BEDA, CINEMA E TV

O QUE EU ANDEI ASSISTINDO EM AGOSTO (ATÉ AQUI)

Depois daquele post sobre séries, chegou a hora de falar sobre os filminhos que andei assistindo nas duas primeiras semanas de agosto (talvez tenha uma coisa ou outra que assisti no final de julho também, me deixem). Ia deixar esse post mais pro final porque ainda pretendo assistir algumas coisas antes de dar o mês por encerrado. Mas então a correria começou e sinceramente, é bem pouco provável que eu consiga assistir alguma coisa por esses dias, então vai agora mesmo e o resto fica pro mês que vem. 

2fd41b421bc85a5a88a614cbaa23008d_jpg_290x478_upscale_q90Burlesque (Steve Antin, 2011): Roteiro previsível, história manjada, brega até dizer chega e atuações bem fraquinhas. Mas gente: tem a Cher!11!1 E o Stanley Tucci!1!!1 E a Xtina!!1!1!11 E a Kristen Bell!1!!1! E o Alan Cumming!!1!11 Não que isso seja suficiente, mas gente, muitas emoções? A trama em si é bem ruinzinha e eu quase dormi tentando acompanhar o drama daquelas pessoas, até que Christina (por onde anda?) resolvia abrir a boca e meu queixo ia no chão em questão de segundos, ainda que eu tenha nutrido por anos uma antipatia inexplicável por ela. Gente, que abuso a voz dessa mulher. Por favor, deixem ela em cima de um palco pra sempre. No mais, esqueci a história em dois minutos e agora só sei que no final tudo acabou em música e cantoria, todos felizes, oba que bom. Que bom, né?  

longe-deste-insensato-mundo_t79290_D8nUzee_jpg_210x312_crop_upscale_q90Far From The Madding Crowd (Thomas Vinterberg, 2015): Adaptação do livro homônimo (que nunca li), o filme conta a história de Bathsheba Everdene, uma jovem super independente do século XIX, que perdeu os pais muito jovem e de repente se vê dona de uma pequena fortuna quando um tio rico morre do nada. A história é manjada? Demais. Mas é boa mesmo assim. O roteiro foi escrito pelo David Nicholls e numa das primeiras cenas Bathsheba é pedida em casamento e recusa o pedido dizendo que não quer um marido porque detestaria ser propriedade de um homem; enquanto numa outra ela diz que é difícil pra uma mulher expressar seus sentimentos numa língua feita para os homens expressarem os deles, ou seja ¯\_(ツ)_/¯. A história perde um pouco o sentido ali pela metade, umas coisas meio erradas acontecendo, mas recomendo assim mesmo, em especial pra quem gosta dessa vibe de época.

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Estômago (Marcos Jorge, 2007): Lembro que a mãe de um amigo super recomendou esse filme, disse que era ótimo e tal, enquanto meu amigo ao mesmo tempo dizia que ela tava louca e que o filme era horrível. Confesso que nunca tive muito interesse, então nem corri atrás, mas aí ele passou esses dias na tv e, na falta de coisa melhor pra fazer, dei uma chance e nossa: que filme horrível, gente. Assim, horrível horrível não é bem o termo, mas quando eu digo que não tenho a maturidade pra esse tipo de filme, é porque eu realmente não tenho mesmo. A história deve ser boa, os personagens parecem ser bem construídos, a nota no Filmow é altíssima, e o elenco é muito bom, mas juro que só de pensar nas cenas de sexo bizarra com comida rolando no meio, vejo que quem não tem estômago (rsrsrsrs) sou eu.     

the-age-of-adaline_t43781_jpg_210x312_crop_upscale_q90A Incrível História de Adaline (Lee Toland Krieger, 2015): Achei que fosse curtir bem menos do que curti de verdade. Tenho um pouco de bode dessas histórias de gente que não envelhece nunca porque sempre me parece a mesma história só com personagens diferentes. É meio isso mesmo, mas sei lá? Me emocionei muito com a história de Adaline, dei uma choradinha em alguns momentos, achei linda a relação dela com o cachorrinho e me fez lembrar o quanto é maravilhoso e triste ao mesmo tempo esse tipo de relação, e fiquei com um nó na cabeça toda vez que ela aparecia com a filha em cena, mas de um modo geral é um filme bem bonito. Previsível sim, sem dúvida, mas muito delicado, sensível e encantador também. E tem o Harrison Ford. Qualquer filme fica bom com o Harrison Ford #talifã. 

cinderela_t70211_jpg_290x478_upscale_q90Cinderela (Kenneth Branagh, 2015): Gente, eu chorei tanto com esse filme. Tanto. É tudo tão lindo, tão encantador, tão bonito de ver. Sempre me emociono quando um filme faz com que eu me sinta criança de novo, especialmente quando ele é cheio de lições pra gente levar pra vida mesmo, como é o caso aqui, e eu acho tão bom lembrar que a vida é boa mesmo quando tudo parece tão zoado, tão bom acreditar em mágica, tão bom se apaixonar por príncipes maravilhosos (e de sangue Stark), tão bom desejar um vestido, e um baile, tão bom chorar só porque a carruagem é linda demais, meu deus não sei lidar. Feelings are the only facts. Vocês já sabem que eu não sei falar das coisas que amo demais, mas aff, tão bom escrever coisas sem sentido, nossa. Assistam, assistam, assistam. Sério mesmo.

