QUERIDO DIÁRIO

RESUMINHO DA SEMANA #3: SOBRE CRISES, GORDICE E UMA GARGANTA INFLAMADA

Ou: A crise nunca é tão ruim que não possa piorar.

Senhoras e senhores, essa foi uma semana ruim – mas isso vocês meio que já sabem. 

Fiquei aqui pensando que eu queria começar esse resumo de outra forma, mas sei lá? A essa altura do campeonato eu já ando meio estressada, querendo jogar as coisas pro alto e sem muita paciência de um modo geral, então vocês me desculpem o mau jeito, não é nada pessoal eu juro, mas não tá rolando mesmo.

E eu achando que a crise oficial já tinha passado. Risos. Risos eternos. 

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A semana na faculdade foi, bem…inexistente. Depois de duas semanas fingindo que o negócio não era comigo e matando aula sem nenhum remorso, prometi pra mim mesma que só faltaria se tivesse um motivo real pra isso. A promessa deu muito certo na segunda, quando assisti uma aula maravilhosa de uma matéria que promete ser a melhor do semestre. Discutimos sobre um texto que na verdade era sobre globalização, mas que vai muito além do que a gente costuma ler sobre o assunto. Gostei muito de ver alguém falar com propriedade sobre o lado ruim dessa moeda, sobre as consequências naturais do processo que muitas vezes a gente se recusa a enxergar em meio ao deslumbramento, e sobre como não é possível falar em meritocracia num sistema tão desigual. Ou seja, um maravilhoso papo de humanas que me motivou a continuar frequentando as aulas com regularidade.

Só que aí acontecem coisas e então eu fiquei doente e, obviamente, fui obrigada a faltar a semana inteira. Foi péssimo, mas muito necessário também.

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melhor remédio

Aliás, se tem uma coisa que eu esqueci completamente foi que ficar doente é ruim demais. Quer dizer, a gente meio sabe disso, é instintivo e muito óbvio que ninguém gosta de ficar doente, mas a gente só lembra como é ruim quando de fato fica doente. As pessoas estão doentes o tempo inteiro, mostra o Snapchat todo santo dia (me sigam, sou @alvesqueen por lá – e em todos os lugares), mas nunca imaginei que seria eu ali por tão cedo, fazendo 300s entre fotos e vídeos, sempre reforçando que estava doente. Comecei a tomar antibiótico na quarta à noite e tenho visto algumas melhoras, mas a febre persiste e talvez eu tenha que trocar de antibiótico. Nada que já não tenha acontecido antes, nada que meu extenso histórico de amigdalites não tenha se certificado de me acostumar, mas nunca é agradável ficar brincando com meu corpo desse jeito.  

Uma coisa que aconteceu essa semana e me deixou muito chateada foi o lance do meu retrovisor. Falei por alto sobre isso no post passado e, a essa altura, sinto que já falei demais sobre o assunto com todo mundo, mas então eu lembro que vocês não são todo mundo, que existem pessoas de verdade lendo o blog que só tem contato comigo através do blog, então tudo bem, eu conto essa história de novo.

Terça-feira cheguei meio atrasada no estágio e, como acontece sempre, não consegui encontrar um lugar para estacionar. Não gosto de deixar meu carro em qualquer lugar, mas como não posso usar o estacionamento privativo, acabo tendo que apelar de vez em quando. Então, nesse dia, resolvi que minha única saída era estacionar de baliza, assim como todas as outras pessoas atrasadas que não tem tanto tempo pra ficar rodando, torcendo pra que alguém saia e libere uma vaga bacana, e não podem simplesmente depender do acaso. Gostei da ideia? Não. Tinha outra opção? Também não. Então paciência. Só que quando eu voltei, percebi que tinha alguma coisa errada porque, à medida que eu ia chegando perto do meu carro, as pessoas começavam a me olhar com uma cara esquisita pra mim. Foi quando eu me aproximei mais um pouquinho que eu entendi tudo: o retrovisor.

