MULHER MARAVILHA

I’M NOT GONNA BREAK FOR YOU

Estava ontem com o Gui, ele no computador, eu assistindo Verdades Secretas (sim), uma noite super promissora para jovens idosos como nós, quando de repente ele solta, meio pra si mesmo, meio puxando assunto, mas com clara admiração: “nossa, mulher quando joga é muito foda”. Imediatamente a faquinha pulou da minha bota e eu, que sempre acho mais cômodo ficar calada do que me aborrecer (péssimo, eu sei), me vi perguntando “ué, mas por quê mulher?”. Quer dizer, qualquer pessoa quando se dispõe a jogar não tem a chance de ser foda? Por que a admiração? Desde quando ter um pinto ou uma ppk vai influenciar a forma como alguém joga ou deixa de jogar?

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Acabamos engatando um papo bem bacana sobre machismo dentro desse universo gamer (e da cultura nerd, de um modo geral), onde eu pude expor minhas experiências e opinião sobre um assunto que muito me interessa, sem me preocupar em ouvir desaforo ou gente me mandando lavar a louça (2015 né migos, vamos trocar o disco). Mas não é meio triste isso? Não é triste que eu tenha que restringir esse tipo de discussão ao meu namorado e aos meus amigos quando podia estar conversando com mais gente? Gente que talvez esteja aí, sentindo a mesma coisa; gente que vive todos os dias essa realidade absurda, mas que prefere não se pronunciar porque, assim como eu, acha melhor não se aborrecer?; gente que tem medo de sofrer retaliação; gente que deixa de falar do assunto por qualquer outro motivo (e eu garanto, temos muitos)? É triste sim senhor – e foi pensando nisso que hoje eu resolvi subir no meu palanquinho e abrir as porteiras do inferno porque sim, a gente precisa falar sobre isso.

Venho de uma família relativamente liberal, que sempre me deixou livre pra fazer minhas próprias escolhas e nunca se preocupou em rotular as coisas que eu gostava. Ou seja, sempre foi muito natural pra mim que eu pudesse curtir ganhar uma Barbie e sonhar com um quarto todo cor-de-rosa ao mesmo tempo que amava jogar vídeo game e colecionava miniaturas de Pokémon. “De menino ou de menina” não era um discurso que eu ouvia em casa, mas que estava ali o tempo todo batendo nas paredes da minha bolhinha particular, e que foi entrando na minha vida à medida que eu interagia com outras pessoas, em especial meninos. Não era difícil, por exemplo, que eu fosse jogada pra escanteio no instante em que meu primo (que tinha a mesma idade que eu) se visse rodeado de outros meninos que sequer me conheciam, mas que achavam que, por eu ser menina, não tinha capacidade suficiente pra jogar junto com eles.

i know my value

anyone elses opinion doesnt really matter

Aos 8 anos, entender que o mundo era muito diferente daquilo que minha mãe se esforçava pra que eu exergasse foi um processo doloroso, porém necessário. Porque a partir daí eu pude compreender que, muito mais do que um moleque de 10 anos fazendo birra, uma menina de 8 (10, 12, 14, 16, 18, 20, whatever) anos que joga vídeo game e se interessa pelo universo nerd de um modo geral, vai contra uma cultura já enraizada de segregação onde “x” é coisa de menina e “y” é coisa de menino, uma afronta que obviamente não é bem-recebida por quem esteve confortável o tempo inteiro nessa posição de privilégio. É claro que nesse meio tempo eu esbarrei com pessoas (homens) legais, que não me tratavam como idiota, nem tentavam me calar de alguma forma. Mas eu estaria mentindo se dissesse que nenhum deles se sentiu humilhado em determinado momento porque tinha perdido pra uma menina, como se isso fosse o horror dos nossos tempos.

