JOHN HUGHES NÃO DIRIGE MINHA VIDA

PRESTAÇÃO DE CONTAS #1

Movida pelo clima de fim de ano, no início de 2014 fiz uma lista com algumas metas (exatamente 14, porque sou muito criativa) que pretendia cumprir ao longo dos meses que estavam por vir. No calor do momento tudo parecia muito possível e eu me sentia motivada a correr atrás dos objetivos listados, fazendo o possível e o impossível (cof, cof) para torná-los realidade. Passada toda empolgação inicial, no entanto, a lista acabou esquecida nos arquivos desse belíssimo blog e a vida continuou como tinha que ser.

Só que esses dias comecei a pensar nessa lista e, por mais boba que ela pareça agora, achei justo dar uma satisfação sobre o que fiz, o que deixei de fazer, e o que me fez desistir ou não de cada item contido ali. E isso nem é só pelo fato de achar deveras mal educado da minha parte falar sobre mil coisas, prometer mundos e fundos, e depois simplesmente largar de mão quando do outro lado, um pigado de gente que seja, espera que eu dê alguma satisfação. Não. Eu precisava dar satisfações pra mim também. Prestar contas, como bem diz o título desse post.

O primeiro item da lista não podia ser mais clichê. Mas olha, no meu caso, uma rotina de exercícios tinha um motivo bem mais relevante do que só um corpo bonito (nada contra). Era (e continua sendo) questão de saúde mesmo. Se você chegou agora e não está entendendo nada, posso resumir todo o meu drama em uma única palavra: amigdalite. Ou garganta inflamada, como é popularmente conhecida. Um problema muito simples, que todo mundo já enfrentou pelo menos uma vez na vida, mas que comigo tomou proporções bem maiores.

Sofro com infinitas ites desde pequena, sendo amigdalite apenas mais uma delas, mas a medida que cresci, me livrei da maioria, restando apenas uma rinite aqui e ocasionais sinusites ali, geralmente no inverno. Com a amigdalite, no entanto, o caminho foi inverso. Aos 14 anos comecei a ter crises todo mês. Todo santo mês e juro que isso não é só mais um dos meus exageros. Tão certo quanto dois mais dois são quatro, tão certo como as cólicas durante o período menstrual, minha garganta inflama rigorosamente todos os meses.

Quando conto isso as pessoas geralmente esboçam uma das três reações a seguir: a) elas acham que estou exagerando e riem da minha cara, afinal meu nome do meio é drama e esse é só mais um dos meus ataques de filha única mimada; b) elas se identificam e dizem que sofrem do mesmo problema, mas acreditam piamente que quando eu digo que tenho crise todo mês é mais falando de uma forma geral, quando na verdade estou sendo literal. Nesses casos eu só escuto e finjo que encontrei minha cara metade porque odeio ficar batendo boca para descobrir quem tem o problema maior; c) por fim, a pessoa pode não entender nada, vai dizer no máximo um “poxa, que pena” e seguir a vida numa boa. Particularmente não gosto de nenhuma das reações, mas tirando as pessoas muito próximas e que realmente entendem meu problema, nunca vi ninguém ter uma reação diferente dessas três.

Já tentei diversos tratamentos, sem muito sucesso, mas sigo tentando porque a esperança é a última que morre, mas já notei que consigo um espaço maior entre as crises quando pratico exercícios, de preferência ao ar livre. É um tiro no escuro, mas geralmente dá certo. A folga é curta, geralmente de um mês, dois na melhor das hipóteses, mas ainda é melhor que nada. O lance é que eu odeio me exercitar. Adoro caminhar aos domingos de manhã no Parque, por exemplo, mas só de pensar em fazer isso cinco vezes na semana, já fico com uma preguiça imensa.

Deus sabe que eu daria qualquer coisa pra ser igual mamãe, uma apaixonada por atividade física e devota da alimentação natureba, mas nesse ponto, infelizmente, fiz questão de puxar meu pai. Tentei manter uma rotina saudável mas quando me vi de volta à correria da faculdade, foi ficando cada vez mais difícil mantê-la, de forma que acabei por preferir deixar para depois. Continuei com minhas atividades de fim de semana, mas nada realmente relevante.

