I WANNA BE A ROCKSTAR

STARSHIPS & QUEENS AWARDS 2015: AS MÚSICAS DO (MEU) ANO

Então estamos oficialmente naquela época do ano. Gostaria de dizer que estou tão animada quanto todas as pessoas nos shoppings, que decoraram suas casas e já até colocaram o peru no forno, mas não estou. Não sei o que aconteceu, mas são tempos estranhos, como todos sabemos, e minha vontade sincera era dormir hoje e acordar, sei lá, no ano que vem. Como a ciência ainda não nos presenteou com a possibilidade de pequenos comas programados (imaginem só que maravilha poder dormir hoje e literalmente acordar só no ano que vem), vamos tentando sobreviver, fugindo de toda e qualquer opção que não envolva um pijama de flanela e “Meninas Malvadas” dublado na tv, e ocasionalmente inventando umas modas que, no meu caso, vêm na forma de melhores e piores do ano em quatro categorias: música, literatura, cinema e TV.

Como as coisas já andam estranhas o suficiente, esse ano resolvi reunir tudo numa premiação que não serve pra nada além de divertir a blogueira que vos escreve. Com vocês, queridos leitores, o Starships & Queens Awards. A ideia continua a mesma: falar sobre música, livros, filmes e séries, e eleger os melhores e piores do ano, dessa vez com o adicional de categorias ridículas e sem noção. Hoje falaremos sobre as músicas que me fizeram dançar em 2015 (e muito sobre as que não fizeram também), e é sempre importante lembrar que feelings are the only facts e que a intenção não é fazer uma lista definitiva sobre o que de fato foi melhor ou pior, mas apenas compartilhar minhas impressões (às vezes exaltadas) sobre o que andei ouvindo esse ano – independente de ter sido lançado em 2015 ou não. Então peguem suas pipocas, puxem uma cadeira, e me acompanhem.

1. OS LANÇAMENTOS  

emotion

Emotion (Carly Rae Jepsen): Nunca achei que fosse curtir tanto um trabalho da Carly Rae, não porque não gostasse dela, mas porque nunca tinha me dado o trabalho de ir além de Call Me Maybe, e foi uma agradável surpresa quando me vi não apenas dançando com seu novo álbum, mas me sentindo genuinamente abraçada por ele. Depois do hiato e de se aventurar na Broadway, Carly mostra que continua divertida sem parecer infantil, e do alto dos seus quase trinta anos, fala de amor e paixões de cinco minutos sem se levar a sério demais e mostra sem medo que também é frágil e cheia de inseguranças. A gente precisa valorizar isso.
Favoritas:I Really Like You“, “Making The Most Of The Night” e “LA Hallucinations“.

badlands

Badlands (Halsey): Quando digo que 2015 foi um ano estranho, não estou dizendo isso apenas por todos os motivos que vocês já estão carecas de saber, mas porque, musicalmente falando, 2015 foi, de fato, um ano bem estranho. A Halsey é um exemplo bem maravilhoso disso. Não entendo de música o suficiente pra dizer que tipo de som ela faz, mas sempre me pareceu uma vibe muito hipster e sei lá, nada contra hipster, inclusive tenho amigos que são, só não é a minha praia. Mas aí acontecem coisas e num momento aleatório qualquer da vida, resolvi dar uma chance pra moça e de repente não sabia ouvir outra coisa na vida. Halsey chega sem pedir licença, colocando os pés na mesa e mostrando que não está de brincadeira, e conquistando corações gelados sem nem precisar se esforçar pra isso no processo. Sei lá, é muito fácil gostar de uma pessoa que canta I’m a wanderess/ I’m a one night stand/ don’t belong to no city/ don’t belong to no man/ I’m the violence in the pouring rain/ I’m a hurricane, e ao mesmo tempo consegue ser tão fofa e querida na internet (e arrisco dizer que na vida também).
Favoritas:New Americana“, “Hold Me Down” e “Colors“.

