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GAMES: LA NOIRE

LA NOIRE

Conheci o LA Noire através do Gui no ano passado. O jogo tinha sido lançado no ano anterior (2011), mas como eu andava meio sem tempo, só consegui dar o veredito quase dois anos depois. Juro que se eu soubesse o que estava perdendo teria corrido atrás muito antes. Isso porque bastaram alguns minutos entre tiroteios, pistas e testemunhas para LA Noire me conquistar de vez.

No jogo você será o ex-combatente Cole Phelps, que após a Segunda Guerra Mundial passa a trabalhar no Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD). O início é meio monótono, já que como policial sua única função é ajudar. Mas não sei deixem enganar, essa primeira parte é só uma introdução e serve pra você entender como o jogo funciona. Não demora muito até você receber a primeira promoção e aí sim as coisas começam a ficar legais de verdade. Podem apostar! Dá pra pular essa parte, mas eu aconselho que você não pule, pois é bacana ver a evolução do Phelps desde o início, sem contar que é uma ajuda enorme pra quem está tendo contato com o jogo pela primeira vez.

O game é composto por vários casos e não apenas um, como eu ~pamonha~ imaginava no início, mas todos eles têm uma relação entre si. Isso significa que errar em um caso aparentemente pequeno, pode alterar todo o desfecho de um outro maior. Perdi as contas de quantas vezes tive que começar do zero porque não consegui a confissão de um suspeito, ou não encontrei uma pista essencial. É sempre meio frustrante quando isso acontece, mas nada que te faça desanimar, garanto. Você acaba se envolvendo tanto com a história que é impossível largar de mão sem descobrir quem assassinou a moça do sapato branco, ou quem está por trás do contrabando de morfina, mesmo que isso renda alguns momentos de pura revolta. Ah, e os casos são inspirados em histórias reais.

LANOIRE2Os interrogatórios são o maior diferencial do jogo, se comparado à outros que seguem a mesma linha. O trabalho dos atores (alguns, inclusive, bem conhecidos!) faz com que os personagens tenham expressões extremamente detalhadas e sutis ao mesmo tempo, sendo quase imperceptíveis em alguns casos. No início as expressões são bem descaradas, e é moleza determinar quem está mentindo e quem está falando a verdade. Mas aos poucos os suspeitos mostram expressões cada vez mais difíceis de serem interpretadas e os erros se tornam recorrentes. E acredite, a bronca que você leva do Capitão por não conseguir condenar um criminoso é muito pior do que morrer em um tiroteio, tamanho o envolvimento com o jogo. A sensação de fracasso é indescritível, mas nem de longe deixa o jogo menos interessante. Você vai xingar horrores, morrer de raiva, talvez quebrar algumas coisas, mas o jogo continua, e logo, logo você já vai estar tão envolvido com outro caso que mal vai se lembrar da falha anterior.

Além dos casos principais, você também pode resolver missões paralelas, que aparecem de tempos em tempos. São missões bobas, tipo assaltos à lojinhas, brigas de casal, tarados tocando o terror com uma câmera fotográfica e, de vez em quando, assaltos à bancos, que costumam ser bem legais. Elas não são obrigatórias, mas sempre rendem boas perseguições e tiroteios, além de serem uma boa oportunidade para explorar o mapa gigantesco da cidade. Elas também te dão pontos de intuição, que podem ser usados durante alguma investigação grande mais tarde.

O maior problema é que, sem saber inglês ou espanhol, fica impossível conseguir fazer alguma coisa. No início você pode até conseguir empurrar com a barriga, mas chega uma hora que fica impossível seguir em frente sem entender o que tá acontecendo. Os diálogos são super importantes, entender os interrogatórios é essencial, sem contar as pistas, que podem vir como cartas, bilhetes e cartões. Em um dos casos, por exemplo, você precisa decifrar charadas que um serial killer deixa pra você. Esse é um dos casos mais legais do jogo, mas até eu, que fiz uns cinco anos de curso de inglês, tive dificuldade em desvendar as tais charadas.

Outro ponto negativo é que ele é salvo automaticamente. E eu não sei vocês, mas toda vez que eu resolvo jogar um jogo que salva no automático, dá merda. Perdi as contas de quantas vezes precisei começar tudo de novo porque acabou a luz na hora que o jogo tava sendo salvo e eu perdi tudo #fail. Sei que tem muita gente que prefere, mas eu acho um porre.

Mas no geral, LA Noire é um jogo maravilhoso. A história é super bem bolada, o cenário é incrível, além de ser bem tranquilo de jogar. Sério, se eu tô dando headshot, qualquer um consegue. Confesso que fiquei meio decepcionada com o final, mas sei que muita gente amou, então acho que é questão de gosto. Pra quem ficou interessado, ele tá disponível pra Xbox 360, Playstation 3 e PC. Os preços variam de versão pra versão.

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