CINEMA E TV

ÚLTIMOS FILMINHOS: X-MEN, LABIRINTOS E DESGRAÇAMENTO DE CABEÇA PRA DAR E VENDER

Não vou ficar chorando minhas pitangas porque não ando postando com a frequência que deveria (e gostaria), então vou direto ao ponto porque, por um milagre do destino, nesse meio tempo de postagens pouco regulares e uma preguiça que parece não ter fim, eu andei batendo muito ponto no cinema e assistindo bastante coisa em casa. Na verdade, boa parte dos filmes dessa lista foram assistidos num passado nem tão distante assim (quando eu ainda era uma mera universitária com muito tempo livre, sdds), mas como eu preciso seguir uma ordem mais ou menos cronológica pra não acabar esquecendo o que já assisti, achei melhor deixar de fora algumas ~experiências~ mais recentes. Mas alguns filmes aqui foram estreados esses dias ou ainda estão em cartaz, de forma que cês podem comprar a pipoca e correr pro cinema mais próximo.

Wolverine2013_posterpt2_f2Wolverine Imortal (James Mangold, 2013): Quando o último filme lançado da franquia dos X-Men estreou, Gui me obrigou a assistir Wolverine Imortal, alegando que seria indispensável para compreender a sequência. Assisti de bom grado porque não faço corpo mole com esse tipo de filme, mas já adianto que um não tem nada a ver com o outro, exceto pela tradicional cena extra após os créditos – que também é absolutamente dispensável. Eu não lembro dos mínimos detalhes da história porque assisti já tem um tempo, mas basicamente, depois de matar a Jean em O Confronto Final (que eu ainda não assisti, vejam que absurdo), Logan resolve viver isolado, sem nenhuma perspectiva, já que morrer não é uma alternativa.  O clima do filme é mais pesado, mas a história em si não é tão boa. De todos os filmes da franquia, esse foi de longe o que menos curti. E não é nem que ele seja de fato ruim, porque quando o assunto é entreter, tá tudo certo. Mas a história não tem nada assim de muito especial. Adorei a Yukio (talvez a única personagem que realmente valha de alguma coisa) e o final, de certa forma, conseguiu me deixar meio aflita (apesar da zero surpresa). O que me incomodou de verdade foi essa versão deprimida do Logan, que insistia em entrar numas pilhas meio erradas por causa da morte da Jean. Não é querendo fazer pouco caso, porque deve ser bem foda ter que matar o amor da sua vida (cof, cof) e tal, mas achei no mínimo suspeito ele passar o filme inteiro chorando por ela, pra se agarrar com uma japonesa (mais ou menos) aleatória no final. Momentos. 

Póster_promocional_para_X-Men_Days_of_Future_PastX-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (Bryan Singer, 2014): Resolvida minha pendência com Wolverine e suas aventuras duvidosas no Japão, fui conferir a sequência (?) no cinema. Gente, outro nível de filme, sério. A tensão é infinita. Juro que eu tinha dado uma subestimada nos Sentinelas, porque né gente, ter medo de um robô? Momentos. Ponham um robô daqueles na minha frente agora e certamente sairei correndo para as colinas, porque só de vê-los na telona já me dava uma aflição tão grande que sei lá, me senti na pele dos personagens, vivendo aquele pesadelo apocalíptico. O filme faz um jogo entre passado e presente que é uma loucura, mas ao mesmo tempo sensacional, e que só aumenta a tensão. Quando você pensa que as coisas estão indo bem no passado, por exemplo, rola toda uma agitação no presente que ameaça cagar tudo, ou vice versa, e MEU DEUS, ELES NÃO VÃO CONSEGUIR!!111!!1 Loucura, gente, loucura pura. Mas uma loucura sensacional, garanto. Claro que sempre vai ter um defeito aqui, outro ali (menos Wolverine, por favor), mas de uma forma geral, é um filme incrível. Como de costume, sim, tem cena no final. E sim, essa realmente vale a pena assistir MUAHAHAHA. Não dispensem.

