MEMES

MINHA HISTÓRIA EM DEZ MÚSICAS

Porque a gente simplesmente não pode fugir de algumas coisas.

Semana passada eu estava aqui, navegando livremente por essas bandas, quando comecei a esbarrar com esse meme (faz favor), que foi criado pela Bruna Vieira há um tempo atrás, mas só agora foi pegar de verdade. Achei a proposta bem bacana e prometi pra mim mesma que iria participar, mas por algum motivo acabei desistindo e fiquei quieta no meu canto. Foi então que o destino resolveu agir e me presentear não com uma, mas com duas indicações (valeu migas Anna e Ingrid), de modo que não pude fazer nada senão abraçar o capeta a oportunidade e sambar nas fuças do bloqueio deveras inconveniente que resolveu baixar por aqui esses dias.

A proposta é bem simples e divertida: indicar músicas de acordo com questões pré-estabelecidas onde, basicamente, a gente fala mais dos nossos gostos do que necessariamente da nossa trajetória musical, mas tudo bem porque é legal mesmo assim, juro. Normalmente não indico ninguém pra responder essas coisas, mas dessa vez resolvi quebrar minhas próprias regras (?) e indicar a Manu e a Fer pra entrarem na brincadeira e ai de vocês se fizerem desfeita.

1. Uma música que te lembre um momento bom: 

“Wrecking Hotel Rooms” (Mxpx): Eu devia ter uns 12 ou 13 anos quando ouvi essa música pela primeira vez e, de fato, não me vem à cabeça nenhuma lembrança concreta quando penso nela. Mas minha pré-adolescência foi uma época muito gostosa, extremamente agitada (por incrível que pareça) e que até hoje me rende boas e engraçadíssimas histórias pra contar. Não por acaso, essa música me leva diretamente para aqueles dias de descoberta, lápis de olho de mais e juízo de menos, e fico feliz em saber que um dia eu vivi aquilo tudo, por mais difícil que tenha sido de vez em quando. Não sei se o Mxpx ainda existe, mas eles sempre vão ter um lugar no meu coração, sendo eu a adolescente exótica (e meio emo) de sempre ou não.

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O clipe, como quase tudo naquela época, é uma tristeza. Mas juro que a música é bonitinha.

2. Uma música que defina a sua vida:

“Vienna” (Billy Joel): Billy Joel é um desses cantores que até curto, mas que fariam muito mais sentido nas playlists da minha mãe. “Vienna”, no entanto, conversa comigo de uma forma muito singular e está sempre pronta pra dizer tudo aquilo que eu preciso ouvir (mesmo que não queira) pra colocar os pés no chão e encarar de cabeça erguida essa loucura que é ter vinte e poucos anos, descobrir quem eu sou e qual o meu papel no mundo – mesmo que isso signifique abrir mão de algumas coisas. A letra é um murro no estômago porque, ao mesmo tempo que me encoraja a correr atrás dos meus sonhos, me diz pra não imaginar que todos eles se tornarão realidade, e sonhadora como sou, dói saber que, mesmo que eu morra tentando, algumas coisas simplesmente não vão acontecer. É uma música muito honesta e também muito gentil, e por mais dura que ela seja ao me fazer encarar a realidade, ela ainda me diz pra eu ir com calma, que eu não posso ter as coisas antes do tempo e entende que tudo isso é assustador, mesmo pra quem se acha esperto demais. No final das contas, é reconfortante saber que eu posso me permitir perder um dia ou dois e que Vienna sempre estará lá, esperando por mim.

3. Uma música que te faz dançar na balada:

“Shut Up and Dance” (Walk the Moon): Tem tanto, mas tanto tempo que eu não piso numa balada, que foi quase impossível pensar em uma música que me fizesse dançar a noite inteira, sem medo de ser feliz. Daí eu lembrei dessa música sensacional que o Gui me mostrou alguns dias atrás e que eu tenho escutado em looping todo.santo.dia. Tenho certeza quase absoluta que, se depender desses djs de Brasília, jamais terei oportunidade de mandar meu namorado calar a boca e mostrar meus dotes na pista de dança, mas não custa nada ter esperança de que algum desses djs furados me surpreenda qualquer hora dessas. Me julga, Billy Joel.

