CINEMA E TV

OS MELHORES FILMES E SÉRIES DE 2014 (E OS PIORES TAMBÉM)

Ou: um balanço televisivo e cinematográfico do que de melhor (e pior) rolou em 2014.

Atrasado, eu sei, mas se preparem porque compensarei o atraso com litros e mais litros de groselha. Não que eu tenha tido um ano assim muito produtivo nesse sentido, porque certamente não tive. Continuei assistindo praticamente as mesmas séries de sempre e fui ao cinema pouquíssimas vezes, de modo que minha seleção acabou bastante limitada. Tanto que, por falta de conteúdo, fui obrigada a unir séries e filmes numa categoria só pra não acabar com um texto de dois parágrafos sobre cada um. Esse é só o primeiro motivo pra eu ter decidido juntar as duas coisas. O segundo é que o 2014 já acabou e eu continuo falando sobre o que passou, ou seja, preciso acelerar as coisas por aqui.

Começando pelos filmes. Não tive decepções imensas, mas também não foi um ano que eu vá terminar aplaudindo porque nooooossa foi um sucesso. Não. Apenas não.

Assisti pela primeira vez a trilogia Matriz e fiquei bastante impressionada. Achei o primeiro e o último filmes bem sensacionais e o segundo, apesar de ter me incomodado com a quantidade desnecessária de cenas de ação, é bem bom também. Achei sensacional que as mulheres do filme são bem fortes e donas de si e fazem mais diferença na história do que a maioria dos marmanjos. No fim é o Neo que leva todo o crédito, o que ainda é bastante problemático, mas achei ótimo um filme desses colocar mulheres em papéis importantes pra trama e não só como a donzela em perigo.

Dos lançamentos do ano, Transformers: A Era da Extinção veio pra reforçar que nada consegue ser tão bom quanto Megan Fox e Shia LaBeouf vivendo altas aventuras num Camaro amarelo. Já tinha achado o terceiro filme bem puxado e o quarto, honestamente, só vale pelas roupas da mocinha principal que são bem lindos, uma coisa meio cowboy moderninha. Curto pacas. Já O Espetacular Homem-Aranha II acharei particularmente difícil de superar. Nada consegue ser tão melhor que Andrew Garfield e Emma Stone juntos, mas o filme é realmente bem bom, com vilão complexo e um final pra fazer qualquer um se questionar quando é que super-herói virou coisa de gente grande. Amo. Aliás, tenho a impressão que só assisti filmes de super-heróis esse ano. No cinema, sem dúvida, essa foi a regra. Não sou muito fã do Capitão América (acho bitolado e meio boring) mas curti bastante a sequência. O filme é bem mais dinâmico que o primeiro mas sdds agente Carter. Também assisti Dias de Um Futuro Esquecido, da franquia dos X-Men e achei awesome, mas não chega aos pés do First Class.

Malévola veio pra levar o troféu de maior decepção e ai, vida, será que um dia serei capaz de abstrair o terror que foi esse filme? Minhas expectativas não eram as mais altas porque afinal estamos falando de adaptações em live action, da Disney ainda por cima, e eu já vi muitas saírem dos trilhos (Branca de Neve, estou olhando pra você), mas não é como se eu não tivesse esperança de ver uma das minhas histórias preferidas sendo contada com ~gente de verdade~. Angelina mata a pau no papel de Malévola e a produção é realmente muito rica, mas juro que se eu disser que o ponto alto da experiência foi a pipoca e a ótima companhia, não estarei mentindo. Visualmente o filme é muito bonito, enche os olhos mesmo, mas a história, essa parte fundamental, parece ter se perdido ali no meio e daí eu já não sabia mais que filme eu estava assistindo e AI MEU DEUS eles não fizeram isso!!!11!1 Eu queria sim ver uma vilã complexa, que não se tornou má porque um dia acordou e pensou que seria uma boa ideia se tornar a vilã da história de alguém, afinal quem nunca. Queria ver o que a vida fez com ela, porque ela virou aquela pessoa, mas principalmente, o que eu queria ver era ela tocando o terror na vida de Aurora e sua família, estragando a vida de todo mundo como ela faz no filme, liderando porquinhos malvados e morando num castelo em ruínas. Mas o que eu recebi foi um punhado de personagens incríveis sendo transformados em meros acessórios, uma história corrida pacas e um tanto de firula sem explicação. Chorei com a cena do beijo? Porra, chorei. Mas preferia mil vezes que algumas coisas tivessem se mantido como na animação.