1000 forms of fear

1000 Forms Of Fear (Sia): Engraçado que esse poderia ser facilmente o álbum mais importante do meu ano, mas incrivelmente não me despertou muito interesse quando foi lançado, embora algumas faixas tenham sido importantes o suficiente pra eu querer me redimir agora mais pro final do ano e ouvir tudo com calma de novo, só pra constatar que ele é mesmo um dos lançamentos mais preciosos de 2015. Tenho uma admiração mais ou menos gratuita pela Sia que não tem exatamente a ver com sua imagem enquanto cantora, e um respeito profundo pela pessoa que ela é, e num ano em que eu quis estar morta com mais frequência do que em qualquer outro e o medo se fez tão presente, suas músicas vieram como uma espécie de refúgio onde eu podia ter outra pessoa cantando sobre coisas que eu conhecia tão bem, mas nunca soube muito bem como falar a respeito. É um cd doído demais demais, mas muito forte e muito especial, o tipo de coisa que a gente ouve e tem certeza que não está sozinha no mundo.
Favoritas:Big Girls Cry“, “Chandelier” e “Elastic Heart“.

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Éter (Scalene): Vamos dizer que ultimante ando com uma vontade bem sincera de mandar o Gustavo Bertoni baixar a bola, mas ao mesmo tempo acho muito bacana poder ver uma banda de Brasília, de caras que podiam ser meus amigos (mas não são, risos eternos), ganhar o coração de tanta gente por aí, mesmo fazendo um som que não é imediatamente tão popular. Esse não é meu álbum favorito deles, mas é interessante o suficiente pra sustentar a atenção da primeira até a última faixa, cantando junto e se identificando bem. Aliás, o que mais gosto na Scalene é justamente essa capacidade que eles têm de falar sobre os sentimentos da nossa geração com a propriedade de quem, de fato, está vivendo mais ou menos as mesmas coisas, e sem aquela mania dos mais velhos de relativizarem qualquer crise existencial. De vez em quando rolam uns exageros, mas a gente releva e segue com a vida.
Favoritas:Náufrago“, “Tiro Cego” e “Sublimação“.

1989

1989 (Ryan Adams): Então o Ryan Adams resolveu regravar o 1989, da Taylor Swift. “Que ideia errada”, pensei quando descobri o que é que esse tal de Ryan Adams tinha feito afinal que não se falava de outra coisa na internet, mas aí eu ouvi o álbum e não é que gostei bastante? Acho incrível como as músicas da Taylor se transformam nas mãos do Ryan, que nos mostra uma outra perspectiva a partir de músicas tão conhecidas, sem perder a vibe oitentista e, principalmente, sem a pretensão ridícula de validar as músicas da nossa melhor amiga famosa como muita gente achou por aí. É uma pena que ele tenha batido tão errado, mas se quiserem ler alguma coisa realmente bacana sobre o assunto, podem começar por aqui: The Mary Sue, Stereogum e So Contagious.
Favoritas:All You Had To Do Was Stay“, “Wildest Dreams” e “Bad Blood“.

purpose

Purpose (Justin Bieber): A gente sabe que está vivendo um momento estranhíssimo na vida quando sua amiga hipster implora que você pelo amor de Deus vá ouvir o novo cd do Justin Biebier e só fica pior quando você ouve o tal cd e constata que ele é realmente tudo isso que as pessoas estão falando. E começa a dizer que virou belieber. Uma belieber cheia de ressalvas, mas ainda assim. Isso aconteceu em 2015 – sem dúvida um ano de quebrar paradigmas. Não acho que Justin tenha virado o bom moço que busca por redenção, muito pelo contrário. Não consigo levar a sério todas as indiretas e pedidos de desculpa e pensar que é ok esse cara continuar falando de um relacionamento que já acabou faz tempo e que não faz mais o menor sentido. Tipo, vamos superar, querido. Ao mesmo tempo acho que ele amadureceu muito e é bacana ver como isso se traduz nas músicas, então no fim das contas só posso torcer pra que ele tenha encontrado seu rumo (e que dê um jeito nesse cabelo horroroso que ninguém é obrigado).
Favoritas:Sorry“, “Love Yourself” e “What Do You Mean“.

