MEMES

O MAIOR MEME DE FIM DE ANO

Então falta só mais um dia pro fim de 2016. Gostaria de dizer que estou muito animada, mas em nome da honestidade, preciso confessar que minha vontade sincera era dormir e acordar só no ano que vem. 2016 foi um ano que me deixou exausta, me arrastando, que pesou no chicote mais pro mal do que pro bem (pelo menos, num plano geral), e a essa altura minha única vontade é poder deitar na minha cama com o computador no colo e um pijama bem fofinho (eu ia dizer quentinho, mas no calor que está fazendo em Brasília, com um pijama quentinho eu provavelmente ia derreter).

Uma das coisas boas que aconteceram esse mês, no entanto, foi o Blogmas, um projetinho que eu tinha certeza que estaria fadado ao fracasso, mas que deu bem certo na maior parte do tempo e de quebra me presentou com pessoas que eu realmente quero ter na minha vida sempre, que entre papos sobre crushes, problematizações variadas e essa grande piada cósmica que estamos vivendo, se tornaram verdadeiras amigas pra mim. No meio de um mês tão intenso – nem sempre de um jeito bom – foi importante ter mais gente com quem chorar as pitangas, especialmente quando essas pessoas estavam chorando pelas mesmas pitangas que eu. Hoje é o último post conjunto da nossa parceria, e se algo de bom ficou desse ano que vai chegando ao fim, foi a amizade que construímos em meio ao caos. Enfim, chega de lenga, lenga. Segurem minha mão e vamos lá.

1. Onde você estava quando 2016 começou?
Em casa, rabugentíssima, provavelmente doente e com uma taça de vinho na mão. Foi um início de ano péssimo porque eu realmente só queria estar de pijama, assistindo Meninas Malvadas dublado na tv e bebendo um vinho bem quietinha no meu canto, mas minha mãe e meu padrasto nunca sossegam o facho e precisam fazer uma ceia enorme para três pessoas – às vezes um pouco mais. Não usei roupa nova, não fiz lista de resoluções porque depois do fracasso que foi 2015, eu só queria poder abraçar o que viesse pela frente sem pensar muito se aquilo era algo potencialmente bom ou ruim. No final das contas, as poucas expectativas deram certo: por pior que tenha sido, 2016 foi um ano que me ensinou um bocado e me deu alguns bons presentes ao longo do caminho e, principalmente, momentos que eu vou lembrar na minha vida inteirinha.

2. O que você fez em 2016 que você nunca tinha feito antes?
Terapia, tomar antidepressivo, falar sobre meus fantasmas em voz alta, criar um site do zero com pessoas que já eram minhas amigas antes, mandar e-mail para editoras na cara de pau pedindo livros para resenhar, começar a beber (e gostar!) de café. Acho que só.

3. Você manteve suas resoluções de fim de ano e fará novas para 2017?
Como disse lá em cima, não fiz resoluções no fim de 2015 e foi algo que deu muito certo, de modo que não pretendo fazer para 2017. A única coisa que eu desejo é saúde, coragem e muito amor – pra mim e para os meus.

4. Você foi a algum show em 2016?
Infelizmente, só um, mas que valeu cada minuto em pé embaixo de chuva. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que algum dia assistiria Guns ‘N Roses ao vivo, com Slash, Axl e Duff dividindo o mesmo palco de novo e em 2016 isso aconteceu. Foi incrível e especial, mesmo que meu humor no dia estivesse péssimo, e eu só me arrependo por não ter arrancado mais dinheiro do meu bolso pra poder ficar na grade logo de uma vez.

5. Você procurará um novo emprego em 2017?
Eu deveria, mas ainda não sei. A verdade é que em 2017 eu pretendo começar a tentar enviar meus textos para sites que pagam por isso e torço para que o Valkirias comece a dar algum retorno financeiro, nem que só o suficiente para manter as contas do site. Fora isso, pretendo continuar me dedicando aos meus estudos mesmo, especialmente porque pretendo me formar ao final desse ano ou no início do ano que vem, então toda minha atenção e dedicação vai se voltar para isso.

6. Você bebeu muito em 2016?
Mais do que bebo normalmente, mas meus padrões são baixíssimos, então não muito. Foram muitas taças de vinho, algumas caipirinhas que me fizeram ficar tonta (risos, tenho 12 anos) e algumas – poucas – cervejas, mas nada demais.