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Isso tudo, no final, é bom pra gente ver que poucas coisas são tão boas quanto esses filmes que a gente assiste quando criança e cria um certo apego. A Bela Adormecida continua sendo lindo, Felipe continua sendo meu príncipe preferido e é isso aí. Vida que segue.

Das adaptações, teve A Culpa É Das Estrelas, que me conquistou de uma forma muito intensa e como poucas adaptações conseguiram até hoje. A história foi respeitada o tempo todo, assim como o clima dela, e eu chorei como um bebê e ri e me apaixonei de novo por todos aqueles personagens que eu já conhecia tão bem, e no fim saí da sessão com os olhos inchados e muito vermelhos, mas com a certeza de que a vida é uma coisa maravilhosa – mesmo que por vezes ela seja cruel. Senti falta de uma trilha sonora que dissesse mais sobre o filme em si, mas talvez seja só minha implicância com o Ed Sheeran falando alto demais.

Também assisti a última parte d’O Hobbit e olha, não tenho muito o que comentar. Foi meio fiasco, umas tosqueiras aleatórias acontecendo e coisa e tal, mas tudo bem, já tô com saudades.

Agora preciso chover no molhado e falar do meu filme preferido de 2014, aquele que me fez chorar, gargalhar e sair do cinema querendo dançar (!!!!): Guardiões da Galáxia. Ai vida, como é maravilhoso pagar a língua. Gostar desse grupo tão peculiar foi uma surpresa, porque só de ver o trailer eu já estava torcendo o nariz, não vou gastar meu dinheiro com esse lixo que a Marvel está tentando empurrar pra cima de mim etc etc e, cataplof, plot twist. Amigos, QUE FILME. Entretenimento por puro entretenimento sim, e tudo bem. O filme não pretende ser muito mais que isso, mas consegue ser tão legal, tão diferente de outros, que sei lá. Feelings are the only facts. Tô até agora querendo casar na Lua com o Star Lord.

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No campo das séries agora, continuei assistindo as mesmas coisas de sempre, muito bem, obrigada. Arrow continua sendo uma série maravilhosa como sempre (Felicity, quero ser você!), Game of Thrones, aquela coisa incrível que dispensa apresentações, Gossip Girl vamo que vamo na luta, etc. Tenho recebido algumas indicações e pretendo assistir coisas novas em 2015, mas vamos ver como barco vai até lá.

Não sou de abandonar séries, mas tenho achado um sofrimento acompanhar The Walking Dead. Não sei o que aconteceu nesse meio tempo – minha suspeita é que eles não sabem se seguem os quadrinhos ou a própria intuição – mas sei que essa última temporada só pode ser traduzida em duas palavras: morte horrível. Pra não dizer que ela é de todo horrível, tem um episódio (um, UM!!11!1) que é total descaralhador de cabeça e nesse ponto eu realmente cheguei a acreditar que meu deus essa série é foda, eles se encontraram de novo, como pude pensar em abandonar essa história, etc etc. Mas não. É um único episódio, que vale pela temporada inteira. Paciência. Uma amiga me disse que as coisas melhoram nessa nova temporada e não duvido, mas ainda não tive a paciência (nem o tempo) necessário pra correr atrás dos episódios novos. Não vou abandonar de vez porque não sou dessas, mas falta motivação pra colocar as coisas em dia de novo.

