CINEMA E TV

O QUE EU ANDEI ASSISTINDO EM MAIO E JUNHO (E ALGUMAS COISINHAS DE JULHO TAMBÉM)

Enquanto eu me fingia de morta por aí, tentei não parar a vida de vez e continuei assistindo algumas coisinhas sempre que a vida permitia. Nada assim muito uau, nenhum lançamento porque não fui ao cinema mesmo, me deixem, preguiça eterna daquelas filas quilométricas, mas ainda é melhor do que nada. Ainda pretendo voltar em algum momento com a lista oficial do que andei assistindo em julho, mas preferi deixar registrado o que assisti até agora antes que eu esqueça de vez e resolva me fingir de morta de novo. Desculpa. 

bef63aa9cadf9e022cd21f5aa26e7d3b_jpg_210x312_crop_upscale_q90Reality Bites (Ben Stiller, 1994): Fiquei um tempão enrolando pra ver esse filme porque nossa né, Ben Stiller diretor? Risos eternos. Aqui temos uma história sobre jovens dos anos 90 recém formados que não fazem a menor ideia do estão fazendo com suas vidas ao mesmo tempo que tentam se tornar as pessoas que querem ser. A gente já viu essa história antes. A gente já viu essa história 9238490238409 vezes antes. Mas por que diabos ninguém consegue mais fazer um trabalho tão bom e honesto? Não sei se foi porque eu assisti num momento muito apropriado, mas ele conversou comigo de uma forma muito única e especial e virou favorito da vida. Ele tem defeitos? Tem. Queria que a Vickie tivesse mais espaço? Sem dúvida. Queria casar com Troy amanhã? Hell yeah!11!11! Então é isso mesmo. Recomendo fortemente.

2bad46dc35f072f9d4b45f393ecaea63_jpg_290x478_upscale_q90Clube dos Cinco (John Hughes, 1985): Não faz sentido nenhum que eu tenha demorado tanto tanto tempo pra assistir esse filme sendo que eu já amava tanto o trabalho do John Hughes. Ainda quero escrever mais sobre ele em algum momento, mas o que mais me encanta é que, por mais que ele seja mais um filme sobre adolescentes que poderia estar passando na Sessão da Tarde, ele não é SÓ um filme sobre adolescentes, e aborda umas questões essenciais pra vida de uma forma geral. Isso é importante na medida que desconstrói os estereótipos do rebelde, do nerd, do esportista, da mocinha popular, ou da mocinha esquisita, mas é meio desesperador perceber que eu me identifico demais com aqueles personagens, ainda que eles vivam realidades tão diferentes da minha e sejam tão mais novos. John Hughes, te amo, por favor dirija minha vida de onde quer que você esteja. Obrigada.

the-duff_t100142_jpg_290x478_upscale_q90The Duff (Ari Sandel, 2015): Feelings are the only facts. Vamos dizer que só assisti esse filme porque queria muito ver a Bella Thorne e o irmão do Stephen Amell, mas sei lá, amei demais? Bianca é o típico patinho feio entre as amigas super gatas, mas ela só descobre isso quando o antigo amigo de infância e babaca mais gato e popular da escola conta pra ela. Então ela decide se transformar em outra pessoa e pra isso, claro, pede ajuda do mesmo babaca que colocou esse monte de ideia errada na cabeça dela. É terrível? Com certeza. Amei mesmo assim? Demais! Bianca e Wes fazem uma dupla tão tão boa e Bella Thorne é uma vilã tão boa de odiar que no final eu estava ajoelhada pedindo pra ser adolescente de novo, porque né, que coisa maravilhosa. Tão bom amar filmes errados. Me deixem.

we-ll-never-have-paris_t95877_1_jpg_290x478_upscale_q90We’ll Never Have Paris (Jocelyn Towne e Simon Helberg, 2014): Imaginem Howard Wolowitz e Rose (Two And A Half Men) como um casal. Agora imaginem esse casal vivendo uma história chata pra cacete, com diálogos horríveis e, sei lá, é só isso mesmo. Quinn é um cara de 28 anos, meio nerd meio retardado meio hipocondríaco, que namora há anos com Devon, uma mocinha simpática porém super sem sal, e decide pedir a moça em casamento. O pedido não rola e daí ele acaba contando pra moça gata que trabalha com ele que pretende pedir Devon em casamento até que, claro, a colega de trabalho gata diz que está apaixonada por ele, fazendo Quinn ficar na dúvida sobre seu relacionamento com Devon porque faz todo o sentido do mundo largar um namoro de anos que vai bem por um par de pernas longas demais. Ele tem lá seus momentos, mas sério, de um modo geral o filme é péssimo. Fujam.

nightcrawler_t84974_2_jpg_210x312_crop_upscale_q90O Abutre (Dan Gilroy, 2014): Queria saber se Jake anda esquisito assim mesmo ou se foi só caracterização pro personagem porque nossa, como esse homem tá horroroso. Tinha certeza que ficaria pelo menos um pouco seduzida, nem que fosse por aquele sorriso, mas o personagem que ele faz é tão nojento que só consegui sentir uma mistura de raiva e pena que nem sei explicar. O filme coloca em pauta o jornalismo sensacionalista e eu acho a discussão pertinente demais pra ignorar. Mas sei lá? Fiquei com uma interrogação na cabeça e não sei se tenho uma opinião muito formada. As atuações são bem boas, em especial a do Jake, e a história me fez pensar muito, o que eu acho importante, mas não sei se bateria palmas de pé. É um filme importante, daqueles que eu diria que todo mundo precisa assistir, e extremamente bem feito, então assistam. Façam esse favor por vocês mesmos.