7. Você viajou nas férias? Para onde?
Em julho fui passar alguns dias com dona Passarica no Rio de Janeiro e embora eu tenha voltado doente pra casa e ameaçado estragar a experiência por completo, foi importante estar ao lado dela, dividindo o quarto, dando abraços ocasionais e recebendo carinho em tempo integral.

8. Qual foi sua maior conquista em 2016?
O Valkirias, sem dúvida. Não só porque o site é incrível e eu amo cada pedacinho dele, mas principalmente por todas as portas que se abriram e por todas as relações que eu fortaleci por causa dele. Quando eu digo que a gente não apenas construiu um site, mas uma família, é muito verdade e saber que o sentimento é o mesmo pra todo mundo que faz parte do site de alguma forma é muito, muito importante. Eu não ganhei apenas parceiras de crime: eu ganhei amigas de verdade, que me deram as mãos nos momentos mais difíceis que passei esse ano e que seguraram todas as pontas comigo, celebraram nossas conquistas e choraram pelas inevitáveis derrotas. A gente ainda tem um bocado pra crescer e fazer acontecer, mas é incrível como menos de um ano foi tempo suficiente pra que a gente construísse uma relação tão linda e tão forte, e o que vocês veem no site é um reflexo muito honesto disso.

9. Se você pudesse voltar no tempo, para qualquer momento de 2016, e mudar alguma coisa, o que seria?
Acho que a única coisa que eu teria feito diferente esse ano seria pedir ajuda antes quando eu precisei. Foi necessário que eu estivesse quase me arrastando, sem conseguir comer, chorando o tempo inteiro para que as pessoas ao meu redor percebessem que algo estava bem errado comigo, mas foi só quando a Yuu me disse que eu precisava pedir ajuda que eu tomei coragem e admiti, em voz alta, tudo que estava acontecendo. Foi um momento dramático e terrível, mas extremamente necessário, e se hoje eu dou passinhos em busca de uma versão melhor de mim mesma e menos atormentada, foi só porque eu consegui trilhar esse caminho. Entretanto, eu teria poupado um bocado de desgaste – físico, mas principalmente mental – se tivesse pedido ajuda mais cedo. Não é fácil, mas ninguém disse que seria mesmo.

10. Você ficou doente ou ferido?
2016 foi o ano que eu finalmente fui diagnosticada com depressão e ansiedade – algo que eu meio que já desconfiava que estava ali, mas que até então ficava mais como uma suspeita do que como uma certeza. Em 2016 eu tive essa certeza. Como eu disse lá em cima, foi um momento muito dramático e que doeu o tempo inteiro, mas que foi absolutamente necessário para que eu encarasse meu problema de frente e admitisse que eu já não conseguia lidar mais com a minha cabeça sozinha. Então eu pedi ajuda. Hoje eu estou em tratamento, faço terapia, tomo remédios e vou ao médico todo mês, fora toda a ajuda que eu recebi – de amigos, de familiares, às vezes de completos estranhos – e a melhora é incomparável. Claro que existem alguns baixos no meio do caminho, alguns dias são melhores que outros, etc etc, mas eu já consigo ter mais perspectiva agora, algo que eu não tinha de jeito nenhum quando tentava esconder meus sentimentos e todos os meus problemas de todo mundo. Além disso, tive algumas gripes e resfriados, duas amigdalites e infinitas crises alérgicas. Nada muito sério, tho.

11. Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Acho que o remédio de carrapato pro Loki. Depois de testar absolutamente tudo e não conseguir resultado (funcionava com a Luna, com ele nunca), comprei um remédio oral que ele come e qualquer carrapato que pegue nele morre imediatamente. É um milagre e nada paga a felicidade de ver meu bichinho livre dessas pragas.

12. Quais são as pessoas cujo comportamento mereceu aplausos?
Tanta gente! Não vou citar nomes porque provavelmente ia acabar esquecendo de alguém, mas num ano tão estranho quanto 2016, foi realmente incrível saber que as pessoas – próximas a mim ou não – estavam aí fazendo coisas bem incríveis e ajudando uns aos outros – ou me ajudando, risos.

13. E quais são as pessoas cujo comportamento você reprovou?
Infelizmente, muitas também. Mas não é agora que eu vou dar palco para esses malucos dançarem.