Frozen_cartaz_Br_02Frozen – Uma Aventura Congelante (Chris Buck e Jennifer Lee, 2014): Eu tenho um certo apego com animações mais antigas, o que me leva a quase sempre torcer o nariz para as produções mais recentes e suas propostas inovadoras. Com Frozen não foi diferente e confesso que só decidi assistir quando ficou insuportável ser a única pessoa na face da terra que não sabia quem era essa tal de princesa Elsa, que fazia a cabeça das pirralhas tudo, tal qual Branca de Neve, Bela e cia fizeram a minha quando criança. O filme é bem rapidinho e eu assisti numa sentada, com alguns amigos onde todos, exceto eu e o Gui, estavam assistindo pela segunda vez e terminei me perguntando porquê eu tinha demorado tanto tempo até me render de vez. A história é linda, de uma delicadeza sem tamanho e com um humor tão gostoso e natural que dá gosto de ver. É, de fato, impossível resistir. Até mesmo o Loki, que é super elétrico, fica super concentrado na frente da TV tão logo vê a Elsa construindo seu castelo de gelo e cantando let it go let it go let it go. Mesmo com as diferenças óbvias (porque afinal as crianças de hoje não vivem o mesmo contexto que as de dez anos atrás) esse é um filme que me transporta diretamente pra minha época de vestidos longos e cantorias infinitas, príncipes, princesas e vilões terrivelmente adoráveis. É um sentimento muito gostoso, que acho absolutamente necessário pra nos lembrar que a vida adulta taí, batendo na porta todo dia, mas que é bom dar um tempo de vez em quando e voltar a ser criança.

d01e3262050486f36b268ea33aa41637Maze Runner – Correr ou Morrer (Wes Ball, 2014): Essa foi uma daquelas escolhas meio aleatórias que acabam surpreendendo. Gui tinha duas cortesias que estavam prestes a vencer e como nenhuma outra sessão batia com nossa agenda deveras tumultuada de fim de semestre, a gente foi de Maze Runner mesmo. Eu tinha certeza absoluta de que a experiência seria terrível e que a pipoca seria o ponto alto do programa, mas tenho o prazer de informá-los que levei um belíssimo tapa na cara, desses de deixar  a gente meio desnorteada. Na verdade não foi nada assim tão poético, mas tirando o babaca que sentou do meu lado e não calava a boca um minuto sequer, a experiência foi maravilhosa. Fiquei numa agonia gigante em vários momentos porque não conseguia ver alguém fazendo de tudo pra se meter em situações que fatalmente dariam errado (muitas vezes davam mesmo) por livre e espontânea vontade, ao mesmo tempo que não conseguia deixar de pensar que se fosse euzinha entre aquelas quatro paredes, certamente ficaria louca. Fiquei apaixonada por alguns personagens, odiei outros com todas as minhas forças e lamentei certos acontecimentos que me pegaram desprevenida e dilaceraram meu coração. Não posso avaliar o filme quanto adaptação porque ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas de resto, só posso dizer que SOS ESTOU AGUARDANDO ANSIOSAMENTE A CONTINUAÇÃO!!!111!11

matrix_ver1_xlgMatrix (Lana Wachowski e Andy Wachowski, 1999): Pasmem: eu nunca tinha assistido Matrix. Não é nem que eu não tivesse interesse, vejam bem, mas eu era novinha demais para sequer entender alguma coisa quando filme estreou, de forma que quando fiquei mais velha, não me vi obrigada a correr atrás do prejuízo. Gui, por outro lado, transformou o fato em um desafio particular e fez questão de baixar toda a trilogia pra a gente assistir junto, o que foi ótimo, porque me poupou o trabalho de baixar tudo e me deu uma motivada básica. Só Deus sabe quando eu tiraria o atraso se estivesse por conta própria nesse bote, de forma que só posso agradecer meu lindo namorado por ter me introduzido nesse universo, porque sério, eu jamais podia imaginar que estava perdendo tanto adiando esse momento. Apesar de ter assistido em circunstâncias totalmente erradas (não recomendo para momentos de reflexão sobre vida e morte, plmdds), o filme é de uma loucura filosófica sem igual e me fez questionar coisas que até então eu nunca tinha me dado o trabalho de pensar. Tipo se isso tudo que a gente vive é mesmo realidade. Tipo se a gente está mesmo aqui e agora. Tipo se tem alguém (ou alguma coisa) nos controlando como se fôssemos marionetes. São questões perturbadoras e que me fazem entrar numa pilha meio errada quando penso nelas demais, mas que acho absolutamente pertinentes num filme que podia ser só mais do mesmo.