homem-formiga_t24609_AmdOoiG_jpg_210x312_crop_upscale_q90Homem-Formiga (Peyton Reed, 2015): Eu amo um filme de super-herói. Via de regra, amo qualquer coisa que tenha o dedo da Marvel, mas sempre que eles aparecem com um herói meio duvidoso, sou a primeira a torcer o nariz. Porque é muito mais fácil você ver o Capitão América e pensar que eu posso até não amar o cara, mas que esse filme vai ser foda, do que chegar pra assistir um tal de Homem-Formiga do qual nunca ouvi falar (me julguem) e esperar que saia alguma coisa boa dali, ainda mais com o Paul Rudd no papel principal. Mas gente, acreditem, o filme é maravilhoso. É engraçado, é emocionante, tem umas lutas bem boas e personagens muito legais mesmo. Gente, e o Paul Rudd. Só sei que quero. No mais, é provável que eu nunca mais tenha coragem de matar uma formiga de novo e não se esqueçam que ele não tem uma, mas duas (!) cenas pós-créditos.           

lembrançasLembranças (Allen Coulter, 2010): Eu já tinha visto esse filme, mas não lembrava de nada, então resolvi assistir de novo. Eu achei que fosse só mais um romancezinho dramático, um filhinho de papai cheio de problemas familiares, esse tipo de coisa. E daí tem a mocinha, que está ali meio ajudando o cara, mas ao mesmo tempo enfrentando seus próprios problemas familiares e os fantasmas do passado e tal. Mas ele é tão menos óbvio do que isso. Tão bonito, mas ao mesmo tempo tão triste. Achei bacana ver como eles conduziram a história e, principalmente, como incluíram o 11 de setembro, de uma forma bem sutil e inesperada. O filme não é novo nem nada, mas acho que não dá pra falar muito mais que isso sem estragar um pouco a experiência. Então assistam.  

♥       

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5 Comments

  • Reply Anna 17 de agosto de 2015 at 12:34 PM

    Gente, e eu que nunca vi Burlesque? É o tipo de filme errado que eu amo de paixão, lembro que na época não consegui ver no cinema, e depois nunca encontrava na locadora (numa época que eu frequentava locadoras!!!) e aí… esqueci? Preciso desse erro na minha vida, gente, Cher e Xtina num filme de cabaré, sabe?

    Gostei muito da proposta desse filme de época, nunca tinha ouvido falar nem dele e nem do livro, mas sei lá por que a premissa me lembrou Senhora, do José de Alencar. Já leu? Leia. Aurelinha é tudo na nossa vida.

    Homem-Formiga nem preciso falar, né? Me ganhou sem esforço. Agora Remember Me eu odiei MUITOOOOOOO quando vi, hahahahaha, achei aquele negócio do 11 de setembro por demais WTF pro meu coraçãozinho. Vale ver no mudo só pra ficar vendo o Robert Pattinson ser maravilhoso.

    Beijos, amiga <3

  • Reply Passarinha 17 de agosto de 2015 at 1:17 PM

    Chegueeeeei, meu amor. Vou mimar de frente pra trás (?) porque aí fica menos feio e não parece que estou atrasada para sempre?

    Fiquei em uma dúvida eterna de assistir Far From the Madding Crowd no avião e acabei não assistindo. Acho que vou correr atrás agora, porque parece o meu tipo de filme.

    No lugar disso, assisti The Age of Adeline e gostei bastante também, pensando até em escrever sobre.

    Cinderela já falei sobre. É super amorzinho mesmo, mas ainda bato o pé pela animação.

    E Remember Me, não sei bem o que falar sobre esse filme. Não me deixou uma impressão muito forte, mas gostei bastante.

    Beijos, te amo <3

  • Reply Thay 17 de agosto de 2015 at 4:05 PM

    Que vibe errada desse segundo filme, gente! “Estômago” já não é exatamente um título que dê vontade de saber sobre o quê é, e ainda por cima envolve sexo e… comida? GENTE, pra quê, também não tenho maturidade para encarar uma coisa dessas e achar legal. Desculpa.

    AHH, Far From The Madding Crowd eu baixei, mas ainda não assisti. Adoro filme de época com personagens femininas fortes, e adoro a Carey Mulligan. Logo mais assisto. <3

    O mesmo para A Incrível História de Adaline, que baixei e ainda não assisti por motivos aleatórios. Vi algumas montagens no tumblr dos visuais dela e, sério, se eu não gostar da história, pelo menos terei aquele guarda-roupa incrível pra admirar.

    E Cinderella é só amor! Na época em que assisti o filme fui logo escrevendo um textão sobre ele, porque sou dessas. É lindo, e, só acho, todas nós deveríamos ter um príncipe Stark em nossas vidas. <3

    Beijo, beijo!

  • Reply Couth 18 de agosto de 2015 at 4:00 PM

    Miga, acho que nossos gostos são bem parecidos! Também amo DEMAIS o Harrison Ford, hehehehe, meu deus que canja dá aquele velho maravilhoso. Também me emocionei vendo Cinderella, e acho que vou pegar essa sua listinha aí e encaixar nos filmes que tenho para ver (menos estômago rss)

    Amo você! <3

  • Reply Ana Flávia 18 de agosto de 2015 at 7:51 PM

    Oi Ana :))
    Não vi NENHUM desses filmes, vivo noutro planeta?
    Claro que já ouvi falar do Cinderela, Homem Formiga e Lembranças, porém ando meio preguiçosa pra filme.

    Mas fiquei querendo ver A Incrível História de Adaline, porque queria muito parar no tempo com a aparência de Blake Lively.

    Mas esse Estômago, não obrigada. hahaa

    Beijos

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