JOHN HUGHES NÃO DIRIGE MINHA VIDA

FLUXO DE CONSCIÊNCIA E OUTRAS INUTILIDADES

Inspirado nesse post aqui

1. Perdi completamente o filtro na hora de falar sobre minha cabeça desgraçada. Ninguém perguntou, mas estou falando mesmo assim. Meu nome é Ana Luíza, tenho 24 anos, tenho depressão, ansiedade, não sei lidar com lugares lotados, arranco meus cabelos nas horas vagas, mas juro que sou uma boa pessoa. Complicada, mas legal. Desgraçada demais, mas com bom coração.

2. Por que eu me importo tanto?

3. Thor: Ragnarok é um bom filme, mas a Marvel devia parar de tentar ser tão engraçada o tempo inteiro. E fazer cenas pós-créditos melhores. Eu odeio cenas pós-créditos. Quem inventou que era legal fazer cenas pós-créditos?

4. Não sei o que acontece com a minha cara quando alguém aponta uma câmera na minha direção. Não é possível que eu seja assim tão feia, não é isso que vejo quando me olho no espelho. Se bem que já me disseram que a gente se enxerga algumas vezes mais bonitos do que realmente somos. O que isso quer dizer? Talvez eu não seja bonita, afinal. Eu queria ser bonita. Queria acreditar quando as pessoas dizem que sou bonita. Só queria sair bonita em uma foto espontânea. Só isso.

5. É uma falta emocional ou técnica? As duas. Mais emocional ou mais técnica? Não sei.

6. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa. Ninguém se importa.

7. Odeio ficar sozinha. Será que alguém vai vir ficar comigo? Será que alguém vai sentir a minha falta e vai me procurar? Provavelmente não, mas seria legal se acontecesse. Mas não vai acontecer. Infelizmente. Eu deveria me importar tanto? Provavelmente não. Mas eu me importo. Não queria ficar sozinha. No escuro. Sozinha. Queria abraçar alguém. Precisava abraçar alguém. Mas está calor. Ninguém quer ser abraçado no calor. Eu quero. Qual o meu problema? Por que diabos eu preciso de carinho o tempo inteiro? Daqui a pouco alguém vai confundir carência com outra coisa. Que coisa? Eu gosto de abraçar meus amigos. Eu gosto de cuidar deles, gosto de dar beijo, carinho. Eu durmo de conchinha com minhas amigas. Gosto de me sentir segura, amada. Ninguém tem nada a ver com isso. Ou tem? Por que eu preciso tão desesperadamente ser amada? É patético, mas talvez eu seja patética. E é por isso que eu quero abraçar as pessoas no escuro, no calor; porque sou tão legal com todo mundo o tempo inteiro. Porque evito conflitos. Eu só quero aprovação. Amor. Pertencimento. Carinho. Patético.

8. Por que as pessoas continuam aqui? Por que elas não saem correndo? Elas deveriam sair correndo. Seria mais fácil, mais seguro – pra mim, pra todas elas. Não consigo sair correndo. Não confiem em mim. Não entrem na minha tempestade, não dancem nela. Era disso que a Lorde estava falando, não é? Por que diabos estou chorando de novo? Sempre foi assim. Quer dizer, não sempre, sempre, mas quase sempre. Dói, dói, dói. Por que tem que doer tanto? Merda, será que não podia ser um pouquinho mais fácil? Claro que não podia. A vida. A porra da vida. Eu só queria um yakissoba e um episódio de Gilmore Girls pra me consolar.

9. Escrever. Eu preciso voltar a escrever. E lavar roupas. Meu Deus, eu realmente preciso lavar minhas roupas.

10. Se eu estiver em um carro com os vidros abertos, mas não completamente abertos, e acontecer um acidente, é provável que esse vidro venha parar diretamente na minha bochecha. Quão aberto o vidro precisa estar para ser seguro que ele não venha parar no meio da minha cara se qualquer coisa acontecer?

11. Eu não sou o apêndice de ninguém. Eu tenho uma VIDAAAAAAAA. A porra de uma VIDAAAAAAAA. Não dependo de um homem pra ter a porra de uma vida. Eu também trabalho pra caralho. Porra, eu trabalho PRA CARALHO. Tenho todo o direito de estar cansada, ninguém pode me julgar por preferir passar o fim de semana em casa depois de uma semana escrota. Eu não preciso inventar uma desculpa pra isso, não preciso me justificar pra ninguém. Quem essa mulher pensa que é pra falar sobre mim dessa forma? E ODIAR PESSOAS? De onde ela tirou que eu odiaria pessoas? Eu mal tenho tempo pra lidar com as pessoas que amo, pra que caçar gente pra odiar? Eu não aguento mais.

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4 Comments

  • Reply Nathalia 28 de outubro de 2017 at 5:25 PM

    Maaano… chequei também o posto ao qual este aqui foi inspirado. EU ADOREI. Sei que é conturbado, cheio de coisas confusas, são apenas pensamentos. Acho que precisava muito fazer isso. Como faz? São literalmente os pensamentos do mês, bagunçados mesmo, ou tem tópicos e número de coisas a comentar?

  • Reply Ju 29 de outubro de 2017 at 12:04 AM

    Tô do seu ladinho, bb. Pode beijar, abraçar e dar amor! <3

    Amo você de volta.

  • Reply Marina Matos 30 de outubro de 2017 at 2:48 PM

    AMIGA!!!
    que importante esse texto.
    tô contigo em vários pontos.
    vários vários vários.

    precisamos nos abraçaaaaar!!!

    e tô querendo te dar um ensaio fotográfico de presente!!!!

  • Reply Maria 31 de outubro de 2017 at 2:03 PM

    Nas fotos, a gente sempre fica uma desgraça porque, pra passar no mundo 3D pro 2D (das fotos), perde-se MUITA informação. Tenta tirar uma foto da lua com câmera de celular. Tenta tirar uma foto massa sem passar por uma baita edição pra melhorar a luz depois. A fotografia é linda porque ela é produzida, não porque é real. De maneira alguma ela poderia representar a realidade. Relaxa que aquela coisa que você não reconhece na foto, de fato, não é você.

    É muito complicado ser tempestade e não querer machucar ninguém, nem a você mesma, nem aos outros. Não é fácil. Só a gente sabe o quão canalha a gente é, mas não fazemos nem ideia do quando poderíamos piorar dependendo da situação. Ser você mesmo é complicado, dá medo. Mas a gente não pode tomar as decisões pelos outros. Eles escolhem o que fazem da vida deles. Você pode não achar que eles deveriam ficar, porque você não confia em si mesma, mas quem escolhe ficar são eles, porque gostam de você. Porque se importam, sim. Porque confiam, porque acreditam que você é uma boa pessoa, mesmo quando há problemas. Mesmo durante crises.

    Por último, você realmente não deve nada a ninguém, nem explicações. A menos que paguem as suas contas, é claro. Não é fácil ligar o botãozinho F, mas é preciso, porque mais difícil ainda é ficar suportando as cacas dos outros. Pelo amor, né? Fica em casa. Trabalha quando tem que trabalhar, descansa quando sente vontade. Tem um jantar com a família da pessoa mais importante do mundo mas você só quer ficar em casa assistindo alguma coisa? “Pô, não vai dar, já tenho compromisso”. Pronto, não precisa de mais nada.

    Espero que você se sinta melhor.

    Beijinhos.

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