CINEMA E TV

WHAT’S YOUR FAVORITE SCARY MOVIE?

Pra não deixar o Halloween passar em branco, resolvi fazer (de última hora) uma lista de filmes que assisti numa época distante em que eu ainda era uma expectadora dedicada, e que de alguma forma tenham a ver com a data. Bruxas, paranormalidade, terror e coisas exóticas em geral que a gente só vê em filmes exóticos no geral. É a proposta mais manjada do universo, I know, mas é o que temos pra hoje.

Já adianto que não fiz uma lista com muitas opções de terror porque sou uma pessoa deveras medrosa e que, portanto, prefere evitar o gênero e garantir noites de sono tranquilas. Não julguem, por favor.

João-e-Maria-2013-4João e Maria Caçadores de Bruxas (Tommy Wirkola, 2013): Qualquer filme que se disponha a revisitar clássicos da literatura infantil me ganha de cara. Sou realista o suficiente pra admitir que nem todos são bem sucedidos (a maioria, de fato, não é), mas por pior que o resultado seja, acho sensacional ver diretores se arriscando em propostas inovadoras para histórias já tão conhecidas. João e Maria Caçadores de Bruxas fica no meio termo. Não chega a ser sensacional, mas não é de todo uma morte horrível. Depois de serem abandonados na floresta pelos pais e se meterem na cilada da casa de doces suspeita, os irmãos crescem e se tornam caçadores de bruxas e outras ~criaturas exóticas~. Os dois são então contratados pelo prefeito de uma cidadezinha para investigar o desaparecimento misterioso de várias crianças – que, ao que tudo indica, tem dedo de bruxas pentelhas no meio. Explicações demais não são o forte do filme, que pula logo pra ação e that’s it. Isso me incomodou um pouco no início, mas num segundo momento percebi que não tem muito o que explicar. Ninguém quer saber de onde eles tiram toda aquela parafernalha peculiar ou como, de fato, aprenderam tudo que sabem, porque essas questões não são realmente importantes para o desenrolar da história. Tudo acontece numa agilidade enorme e quando você pisca, o filme já acabou. O elenco é maravilhoso e Gemma Arterton tá absurda de tão maravilhosa. Todas quer ser Maria, apenas.

19871077.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx O Chamado (Gore Verbinski, 2003): Aluguei esse filme junto com meu primo Caio, num passado distante em que eu ainda era uma moça deveras corajosa e encarava filmes de terror sem pensar duas vezes. Gente, nunca fiquei com tanto medo na vida. Naomi Watts é a jornalista Rachel Keller, que após a misteriosa morte da sobrinha, decide investigar o caso. Cilada, vocês devem estar pensando, e eu confirmo, queridos leitores. Uma cilada enorme. Rachel descobre uma fita cassete duvidosa que está misteriosamente ligada à uma porção de mortes suspeitas (incluindo a de sua sobrinha) e a partir daí a história engrena de vez. Algumas cenas são bem tensas e te deixam numa aflição absurda, mas o medo não é uma constante. Lógico que tem partes que assustam pra caramba e não te deixam dormir à noite, mas o suspense é bem mais intenso do que o medo em si. Muita gente prefere a versão japonesa da história e eu não duvido que ela seja, de fato, superior à americana. Mas me recuso a pagar pra ver porque né, não preciso de mais noites em claro Por fim, gostaria de dizer que sim, o telefone tocou quando terminei de assistir o filme e que a semana seguinte foi extremamente tensa, com direito à mosquinha pentelha, nariz sangrando e uma casa cheia de água no dia fatídico. Segurem esse forninho, migos.

hocus-pocus-movie-poster-1619Abracadabra (Kenny Ortega, 1993): Clássico da Sessão da Tarde, Abracadabra é um desses filmes manjados que todo mundo ama e that’s all. Não dá pra falar de uma direção incrível, uma fotografia maravilhosa e uma produção impecável, porque a proposta aqui não é essa. Mas o que vocês me dizem de Sarah Jessica Parker no papel de uma bruxa do século XVII que faz qualquer coisa para se manter jovem? De cara talvez a história não pareça assim tão atraente, mas se por um lado não sobra muita coisa para avaliar, por outro, a trama compensa tudo. As bruxas são medonhas, mas ao mesmo tempo muito engraçadas o que, de fato, faz uma diferença enorme. Não restam dúvidas de que elas são genuinamente más, mas ao mesmo tempo a gente se acaba de rir com essa tentativa bizarra de se manter jovem a qualquer custo. O figurino é outro ponto positivo, e se a gente parar pra pensar em questões de época, a maquiagem também entra no samba. Ou vai dizer que vocês não acham o zumbi um personagem deveras exótico e muito bem caracterizado? Não sei se um filme desses faria sentido se fosse lançado hoje, mas confesso que sinto falta das produções da Disney dessa época. A Ana criança sempre foi muito mais ligada nas animações, mas não posso deixar de me sentir um pouquinho triste quando vejo a quantidade de filmes for real que foram produzidos nos anos 90 e que perderam espaço para as produções bem menos criativas de agora.