confident

Confident (Demi Lovato): Não achei que ainda dava tempo de incluir esse na minha lista, mas aí resolvi ouvir só pra ter certeza e pá, o estrago estava feito. Não dá pra negar as aparências e disfarçar as evidências. Que maravilha. Que mulher. Que voz. Sério, não vim ao mundo preparada pra lidar com uma pessoa dessas. Não consigo fazer uma análise profunda sobre as letras e o que esse álbum ainda será capaz de fazer na minha vida, mas tá bonito, tá inspirador, tá uma delícia de ouvir do início ao fim. Recomendo bem.
Favoritas:Confident“, “Stone Cold” e “Waitin For You“.

made in the am

Made In The AM (One Direction): Feelings are the only facts.
Favoritas: todas.

2. ADOLESCÊNCIA TARDIA

three cheersThree Cheers For A Sweet Revenge (My Chemical Romance, 2004): Cada ano que passa tenho mais certeza que meu eu adolescente não tinha um gosto musical de todo ruim. Esse é o segundo álbum de estúdio do MCR, uma banda que reinou na minha adolescência e foi trilha pra várias das minhas revoltas existenciais na época, e já faz onze fucking anos que ele foi lançado, mas é incrível como as músicas nunca deixam de fazer sentido, mesmo quando elas contam uma história que não tem exatamente a ver com a minha vida (porque né, risos eternos). Aliás, a história dos dois amantes diz muito sobre o que a gente pode esperar do álbum, e é tão boa que, não por acaso, já virou muita fanfic por aí.
Favoritas:Helena“, “Thank You For The Venom” e “Hang ‘Em High“.

chuckChuck (Sum 41, 2004): Por onde anda o Sum 41? O que estão fazendo da vida? Da última vez que vi eles estavam na trilha de Gossip Girl, acompanhando Chuck e Blair naquela primeira vez na limusine. Vamos dar as mãos e fazer um minuto de silêncio por esse momento. Não faço a mínima ideia do tipo de som que esses caras fazem, só sei que é uma barulheira muito maravilhosa e profunda o suficiente pra sustentar minhas revoltas com a vida e com o mundo (tive toda uma crise existencial quando parei pra ouvir “Some Say” esses dias? total). Sempre dá conta das minhas crises, você dá uns gritos e se sente renovada, é uma maravilha, recomendo demais.
Favoritas:No Reason“, “Some Say” e “Noots“.

under my skinUnder My Skin (Avril Lavigne, 2004): Lembro como se fosse ontem da alegria profunda que senti quando ganhei esse cd. Ele é radicalmente diferente do primeiro trabalho da Avril, “Let Go” – que está gravado em nossos corações adolescentes e ao qual devo todo o dinheiro gasto em calças de skatista e gravatas que nunca usei -, mas gosto bastante como ela assume a postura de uma jovem cantora madura, com revolta adolescente e um sentimento forte, como se fosse a primeira a descobrir as alegrias do amor e a dor da traição aqui – e é assustador perceber o quanto eu ainda me identifico com tudo isso. Sei lá, eu queria abraçar a Avril e agradecer pela graça alcançada.
Favoritas:Take Me Away“, “Don’t Tell Me” e “My Happy Ending“.

all we know is fallingAll We Know Is Falling (Paramore, 2005): Queria demais ter parado dois minutos para escrever um agradecimento ridículo (porém honesto) em comemoração aos dez (!) anos desse álbum. Porque parece que foi ontem que eu conheci o Paramore, numa época em que conhecer bandas novas era bem mais difícil do que agora, mas só agora pude entender exatamente do que a Hayley estava falando enquanto cantava sobre se sentir pressionada e vazia ao mesmo tempo, e é uma pena que eles tenham se perdido tanto com o tempo. É o cd de uma banda em início de carreira, com cara e sonoridade de uma banda em início de carreira, e talvez por isso mesmo tão honesto e maravilhoso (ou talvez eu só seja maluca mesmo).
Favoritas:Pressure“, “Emergency” e “Whoa“.

