THE ROAD SO FAR

JANEIRO E OUTRAS AVENTURAS

Você sabe que alguma coisa está radicalmente errada quando o primeiro mês do ano – em teoria: férias, sol, curtição, azaração, etc etc – se parece muito mais com o inferno do fim de semestre do que qualquer outra coisa. Janeiro foi assim: uma correria insana, que me fez desejar estar morta em vários momentos, arrancar o cabelo em outros mais, até que ele chegou (quase) ao fim e eu finalmente pude respirar aliviada. Ufa, acabou!

A Manu disse que janeiro é seu mês menos favorito do ano, e eu me permito concordar, ao menos em partes. Não é como se eu morresse de amores por agosto, por exemplo, mas janeiro sempre é um mês meio aleatório, sem grandes emoções, e essa sensação de tela em branco implorando de joelhos para ser preenchida me deixa ligeiramente incomodada. Eu sempre fico mais lenta que o normal, demoro aproximadamente mil anos para concluir tarefas simples fora a sensação de que o mundo parou e eu não estou vivendo de verdade, mas assistindo tudo um instante mais lento do que o resto do mundo enquanto me embolo embaixo do edredom com o controle remoto na mão. Só depois do dia vinte é que eu finalmente consigo voltar a ser uma pessoa de verdade, escrever coisas que façam o mínimo de sentido e usar meu tempo para algo mais do que assistir um milhão de séries aleatórias que eu nem vou lembrar sobre o que eram na semana seguinte, risos.

O negócio é que, com as paralisações do ano passado, o semestre na faculdade foi ligeiramente prejudicado, e foi assim que, em pleno janeiro – o mês de férias, sol, curtição, azaração, etc etc – eu estava arrancando a calcinha pela cabeça, chorando na frente do computador por coisas que já deveriam ter sido resolvidas em novembro e comendo um chocolatinho para me consolar sempre que eu jurava de pé junto que não ia conseguir entregar os trabalhos dentro do prazo. Claramente, foram momentos maravilhosos. E eles foram mesmo – uma contradição totalmente proposital. Porque entre uma arrancada de calcinha pela cabeça e outra, janeiro foi um mês repleto de momentos bacanas, festinhas, risadas, passeios que pareciam cilada mas que foram maravilhosos, e uma quantidade insana de eventos que até agora eu me pergunto como foi que sobrevivi para contar essa história #dramas. Passeio pelo meu feed do Instagram e, embora nem tudo esteja registrado ali, cada foto traz uma porção de memórias maravilhosas no pacote, coisas que me fazem abrir um sorriso só de lembrar, e que valeram cada energia gasta. Vou precisar de aproximadamente o resto do ano inteiro para me recuperar de tanta socialização, mas who cares, não é mesmo? Tá no inferno, beija o capeta, etc etc.

Em janeiro, eu saí praticamente todos os fins de semana – e não fins de semana também. Fui ao cinema tantas vezes quanto foi possível (embora não tenha assistido a maior parte dos lançamentos importantes, me perdoem por ser uma fraude), comemorei o aniversário de pessoas queridas, passei minha primeira festa de ano novo fora de casa, fiz caminhada, parei de fazer caminhada, voltei a fazer caminhada, voltei das férias do Valkirias – e meu Deus, como é bom estar de volta! -, brinquei com JG até não aguentar mais, vi meu primo que mora comigo completar 15 anos – e me senti velha o tempo inteiro, mas que lindo é ver meu bebê se tornar um homenzinho, risos -, comi uma porção de coisas maravilhosas, rolei com meus cachorros (e com o cachorro dos outros!) até cansar, gravei um curta que tenho certeza que jamais mostrarei pra alguém nessa vida, tamanho o pavor, mas que foi uma experiência divertida demais e que me lembrou porque eu gosto tanto de estar num set de gravação.

