mantém um blog, escreveu sobre A Mulher Calada, livro cuja autora utiliza o mito Sylvia Plath para discutir os limites de uma biografia; quantas versões podem existir para uma mesma história?; em quem devemos acreditar, se é que devemos acreditar em alguém?; a escrita é movida por interesses particulares? Achei o texto muito esclarecedor e fiquei com bastante vontade de ler o livro, muito embora isso provavelmente demore a acontecer.

• A Manu também escreveu sobre Mary Crawley, e como eu jamais me canso de falar sobre Downton Abbey, não podia deixar de compartilhar um texto que existe justamente para defender uma das melhores personagens já vistas na televisão.

• Não é exatamente uma novidade que sou apaixonada pelos textos da Revista Cinética, e amo especialmente os da Andrea Ormond. Essa semana, ela escreveu sobre Pitanga, documentário sobre o Antônio Pitanga, dirigido pela sua filha, Camila Pitanga, atriz e pessoa maravilhosa que mora nos nossos corações. Ainda não assisti ao filme, mas o texto da Andrea é uma preciosidade, dessas que te convencem sem muito esforço.

Por fim, no Headcanons, saiu o texto da Sofia (que também escreve no Valkirias, nossa bolha é realmente maravilhosa) sobre Gossip Girl e o fato inegável de que todos aqueles personagens não são héteros nem aqui, nem na China.

(Por algum motivo, perdi a maior parte dos textos que salvei ao longo da semana para compartilhar, de modo que peço desculpas à Michas e à Mia, que foram as maiores prejudicadas nessa palha assada. Por favor, não deixem de prestigiá-las.)

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1 Comment

  • Reply Manu 11 de setembro de 2017 at 1:11 AM

    Amiga, eu to comentando esse post com uns 80 dias de atraso mas não posso deixar de registrar como você é maravilhosa pra escrever textos sobre as coisas mais simples do universo (A ROTINA DA SEMANA, SOCORRO – você é mágica, juro). Espero que, em todo esse tempo, essa zica horrorosa tenha passado e vc esteja se sentindo um bocadinho melhor. MANDO FORÇAS INFINITAS PRA ESSA ESTRADA PEDREGOSA DE SE TORNAR MOÇA DO CINEMA (oficialmente), AMIGA. <333

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