JOHN HUGHES NÃO DIRIGE MINHA VIDA

PRESTAÇÃO DE CONTAS #1923890183908847

Eu deveria ter terminado de prestar contas há muito, muito tempo. Mas como vocês podem ver, só duas contas foram prestadas, de forma que agora, com 2015 batendo na porta, me vejo obrigada a esquecer meu cronograma milimetricamente calculado (e milimetricamente ignorado) e juntar tudo num balaio só. São 12 metas, um único post, então galera, respira e vem comigo! As outras duas prestações de contas vocês podem conferir aqui e aqui.

#2: FAZER UMA TATUAGEM

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Não sei onde estava com a cabeça quando achei que seria legal inventar uma meta dessas. São muitos anos de promessa não cumprida, muitas ideias e pouco dinheiro e aí que dezembro chegou e eu continuo com minha pele intacta, tal qual comecei 2014 – e de forma alguma me culpo por isso. Eu continuo querendo fazer uma tatuagem. Várias, na realidade. Mas não desse jeito, não só pra cumprir uma promessa. Prefiro deixar as coisas fluírem e, quando for a hora, vai ser a hora e é isso aí. Sem pressão.

#3: ME DEDICAR MAIS AO BLOG

Preguiça me define quando leio essa meta. Não é como se eu não quisesse ser mais dedicada, postar pelo menos três vezes por semana, esse tipo de coisa. Só que eu mudei demais nesse meio tempo e do jeito como as coisas estão agora, dedicação não depende só de tempo, de sentar na cadeira e escrever. Não adianta tudo isso se eu não tiver alguma história pra contar. Eu ainda recorro às tags e memes quando não tenho nada melhor pra falar, mas eu não posso me esconder o tempo todo atrás disso, sabe? Então, muitas vezes, prefiro esperar. De novo, adoraria escrever três vezes na semana, responder todos os comentários rapidinho e esse tipo de coisa, mas eu não forço minha barra. Tento ser dedicada na medida do possível, mas o mundo não vai acabar se eu não postar nada por uma semana inteira. Então, tudo bem!

#4: JUNTAR DINHEIRO PRA MINHA PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL

F.A.I.L.E.D.  Nova York, me espera que um dia vai, miga. Prometo.

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#5: DECORAR MEU QUARTO

Então, essa é uma meta que eu ainda pretendo cumprir, mas que ainda fico meio perdida quando penso nela. Pra não dizer que não fiz absolutamente nada, troquei minha cadeira da escrivaninha o que foi maravilhoso porque só Deus sabe por quanto mais tempo a antiga iria durar. Mas ainda tem muito que precisa ser feito. Preciso de um espelho pra minha penteadeira, preciso de uma estante pra guardar meus livros, preciso de quadros, preciso de um espelho de corpo inteiro, um abajur bonitinho e prateleiras mil. É terrível porque cada vez que entro num site de decoração quase peço para estar morta. Os preços são assustadores e aí eu acabo desistindo de transformar meu quarto num lugar legal e prefiro mil vezes comprar mais livros, mais roupas, mais sapatos, mais maquiagem. É um ciclo vicioso, mas tudo bem, tenho fé que uma hora esse quarto fica com minha cara.

#7: VOLTAR A SER UMA ALUNA SS

Eu disse que não me orgulho do meu rendimento acadêmico uns dias atrás, mas isso não quer dizer que ele esteja num estágio desesperador. Se a gente comparar com tantos outros alunos da UnB, o meu talvez seja invejável. Só não é o suficiente pra mim, na minha cabeça, que sempre me cobro demais, mas não faço muito pra mudar. Nos últimos dois semestres consegui subir ele um pouquinho (descer é fácil, agora tentem subir essa merda). Meu 4º semestre foi equilibradíssimo, MS em todas as matérias. No 5º as coisas desandaram um pouco, passei em duas matérias com MM, mas em compensação tive dois SS e um MS, então acho que tô no caminho certo.

#8:  GASTAR MENOS COM ROUPA

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Muitas roupas foram adquiridas em 2014. Se mais ou menos que em 2013, eu de fato não sei responder, mas não foi como se eu estivesse prestes a perder o controle a qualquer momento. Quase não fiz dívidas e isso sem dúvida já é um avanço. Continuo querendo comprar menos? Continuo. Não porque acho errado gastar dinheiro em roupa (por favor, NÃO), mas porque eu realmente não preciso. Mas se der vontade eu vou comprar? Vou comprar sim e tá tudo bem, porque dinheiro taí pra isso. Não vou pro inferno por causa disso.