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Lembro de uma noite em particular que reuni um grupo de amigos pra jogar Mortal Kombat aqui em casa. Estava tudo muito bem até que em determinado momento eu resolvi jogar com a Sonya só porque sim, porque sempre jogo com mulheres mesmo e sempre gosto de ir variando entre elas quando posso, e aí não mais que de repente as coisas começaram a ficar meio estranhas sei lá, só porque, vejam só que coisa, eu estava ganhando todas. as. partidas. Não digo isso pra me promover, noooossa vejam só como sou boa, nada disso. Até porque, se for pra provar alguma coisa, prefiro provar fazendo e não contando vantagem. Mas ali, naquele momento, ficou muito claro pra mim que o único motivo pra tamanho desconforto era eu, mulher, estar ganhando de todo mundo – uma teoria que foi imediatamente provada quando alguém finalmente conseguiu me derrubar e eu pude ver o alívio estampado no rosto dos caras. Ufa, ela perdeu, ainda bem.

Não digo de forma alguma que eles fizeram isso por mal, mas percebem como essa cultura está tão enraizada que até esses caras que se dizem super cabeça aberta às vezes acabam sucumbindo? Pois é.

Uma das minhas melhores amigas me disse uma vez que eu era uma das poucas minas que ela conhecia que jogava vídeo game desde sempre. Isso me deixou meio triste na época e continua deixando agora porque eu também não conheço muitas minas que jogam. Via de regra, meninas não recebem nenhum incentivo nesse sentido. Elas não ganham um vídeo game de Natal, elas ganham uma Barbie. Elas não ganham um bonequinho do Pokémon, elas ganham um fogãozinho ou a máquina de fazer sorvete da Eliana. Não condeno nenhuma dessas coisas, inclusive me diverti horrores com várias delas, mas não é gritante a diferença?

Por outro lado, conheço muitas minas que não jogam, mas que curtem o universo nerd como um todo, que enfrentam filas pelos lançamentos, que batem ponto na Comic Con, que gastam dinheiro investindo em produtos de suas franquias favoritas e que vibram com cada estreia no cinema – mas que também sofrem com esse preconceito muitas vezes velado, disfarçado de piadinhas e brincadeiras que não têm a menor graça. Quantas vezes a gente não deixou de usar aquela camiseta do Star Wars pra evitar piadinhas porque com toda essa maquiagem você só pode ser mesmo uma super poser (????????)? Quantas vezes deixamos de dar nossa opinião porque isso seria pedir pra ser diminuída e automaticamente ganhar o rótulo de attention whore? Quantas vezes tivemos vergonha de jogar na frente de alguém, em especial se esse alguém fosse do sexo masculino, porque qualquer erro seria motivo para ridicularização geral? Aliás, já perceberam como nós, mulheres, nunca podemos errar?

you think its cool to hate things

and its not its boring

Digo tudo isso porque recentemente ouvi um podcast do Anticast sobre machismo no mundo nerd (inclusive recomendo muito fortemente) e aquilo bateu em mim com muita muita força, tanta força que chegou a ser meio assustador. Nas duas horas e meia que dura o papo, eu me senti verdadeiramente abraçada por mulheres que também viviam nesse meio e sabiam o que ele tinha (tem, na verdade) de pior, por gente que estava disposta a discutir e, por que não?, chamar mais gente pra vir discutir também; gente pronta a dar a cara à tapa e chamar a atenção pra um problema que sim, existe de verdade, não é coisa da nossa cabeça e muito menos mimimi como muito homenzinho de merda prefere acreditar.

Em determinado momento, a Jéssica (me corrijam se eu estiver errada) disse que desistiu de jogar Dota porque enquanto homens iniciantes recebiam ajuda de caras mais experientes, as mulheres ouviam coisas tipo “vai lavar uma louça/vai passar uma roupa” porque claramente não eram bem-vindas naquele ambiente. Eu, que vivi algo muito parecido um tempo atrás, exatamente com o mesmo jogo, fico na dúvida se abraço a moça, porque esse é o tipo de identificação que une as pessoas de uma forma muito única; ou se começo a chorar porque meu deus, que diabo foi que esse mundo virou? Quando foi que a diversão virou um troço tão sério que as pessoas precisam humilhar umas às outras, declarar guerra (?), invadir sites alheios e distribuir fotos de mulheres que ~se meteram onde não eram chamadas~, com legendas sugestivas, em nome de toda uma privatização (Q???) da cultura nerd que não. faz. o. menor. sentido. AT ALL!!11!1!11