one of the boysOne Of The Boys (Katy Perry, 2008): Em 2008 eu tinha 15 anos e com 15 anos eu já era eu o suficiente pra me apaixonar por pessoas que ficavam famosas na internet e desejar fortemente ser e ter a vida de qualquer uma delas. Foi assim que eu conheci a Katy Perry e fiquei imediatamente obcecada – cabelo preto, franjinha pin-up e óculos com armação de coração inclusos no pacote. 2008 foi um ano muito gentil na minha vida, e eu gosto de poder parar dois minutos para ouvir essas músicas porque elas me lembram muito essa versão de mim mesma que a maior preocupação era passar em matemática, e automaticamente me deixam mais leve pra encarar o que quer que venha pela frente.
Favoritas:Hot ‘n Cold“, “Self Inflicted” e “Fingerprints“.

los hermanosLos Hermanos (Los Hermanos, 1999): Não gosto de Los Hermanos como a maioria das pessoas na internet, mas gosto o suficiente pra ter me arrependido profundamente por não ter ido no show que eles fizeram em Brasília esse ano. Porque eles foram uma parte muito importante da minha infância e também da minha adolescência, e influenciaram diretamente minha formação musical, não porque meus pais me disseram que a música deles era legal, mas porque eu encontrei naquelas canções algo que já me chamava a atenção aos seis anos. Desde então eles são meus companheiros fiéis de fossa, e só me surpreende mesmo que o cd siga vivo até hoje.
Favoritas:Tenha Dó“, “Azedume” e “Lágrimas Sofridas“.

Outros álbuns importantes pro meu ano que não foram lançados em 2015: Greatest Hits (Blink 182) (sei que é meio roubo colocar um greatest hits na lista, mas bear with me); American Idiot (Green Day); Songs About Jane (Maroon 5); Fallen (Evanescence); Battle Studies (John Mayer); First Impressions Of Earth (The Strokes) (meu deus eu virei uma pessoa que ouve Strokes!!!1!11).

3. TAYLOR SWIFT

i like writing songs about douche bags who cheat on me

Nunca antes se falou tanto em Taylor Swift quanto em 2015, e incrivelmente eu nunca precisei tanto da música da Taylor Swift quanto precisei em 2015. Não tenho culpa se ela tem uma música pra tudo nessa vida e só lamento por quem ainda não descobriu isso. Red segue sendo meu álbum favorito, a melhor trilha para nossos rituais pagãos, e até hoje me surpreendo como We Are Never Ever Getting Back Together não enjoa nunca. 2015 também foi o ano de colocar nossos corações quebrados numa gaveta, descobrir que os monstros não passavam de árvores, e que se ela era a moça que disse que nunca moraria em NY e que nunca cortaria o cabelo até descobrir que ela era sim a pessoa que faria tudo isso (e muito muito mais), nós também podíamos ser. Em 1989 ela me mostrou que life was never worse but never better, uma frase que fez tanto sentido quanto vocês já estão carecas de saber, e que traduz muito bem um ano tão louco quanto foi 2015. Entretanto, esse foi também o ano que eu resolvi dar a devida atenção aos trabalhos anteriores da moça e descobrir preciosidades em músicas que até então me faziam torcer o nariz. 2015, definitivamente um ano peculiar (por favor, baixem o Speak Now AGORAAAAA) (de nada).

4. MELHOR CLIPE

Os sentimentos, eles continuam sendo os únicos fatos (and i’m not even sorry).

5. O PIOR CLIPE

Eu realmente queria falar sobre tudo que acho errado nesse clipe e talvez eu faça isso em algum momento, mas por hora direi apenas que não sou obrigada a bater palma pra esse bando de mina brigando entre si.

6. DEU O QUE TINHA QUE DAR

taylor
Gente que fala mal da Taylor Swift. Não sou o tipo de fã que fecha os olhos e bate palmas pra qualquer coisa, muito pelo contrário, e a Taylor é um bom exemplo disso. Sempre me questiono sobre algumas atitudes que ela toma e condeno algumas porque sim, ela pisa na bola às vezes, e é importante que exista gente disposta a debater e problematizar isso, entender o que ela fez ou não de errado etc, mas me irrita um bocado ver que muita gente só quer falar mal por falar mal, porque a Taylor é isso, a Taylor é aquilo, sem se preocupar em realmente entender a situação (que às vezes nem existe). Tá permitido não gostar da Taylor e da música dela, mas não faz o menor sentido fazer isso se você nem se dá o trabalho de entender por quê de fato você não gosta (e é sempre importante lembrar que todo mundo erra). Então superem.