Das catorze metas acho que essa é a mais coerente e, talvez, a que merece mais atenção. Não vou perder meu tempo prometendo uma rotina fitness que certamente não irei cumprir, mas ainda vale a pena tentar incluir alguma atividade no meu dia-a-dia e continuar a busca pelos poderes da endorfina. Uma hora, que seja. Mas algo com mais regularidade e que não me deixe tentada demais a desistir na primeira semana. Aguardem os próximos capítulos.

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5 Comments

  • Reply Ana Luísa 5 de agosto de 2014 at 1:12 PM

    Sei que o grosso da sua história foi sobre os exercícios físicos, mas eu fiquei tão legitimamente chateada com suas dores de garganta que preciso comentar sobre elas. Guria, espero que isso se resolva, porque eu odeio tanto dor de garganta, mas odeio tanto quando tenho umazinha, que fiquei de verdade muito incomodada com as suas! Boa sorte!
    E eu sempre invento um projeto fitness no começo do ano. E esse ano até que consegui ir mais ou menos direitinho na academia, mas nesse segundo semestre me envolvi na rotina e não consegui pisar lá. De qualquer forma, acho tanto que academia é exercício físico programado pra vida moderna e agitada, e não gosto muito. Nessas meu sonho era ser carioca e correr na praia, isso sim seria vida! HAHAHA
    Beijos!

  • Reply ingrid 5 de agosto de 2014 at 10:09 PM

    ahhh cara meu irmão sofre disso tb e com ele melhorou um tratamento de sistema imunológico. nao sei se vc ja tentou. ele tomou um medicamento por um mes e depois a cada 15 dias por dois meses, um troço assim…e melhorou!

    e sobre exercicios uma coisa que me fez cumprir essa promessa fitness esse ano foi o blogilates, um blog de uma instrutora de pilates que desenvolveu um método de matt pilates com yoga e exercicios intensos (tipo exercicio funcional, polichinelo etc) é beeem bacana, perdi dois kgs sem dieta e bobagens e o que é mais importante eu sinto meu corpo super bem quando faço regularmente, melhoro postura, respiração, sinto meu corpo mais durinho sabe? mais disposiçao..eu adoro
    fora q ela tem uns exercicio pra dor nas costas, pra alongar, é uma maravilha!

    e o lado bom é que é tudo de graça no youtube! dá uma olhadinha no blog dela só. qualquer duvida é só chamar lá no blog pq eu faço e amo ahahahha

    • Reply Ana Luiza Alves 6 de agosto de 2014 at 4:21 AM

      Infelizmente já fiz sim, Ingrid :/ meu sonho que comigo tivesse dado certo. E eu AMO o Blogilates! Fiz durante algum tempo e adorava! É puxado (eu achava), mas cada aula era uma delícia. O que me fez parar foi mesmo a falta de tempo e o desgaste na faculdade.

  • Reply Jéssyka 6 de agosto de 2014 at 5:41 PM

    Gente, que coisa! Se uma dor de garganta uma vez ao ano já é tenso, imagine tudo isso… :/ Sobre o exercício, eu tento sempre colocar na minha lista também, mas sei lá, acho que preciso de mais força de vontade. rs Mesmo lembrando que a saúde vem em primeiro lugar…

    http://www.namesmafrequencia.com.br

  • Reply Sammy 7 de agosto de 2014 at 5:22 AM

    Ok, quero dizer que eu te entendo MUITO e não me encaixo em nenhuma das 3 reações. Também sou cheia das ites e desde criancinha eu tenho problemas de garganta (daqueles níveis que nada mais funciona e seus pais tentam até homeopatia). Teve um ponto na minha vida que todo santo mês eu ficava com a garganta inflamada e sério, não sei se você sente o mesmo, mas me derruba demais e eu costumo dizer que é como se eu quase morresse todo mês, porque eu fico de cama, enjoada pra comer, sem fome, morrendo lentamente HAHAHAHAHA parece exagero, mas não é. E eu deveria fazer algum exercício também, mas chega um ponto do dia que tenho preguiça de levantar a bunda e ir dormir na cama – sim, sou dessas. Bom, espero que você consiga cumprir a sua meta e me fale os resultados positivos (pra quando minha garganta tiver me matando, eu invejar sua força de vontade HAHAHAHAH)

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