CINEMA E TV

STARSHIPS & QUEENS AWARDS 2015: CINEMA & TV – PARTE I

Seguindo com os festejos, vamos falar sobre aquilo que andei assistindo em 2015 – ou, pelo menos, dos filmes que andei assistindo esse ano. Normalmente uso essa categoria pra falar também das séries e, eventualmente, das novelas que assisti, mas 2015 foi o ano atípico em que passei mais tempo assistindo séries do que filmes, e achei que fazia mais sentido falar das duas coisas em posts separados. Fiquei com preguiça? Demais. Queria tocar o foda-se e dizer queridos, abram o champagne e por favor vamos esquecer esse papo errado de premiação? Queria. Mas eu assisti coisas muito legais esse ano e (in)felizmente levo esse blog muito a sério pra simplesmente deixar pra lá. Então é isso aí.

O mais engraçado é que o ano em que eu finalmente tive coragem de chegar na administração acadêmica da faculdade e pedir minha mudança de habilitação – no último dia, suando frio e sem muita certeza se aquela era mesmo uma boa ideia – e virar oficialmente uma aluna de audiovisual, foi também o ano em que menos assisti filmes, e por mais que eu tenha ido ao cinema bastante até nos últimos meses, não foi o suficiente pra compensar vários lançamentos importantes que perdi ao longo do ano e que a essa altura não tenho forças vitais pra correr atrás e compensar o tempo perdido. Não me sinto exatamente culpada, a gente sabe que 2015 foi um ano maluco e tudo, mas ao mesmo tempo tenho a ligeira impressão que rolou, senão uma má vontade, pelo menos uma falta de vontade de sentar e me perder por duas ou três horas numa história qualquer – se fosse pra me perder em alguma coisa, que fosse num episódio de Grey’s ou Friends – e acho que só continuei indo ao cinema porque a pipoca era uma motivação boa o suficiente pra me fazer sair de casa.

Sei que vocês não aguentam mais ouvir isso, mas 2015 definitivamente foi um ano estranho pra caramba.

Enfim, segurem minha mão e vamos lá.

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Pela primeira vez em muito tempo, consegui assistir os principais concorrentes ao Oscar e incrivelmente curti a maioria. Meu favorito foi Boyhood – um filme sobre a vida, que me faz pensar muito na minha própria vida, delicado, assustadoramente real e muito muito precioso, e é uma pena que a Academia não saiba valorizar esses pequenos milagres que fazem o cinema valer a pena (e vocês ainda perguntam por quê eu não levo esses velhos babões a sério). Paciência, tem outros troféu.

Muitos dos filmes que assisti esse ano, aliás, falam exatamente sobre a vida, sobre dificuldades que a gente encontra no meio do caminho, sobre escolhas, sobre o medo do futuro e como não dá pra ter o controle de tudo o tempo inteiro. Desses, Reality Bites talvez tenha sido o mais importante – mais por ter caído no meu colo no momento certo, na hora certa, do que por ser uma produção livre de problemas (não é). Ele conta a história de jovens-recém formados, que tropeçam nas próprias expectativas e que não fazem ideia do que fazer com as próprias vidas, ao mesmo tempo que tentam enxergar um sentido em tudo isso, o tipo de coisa com o qual me identifico profundamente e que incrivelmente me ajuda bastante sempre que preciso enfrentar minhas próprias crises existenciais. Outros dois filmes que também falam sobre a vida e me ajudaram bastante esse ano: Livre – que foi um lembrete constante de que às vezes a gente aguenta muito mais do que acha que pode suportar; e The Age Of Adaline – que me ajudou a encarar meus problemas com a morte e a passagem do tempo de uma forma mais gentil.

2015 também foi o ano em que eu finalmente recebi o conto de fadas com gente de verdade que sempre sonhei, e que me fez acreditar em mágica, na bondade do ser humano, em milagres e, principalmente, na vida, sem me sentir idiota. Cinderella me fez chorar do início ao fim porque eu finalmente senti aquilo que eu sentia quando era criança e assistia os filmes da Disney, e foi muito especial e terapêutico poder viver tudo isso em certo nível de novo. A gente já vive num mundo tão difícil, sabe? É aquela história: feelings are the only facts. Se 2015 não tivesse sido um ano com tantos lançamentos importantes, Cinderella poderia facilmente ter sido o melhor filme do meu ano. Queria ter escrito mais sobre ele, mas como acontece com uma frequência ridícula com todas as minhas pautas em potencial, não deu.