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Não sei como nem porquê, mas acho que dá pra imaginar como aconteceu. O que importa, no entanto, é que de repente eu não tinha mais o meu retrovisor direito e, como era de se esperar, agi como a mocinha madura que não sou – o que, em outras palavras, significa que entrei no carro, bati a porta e fingi que aquilo não estava acontecendo comigo. As pessoas que passavam do lado vinham dizer “moça, seu retrovisor tá quebrado”, como se eu realmente não tivesse visto aquilo, como se fosse possível não ver e, principalmente, esquecer, mas eu tentava responder com um sorriso de quem faz piada com desgraça “pois é, eu vi, rsrsrsrs”. Se não fosse o cara que passou do meu lado, de carro, e mesmo assim parou cinco minutinhos pra pegar o retrovisor que estava caído no chão (sim), eu nem teria me dado o trabalho de pegar nada. Mas ele foi fofo, não tinha culpa de nada, e eu aceitei os restos mortais do meu espelho com um sorriso de agradecimento no rosto. “Valeu moço rsrsrs”.      

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eu, 100% do tempo

Uma das coisas que mais odeio sobre dirigir é que, quando acontece alguma coisa, você imediatamente vira o centro das atenções. Foi assim nas duas vezes que bati de um jeito um pouquinho mais sério e, obviamente, foi assim com o lance do retrovisor, e nessas horas eu sempre fico meio constrangida, sem saber muito bem o que fazer, me perguntando o que uma adulta da minha idade (supondo, claro, que sou uma adulta) faria no meu lugar quando no fundo no fundo, a única coisa que eu quero é ligar pra minha mãe. Fiquei meia hora trancada no carro pensando se começava a chorar ou se ligava pra minha mãe, até me dar conta que ela não ia poder fazer nada por mim. Eu ainda podia ligar, claro, chorar um pouquinho no telefone e torcer pra pessoa que fez aquilo tivesse sete anos de azar como manda o figurino, mas no final era eu, sozinha, tendo que lidar com aquilo de frente, assumindo as rédeas da minha vida e sendo a capitã do meu destino na alegria e na tristeza. 

Como já disse, tudo isso aconteceu na terça, um dia que, pra minha sorte, não tenho aula, então voltei pra casa e pude chorar e reclamar com minhas amigas sem me preocupar em ter que prestar atenção (ou pelo menos fingir) em alguma outra coisa que não meu drama particular. Teria terminado o dia ali, mas daí o Gui me mandou uma mensagem perguntando se eu não queria dormir junto com ele, uma dessas quebras de rotina que eu jamais seria capaz de ignorar, e de repente nós estávamos conversando sobre a vida, sobre jogos de vídeo game e sobre nossos amigos, comendo sanduíches maravilhosos e cheios do melhor bacon que Brasília já viu (sério mesmo), sentados numa mesinha de uma lanchonete meio pé sujo que eu amo demais. No final do dia eu ainda me sentia meio mal, meio estressada, e minha garganta continuava doendo pra cacete, mas só de ter saído de casa e ter a perspectiva de dormir de conchinha num dia qualquer já melhorou 70% do meu dia bosta. 

Quarta eu tinha dentista e acordei super cedo, mas cancelei tudo porque minha garganta tava doendo demais. Me deixem.

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minha resposta pra essa semana

No mais, a semana foi uma mistura de estresse sem muita explicação, dias monótonos no estágio (uma pena que eu não esteja doente o suficiente pra faltar numa boa e me livrar daquele ar condicionado tenebroso sem precisar compensar tudo depois) e dancinhas aleatórias no meu quarto ao som de Telekinesis e One Direction pra aliviar. Recomendo bem.

A SEMANA NO BLOG

Senti que essa semana foi bem pouco produtiva, não fiquei muito feliz com nada que postei, mas depois de 29 fucking dias, acho que faz parte.