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sempre me representa  

4. Uma música que foi tema de algum relacionamento:

e cês me desculpem o vídeo tosco

“A Lonely September” (Plain White T’s): Então, né. Risos. Eu meio que já tive alguns relacionamentos na vida antes de começar a, de fato, namorar. Acreditem. Mas todos esses outros rolos de adolescência não chegaram a ter bem uma trilha, de modo que, por mais que eu tente, sempre vou acabar aqui, falando de mim e do Gui e da nossa quantidade absurda de músicas tema. Muitas delas eu nem aguento ouvir mais; outras simplesmente não fazem sentido nenhum, mesmo que tenham feito as vezes de trilha sonora, e por aí vai, porque em seis anos de namoro (and counting) a gente já viu e ouviu bastante coisa. Mas nenhuma dominou tanto os depoimentos do orkut (sim) quanto “A Lonely September”. Música gracinha, com melodia gracinha e letra gracinha, como quase tudo que tem o dedo dos caras do Plain White T’s.

And I didn’t mean to meet you then
We were just kids
And I didn’t mean to give you chills
The way that I kiss
And I didn’t mean to fall in love, but I did
And you didn’t mean to love me back
But I know you did

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5. Uma música que sempre te faz chorar:

“Can’t Help Falling in Love” (Elvis Presley): Eu choro com muita facilidade, então não é assim tão difícil encontrar uma música que faça meu olho encher d’água, mesmo sem motivo aparente. “Can’t Help Falling in Love” nunca me decepciona nesse quesito. Como muitas outras músicas incríveis que tive o prazer de ouvir, ela caiu no meu colo por fazer parte da trilha sonora de um filme igualmente incrível, onde ela faz todo o sentido do mundo e deixa meu coração se contorcendo de dor. Ela tem uma das letras mais lindas que já se teve notícia e juro que se eu não puder dançar essa música no meu casamento, com meu então marido, não tem porra de casamento nenhum #revoltas.

6. Uma música que seria toque do seu celular:

“Thunderstruck” (AC/DC): Em algum momento nem tão distante assim do nosso passado, colocar música como toque de celular era super cool e coisa e tal. Ainda bem que eu já passei dessa fase, porque tá pra nascer maior e mais brega cilada, especialmente se você curte demais a música em questão. Mas por um longo período, participei ativamente desse movimento duvidoso e nesse tempo distante, nenhuma banda foi tão presente quanto o AC/DC. “Thunderstruck” foi a música que durou mais tempo no posto e era divertidíssimo observar como as pessoas reagiam quando meu celular tocava, porque algumas simplesmente não conseguiam assimilar que eu, essa mesma Ana que dança Taytay e é apaixonada por One Direction, podia ser fã de AC/DC. E eu sou, gente. Amém.

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7. Uma música que você gostaria de tatuar: 

“Forever Young” (Alphaville): Que difícil, né? Eu já disse em algum lugar que gostaria muito de tatuar um verso de “Counting Stars”, do One Republic, e não é uma ideia que eu tenha de todo abandonado, mas se minha pele fosse ilimitada tal qual minha alma, eu certamente tatuaria “Forever Young” em infinitos pedacinhos de mim. O clipe é tosquíssimo (o que cês me dizem desse cara vestido como um projeto de Goku?), mas não se enganem porque a música é ótima, ainda que daquele jeito meio duvidoso (que a gente ama) típico dos anos 80. Mas é na letra, acima de tudo, que eu encontro aquilo que torna essa música tão especial.  Não é nem a perspectiva de ser, literalmente, jovem pra sempre que me atrai, mas essa ideia de ser infinito, mesmo a vida sendo tão curta. Eu tenho muito medo de morrer e talvez já tenha comentado sobre isso por aqui, mas ao contrário de outras músicas que falam sobre coisas parecidas e me deixam terrivelmente desesperada, “Forever Young” me acalma, mesmo quando diz que todos estaremos mortos um dia. Não é como se eu estivesse ok com a ideia, mas por uns instantes eu consigo não pirar tanto e encaro a morte com a naturalidade que ela merece.

8. Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém:

“Mais Ninguém” (Banda do Mar): Mallu e Marcelo são duas criaturas que fizeram parte da formação do meu gosto musical, mas que, em algum momento dessa jornada, deixaram de fazer sentido. Em especial porque me dava muita muita muita preguiça ver os dois se rasgando nesse namorico hipster e sem graça, quando tudo o que eu mais queria era ouvir Marcelo cantar “Primavera” e ver Mallu sendo feliz tchubarubando por aí. Tudo bem que não se pode ter tudo, mas confesso que depois de anos torcendo o nariz pros dois, fiquei bem feliz em me ver curtindo essa nova empreitada. “Mais Ninguém” é uma música super gostosinha, com uma letra amorzinho e tão delicinha que só consigo pensar num casal extremamente fofo sendo muito muito fofo e esbanjando fofura por aí.