burying-the-ex_t89626_BSu17vA_jpg_210x312_crop_upscale_q90Burying The Ex (Joe Dante, 2014): Quando a gente diz que os limites não existem, é sobre esse tipo de filme que estamos falando. Ele é zoado nível hard, tem uma produção de fazer dó, um monte de erros de continuidade. Mas gente: que coisa maravilhosa. Quer dizer, é tudo super péssimo, o nível de vergonha alheia é altíssimo e a caracterização dos zumbis é bem trash mesmo, mas ainda assim, que maravilha. Assisti num dia bem bosta e olha, foi uma experiência incrível. Terminei o filme me sentindo mais leve e feliz de verdade. Um ótimo remédio, recomendo. Vale abraçar o espírito da zoeira e assistir com o coração aberto, a experiência é ótima. Assistam, nem que seja só pra ver a linda Alexandra Daddario em ação ou Ashley Greene na pele da namorada zumbi, comendo uns cérebros nojentos e sendo muito maluca. Ai que coisa maravilhosa.

o-setimo-filho_t40141_1_jpg_290x478_upscale_q90O Sétimo Filho (Sergei Bodrov, 2014): Eu amo fantasia. Amo, especialmente, fantasias que são ambientadas na Idade Média. Ou seja, eu já tinha meio caminho andado pra amar esse filme. Mas sei lá? A história me pareceu muito limpinha na maior parte do tempo e apesar de rolar umas criaturas bem estranhas e do mal, elas não me convenceram muito, então né. Lá pela metade do filme as coisas ficam um pouquinho mais tensas e emocionantes, sem contar que Juliane Moore é sempre uma coisa maravilhosa de se ver, mas nada assim noooossa sensacional, mudou a minha vida e tal. Vale como entretenimento, pelo protagonista gatinho e é sempre um prazer ver Jon Snow, mesmo que seja só por cinco minutos (o rapaz nasceu pra morrer), mas é só isso mesmo. De qualquer forma, ainda pretendo ler o livro porque a história parece bem promissora e a nota no Skoob é alta (acreditem).

 ♥

Previous Post Next Post

6 Comments

  • Reply Anna 21 de julho de 2015 at 1:29 AM

    Ai amiga, não consegui gostar de Reality Bites? É totalmente o tipo de filme que eu gosto (anos 90, Winona Rider, Ethan Hawke, gente perdida na vida!!!), mas não colou pra mim. Achei que eles desperdiçaram um enredo super legal com o romance dos dois, e no fim parecia uma comédia romântica meio twisted, SEI LÁ. Não curti. Odeio não curtir as coisas que eu deveria gostar, hahaha.

    Em compensação, Breakfast Club é um dos meus filmes favoritos <3 Não é meu John Hughes preferido, mas acho o melhor dele, disparado. O roteiro desse filme, meu Deus, que coisa maravilhosa. E eu acho incrível a forma como ela nunca subestima os personagens, nunca trata as questões deles como "coisa de adolescente vai passar", nunca é condescendente e nem caricato, e é tudo tão honesto, e os atores são tão incríveis e aaaaaaaaahhhh preciso reassistir. Feels.

    The Duff: preciso! Mas quero ler o livro primeiro. A maioria das resenhas que li foi meio decepcionante, hahaha, mas sabe aquele livro que você se sente atraída e precisa ler no matter what? Então.

    De resto eu vi O Abutre, que eu achei sensacional e me deixou muito pensativa, e me sentindo muito, muito mal. E o Jake, né? MEDONHO, mas tá incrível no papel. Ainda não acredito que foi esnobado pelo Oscar. :(

    beijos <3 <3 <3

  • Reply Manu 21 de julho de 2015 at 6:43 PM

    Faz tanto tempo que eu não assisto (nem tenho paciência, heh) um filme legal, e esse post me deixou super animada pra voltar a ver. Já to anotando na listinha! The Breakfast Club é um filme que eu tenho guardado no coração, e com certeza fugirei de We’ll Never Have Paris (que sem ler esse post eu super apostaria nele sem pensar, não há nada que eu odeie mais do que me empolgar com um filme e perder horinhas vendo uma história nadavê zzzzzzzzzzzzzzz)
    Apareça com os filmes de julho tbm, menina!
    ;****

  • Reply Mila 23 de julho de 2015 at 12:02 AM

    Tô querendo ver esse Reality Bites faz tempo, por motivos de Ethan Hawke, mas não sei o que me impede de assistir. rs
    Clube dos Cinco era um clássico pra todo mundo, menos pra mim. Eu nem sabia da existência dele até um tempo atrás e, quando soube, não me despertou curiosidade nenhuma. Mas um dia, de bobeira no Netflix,resolvi ver e não me arrependi. Achei bem legal, mas não virou um clássico pra mim, não.
    Os outros eu nunca ouvi falar, mas me interessei por esse The Duff.

  • Reply Analu 23 de julho de 2015 at 6:12 PM

    Amiga, cê foi tão linda mimando meus últimos posts sem nem eu precisar pedir que vim aqui abaixar minha cabecinha de vergonha pra dizer que já tinha lido esse mas não mimei porque, cê sabe, essa história de listas de filmes, e tals. Não assisti nenhum, nem sei se vou, mas vim aqui dizer que te amo, vale?
    Te amo! <3

  • Reply Jéssyka 25 de julho de 2015 at 5:48 AM

    O Reality Bites me chamou muita atenção. Onde você assistiu? Bom, vou dar uma olhada na net pra ver se acho online. Acredita que não assisti nenhum desses? :o

    • Reply Ana Luiza 25 de julho de 2015 at 6:23 AM

      Tem no Popcorn Time!

    Leave a Reply