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Eu, que por muito tempo me vi presa nesse estereótipo de ~cool girl~, demorei um tempo considerável pra perceber que eu não era obrigada a aguentar discurso machista só porque calhou de eu estar nessa posição, que eu não precisava me sujeitar à isso. Que não era certo uma mulher ser lembrada muito mais pelo tamanho dos seus seios do que por sua real capacidade, fosse no que fosse, e que representatividade era importante sim, mas que, via de regra, só via isso quem de fato não era representado ou que se via representado de forma equivocada, dentro de estereótipos manjados que estão bem longe da realidade nossa de cada dia. Que eu posso ser feminina, usar batom vermelho, rebolar até o chão e continuar sendo muito boa jogando vídeo game e conversando sobre cultura pop. Que o tamanho da minha saia não diz nada sobre mim. Que é muito melhor ser a chata do rolê do que a cool girl no final das contas.

Escrever esse texto foi a forma que encontrei de dar um grito de liberdade por mim e por todas as minhas amigas e também pelas mulheres que não conheço mas que também sofreram algum tipo de discriminação. Que já foram ameaçadas e tiveram suas vidas expostas porque resolveram tocar nessa ferida. Não tenho uma conclusão pra esse texto porque essa história (ainda) não tem uma conclusão. Mas finalmente estamos falando sobre isso e tratando o assunto com a importância e atenção que ele merece, e isso é importante em muitos níveis diferentes. É claro que foi só um passo de uma longa caminhada, mas ainda assim. Li algumas (poucas) coisas muito bacanas essa semana, coisas que me motivaram a escrever e a não ficar calada, coisas que me deram (e continuam dando) um pouquinho mais de esperança no mundo, e foi pensando nisso que decidi terminar esse texto com uma link party do amor. Às vezes a gente perde as esperanças, mas ainda bem que sempre tem gente disposta a resgatá-la pra gente.

  • O dia que eu deixei de me intitular nerd (e o dia que eu voltei), no Avec Gigi;
  • O machismo (e outras coisas) no mundo nerd, do Anticast;
  • Nós sempre estivemos aqui, no Momentum Saga;
  • Ser nerd se tornou algo vergonhoso, no Lugar de Mulher;
  • Gamers don’t have to be audience. Gamers are over, no Gamasutra (em inglês);
  • No shame in your game, na Rookie (em inglês).

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10 Comments

  • Reply BA MORETTI 6 de setembro de 2015 at 5:43 PM

    enquanto lia lembrei desse post da gigi (e de ter ouvido o podcast) e já me preparando pra te indicar ele quando viesse comentar. por mais doído que seja lembrar de como o mundo é machista, eu acho sensacional ver o povo discutindo quantas vezes for necessário sobre o assunto. esses dias ainda assisti o primeiro ep de sense8 e achei sensacional quando rolou uma cena retratando esse machismo velado. foi coisa rápida mas foi um tapa na cara do personagem machista e de toda sociedade machista que venha a assistir esse episódio :)

  • Reply Junnior 7 de setembro de 2015 at 1:31 PM

    Que post interessante. Sou homem, porém sempre me indaguei sobre essas coisas que como você disse estão enraizadas na nossa cultura, e acabam gerando alguma situação machista mesmo que a pessoa não faça por mal. Mesmo eu que sou gay e sempre pensei assim, já me peguei tendo alguns pensamentos que depois olhando para trás pensei “Por que pensei dessa forma?” e passei a pensar ainda mais antes de falar ou agir.

    E eu fico impressionado no meu trabalho ao ouvir muitos comentários machistas vindo de mulheres, e quando vou rebater elas dizem “mas esse é o normal Junnior”, quando não é para ser. Um comentário que odeio é “Nossa, para uma mulher está ótimo”, me irrita de verdade.

    Eu sonho com um mundo que não exista mais nada categorizado como “isso é de homem e isso é de mulher”, mas de vez em quando penso que não passa de uma utopia da minha mente. :/

  • Reply Patthy 8 de setembro de 2015 at 12:18 AM

    Acho que essa questão do fã de X-men no twit que você citou nesse post é bastante pertinente: muitos nerds se sentem meio “esquisitos”, “inaptos sociais”, que tinham dificuldade em se encaixar, etc etc, mas quando aparece uma mulher no grupo, qual é a postura geralmente adotada? “Vamos excluir essa menina, que o lugar dela não é aqui” (em termos bem piores que esses, claro).
    Todo mundo poderia ser feliz e poderíamos fazer nossas “esquisitices” juntos. Mas com gente com cabeça de alfinete por aí, isso acaba sendo bem mais complicado. =/

  • Reply Thay 8 de setembro de 2015 at 1:10 AM

    Será que me identifiquei? Será?