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os feeeelllssssssss!!1!1

Das decepções: A Esperança – Pt. II, Maze Runner: Prova de Fogo e Os Vingadores: Era do Ultron. Escrevi um post inteiro sobre o primeiro, então acho desnecessário falar mais alguma coisa (vocês podem ler aqui). Só queria acrescentar que: a) eu não odeio o Peeta; b) sinceramente eu não acho que a Katniss deveria ter ficado com o Peeta, muito menos com o Gale. Então é isso. Sobre os outros dois, é aquela história: expectativa é o primeiro passo para a frustração. O primeiro Maze Runner me surpreendeu MUITO, então foi bem broxante cochilar no segundo (um ponto importante: eu nunca, nunca, NUNCA cochilo no cinema). Os personagens são insuportáveis, a história é bem ruim e eu ainda não entendi qual é a dos zumbis no deserto. Já sobre Os Vingadores, o que me incomodou profundamente foi ter esperado algo épico demais, um vilão foda demais, e receber… aquilo? Sei lá, achei o Ultron bem qualquer coisa, então desculpa, mas não deu pra levar a sério.

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Não ia falar do pior filme do ano, mas já que estamos falando das decepções, aqui vai: Birdman foi o pior filme do meu ano. Não é que ele seja de todo ruim, muito pelo contrário. Ele dá um show de técnica, tem atuações fortíssimas e é praticamente todo filmado em plano sequência, o que é um troço bem bacana de ver, mas é só isso mesmo. Ele também é um filme pretensioso pra cacete e taí uma coisa que eu realmente repudio em Hollywood. A essa altura acho que tudo que podia ser dito já foi, então se você gosta, parabéns, te respeito profundamente e até invejo um pouco porque sempre prefiro gostar das coisas. Mas pra mim não deu.

Em compensação, também tive algumas surpresas, filmes questionáveis e até meio errados que me divertiram um bocado esse ano. Foi o caso de Homem-Formiga, um herói meio torto e extremamente adorável, que me lembrou muito outro filme sobre heróis meio tortos e extremamente adoráveis que também foi um dos meus filmes favoritos do ano passado: Guardiões da Galáxia. É o completo oposto das franquias principais da Marvel, e acho que é exatamente isso que faz esses filmes serem tão tão bons. Outra surpresa muito (muito muito muito) boa foi Perdido em Marte. Podia ser só mais um filme chato e aflitivo sobre o espaço, mas ele é TÃO legal e TÃO divertido. Uma vez na vida, acreditem no que eu digo. Por fim, outra boa surpresa foi The Duff, um filme extremamente questionável, mas que ao mesmo tempo não acho tão mais problemático que a média de filmes high school. Os personagens são adoráveis, a história não é de todo ruim (definitivamente não é tão ruim quanto pareceu em todas as resenhas inflamadas que li), e me diverti demais assistindo, então sei lá? Preciso assistir de novo pra tentar construir algum argumento em cima. Por enquanto a gente se diverte com o Robbie Amell.

robbie amell

o tanto que eu tô rindo disso, ajuda @deus

O melhor filme do ano, no entanto, já era o melhor filme do ano antes mesmo de ser lançado. Porque é claro que eu já sabia que seria incrível, que daria certo mesmo se desse muito errado. Mas ele foi também o lançamento mais aguardado do ano, a experiência cinematográfica mais incrível de 2015 com selo de aprovação feelings are the only facts, que me fez chorar de tanta emoção e me sentir verdadeiramente conectada com o universo. Obviamente, estou falando de Star Wars – O Despertar da Força. Eu poderia caçar problemas (ele tem problemas, é claro), mas não vou fazer isso. Os sentimentos, queridos leitores, continuam sendo os únicos fatos.

E assim encerramos mais uma etapa deste maravilhoso prêmio. Logo mais voltamos para falar sobre séries, meu assunto favorito dos últimos tempos e aí sim voltamos com categorias de verdade e toda aquela palhaçada. Como sempre, gostaria de agradecer pela atenção e caso não consiga voltar aqui antes, aproveito para desejar um feliz ano novo pra vocês, leitores maravilhosos & malucos, que colocam fé nas abobrinhas que eu escrevo e que deixaram meu ano um pouquinho mais especial. Muito obrigada, não seria nada sem vocês. Comportem-se e por favor não exagerem no champagne.

bb8

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2 Comments

  • Reply Tati 30 de dezembro de 2015 at 7:04 PM

    Perdido em Marte foi REALMENTE uma surpresa muito boa, lembro de ler sobre o filme e pensar EHEHEHEHEHEHE QUE MERDA e depois de ter assistido eu só queria conversar com alguém sobre tudo o que tinha assistido.
    Me sinto muito melhor vendo que seu melhor filme do ano também foi O Despertar da Força porque eu já tava começando a achar que eu tinha sido a fã surtada que gosta de qualquer coisa que me é apresentada de Star Wars (será que eu realmente sou? Espero que não).
    Bom ano novo <3

    Novembro Inconstante

  • Reply carol caniato 4 de janeiro de 2016 at 7:39 PM

    Quero ver Reality Bites A-GO-RA.
    Já tô procurando os outros que você citou e que não conheço.
    ;)

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