14. Onde você investiu a maior parte do seu dinheiro?
Em roupas e livros. E cinema. Eu realmente fui muito ao cinema esse ano, risos.

15. O que te deixou muito, muito, muito feliz?
A criação do Valks, o show do Guns, virar madrinha de JG, fazer novas amizades, fortalecer laços antigos, ganhar alguns presentes, viajar, ter sido cara de pau o suficiente para conversar com pessoas que eu nunca imaginei e pedir coisas para outras. Sei lá, teve bastante coisa.

16. Qual música sempre vai te lembrar de 2016?
Shine A Light, do Banners. Existem outras, é claro, mas acho que essa vai ser a lembrança mais forte de um ano tão maluco quanto 2016. Ah, e What’s My Age Again, do Blink 182, porque eu sou dessas e nenhuma música conversou tanto com meus 23 anos quanto essa, risos.

17. Comparando este momento com o que você viveu exatamente um ano atrás, você está mais feliz ou mais triste?
Mais feliz, sem dúvida alguma. Vocês provavelmente já sabem disso, mas 2015 foi um ano pavoroso pra mim, de alguns altos mas MUITOS baixos e eu precisei fazer uma força gigantesca pra continuar colocando um pé na frente do outro até que ele acabasse. Foi o ano que eu perdi minha melhor amiga, fui despedida do estágio na mesma época que o meu padrasto perdeu o emprego, perdi o casamento de uma amiga, Luna ficou doente e os primeiros sinais da depressão e da ansiedade começaram a surgir na minha vida. Hoje eu ainda não encontrei outro estágio, ainda sinto falta da minha antiga melhor amiga embora saiba que a essa altura ela já se tornou uma estranha, meu padrasto vai ter que sair do emprego de novo e infelizmente jamais vou ver o casamento da minha amiga além do que me foi contado ou mostrado em fotos e vídeos. Mas, a Luna não ficou doente, eu estou tratando meus problemas e aprendendo a lidar com meus fantasmas, fiz várias melhores amigas e abracei minha amiga que casou mais vezes do que achei que fosse possível. O resto se ajeita com o tempo.

18. O que você queria ter feito mais?
Saído mais, acho. Viajado mais, com certeza. Infelizmente, coisas que a gente ainda precisa de dinheiro pra transformar em realidade.

19. O que você gostaria de ter feito menos?
Dormido. O que eu dormi esse ano não tá escrito.

20. Como você passou seu Natal?
Diferente dos anos anteriores, em 2016 eu passei o Natal na casa dos avós por parte de pai de JG, aqueles que não são meus tios (deu pra entender? risos) e foi muito melhor do que eu podia esperar. Estava me sentindo horrorosa, com a autoestima cagadíssima, uma roupa que me fazia sentir um balão. Entretanto, contrariando todas as expectativas, a noite foi realmente agradável, eu dei um monte de risadas e me senti à vontade – coisa que, sendo a pessoa introvertida que sou, é bem difícil de acontecer. Foi uma noite memorável e eu realmente espero que a gente possa repetir outras vezes num futuro nem tão distante assim.

21. Quem foi a pessoa de quem você mais sentiu falta este ano?
Minha antiga melhor amiga. Embora a essa altura eu ache que as coisas estão muito melhores do que no ano passado ou no início deste ano, eu ainda sinto falta de ter alguém com quem fazer coisas banais, alguém com quem eu possa chamar pra vir pra minha casa só pra comer gelatina e jogar conversa fora, alguém que vai topar ir ao zoológico comigo e que eu posso convidar para as festas de família. No entanto, tenho tentado aprender a lidar com a ausência dela, com a falta inevitável, especialmente porque hoje reconheço que estamos vivendo coisas radicalmente diferentes em nossas vidas e que, da mesma forma que eu não a conheço mais, ela também não me conhece – e talvez, essas duas novas versões de nós mesmas não tenham sido feitas para serem amigas mesmo.

22. Você se apaixonou em 2016?
Pela mesma pessoa que me apaixonei em 2008, um milhão de vezes.

23. Qual foi a maior mudança para você em 2016?
O Valks, sem dúvida.

24. Quais foram os seus programas de TV favoritos?
Foram tantos! Acho que nunca assisti tantas coisas quanto assisti esse ano e foi uma experiência maravilhosa – embora, às vezes, meio angustiante também (experimentem assistir 18273987213 séries de uma vez e começar a ver todas ficarem atrasadas e saberão do que estou falando hehe). É muito difícil escolher um favorito porque, mesmo com as coisas ruins que acabei assistindo (Preacher, estou olhando pra você), eu assisti muita, muita, MUITA coisa boa mesmo. Pra não correr o risco de esquecer de nada, vou apenas dizer que Gilmore Girls foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida e possivelmente a melhor série que assisti esse ano. De resto, vocês veem depois no Starships & Queens Awards, risos.