    Desde muito novinha eu jogo video game. Play Station é um vício, e uma das minhas franquias favoritas é Mortal Kombat, veja só. Também AMO Devil May Cry, Assassin’s Creed, Tomb Raider e no momento estou jogando GTA V. E será que eu já fui colocada de canto? Mas é claro que já. E isso é tão completamente ridículo que, confesso, não brigo mais. Nem online eu jogo mais porque não tenho mais paciência pra ficar brigando (e eu sempre preferi o console, de qualquer forma). E minha vida tem sido bem mais leve jogando assim.

    É tão chato essa história de que video game é coisa de menino que quando uma menina se interessa, já fica taxada de poser. Uma vez reuni alguns amigos pra jogar aqui em casa, colocamos Need for Speed e eu ganhava todas as corridas. O elogio que ouvi? Caramba, você joga que nem homem. AHHH, SENHOR, NÃO.

    Seria tão melhor viver em um mundo onde cada um pudesse fazer o que quisesse, jogar o que quisesse e ser feliz assim, sem ninguém julgar ou apontar. Pra quê perder tempo criticando o que o outro gosta? Isso não entra na minha cabeça, de verdade.

    Talvez eu tenha me empolgado muito aqui nos seus comentários (sorry), mas me identifiquei muito com seu post e tudo o que contou. Vou dar uma olhada nos links que ainda não vi, tenho certeza que serão ótimos pra complementar esse debate.

    =**

    (ah, sim, e sobre 1Q84, eu recomendo ter todos os livros antes de começar a ler porque ele simplesmente “corta” a história quando pula de um pro outro, não tem desfecho!)

  • Reply Manu 8 de setembro de 2015 at 1:52 AM

    Esses dias mesmo eu tava filosofando sobre como foi maravilhoso não ter crescido debaixo desse véu sexista que coloca que tem ‘coisas de menina’ e ‘coisas de menino’. Acho que também sou sortuda porque não tenho muitas experiências dessas de ter sido (diretamente) diminuída em algo que eu gosto só por ser menina. Mas meu Deus, como é sofrido ver os meninos nerds que costumavam ser ridicularizados por conta dos gostos “idiotas” na época da escola com essa mesma atitude arrogante e preconceituosa com as outras pessoas só porque somos mulheres. Migos, migos, migos, parem.
    Essa coisa de ser a ~cool girl~ no bonde dos meninos é outra coisa com a qual eu me identifico. E realmente, como é melhor a gente abrir a boca e ser a “chata” do que ficar dando risadinhas amarelas aguentando as piadinhas machistas e fingindo que é daquele jeito que as coisas tem que ser, né?

  • Reply Fran 8 de setembro de 2015 at 11:39 AM

    Eu cresci e não cresci sob essa “coisa de menino” e “coisa de menina”, é meio difícil explicar. De um lado sempre ouvia esse tipo de coisa dos meus pais, infelizmente, mas por outro nunca senti que isso tenha sido uma barreira pra mim ou pra minha irmã. Tipo, ninguém me impediu de empinar pipa por exemplo.Eu até jogava video game, mas nunca foi grande coisa em casa (nunca ganhamos um decente pq ~era caro~ haha). Por outro lado, nunca tive que aguentar essas coisas dos meus amigos, mas desde que conheci os amigos do namorado reviro tanto os olhos quando ouço esse tipo de coisa que, nossa, nem sei dizer. E é ridículo, é absurdo, é tão babaca que já larguei um ou outro falando sozinho, já que pra mim é mais eficiente e apesar de todo mundo saber que sou a feminista chata do rolê HAHAHA. Eu li o post da Gigi e aplaudi tanto quanto aplaudo o seu, agora. E já baixei o podcast pra ouvir <3

  • Reply Yuu 11 de setembro de 2015 at 12:39 AM

    Que sucesso de post, Ana! Adorei os seus argumentos e a linkagem no final, vou clicar em cada link para ver o conteúdo, porque se informar sobre a discriminação de gênero nunca é demais.