(Essa categoria não existia no rascunho original, mas resolvi incluir porque algumas semanas atrás li uma reportagem bem ridícula num site que sempre curti bastante e realmente acho que a internet não precisa de mais gente dando voz pra ódio gratuito)

7. TRILHA SONORA

large (1)
Penny Dreadful. Acho que foi a primeira vez que tive uma vontade real de parar duas horinhas do meu dia pra ouvir e apreciar a maravilha que é uma trilha sonora instrumental, e melhor ainda foi poder sentir todos. os. feelings. de novo. e de novo. e de novo. e de novo. Esse é meu nível de comprometimento com Penny Dreadful. Mas a trilha é realmente incrível e não sou só eu que estou dizendo – esse ano eles levaram o BAFTA de Melhor Trilha Sonora Original, ou seja né.

Menção honrosa: “Verdades Secretas” e “Perdido em Marte” (vibes completamente diferentes, porém igualmente maravilhosas).

8. O ALEATÓRIO

Não sei o que vocês acham do Avicii, mas eu gosto do cara o suficiente pra pensar que se algum dia ele voltar em Brasília (da primeira vez ele tocou na festa de 15 anos da filha de um deputado para a qual eu obviamente não fui convidada, risos eternos), eu pagaria de bom grado uma pequena fortuna pra ver ele ao vivo e poder gritar MINHA MúÚúÚúÚsIcAaAaAa etc. É o tipo de música que faz com que eu me sinta muito viva e muito jovem, e foi importante ouvir os clichês que eu precisava pra sair dos buracos que me meti esse ano. One day you’ll leave this world behind so live a life you will remember. Brega, mas real, e eu preciso me lembrar disso sempre que sentir vontade de largar tudo e desistir de vez – seja de uma amizade, do curso na faculdade, da viagem dos sonhos ou da vida mesmo.

9. CRUSH ETERNA

me and youpfvr, agora

O mundo dá voltas queridos leitores.

Menção honrosa: Halsey (e um abraço pra família tradicional brasileira).

10. PIOR MÚSICA

How Deep Is Your Love, do Calvin Harris feat alguém que sinceramente não faço a menor questão de saber. Aliás, sobre essa categoria, um gif diz mais que mil palavras.

gif

Querido Calvin, você faz melhor que isso.

Menção honrosa: “Worth It”, do Fifth Harmony. Sério, não dá mais.

11. MÚSICA DO (MEU) ANO

wonderland

Incrivelmente a música que mais ouvi em 2015 não é de 2015, mas podia ter sido. Porque 2015 foi um ano estranho, com alguns altos e muitos baixos, e às vezes, no fim de um dia ou de um mês ruim, a única coisa que eu precisava era colocar Wonderland pra tocar e ouvir Taylor me dizendo que life was never worse but never better – uma forma de me lembrar que apesar de tudo, coisas boas também estavam acontecendo. Mais uma vez, é aquela história: Taylor está escrevendo sobre sua vida e seus sentimentos, ao mesmo tempo que os transforma em algo universal, tão nosso quanto é dela, e eu realmente só posso agradecer pela graça alcançada.

Menção honrosa: “Somewhere Only We Know“, do Keane.

12. ÁLBUM DO ANO

aint nobody messing with my clique

Made In The AM because i’m that obvious (and i’m not even sorry). Peço desculpas aos concorrentes, mas ninguém é páreo para o One Direction na escala feelings are the only facts (mas eles realmente se superaram dessa vez, então não tenho culpa).