scream_2Pânico 2 (Wes Craven, 1997): E se vocês duvidam que numa época distante da minha vida eu fui, de fato, uma pessoa corajosa que se amarrava num filme de terror, vejam só o que eu catava na locadora com meus 10 ou 11 anos. Momentos. Pânico foi sucesso absoluto de bilheteria e deu origem às 303249234982 sequências que vieram depois. O que fatalmente tende a acontecer nesses casos é que, depois de um ou dois filmes, a fórmula começa a ficar desgastada e a galera perde total o interesse. Não posso dizer que Pânico conseguiu a proeza de ser bem sucedido em todas as suas sequências, mas o segundo, pelo menos, consolidou uma forma nova de explorar o gênero suspense/terror no cinema. Virou clássico, referência. A história começa dois anos após o massacre de Woodsboro, onde Sidney tenta esquecer os acontecimentos do primeiro filme. Acontece que uma nova onda de assassinatos começa a rolar na cidade e ela se vê novamente envolvida com o assassino da ghostface mask. Eu era muito novinha quando assisti e não repeti a dose porque fiquei deveras impressionada na época, mas algumas coisas marcaram tanto que lembro até hoje. Além das noites em claro que fatalmente rolaram, a cena do cinema me marcou de tal forma que, por muito tempo, fiquei com medo de ter uma pessoa ~estranha~ sentada do meu lado no escuro. Talvez, se eu assistisse o filme hoje, a experiência fosse diferente porque algumas mágicas só acontecem em fases específicas da vida, mas não posso deixar de registrar esse carinho meio nostálgico por aqui.

sweeney_todd_xlgSweeney Todd – O barbeiro demoníaco da Rua Fleet (Tim Burton, 2008): Teve uma época da minha vida que eu assistia Sweeney Todd em looping. Passava as tardes na casa da minha tia e como o tédio por lá era grande, comprei o filme na clandestinidade do controle remoto. Nem lembro o que de fato me chamou a atenção na época, porque a vibe sombria e a quantidade absurda de gargantas cortadas seriam o suficiente pra me fazer desistir de qualquer possível relacionamento com a trama. Só sei que depois de assistir pela primeira vez fiquei absurdamente encantada e não perdia a chance de fazer um repeteco quando a oportunidade surgia. Nele, Johnny Depp é um barbeiro que teve sua vida arruinada por ser condenado à prisão perpétua por um crime que não cometeu, o que o obriga a se separar de sua família. 15 anos depois ele volta à Londres, dessa vez com outro nome e com uma imagem muito mais sombria do que a de quando foi preso, para se vingar das pessoas que o acusaram injustamente. É uma história bem simples, na realidade, mas o fato de ser um musical faz total a diferença e eleva o filme para um outro nível de awesomeness. Helena Boham Carter faz um trabalho absurdo no papel da dona da loja de tortas e nem preciso falar de Johnny Depp, que sempre cai como uma luva no papel desses personagens mais ~exóticos~. A cena em que os dois dançam é uma das minhas preferidas, e termina de uma forma terrível e encantadora ao mesmo tempo. Coisas que só os musicais conseguem fazer. Recomendo absurdamente.

Vou parar por aqui porque esse blá, blá, blá corre um sério risco de virar livro se eu continuar divagando sobre os filmes com alto teor de coisas exóticas que já assisti. Sei que a categoria de cinema e TV anda meio paradona, mas prometo que vou tentar fazer mais postagens no esquema dessa.

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3 Comments

  • Reply Nathalia Zabel 1 de novembro de 2014 at 11:04 PM

    Adorei os filmes que você escolheu! Também já fui super fã de filmes de terror e hoje em dia não consigo mais assistir. Adorei João e Maria pelo mesmo motivo que você citou no post, filmes que pegam clássicos como base e montam uma nova história me atraem bastante. Gente, até hoje nunca mais vi O Chamado novamente, eita filmezinho pra dar medo… por acaso acho que foi a partir dele que desenvolvi a obsessão por filmes de terror que uma época eu tinha. Ano passado eu assisti a todos os filmes Pânico, e vou te dizer que gostei bastante. Quanto a Sweeney Todd, tenho opinião contrária à sua, acho que se não fosse musical iria para o próximo nível hahaha achei o filme incrível mas caiu um pouco no meu conceito por ser musical…
    beijos!

  • Reply Naty 4 de novembro de 2014 at 12:47 AM

    o barbeiro demoníaco da rua fleet um dos meus filmes preferidos de todos!! <3
    e abracadabra deu uma nostalgia danada das sessões da tarde genteeee com pipoca, chocolate e esparramada no sofá hahauahauhaua
    confesso q não sou adepta do halloween mas os filmes inspirados na data são mto mto bons
    beeijossss

  • Reply suuh 7 de novembro de 2014 at 3:08 PM

    Gente, Abracadabra é sem explicações, meus Halloweens de infância em um filme <3333

    Gosto de todos que você citou. João e Maria assisti no cinema e me surpreendeu bastante, achei que ia ser uma históriazinha fraquinha de conto de fadas, but no. Claro, a história sempre foi fraca (porque diabos transformaram nomes tão lindos como Hansel e Gretel em João e Maria, nunca vou entender) mas a ação compensa.
    O Chamado é demais, sempre me dava medo de atender os telefones depois e acontecer o mesmo.
    Na época que lançaram os primeiros Pânicos, eram demais e davam muito medo mesmo, mas com o tempo foram ficando mais trash, mais zoeira e mais nhé.
    E sobre Sweeney Todd, eu amo o titio Burton, titia Helena e o titio Johnny com todas as minhas forças, mas tenho um certo preconceito com filmes musicais e por isso não está na minha lista de favoritaços, mas amo também. <3

    Beeijo.

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