#9: PARAR DE TOMAR REFRIGERANTE

Fiquei uns três meses sem por uma gota na boca, mas depois não deu mais. Não foi nem uma questão de abstinência, nada assim. Foi só que eu passei mal e minha linda mãe achou que seria de bom tom colocar um pouco do líquido do demônio (Coca-Cola) na minha boca pra que eu ficasse melhor. E eu fiquei. Mas aí já não dava mais pra segurar e eu continuei bebendo alegremente porque se eu já tava no inferno, tinha mais que abraçar o capeta. Então sim, continuo bebendo refrigerante. Sim, minhas celulites agradecem. Não, meu corpo certamente não. Mas tudo bem, sabe? Troco refri por suco quase sempre, o que pra mim não é sacrifício nenhum, mas se eu quero colocar um pouco da perdição na boca, não vou ficar me regulando.

#10: TIRAR AS AMÍGDALAS

O único motivo pra que eu quisesse que essa meta se cumprisse mais do que qualquer coisa nesse mundo é que eu não aguentava mais ficar doente todo mês. Não é exagero. Eu tinha crises de amigdalite todo santo mês. Algumas me derrubavam de verdade, me deixavam de cama por dias; outras simplesmente iam e vinham sem alterar muita coisa além da dor incontestável na garganta. E todas eram igualmente terríveis, porque envolviam todo um processo de tomar antibiótico, de ficar de uns dias de molho, de não poder beber, de sempre ter um relógio do lado e uma garrafinha de água na mão. Tentei vários tratamentos com meu otorrino, tentei outros mais com minha homeopata e nada, absolutamente nada, parecia dar certo. Então a minha única saída era dizer tchau pra essas duas bolotas que me atormentavam a vida. Eu não queria, mas era necessário.

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Mas o mundo dá voltas, a vida surpreende a gente e, não mais que de repente, eu parei de ter as tais crises. Foi assim, do nada mesmo, sem aviso prévio, nada do tipo. Um mês eu não fiquei doente, tudo bem, que ótimo; daí no mês seguinte eu também não fiquei e desde então, nunca mais. Fiquei por outros motivos. Tive gripes, uma otite deveras desagradável, mas amigdalite nunca mais. Não sei se agradeço à Deus, à minha homeopata, às forças do universo, não sei. Só sei que já se passaram seis meses desde a minha última crise e eu só consigo dizer obrigada, infinitamente, a quem seja lá o culpado. Minhas amígdalas, portanto, continuam intactas. Amém!

#11: FAZER A UNHA TODA SEMANA

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#12: PASSAR UM FIM DE SEMANA DESCONECTADA (COM O GUI)

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Totalmente desconectada não rolou, mas só porque não aconteceu não quer dizer que o mundo vá acabar. Eu achava que essa história de ficar conectado 24/7 atrapalhava muito a vida e, em partes, continuo acreditando nisso. Só que eu não preciso apelar pra conseguir alguns minutos desconectada. Não preciso ir acampar no meio do mato, por exemplo, ou fugir pra casa da minha avó no interior. Acho que às vezes eu me desesperava tanto com isso tudo que me perdia e acabava não vendo o que estava na minha frente o tempo todo. É maravilhoso estar sempre conectado, ter um celular legal, tirar foto do prato de comida e compartilhar com o mundo. Mas isso não é tudo. E eu acho que fui um tanto injusta de me desesperar achando que meu relacionamento pudesse se resumir à um monte de fotos no Instagram. Nós somos muito mais que isso, infinitamente mais. Tudo bem ter o celular por perto, mas não é porque não param de me chamar no WhatsApp que eu sou obrigada a responder. Ou se alguém liga pro Gui, ele não é obrigado a atender se não quiser. Mas também tá tudo bem se ele atender ou se eu responder. A questão aqui não é ser chata, tratar como obrigação, “não pode não pode não pode”. Pode sim. É muito mais uma questão de equilíbrio do que de regra, e acho que já somos bem grandinhos pra saber quando é hora ou não, sem ninguém precisar ficar enchendo o saco.