Jogos-Vorazes-A-Esperanca-poster-10set2014-01Jogoz Vorazes – A Esperança pt. 1 (Francis Lawrence, 2014): Queria dizer que amei esse filme tanto quanto amei os dois anteriores (Em Chamas, especialmente), mas não vai rolar. Não é nem que eu não tenha gostado, vejam bem, mas como twittei logo depois de sair do cinema, também não amei. O filme ainda é incrível e traz elementos que fico feliz de ver em produções voltadas para um público mais jovem, mas ao mesmo tempo não tenho como não notar uma certa perda de agilidade aqui. Não é como se as coisas simplesmente tivessem estagnado, mas quando a gente faz a inevitável comparação com os dois primeiros, fica difícil não sentir falta de alguma coisa. As opções são muitas, mas no meu caso, a aflição da Arena e a profusão de cores da Capital faz uma falta maior do que eu poderia imaginar. Por outro lado, não posso negar que, até então, esse foi o filme que mais mexeu comigo. A perspectiva da guerra me aflige de uma forma muito intensa. Algumas cenas são particularmente desesperadoras e me deixaram em frangalhos. Chorei como um bebê em vários momentos, quando foi totalmente inevitável, mas o nó na minha garganta foi uma constante do início ao fim e era acentuado a cada nova aparição de Philip Seymour Hoffman. Taí uma perda que acho que não vou superar por tão cedo, mas enfim. De uma forma geral, acho o filme maravilhoso. Francis Lawrence consegue ir muito além do que a gente vê nos livros, que acabam limitados por serem narrados em primeira pessoa. Só posso dizer que já sinto meu coração apertado por tudo o que está por vir, mas ao mesmo tempo, mal posso esperar pelo desfecho dessa história.

Vou parar por aqui porque amanhã tenho que acordar cedo e já tô caindo de tanto sono, mas ainda tenho muito filme pra comentar por aqui então, aguardem que logo tem mais.

Previous Post Next Post

3 Comments

  • Reply Bruna 10 de dezembro de 2014 at 8:39 PM

    Quero muito ver Frozen, ainda mais agora depois de ler seu post! Meu marido assistiu Maze Runner e adorou tbm, talvez eu ainda assista já que o download tá aqui dando sopa :D Beijinhos

  • Reply Carol de Castro 14 de dezembro de 2014 at 11:19 PM

    Não me importa como isso pode soar, mas amo/sou Frozen ♥ A história é tão linda, tem let it go, tem Disney zoando a si mesma, o amor entre as irmãs, tudo é mágico ♥♥♥ Quero muito assistir Maze Runner por causa do lindo Dylan, mas tô com o livro aqui e ainda não li e eu meio que só vejo uma adaptação se primeiro eu ler o livro. “/

  • Reply Suelen 16 de dezembro de 2014 at 12:26 AM

    Primeiramente, Maze Runner: VC PRECISA LER O LIVRO MENINA! O livro é mais que demais do filme, hahaha é muito bom, todos eles! Achei o filme meio corrido, acho que eles poderiam ter adaptado mais coisas e pelamor de deus, tem coisas tãão diferentes que eu quis chorar em posição fetal, mas ok, tem o Dylan gato e o filme etá perdoado, hahaha
    Segundamente: não sei porque demorei tanto tempo pra ver Frozen, é lindo demais e eu particularmente ainda estou apaixonada pelo Olaf e seus abraços quentinhos, hhahahaha

    Beiiijo!

  • Leave a Reply