E assim encerramos a primeira parte da nossa premiação. Agradeço a todos que tiveram paciência para acompanhar esse post ridículo até o final e prometo voltar em breve com as demais categorias. Beijos de luz e tenham todos um feliz Natal.

feliz nataaaalll

> Pra quem interessar possa, eu fiz um Tumblr. Não pretendo abandonar o blog, nada disso, mas precisava de um lugar pra escrever coisas menores e mais urgentes, que não exigissem três parágrafos de introdução e pelo menos mil caracteres de desenvolvimento. Já aviso de antemão que muito do que posto lá não passa por nenhum filtro, então relevem qualquer coisa. No mais, é maravilhoso ter 15 anos de novo, risos. 
>> Como as coisas andam bem estranhas (e corridas e intensas e meio loucas e tudo aquilo que eu já disse antes), é possível que eu dê uma sumida até o ano novo. Mas eu volto – com premiação, textão reflexivo de fim de ano e todas essas coisas bregas que a gente ama.

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5 Comments

  • Reply Isa 24 de dezembro de 2015 at 10:57 AM

    vou comentar aqui o que acabo comentando em toda lista de melhores do ano que incluir JB: 2015, o ano em que eu não consegui parar de ouvir Justin Bieber.

    o que diz bastante sobre esse ano.

    e sobre mim.

    meu deus.

  • Reply Thay 24 de dezembro de 2015 at 7:39 PM

    MIGA, que post maravilhoso! Apesar das bads de 2015 não podemos negar que fomos presenteados com muita música boa. Geralmente não sou uma pessoa de ouvir pop, sabe como é, 99% gótica suave, mas o outro 1% tá ouvindo One Direction e amando. Tanto é que fiquei bem surpresa quando coloquei pra tocar o Emotion da Carly Rae Jepsen e me peguei curitindo muito. Não me entendo, de boa. A minha favorita é “Making The Most Of The Night”, adoro forte.

    Quanto a Halsey, acho que tô com abuso dela. Ouvi o cd uma vez, se muito, e não achei essa Coca-Cola toda, desculpa. E coloco a Sia no mesmo pacote. Curto “Elastic Heart”, mas não dá pra dizer muito mais do que isso. Vai ver é coisa de momento, né, tem isso.

    AH, Scalene foi uma das melhores surpresas do ano pra mim. Não conhecia a banda, foi só no último episódio do Super Star que eu os ouvi (gente, às vezes eu vivo muito dentro da minha bolha, HAHA) e gostei. Aí fui procurar no Spotify e foi só amor. Fiquei feliz de gostar (!) da banda, é tão raro eu me encantar por produções nacionais hoje em dia, quero mais disso na minha vida.

    E, gente, achei tão legal a ideia do Ryan Adams de regravar o 1989! Primeiro que foi só com esse disco que eu engoli minhas birras e comecei a ouvir Taylor Swift e a gostar de fato; e segundo porque as letras são tão boas que ficam ótimas em praticamente qualquer melodia. AMO o que ele fez com “Wildest Dreams”, muito.

    Olha, Justin Bieber não dá. Tenho tanto ranço desse moleque que só ouvi uma música e só porque foi Yuu quem pediu que eu fizesse, caso contrário ficaria no limbo. Não gosto do guri, não vou dar ibope.

    E, gente², o que fizeram com a Demi Lovato? Até outro dia ela tava naquele filme da Disney cantando com os irmãos Jonas! Como assim virou essa mulher toda? ADORO. E outra que até participação em From Dusk till Dawn ela fez e achei fierce. Toda vez que ouço “Confident” incorporo uma diva e vou embora, HAHA.

    HAHAAHAHA, amei que sobre Made In The A.M. vou ter que copiar você: feelings are the only facts e todas são minhas favoritas. SOCORRO, nem me reconheço mais.

    E, olha, nessa vibe de ouvir One Direction e Taylor Swift que eu notei que estou na minha adolescência tardia parte dois. A parte um foi aproveitar tudo isso que você citou, de My Chemical Romance a Paramore, e a parte dois foi abraçar a alma pop que vive dentro de mim. AIN.

    E a trilha sonora de Penny Dreadful casa pra rituais ou curtir a bad, AMO FORTE.

    (E fim, porque esse comentário abusado de tão enorme valeu por todo meu tempo ausente, HAHAHAHA. Feliz Natal!)