A surpresa da vez ficou por conta de Dupla Identidade, série nacional com Bruno Gagliasso na pele de um serial killer bem interessante e creepy como tem que ser. Ela não chega aos pés de outras séries gringas que possuem a mesma temática, algumas cenas são exageradas e completamente desnecessárias, e POR FAVOR ALGUÉM DEMITA ESSE DIRETOR DE FOTOGRAFIA!!!11!1! Mas tirando isso, foi uma série que surpreendeu bem muito assim. Acho importante que as produções brasileiras saia um pouco da zona de conforto e se arrisquem em novas propostas,e apesar de não ter curtido a fotografia, as cenas dos corpos das vítimas são bem bonitas. Bruno Gagliasso é um presente à parte e entrega um personagem terrível e ao mesmo tempo extremamente encantador. O final é meio bosta e reforça tudo aquilo que a gente não aguenta mais ver, mas nada que não possa ser superado.

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Como não amar?

Depois de temporadas terríveis e momentos desesperadores de pura sofrência, Supernatural conseguiu voltar às origens e fazer meu coração bater mais forte a cada novo episódio. Nada se compara à época do demônio do olho amarelo e Lilith tocando o terror em tudo (tá pra nascer coisa mais pesada que criança possuída) ou o apocalipse, mas ainda assim consigo encontrar um conforto sem igual quando paro para assistir Sam e Dean destruindo deusas pagãs que tem de bonita o que tem de malvadas e bruxas que, ao que tudo indica (spoiler!), pariram até demônios. A 11ª temporada já foi confirmada e ao mesmo tempo que comemoro, confesso que temo pelo rumo que a história pode tomar por alongarem tanto uma trama que já deveria ter acabado há muito tempo, mas na alegria e na tristeza, estarei lá assistindo tudo com o mesmo afinco de sempre, por quantas temporadas mais a série durar.

A melhor do ano todo, que descaralhou minha cabeça de todas as formas possíveis, Hannibal é uma dessas séries que me fazem ter mais fé na televisão, no poder de boas histórias e produções impecáveis. Os atores são maravilhosos, Mads Mikkelsen é uma coisa exótica e incrível que jamais serei capaz de explica, e a fotografia é tão bela que dá um tom de arte à trama que eu acho absolutamente sensacional. O final da última temporada foi particularmente difícil de absorver e eu até agora tento lidar com ele porque sério, nada foi capaz de me preparar pra um desfecho daqueles. Foi épico, terrível e extremamente cruel, me deixou sem saber o rumo de casa por dias e juro, acho que jamais serei capaz de superar.

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A menção honrosa vai pra Breaking Bad, que acompanhei durante todo o ano passado e só não ganhou o primeiro lugar porque terminou em 2013. Ela bagunçou minhas ideias de todas as formas possíveis e o fim me deixou em frangalhos, com direito a chororô e o circo todo. Ainda quero falar sobre a experiência aqui porque quero ter algo que eternize esse momento de alguma forma pra que daqui uns anos eu leia de novo e sinta todos os sentimentos que me dominaram durante os meses que acompanhei essa jornada, mas por hora vou me contentar em dizer apenas: assistam. É sério. A história é trágica, triste, te deixa em frangalhos porque é tão real que chega a doer, e por isso mesmo é tão incrível. Então façam esse favor, assistam e vamos compartilhar essa experiência única, nos abraçar e chorar um tantinho por esses personagens.

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3 Comments

  • Reply Amanda 9 de janeiro de 2015 at 11:23 AM

    Pra mim, Guardiões da Galaxia foi o melhor filme de 2014 também. ♥

    Beijos.

  • Reply Ingrid A. 10 de janeiro de 2015 at 1:29 AM

    esse ano eu fui horrível com o cinema e ele comigo. eu adoro ir ao cinema e em 2014 eu nao consegui ir direito, nao gostei de nada do que lançaram kkkkkkkkkk

    e MEU DEUS como fiquei toda orgulhosa do teu comentário la e como ter um blog é uma coisa otima gente.. estreitar laços assim conm gente de tao longe é algo tao bacana que nem sei explicar! <3 <3 <3 volte sempre sempre sempre que quiser Ana!!!

  • Reply Lilica 10 de janeiro de 2015 at 5:08 PM

    Para mim A Culpa é das Estrelas ficou maravilhoso no cinema. É tão difícil achar uma adaptação tão boa né? E Dupla Identidade foi realmente uma surpresa! Bjos

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