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9. Uma música que você está viciada agora:

“Just One Of The Guys” (Jenny Lewis): Jenny entrou na minha playlist de vez e não pretende sair de lá por tão cedo. Ainda estou na fase em que tudo é muito novo e tem sido particularmente divertido conhecer melhor o trabalho dessa pessoa maravilhosa que já tanto me inspira, mas a cada nova música que escuto, preciso voltar e ouvir “Just One Of The Guys” de novo, porque de todas, essa é definitivamente minha preferida.

10. Uma música que faz as pessoas se lembrarem de você:

Hot ‘n Cold (Katy Perry): Eu poderia colocar aqui milhares de músicas que as pessoas insistem em dizer que se parecem comigo (?), mas não podia deixar de prestigiar a mestra, minha linda mamãe, que insiste em arrumar uma música que ~pareça comigo~ a cada santo mês. Basta que ela me escute ouvindo algo em looping por alguns dias pra sair por aí declarando que determinada música é a minha cara, e se ela pensa assim, quem sou eu pra discordar ¯\_(ツ)_/¯. Hot ‘n Cold é minha preferida dessa leva, porque além de ser uma música que curto muito até hoje, essa foi minha fase preferida de Kaka e eu sinto muita saudade de quando ela ainda usava cabelo preto e franjinha, vestia roupas com carinha retrô e não se levava a sério demais.

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3 Comments

  • Reply Paloma 13 de fevereiro de 2015 at 10:03 PM

    Xará, amei muito a sua lista e todos os gifs, porque sim, claro. Cada novo post de vocês que eu leio, fico com vontade de postar a minha (que já tá aqui prontinha e reservada).

    “Vienna”, o que dizer dessa música? Nada, porque não dá pra falar, apenas sentir. Agora “CAN’T HELP FALLING IN LOVE WITH YOU” é muita vontade de acabar com a coleguinha, porque menina. Que música é essa, que letra é essa que ritmo é esse.

    “Forever young”, tão 80’s. Mas, realmente realmente, que letra.

    E a partir de agora sempre que ouvir Kátia, lembrarei de você.

    Adorei a seleção, amiga. Mostrou bom senso.

    Beijos <3

  • Reply Anna 18 de fevereiro de 2015 at 2:55 AM

    Cara, WRECKING HOTEL ROOMS + PRÉ-ADOLESCÊNCIA EMO: MIABRAÇA? ESTIVE LÁ? Meu namorico de sexta série (!) era muito fã de MxPx e me apresentou a banda através dessa música, que sempre foi a minha favorita deles e a única que eu segui ouvindo pós fase emo da vida. Ela tá até hoje no meu celular e me traz sentimentos bons quando toca. Que coisa, né? Uma vez postei o clipe no Facebook e várias pessoas vieram me contar histórias de identificação parecida, inclusive o ex-affair da pré-adolescência, que ainda é meu amigo, disse que ficou ouvindo a música e sentiu saudades da ~nossa~ época #momentos

    Vienna é sempre uma facada na alma, né? Poderia colocar ela na categoria do choro também, porque eu sempre desmancho quando ela toca em De Repente 30. Uma época que eu andava muito louca, escrevi no espelho do banheiro: “slow down, you crazy child”. Acho a música muito boa pra colocar nossos pés no chão, mas sempre com carinho.

    Não sei se você via The O.C., mas Forever Young é uma música MUITO marcante na série, mas um cover de uma banda desconhecida que chama Youth Group. É bem bacana a versão, se um dia cansar do oitentismo do Alphaville tem sempre essa opção: https://www.youtube.com/watch?v=iAtKm_117YI

    O que dizer sobre Jenny Lewis nessa lista????? Xará, única xará possível <3

    beijos!

  • Reply Manu 25 de fevereiro de 2015 at 11:16 PM

    Que vergonha, fiquei enrolando pra comentar aqui e só to fazendo isso agora… obrigada pela indicação, bonita!!! Eu achei esse meme o máximo! Mas to enrolada nele pq consigo achar uma música que define a minha vida… e gente, Wrecking Hotel Rooms é a única música do MxPx que eu conheço e que viagem pro passado ela me faz fazer!! E depois desse teu post não teve como não colocar Vienna na listinha de músicas adoradas porque é realmente muito bonita!
    E a sua música tema com o respectivo: gente, que amoooooorrrrrrrrrrrr, quase deu pra sentir aqui!! ahhaha
    beijo, Ana! :***

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