  • Reply Yuu 25 de dezembro de 2015 at 12:19 AM

    QueriA ter fôlego para fazer um post desses, porque apenas amei a sua premiação. O que a Thay disse ali em cima é bem verdade: o ano pode ter sido o ruim o quanto foi, mas os lançamentos musicais não decepcionaram – pelo contrário, só surpreenderam.

    Dos lançamentos de 2015 ouvi (e amei) os álbum da Carly (tanto que até fiz um post sobre ele durante o BEDA), Demi, Selena e One Direction. Aí paro para pensar no que está acontecendo comigo. Artistas a quem eu torcia o nariz antes, ou poderia ter torcido se tivesse conhecido lá pelos meus 17 anos, fazendo parte do lado mais feliz da minha playlist. Acho que o nome disso é amadurecimento, tanto meu quanto desses artistas, e tô achando isso maravilhoso. Da Carly amo Boy Problems, Making the Most of the Night e LA Hallucionations; da Demi, Cool for the Summer e umas antiguinhas; da Selena, Sober e 1D, Perfect. No guilty, just pleasure. Agora Justin Bieber foi uma bela surpresa, quando ouvi Sorry quando lançou e twittei que estava viciada na música, achei que estava jogando uma bela rodada para a #roletadounfollow, mas aí descobri que várias pessoas estavam na mesma. Então, o problema não é comigo, o guri está melhorando musicalmente mesmo. Não vou dar crédito à pessoa, mas o álbum está realmente bom.

    Ter essa fase adolescência tardia tem sido muito bom. Enquanto você me deixou nostálgica agora com Avril, Paramore e Katy Perry, confesso que durante o ano desenterrei… Simple Plan (entre outras). Eu precisei de uma trilha sonora emo durante um tempo e Simple Plan veio a calhar, porque I’m sorry I can’t be perfect. E sempre que as pessoas falam que How Deep Is Your Love é a pior música do ano, preciso me forçar a lembrar que é a música do Calvin Harris para não ficar ofendida. Porque pra mim, a única How Deep Is Your Love que existe é a do Bee Gees, e essa música é um amor. Vontade de dar uns tapas no cara que criou essa confusão, peloamor.

    Vou te seguir no tumblr (meu user é dmoiselle só pra você saber).

    Beijinhos! <3

  • Reply Tati 26 de dezembro de 2015 at 11:58 PM

    Mulher, que post maravilhoso!
    Sobre os comas programados: financio sua ideia.
    Os álbuns da sua adolescência tardia são os mesmos que os meus, chorando pouco talvez muito.
    Sobre Harry Styles crush supremo: QUE MULHER!

    Novembro Inconstante

  • Reply Manu 31 de dezembro de 2015 at 8:32 PM

    Como sempre venho aqui comentar atrasada e dizer que adorei essa retrospectiva-premiação – inclusive, eu que moro debaixo da pedra, já to aproveitando pra ouvir os lançamentos de 2015 que você listou e eu não conheço, que ó: quase todos. Porém dei a devida atenção pra Confident e gente, que maravilha essa menina Demi! Sobre teus álbuns da adolescência, queria dizer que deu vontade de ir aí na sua casa com meus cds e um rádio (?????) pra escutarmos juntas e curtir a nostalgia, HAHAHAHAH. Under My Skin continua forte nas paradas de sucesso aqui em casa até hoje!
    Acho que elejo Wonderland como a música do meu ano também, porque por mais frases geniais que Taylor Swift já cantou e eu concordei, “life was never worse but never better” define 2015 com precisão. Menina Taylor, tão maravilhosa! 2015 foi o ano que abracei de vez as músicas dela de uma vez e os cds são todos ótimos, cada um diferente mas todos bons demais. 2015 pode ter sido zuado, mas me trouxe a graça de Taylor Swift na minha trilha sonora então acho que não posso reclamar tanto assim.
    E ps: Trilha sonora de Perdido em Marte é a trilha sonora de Guardiões da Galáxia do ano 2015 <3 <3 <3 <3 <3

    (e esse seu tumblr: AMEI MUITO, pode postar mais)

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