Também comecei a assistir algumas séries – e essas eu lembro exatamente sobre o que eram: Riverdale, Emerald City, Z: The Beginning of Everything, Land Girls e The O.C, que eu ainda não tenho uma opinião muito formada. De todas, no entanto, a história mais preciosa que acompanhei nesse meio tempo foi a de Call The Midwife, uma série sobre parteiras na Inglaterra pós-guerra que sempre me ensina lições importantíssimas sobre a vida, o universo e tudo mais. Eu poderia ficar horas falando sobre ela e pretendo fazer isso em algum momento – aqui e no Valkirias -, mas por enquanto só queria dizer: assistam Call The Midwife, assistam Call The Midwife, assistam Call The Midwife. E me agradeçam depois, risos.

2016 não foi o meu melhor ano de leituras e, por isso, decidi que 2017 seria muito mais produtivo nesse sentido. Assim, baixei uma porção de livros (pois #pobre), comprei alguns que fazia muita questão, e comecei a participar do Desafio Luxuoso criado pela Analu e pela Creiça Karina (uma pessoa que nem conheço e já considero pacas). Eu nunca participei de um desafio literário antes, mas espero de verdade que dê certo. Minha lista inclui títulos como Drácula, O Apanhador no Campo de Centeio e Trainspotting, então aguardem cenas dos próximos capítulos. Esse ano promete (e caso vocês estejam interessados em participar, é só ir lá no canal da Analu que tem a lista com todas as categorias direitinho).

Não sei se vocês se vocês acreditam nesse tipo de coisa, mas no horóscopo chinês, 2017 é o ano do Galo, e sendo eu mesma desse signo, me permito acreditar que esse será um ano incrível. Dizem que o signo do Galo caracteriza pessoas com coragem, honestidade e ambição, e que esse ano, portanto, será cheio de energia, novas ideias e oportunidades. O que será que vem por aí? A gente precisa esperar pra ver – e abrir aos poucos, uma a uma, as portas desse corredor enorme que nos enfiamos. Mais festas? Séries infinitas? Risadas maravilhosas? Calcinhas arrancadas pela cabeça (risos)? São questões. Enquanto isso, aproveito o resto das minhas férias, com as pernas pro ar no meu quarto, porque infelizmente não teremos piscina nem praia nesse verão. Uma pena, mas tem outros troféu.

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3 Comments

  • Reply Mafê 30 de janeiro de 2017 at 9:25 PM

    Eu sempre gostei de janeiro, mas esse ano janeiro começou interminável. Parece que já faz um parto que o ano virou e ainda estamos em janeiro. Esse ano tá calor demais, então fico irritada com mais facilidade. Agora que janeiro tá indo, o clima tá mais ameno – espero que continue.

    Eu fiquei curiosa desse lance de horóscopo chinês e fui dar uma googlada básica. Descobri que sou ‘coelho’ e a descrição – cacilds! – me caiu perfeitamente. Piro nessas coisas.

    beijo meu ;*

  • Reply Lívia Bonilha Bonassi 3 de fevereiro de 2017 at 10:45 AM

    Até me compadeci de você =/ Meu mês foi bem bonzinho até, apesar do desemprego, coisa e tal. E também devo confessar que fico incomodada com a ~pressão~ que janeiro traz consigo… é como se eu devesse começar mil projetos e tivesse que decidir minha vida.
    Vou lá conhecer esse desafio da Analu porque tbm nunca participei de nenhum.
    Tbm comecei o desafio das 53 semanas, só que já atrasei (risos nervosos) heh
    Um beijo, Ana!

  • Reply BA MORETTI 21 de fevereiro de 2017 at 1:35 AM

    eu queria poder me esconder no edredom de vez em quando mas o calor tá demais e ar condicionado só fazia parte da minha vida no trabalho (em pé all fucking time então né, não tão prazeroso). o foda é que eu penso em janeiro e só consigo lembrar de work, work e work. agora que fevereiro parece tá merlhozin, é torcer pra que o ano seja bem maravilhosão mesmo pra todax ♥ haha help

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