#13: TIRAR MAIS FOTOS

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Ainda não cheguei ao ponto que queria, mas certamente tirei muito mais fotos que em 2014. Ter um celular melhor sempre por perto me ajudou muito nesse aspecto, porque como eu já disse antes, carregar um trambolho de câmera pra cima e pra baixo é, no mínimo, desanimador. Quero fotografar mais em 2015? Sem dúvida. Mas taí uma meta que consegui, de certa forma, cumprir e fico bastante satisfeita por isso.

#14: TER UMA ROTINA

Continuo não tendo a rotina que gostaria, mas certamente consegui ter alguma rotina, o que certamente já é alguma coisa. Comecei a pegar aulas de manhã e isso me ajudou muito, mas acho que a maior diferença foi o estágio. Eu vivo querendo morrer porque céus, esse cansaço todo não é justo. Mas ao mesmo tempo fico feliz em ter o que fazer, por mais insuportável que seja às vezes. Ainda quero enfiar postagens regulares, exercícios físicos e leitura constante no meio dessa rotina, sem ficar louca querendo fazer tudo ao mesmo tempo, mas por enquanto tá bom assim.

Então é isso! Contas prestadas, ano novo batendo na porta e daqui a pouco eu volto pra falar mais abobrinha.

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5 Comments

  • Reply Ana Luísa 24 de dezembro de 2014 at 3:41 AM

    Então, eu nem me arrisco a fazer uma listinha dessas porque não teria nem coragem de prestar contas no final do ano, nega. E morri de aflição de você jogando sua sorte amidalítica na cara do universo. Joga não, miga, que o universo é traiçoeiro e pode ouvir issaí como um “chalengeaccepted”. Foi isso que ele fez quando, no Rio de Janeiro, Anna Vitória comentou que sempre tinha uma grande dor de garganta no ano e que esse ano ainda não tinha tido. Pois é, ela teve – não sem antes a danada da dor respingar e mim e me detonar. Portanto, fica aqui minha dica, desafia o universo não.
    E bora fazer essa tatuagem! <3

  • Reply Katharine Padilha 24 de dezembro de 2014 at 5:21 AM

    NOOOOOOOOSSA, TEM COMO UM POST SER MAIS EU??? É como se eu estivesse escrevendo pq eu me encaixo em todos os objetivos hsausauhs pera, menos as amígdalas
    Gente, senti sua dor com fazer a unha toda semana viu!
    AMEI AMEI AMEI

  • Reply Danni 24 de dezembro de 2014 at 2:23 PM

    Ana!

    Estou até agora rindo do seu comentário lá no blog. Vem quebrar prato, mulé! E toca aqui parceira. É nóis na gula e na preguiça hahahhaha \o/\o/\o/

    Sobre prestações de contas: é agridoce fazer esse balanço, não é? Ao mesmo tempo em que é bom ver se você avançou em alguma coisa ou se mudou de ideia ao longos do tempo, pode ser ruim ver que você não atingiu um objetivo que tanto queria.

    Também está na minha lista fazer uma tatuagem, mas penso como você o momento certo vai chegar. Não atualizo meu blog por pura preguiça e bloqueio criativo também. Mas olha ai a preguiça atrapalhando nossas vidas novamente hahahaha Não faço ideia do que seja SS, mas creio que seja uma nota boa, não é? Torcendo pela melhoria do seu despenho acadêmico ~crossed fingers~

    Também preciso gastar menos com roupas, pois estou muito Becky Bloom ultimamente ): Me sinto menos culpada quando estouro o cartão de crédito com livros, não sei por quê.

    P.S.: sobre fazer uma toda semana: que sonho <3
    Abraços!

    • Reply Danni 24 de dezembro de 2014 at 2:23 PM

      unha*

  • Reply Suelen 28 de dezembro de 2014 at 1:10 AM

    OMG me identifiquei com tudo!!! E com seus comentários também, viu.
    Teve uma época que não cumprir alguma meta era um pecado e OMG como eu ficava braba/depressiva/desanimada. Mas hoje, whateeeeeeever. Se consegui melhorar, ok. Se não, bola pra frente, tem outros anos, outras metas e tudo o mais.

    Metas são ótimas para se ter uma base e tal, mas viver sem ter que pensar em seguir tudo, é muuuuito melhor! ♥ Menos metas, mais ação e mais viver :)

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