    Eu vou te confessar que nunca soube me caracterizar no perfil de nerd justamente por todos os requisitos que impõem. Eu gosto muito de anime, seriados, e alguns joguinhos antigos de Arcade, mas não estou por dentro das franquias maiores de games, heróis e HQs. Não que eu ache que precise saber onde eu me atribuo nessa rotulação, posso simplesmente dizer que sou nerd referente a x e y, mas a questão é que essas coisas nunca chegaram até mim, mesmo eu nunca tendo objeções a aprender a jogar videogame, e tendo múltiplos interesses em leitura, sabe? Apenas criou-se esse estereótipo e as pessoas simplesmente o seguem.

    Nos meus aniversários eu só ganhava bonecas e panelinhas, e só tinha a oportunidade de montar pistas de corridas, que eu achava o máximo, quando ia à casa das minhas amigas e brincava com os irmãos delas. E isso está enraizado na nossa cultura. Meninos não pegam brinquedinhos do McDonald’s que têm a cor rosa, porque é de menina, e até o Kinder Ovo andou pra trás separando os brindes, antes surpresa, por gênero. Brinquedo é brinquedo. Game é game. Série é série. A pessoa tendo o interesse, ela pode gostar e praticar o que ela quiser. Espero que essa concepção se espalhe e acabe com esses estereótipos, porque nunca fomos o sexo frágil e não devemos ser subestimadas no que for. ;)

    Beijinhos.

  • Reply Anna 11 de setembro de 2015 at 2:25 PM

    Amiga, eu sou a pessoa menos gamer da face da terra, então conheço bem pouco do universo, mas estou adorando ler esses relatos pipocando por aí, acho MUITO importante que as pessoas estejam tendo esse tipo de conversa. Há dois meses a Lorena da Pólen foi perseguida por channers por conta de um documentário que ela fez na faculdade sobre cultura nerd, perseguida nível ter que sumir das redes sociais, e ter que lidar com coisas pesadas, se sentir ameaçada fisicamente, tudo isso porque teve coragem de confrontar esses caras, sabe/ OLHA O NÍVEL DA COISA. A gente tem que falar mesmo, tem que incomodar, e apontar o dedo na cara desse povo, porque tá feio, tá ixcroto, e adorei o texto da Mari dizendo que a cultura nerd hoje se resume a um monte de bazingueiro misógino, que tem orgulho de dizer que vai ser patrão dos outros. Nossa, que canseira.

    Enfim, não entendo do assunto então tô aqui só aplaudindo e sentindo orgulho <3
    beijos!

  • Reply Analu 13 de setembro de 2015 at 5:41 AM

    Amiga, que post excelente! Amo quando A Gente tem ataques feministas e resolve sambar um cadim na cara do mundo. Não sou nada gamer, mas entendo demais o apelo e MORRO DE ÓDIO dessas expressões de “você faz tal coisa bem para uma menina” ou quando a gente manda bem em alguma coisa e dizem “você foi muito macho”. OI? Ai o machismo arraigado. A gente ainda acaba com ele, força e fé.

    Te amo! <3

  • Reply Maria 13 de setembro de 2015 at 6:51 PM

    Não sou exatamente do mundo nerd então nem sei o que falar sobre isso, mas na época que eu era fã de metal eu percebia muito o sexismo na cena. E olha, eu fico bem triste quando vejo algum cover de alguma música que tá escrito “female cover”, porque tipo… TEM QUE especificar que é mulher. Porque oh meu deus mulheres metaleiras são tão raras, são outro nível, mimimi. Mas outra coisa super triste que vi foi o termo “metal slut”, usado até mesmo pelas moças da cena (!!!) pra designar mulheres “posers” (não entendo esse termo, de verdade) que supostamente só estão na cena por causa de macho… Por favor né migos, se a mina gosta de andar com essa galera mesmo sem curtir metal, deixa ela, pô! Única coisa que não pode é vestir camiseta de banda que não curte, isso aí é feio, HAHA. Fora isso, o resto pode tudo, deixa ela!

    Enfim, meio que desabafei aqui UAHEUAHE Tem muito mais exemplo de sexismo na cena, só preciso dar uma pesquisada direitinho :3

    Beijos ;*

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