• No domingo, escrevi um post meio chato sobre cinema e indiquei algumas coisas (?) pra quem gosta do assunto;

• Como domingo foi dia de postagem coletiva, na segunda postei mais um resuminho contando um pouco sobre minha semana;

• Na terça, respondi um meme do GWS sobre 5 coisas que não dou a mínima e, como não consigo respeitar regras, coloquei um bônus também;

• Na quarta, um dia bem desesperador se querem saber, compartilhei a primeira cena de um roteiro que escrevi recentemente. Foi o primeiro que escrevi sozinha e foi maravilhoso receber um feedback tão positivo de vocês. Muita gente se mostrou interessada na história, então eu vou dar um jeito de disponibilizar pra vocês lerem o texto inteiro;

• Na quinta, falei sobre os melhores shows que já fui na vida;

• Na sexta, por fim, escrevi sobre as dificuldades e alegrias de se ter 20 e poucos anos. É um tema que gosto muito e, talvez, tenha sido o único texto que realmente curti nessa última semana.  

A SEMANA NA MÁFIA

• Hoje, a Analu postou um texto maravilhoso sobre lufana com muito orgulho, com muito amor;

• No domingo, a Anna entrou na minha zoeira e postou o guia de bolso da gótica suave que imediatamente me fez ficar arrependida por não ser mais legal e conseguir fazer uns posts divertidos assim;

• Na quarta, a Palo falou sobre Jellicoe Road, um livro que já estava com bastante vontade de ler e só fiquei com mais vontade depois de ler a experiência dela;

• Na segunda, a Iralinha falou sobre um filme chamado The Road Within, do qual nunca tinha ouvido falar, mas que sinceramente parece maravilhoso. Vamos assistir?; 

• Por fim, na sexta, a Couth postou um texto bem sincero sobre mudanças e como nós evoluímos com o tempo. 

>> Faltam dois dias pro BEDA acabar (amém #sorrynotsorry) e eu queria saber o que vocês acham da gente continuar com esses resuminhos. Foi uma coisa que gostei muito de fazer e que pelo feedback, vocês também curtiram bem, então pensei que seria legal continuar fazendo. Como minha vida não é assim tão emocionante, pensei em fazer com um intervalo de 15 em 15 dias ou um resumão do mês, o que vocês preferem? Lembrando que estou sempre às ordens e que qualquer sugestão é muito bem-vinda.

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4 Comments

  • Reply Plan 30 de agosto de 2015 at 8:37 PM

    Amiga, te dou todo o apoio do mundo e vou ver todos os snaps doente, porque eu acho altamente necessário bradar para o mundo e fazer drama sobre o quão doente estamos, temos esse direito, sabe? Amigdalite é uma coisa do diabo, e eu sinceramente penso em tirar as minhas amigdalas porque não possível.

    O retrovisor foi uma peça de muito mal gosto da vida nessa semana, hein? Que péssimo, mas ao menos tu nao tava no carro na hora, nem em movimento.

    Te amo, amiga. Acho que a tua semana vai ser melhor. TO SENTINDO ESSA VIBE.
    <3

  • Reply Alessandra Rocha 31 de agosto de 2015 at 2:13 AM

    Nossa Ana ): vemk *abraço*
    Espero que você esteja melhor, até porque TODO mundo ficou doente em Agosto e JESUS que treva!

    Espero que essa semana seja bem melhor e que você durma de conchinha de novo – porque poucas coisas são melhores que isso!

    beijo <3

  • Reply Passarinha 31 de agosto de 2015 at 1:33 PM

    Sharolina, espero que você já esteja melhor, viu? E o seu retrovisor também. De qualquer forma, sinta-se muito abraçada.

    Amo as retrospectivas de vocês e pode continuar sim senhor, muito obrigada.

    Te amo.

  • Reply BA MORETTI 1 de setembro de 2015 at 5:52 PM

    quando me peguei fazendo snaps doentes é que me dei conta de como a vida pode ser bad vibes as vezes. e ainda pode ser assim em agosto, tudo de uma vez, só pra reforçar a ideia de que agosto pode ser o mês do desgosto sim. sad but true. mas acho que o povo sobreviveu a mais um agosto insano né. talvez não 100% mas sobreviveu.

    por um setembro bem mais good vibes pra nós o/

    (nova por aqui e curtindo. culpa do blog day!)

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