VIDA DE FANGIRL

NA FALTA DE TÍTULO MELHOR, VAMOS LOGO FALAR DE TAYLOR SWIFT (DE NOVO)

Dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Pra mim, isso nunca foi regra, mas resolvi levar a máxima a sério e aproveitar a inesperada (porém muito apreciada) inspiração que bateu aqui para tirar o atraso de algumas promessas e posts que estão encalhados nos rascunhos deste blog desde o ano passado. Então cá estou eu de novo para falar de Taylor Swift e vocês que me desculpem, mas não pretendo parar por tão cedo.

Desde que a Analu postou uma lista com suas músicas preferidas da Taylor que eu tenho ensaiado fazer uma para chamar de minha também, mas acabei enrolando porque escolher se tornou uma missão impossível. Taylor escreve sobre o universo feminino como ninguém, mas antes de mais nada ela escreve sobre experiências de vida, e escolher poucas delas entre as tantas disponíveis, na minha cabeça, era como ignorar todas as outras por tabela e se isso não for uma injustiça enorme, não sei o que é. Então tentei não pensar muito e foquei apenas em escolher músicas que eu gostaria verdadeiramente de ouvir num show dela, com os braços pra cima, gritando até perder a voz. A ordem é completamente aleatória, não se preocupem com isso.

1) “Red”: Acho que jamais superarei o fato de que nunca vou viver a experiência de ir em um show dessa turnê. No mundo ideal essa seria a música de abertura para esse universo mágico, e eu gritaria que loving him was red, oh red, burning red até perder a voz, abraçada com minhas amigas pra coroar esse momento, porque essa é minha música preferida dela e felicidade sempre foi melhor quando compartilhada. Ainda espero que eu possa viver esse momento de alguma forma (Taylor, faça o favor de se redimir, amiga), mas por hora me contento em cantar sozinha no quarto, com os braços pra cima, o spray fazendo as vezes de microfone. Amigas serão sempre bem-vindas.

2) “You Belong With Me”: Eu poderia apenas falar da performance no quarto, essa representação maravilhosa de todas nós, e já seria o suficiente para garantir um lugar nessa lista. Mas se por um lado não existe melhor música para se dançar de pijama no quarto, por outro, a letra bobinha me leva direto para 2008, quando eu era apenas uma melhor amiga apaixonada andando na linha tênue entre me tornar algo mais ou pregar o último prego no caixão da amizade, enquanto acompanhava meu amigo se afundar num namoro meio furado. O amigo em questão era o Gui e se essa música tivesse aparecido antes na minha vida, eu não teria dó em pular com as pernas ao redor da cintura dele e gritar WHY CAN’T YOU SEEEEEEEEEE YOU BELONG WITH MEEEEEE. Sdds dessa cena que nunca vivi e já tô gargalhando só de imaginar.

3) “Welcome to New York”: Foi a primeira música que amei de verdade em 1989. Adoro a batida marcada e o refrão chiclete, e o que dizer desse título que me abraça forte e me acolhe no meio dessas luzes que brilham demais, mas que nunca irão me cegar? Quero muito poder um dia colocar meus pés em Nova York e ter essa música como trilha sonora enquanto a cidade sussurra que estava esperando por mim.

4) “22”: Tô muito feliz que esse ano vou poder cantar essa música com toda a propriedade do mundo, apesar de já sentir a letra desde sempre. Se hoje sou fã assumida de Taytay foi só porque, em algum momento da minha vida, ela apareceu se vestindo de hipster com as amigas, cantando sobre ser happy-free-confused-and-lonely at the same time e eu não podia me identificar mais. Sempre que ouço essa música começo a ter mais fé na vida e principalmente no poder de boas amizades. É mágico, é maravilhoso, e eu mal posso esperar pra acordar feeling 22.