25. Você odeia alguém agora que você não odiava há um ano?
Ódio é um sentimento que eu definitivamente não quero cultivar na minha vida, então não.

26. Qual foi o melhor livro que você leu?
A Arte de Pedir, da Amanda Palmer.

27. Qual foi a melhor descoberta musical?
São questões reais.

28. O que você queria e conseguiu?
Juntar dinheiro pra viajar. Deu bem certo, amém.

29. O que você queria e não conseguiu?
Um estágio em roteiro (me inscrevi, mas não consegui), ir na Comic-Con representando o Valkirias. Que eu lembre agora, só.

30. Qual foi o seu filme favorito em 2016?
A Chegada, definitivamente. Mas chegaram bem perto: Rogue One e Animais Fantásticos e Onde Habitam.

31. O que você fez no seu aniversário (e quantos anos você tem)?
Tenho 23 e não lembro de ter feito nada esse ano – o que é bem triste, se for parar pra pensar. Isso não significa que tenha sido um aniversário ruim, muito pelo contrário, e meus 23 anos serão certamente lembrados como um dos meus melhores anos – apesar de todos os pesares.

32. Que coisa teria tornado seu ano imensuravelmente melhor?
Ter conhecido as meninas do Valks que eu ainda não conheço pessoalmente. Mas a gente ainda vai conseguir fazer isso em algum momento (quem sabe no ano que vem?).

33. Como você descreveria seu conceito pessoal de moda e estilo em 2016?
Gótica suave romântica vintage ou qualquer coisa assim.

34. O que manteve sua sanidade?
Minhas amigas, meu namorado, o Valks, todos os momentos incríveis que vivi esse ano. E meu tratamento, lógico.

35. Qual celebridade/figura pública que mais te fascinou?
Acho que a Chloe Bennet. Fiquei realmente obcecada por ela e se eu voltar a assistir SHIELD vai ser 100% por causa dela. Também fiquei bastante obcecada pelas atrizes de séries que assisti esse ano porque that’s how we roll, e pela Lauren Jauregui e pela Alexa Chung (de novo).

36. Escolha o trecho de uma canção que melhor resume seu ano de 2016.
‘Cause I was lost at sea while the waves were dragging me underneath. Whoa, shine a light on, shine a light on me.

37. Do que você sente falta?
De pessoas. Alguns momentos que eu vivi. Esse tipo de coisa.

38. Quem foi a melhor pessoa que você conheceu em 2016?
Foram muitas e elas sabem exatamente quem são, então não preciso citar nomes aqui.

39. Conte uma lição de vida importante que você aprendeu em 2016.
Foram tantas! Mas acho que a mais importante foi uma que a Brené Brown diz no prefácio de A Arte de Pedir e que o ano todo eu tive provas de que era algo muito real: que a gente não encontra a luz no meio das trevas se afastando das pessoas, mas caindo nos braços dela. E é muito verdade.

40. Quais são os seus planos para 2017?
Não quero fazer muitos planos e nem me cobrir de expectativas pelo o que vem por aí. Desde que eu tenha saúde e minhas pessoas segurando minha mão, então vai dar tudo certo.

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1 Comment

  • Reply Natália Oliveira 30 de dezembro de 2016 at 7:45 PM

    Me identifiquei com você na parte da depressão e da ansiedade. Não fui diagnosticada com a primeira, mas antes de procurar uma psicóloga, eu me sentia como se estivesse prestes a entrar nessa: cada vez mais triste, cada vez mais isolada. Uma das minhas metas desse ano é fazer mais amigos, porque me afastei dos meus nesse último ano e não acho que eles ser meus amigos de novo. Não é que eles não são pessoas boas, mas eu mudei muito. Quero ficar perto de pessoas que me fazem bem, que me entendem e que querem me ensinar coisas novas e aprenderem coisas novas comigo.
    Espero que 2017 seja mais leve e que você continue melhorando.
    Beijos

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