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TO INFINITY AND BEYOND

Se dois anos atrás tivessem me dito que no futuro o nome do blog iria mudar, eu definitivamente ia achar que tavam de sacanagem com a minha cara. Não importava o fato do nome ter sido escolhido no impulso, muito menos a constante pressão em escrever sobre moda, mudar sempre esteve fora de questão. Pelo menos até agora.

Quando decidi criar o Le Fashion Queen a única coisa que eu queria era ser uma blogueira de moda. Eu tinha 17 anos, muitos sonhos e nenhum pé no chão. Sonhava em ser blogueira profissional, dessas que vão em mil eventos todos os meses, que ganham toneladas de jabás, tem milhares de visitas diárias e todo esse blá, blá, blá. Mas eu também queria, antes de mais nada, ter a oportunidade de escrever sobre moda. Ter um espaço pra falar, única e exclusivamente sobre uma coisa que eu sempre adorei, mas que nem sempre tinha com quem conversar. Não que eu realmente entendesse alguma coisa, porque na realidade boa parte do que eu sei hoje aprendi por aí, nesses sei lá quantos anos de madrugadas viradas, mas era legal pelo menos ~tentar~ escrever. E naquele momento, o nome escolhido pro blog fazia todo o sentido do mundo, não tinha mesmo do que reclamar.

Mas de lá pra cá quase três anos se passaram, a menina de 17 anos que sonhava em ser blogueira profissional cresceu e, felizmente, mudou. Continuo gostando de moda, claro, mas não só de moda. Gosto de música, vídeo game, seriados, filmes, livros, culinária, maquiagem, decoração. Gosto de sair, conhecer lugares novos, viajar. Gosto de falar das coisas bobas do dia-a-dia, e das nem tão bobas também. Principalmente? Continuo amando escrever. E era isso que eu queria fazer: escrever sobre o que me desse na telha. O que eu quisesse e como eu quisesse.

Só que por mais que eu tentasse, toda vez que eu olhava pro título do blog, aquele “fashion” gigantesco antes ali em cima, me fazia lembrar que eu tinha um blog sobre moda e que devia escrever única e exclusivamente sobre isso. Era isso que as pessoas queriam ver, afinal de contas, e eu tinha que me manter fiel à isso. Ponto.

E aí eu fui empurrando as coisas com a barriga. Deixei pra lá esse lance de escrever sobre “coisas novas” e tentei falar de moda de um jeito diferente, menos baboseira, mais conteúdo. Fiquei um tempo nessa, até cansar de vez e chutar o balde. Apaguei todos os posts, dei uma satisfação no Facebook e fim, tchau. Coincidentemente, nessa mesma época eu entrei de férias e viajei pra Maceió com o Gui, o que veio super a calhar. Dei um tempo de Brasília, da rotina e, principalmente, da internet. Foi um mês maravilhoso. Aproveitei horrores cada minuto e, no final das contas, consegui refletir muito sobre esse lance todo de blog, novas possibilidades, mudanças, etc, etc, etc.

Voltei pra Brasília super animada, cheia de ideias novas e vontade de fazer o blog ficar do jeitinho que eu queria, fazer dar certo mesmo. O problema é que, na prática, as coisas acabaram não saindo beeeeeeeem como eu imaginava. Apesar de ter inserido posts sobre assuntos novos, eu sempre me sentia meio que burlando as regras. Era só olhar pro título que eu sentia que os posts “diferentes” estavam super deslocados. Sem contar que a aceitação das pessoas não foi lá grandes coisas. Os posts sobre moda continuaram sendo os mais cotados e os novos, meus xodós, acabavam ficando pra escanteio. Fiquei super frustrada. Não sei se pelo fato de estar cansada desse formato padrão que todos os blogs de moda seguem, mas eu sempre acreditei que as pessoas se sentiam assim, como eu. E ver que a tal fórmula do sucesso realmente era…bem, um sucesso, me deixou meio descrente.

Daí eu parei de novo. Apaguei uns posts que não tinham ficado tão legais e puf, sumi. O tempo fora, dessa vez, foi bem menor que no início do ano, quando eu fui pra Maceió. E mesmo assim, quase morri de saudade. Todo dia, assim que eu acordava pensava “tenho que postar no blog”. Mas aí eu lembrava que não, eu não precisava. Não dessa vez.

Apesar da correria, me vi com mais tempo livre do que gostaria. Sou dessas que reclamam, reclamam e reclamam mas que no fundo, no fundo, adoram mesmo ter sempre alguma coisa pra fazer. Mas se por um lado eu não gosto de ficar muito tempo atoa, por outro é no tempo livre, quase sempre, que eu tenho as melhores ideias. E foi numa noite qualquer, enquanto eu assistia Star Wars com o Gui, que um nome novo surgiu. Assim mesmo, do nada. PUFF. Mal pude acreditar na minha sorte. Depois de tantas tentativas frustradas, finalmente eu tinha encontrado um nome bacana. Starships and Queens. Sem fashionismos mas ainda mantendo o “Queen” que eu tanto amava. Era o nome perfeito.

Daí em diante comecei a correr atrás do resto. E entendam como resto não só uma página no FB com vários seguidores e um perfil novo no Bloglovin, porque de tudo, isso é o que deu menos trabalho. Descobri que fazer posts inteiros por conta própria – desde as fotos até o texto – dá um trabalho muito maior e que domínio e hospedagem parecem coisas fáceis na teoria, mas dão um trabalho enorme na prática. Mas nada disso me desanimou. O cansaço é inevitável. Conciliar blog, faculdade e outros ~projetos~ não é lá uma das tarefas mais fáceis, ainda mais quando você fica doente todos os meses. Mas eu curto tanto, tanto tudo que faço que, mesmo que o retorno, por hora, não seja aqueeeeeeeeela coisa toda, sempre acaba valendo a pena. E de pouco em pouco, um dia a gente chega lá!

Sei que muita gente vai odiar as mudanças. Tudo bem, eu entendo. Mas era isso ou o fim do blog de uma vez. Por muito tempo eu me importei muito mais com o que as pessoas queriam ler do que com o que me dava prazer em escrever. E ok, foi uma fase muito legal e que me ensinou um monte de coisas, o que por si só já é super válido. Mas dessa vez eu precisava olhar um pouquinho para as minhas necessidades. Li esses dias que não se deve ignorar o leitor, mas que a gente não pode se esquecer nunca que bons blogs começam com pessoas que escrevem pra si mesmas. E que os leitores são pura consequência disso. Antes de mais nada eles são pessoas que se interessam por aquilo que você tem a dizer e que, de alguma forma, se identificam com você. É assim que as coisas têm que ser. E é assim que elas vão ser daqui pra frente.

Como todo o blog, começar do zero não foi fácil. O layout ainda não está totalmente pronto e a página no Facebook e o perfil no Bloglovin ainda precisam ser atualizados, então não se preocupem se nesse meio tempo as coisas parecerem meio desorganizadas. Daqui a pouco tudo volta ao normal, podem acreditar.

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