5) “A Place In This World”: Acredito firmemente que todo bom fã acaba encontrando entre todas as músicas disponíveis, aquela que te faz chorar agarrado com o encarte do cd em posição fetal. Essa é a minha. I don’t know what I want, so don’t ask me, ’cause I’m still trying to figure it out já resumiria muito bem essa fase que eu estou vivendo – a loucura que é ter vinte e poucos anos e ser dona do próprio nariz, uma adulta com uma porção de responsabilidades nas costas que aparecem mais rápido do que eu consigo assimilar. Mas Taylor continua mandando mais e mais versos da mais pura empatia, e eu, boa pisciana que sou e muito madura, não sei fazer outra coisa senão chorar. Tudo isso porque eu sou só mais uma garota tentando encontrar seu lugar no mundo, e Taylor entende isso como ninguém. Não encontrei nenhum vídeo bom pra colocar aqui, mas sugiro que vocês procurem, especialmente se ainda não tiveram o prazer de conhecer essa maravilha. Sério mesmo.

6) “Blank Space”: Eu não gostava tanto assim dessa música, mas hoje reconheço que ela não só foi uma das melhores coisas que Taylor fez até agora, como foi um divisor de águas na carreira dela. Tenho vontade de aplaudir cada vez que ouço essa música porque essa letra, sério. Sem palavras. Amo quando ela toca em algum lugar e eu posso cantar alegremente, e ainda morrer de raiva quando passam a versão reduzida (por favor, rádios, parem com isso).

7) “All You Had to Do Was Stay”: GRITINHOS. INFINITOS. Apenas.

8) “We Are Never, Ever Getting Back Together”: Amo 1989, mas Red continua sendo meu demais, e só pode ser assim porque foi lá que eu encontrei minhas duas músicas preferidas, aquelas que dividiram minha vida entre simplesmente gostar de Taylor Swift e me assumir fã, doa a quem doer. Longe de ser a letra mais foda dela, We Are Never, Ever Getting Back Together me ganhou pelo conjunto. Melodia gostosa, gritinhos infinitos, mas acima de tudo é uma música que me diverte. Ainda quero poder dançar e cantar ela com minhas amigas, porque tenho certeza que a vida ficará muito mais legal depois de uma experiência dessas – e se for com fantasia de ursinho, aí é magia pura.

9) “Wildest Dreams”: Me deixa sempre numa bad vibe horrível, mas não posso deixar ela fora porque, apesar dos pesares, é uma das minhas favoritas de 1989. O pedido que ela faz pra que quando tudo acabe, o cara se lembre dela, quebra minhas pernas porque ao mesmo tempo que seria horrível ter o fantasma de uma ex-namorada assombrando um relacionamento meu, a perspectiva de algo tão forte que só a lembrança seja capaz de causar estrago me atrai demais. Toda uma melancolia charmosa acontecendo e eu sofrendo só de imaginar. #AI #ANA

10) “Begin Again”: É triste pensar que o amor acaba, mas ele acaba. E aí nasce de novo e de novo e de novo. I’ve been spending the last 8 months thinking all love ever does is break and burn and end, but on a Wendnesday in a cafe, I watched it beging again me faz ter mais esperança na vida, nos relacionamentos, no amor. O clipe é um acontecimento, todo um festival de roupas maravilhosas e muitas cenas bonitinhas em Paris. Pra ver e se deliciar.

11) “Shake It Off”: Eu tenho uma queda por músicas que mandam beijinho pros haters, talvez porque elas sejam a melhor forma que meu eu maluco e cheio de mania de perseguição encontrou de mandar todo mundo pro inferno e ser feliz. Mas quando uma música dessas ainda me faz querer dançar como se não houvesse amanhã e me faz sentir maravilhosa no ato, só posso agradecer. Obrigada, Taylor.

12) “Wonderland”: Quando digo que essa moça sabe falar como ninguém sobre experiências, é sobre músicas como essa que estou falando. Quase posso sentir a angústia e a alegria de se perder num relacionamento com hora certa pra acabar, mas que parece infinito enquanto dura. Life was never worse but never better virou uma das minhas frases preferidas e eu não preciso dizer mais nada.

