NOVELA MEXICANA

FUTEBOL, DE NOVO.

Fiz uma promessa pra mim mesma que consistia em não postar nada sobre futebol por tão cedo aqui no blog por motivos de: Copa is over and my heart is broken (risos). Porém, depois de um passeio meio fracassado no Zoológico que deixou marcas para toda posteridade (as rodas do meu carro que o digam), e um momento engordativo de puro sucesso (tá liberado casar com crepe francês?), ignorei o sono e a ligeira dor de cabeça, e fui ver o Gui jogar futebol.

Eu adoro ver ele jogar bola, o que contraria todos os meus discursos de que futebol é um saco e nada consegue ser mais entediante que assistir o Brasileirão. Mas da mesma forma que a Copa consegue me transformar numa torcedora assídua de quatro em quatro anos, ver meu namorado correr atrás de uma bola me transforma instantaneamente num projeto capenga da mais nova Bruna Marquezine do pedaço. E por mais sofrível que seja suportar o frio miserável que faz naquele ginásio, Deus sabe que eu seria incapaz de dizer não a um convite desses.

Só que a última quarta foi diferente. A começar pelo fato de que era o primeiro dia do campeonato que eles fazem de tempos em tempos, esse ano gentilmente batizado de Copa. Copa, gente, Copa! Meu coração faltou pular de tanta emoção! Quem não tem cão caça com gato e se não tem mais mozões aleatórios, pelo menos ainda tenho o meu, the one and only, mozão Guilherme. Mas não pensem que a zoeira acaba por aí, afinal estamos falando de Copa e não podemos falar dela sem, claro, falar das seleções. E qual não foi a surpresa ao me ver igual um pinto no lixo quando soube que a seleção do meu namorado era nada mais, nada menos que o Brasil. Assim, gente, só o Brasil. Me segurem que já quero fazer pompons.

Levei um livro só por garantia. Afinal não sou uma pessoa muito sociável, o que significa que raramente consigo engatar uma conversa com alguém que já não conheça de outros carnavais. E por mais que eu adore ver meu namorado jogar, tem horas que o feeling forever alone dá as caras e eu não tenho saída senão me entreter com o celular ou um livro qualquer enquanto espero sair o próximo gol.

Também não sou uma torcedora muito animada, que dá gritinhos histéricos cada vez que o time do namorado chega perto de fazer um gol (ou de levar um). Sou do tipo que torce em silêncio, sendo o auge da minha torcida as palmas absolutamente inevitáveis em certos lances. Mas nem me julgo porque as outras meninas agem mais ou menos da mesma forma, o que muitas vezes faz com que minhas palmas toscas mais pareçam uma “ola” em pleno Maracanã.

Tenho a ligeira impressão que a galera ficou no mínimo intrigada com minhas palmas mais animadas que o normal e gritinhos esporádicos da última quarta, mas eles que me perdoem porque não pude me conter. Quando dei por mim já tava quase levantando da arquibancada e gritando coisas do tipo “juiz ladrão” e “o campeão voltou”, mas me segurei porque tudo nessa vida tem limite.

Numa certa altura do campeonato (literalmente) eu já tinha esquecido completamente o livro e o celular dentro da bolsa. Conversei sobre assuntos aleatórios, biquei o papo de pessoas que nunca vi na vida na maior cara de pau, torci mesmo quando não era meu homem que estava “em campo”  e ri até a barriga doer. No final das contas, o time do Gui acabou ganhando todas as partidas e depois de três gols em dois jogos, ele já sonha até com o troféu de artilheiro do campeonato (sim, isso existe). Eu torço junto, claro.

A Copa de verdade acabou e cada vez que penso nisso é inevitável conter o nó que se forma na minha garganta porque saudade é isso mesmo. Mas de alguma forma ganhei de presente essa Copa, bem menos pomposa é verdade, mas certamente muito divertida. E olha, pode até ser que eu não tenha visto a seleção brasileira ganhar uma Copa do Mundo em território tupiniquim, mas ao que tudo indica, verei o Brasil do meu namorado ganhar. E isso, por si só, já vai ter valido a pena.

copa*tocou guilherme é ~gol~ !1111!!11*

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3 Comments

  • Reply Suzana 19 de julho de 2014 at 3:47 AM

    Haha que graça de texto! seu jeito de pensar foi engraçadinho, por horas defendendo o futebol e por outras sendo a namorada que só foi pra apoiar o boy. kkk Quando me dei conta já tinha lido o texto todo. Uma graça!

  • Reply Juju 20 de julho de 2014 at 9:13 PM

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Que post sensa! E assim torcemos pros boys, então <3

  • Reply Manu 22 de julho de 2014 at 11:27 AM

    Ana, adorei seu post! Rolou uma identificação enorme! hahahaha ;P Também não gosto de futebol e não tenho a menor paciência pra acompanhar o Brasileiro, e até torci o nariz pra Copa do Mundo por uns dois dias, até que não teve jeito e depois tava torcendo fanaticamente pro Brasil, pra Costa Rica e pra Alemanha (!!) – confesso que nem fiquei muito chateada com o resultado final! hahahaha
    E quando é alguém que a gente gosta que tá jogando, não tem como evitar a empolgação messsssmo! Ja to apoiando sua ideia de levar pompons pra torcer pela seleção brasileira do seu namorado! hahahahahaha espero que os próximos jogos sejam assim tão legais!
    beijos ;***

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