13) “Love Story”: Essa foi a primeira música que ouvi da moça e lembro que, na época, eu fantasiava que casava com um vestido parecidíssimo com o que ela usa no clipe, porque queria muito essa vibe medieval acontecendo no meu casamento. Sonhos adolescentes à parte, sigo amando a história de amor proibido, que como todo bom conto de fadas cafona e lindo pra caralho, dá certo no final.

14) “I Knew You Were Trouble”: Essa não é de verdade uma das minhas preferidas, mas eu tenho certeza que se num show dela eu fosse, não sairia satisfeita se não houvisse IKYWT (por que esses títulos enormes?).

15) “New Romantics”: Finaliza 1989 com chave de ouro e também vai fechar minha singela lista, porque sim. É minha queridinha do momento e toda vez que escuto, só consigo me imaginar num fim de festa desses memoráveis, abraçada com minhas amigas, a maquiagem já meio borrada, todo um glamour decadente acontecendo e a gente se amando demais, gritando que every night with us is like a dream e que the best people in life are free.

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5 Comments

  • Reply Xará 4 de março de 2015 at 11:59 AM

    AMO listas de músicas de Taytay, porque em listas de músicas gerais eu quase nunca conheço as músicas das quais vocês falam, mas em Taytay eu sou quase PHD e mesmo assim sempre acabo descobrindo uma nova que nunca ouvi, e veja, eu nunca ouvi “A place in this world”, vou ter que procurar hoje assim que chegar em casa. Amiga, já quero um momento onde estejamos todas vestidas de ursinho cantando WANEGBT porque NECESSÁRIO. E toda santa vez que ouço “New Romantics” visualizo o mesmo cenário que você, mas minha frase chave da música é “Baby, I could build a castle out of all the bricks they through in me” porque AMO DEMAIS e acho muito fim de balada, sabe? Depois que cê já dançou todas e bebeu algumas, precisa gritar pro mundo que eles podem tacar quantos tijolos quiserem, isso só vai te ajudar a construir o castelo. <3
    Te amo!

  • Reply Paloma 4 de março de 2015 at 4:57 PM

    Xará, sou uma farsa e não conheço quase nenhuma música da Taylor que não seja do 1989 (que eu conheço de cabo a rabo). Mas planejo dar um jeito nisso em breve, começando pelas músicas do seu post.

    Pfvr, precisamos de uma balada Taylor mafiosa.

    Beijos!

  • Reply Deyse 5 de março de 2015 at 11:53 PM

    Amiga do céu, será possível que sou eu nessa Máfia não seja fanzoca da Taytay? Até simpatizo com a moça, mas nunca ouvi por motivos de não tenho motivos. Conheço as famosinhas, como 22 (óbvio que cantei quando fiz 22 e óbvio que cê tem que cantar) e shake it off, mas nunca sentei pra ouvir um álbum da moçoila de cabo a rabo. Nesse fim de semana, então, vou voltar aqui e ouvir suas favoritas, porque se todas as minhas maiores amigas gostam, alguma coisa boa tem aí.
    Beijos <3

  • Reply Anna 6 de março de 2015 at 7:57 PM

    Adoro top Taytay, adoro tanto que já fiz um, mas fiquei com vontade de fazer de novo? Também super me imagino andando em NY ouvindo Welcome To NY, porque alguns clichês merecem ser vividos de verdade, e eu sinto que preciso muito andar, sei lá, pelo Central Park (o lógico seria a quinta avenida, mas não tenho muita vontade de ir na quinta avenida?), sentindo que aquele lugar estava esperando por mim.
    Não vejo a hora de cantarmos 22 juntas! <3
    beijos!

  • Reply Thay 12 de março de 2015 at 4:49 PM

    Antigamente eu tinha birra da Taylor Swift, confesso. Mas é tudo culpa do meu professor de violão que cismava em me obrigar a tocar as músicas dela enquanto eu tinha outras ideias sobre quais músicas eu deveria tocar. Mas aí veio 1989 e, como aconteceu com praticamente todo mundo que eu conheço, garrei um amor e não cansei de ouvir o cd até hoje! Depois de ter gostado tanto de 1989 (Style é minha favorita), peguei o Red pra ouvir e curti também. Acho que estou curada, afinal!

    Beijo!

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