CINEMA E TV

ÚLTIMOS FILMINHOS ETC ETC

Em algum momento antes das aulas começarem, eu fantasiei que conseguiria manter o ritmo e assistir filmes novos com a mesma regularidade das férias, só que obviamente eu estava muito errada porque de repente ficou impossível me imaginar fazendo outra coisa em casa senão dormir, de modo que não estaria mentindo se dissesse que desde o último post sobre cinema eu não assisti absolutamente nada de novo. Nada. N A D A.

Como eu precisava de assunto e não estava lá muito afim de falar dos últimos acontecimentos da minha novela mexicana particular, resolvi usar o fim de semana pra tirar o atraso e assistir qualquer coisa que aparecesse na minha frente. Entre idas ao cinema e almoço de dia das mães, consegui assistir seis filminhos – o que não é muito, mas já é melhor que nada.

two-night-stand_t64001_Xzn6AIw_jpg_210x312_crop_upscale_q90Two Night Stand (Max Nichols, 2014): Vamos começar dizendo que eu fiquei os primeiros 30 minutos preocupada se a mocinha tinha ou não escovado os dentes porque eu não sei vocês, mas eu nunca consegui comprar essa ideia de que o amor, ah o amor, é tão lindo e maravilhoso que a gente esquece o bafo matinal alheio. Apenas não. Achei a história bem boa e promissora porque né, imagina você ser obrigada a passar duas noites com uma pessoa que você conheceu ontem na internet e devia ser um casinho de uma noite só? Mas sei lá, a verdade é que eu não consegui me importar nem dois segundos com as personagens, não ri de nenhuma das piadinhas, alguns acontecimentos são super aleatórios (o que cês me dizem daquela namorada vinda do além?), e se nem Miles Teller, essa fofura em forma de ser humano conseguiu deixar meu coração quentinho, não sei mesmo quem é que vai deixar.        

vingadores-era-de-ultron_t55817_W865z0A_jpg_210x312_crop_upscale_q90Os Vingadores: Era de Ultron (Joss Whedon, 2015): Olha, não sei. Achei que ia ser moleza falar desse filme, mas descobri que não tenho uma opinião muito formada. Amei? Não. Odiei? Também não. Então, como fica? Não sei, mas só eu acho que os vilões, de repente, ficaram menos aterrorizantes? Sei lá, meus amigos que acompanham os quadrinhos me falavam do Ultron como um vilão escroto e muito foda, malvado até o último fio do cabelo que ele certamente não tem, e com potencial pra destruir todos os Vingadores se assim ele quisesse. Só que a real é que no cinema ele me pareceu bem pouco assustador e não tão complexo quanto deveria. Acho zoadíssima essa mania da Marvel de intercalar vilões muito bons com outros sem potencial nenhum e só posso esperar que ninguém cague no Thanos e sua Manopla do Infinito. No mais, amei ver o Arqueiro e a Viúva tendo mais destaque (um filme solo dela pra ontem, por favor) e Elizabeth Olsen como Wandinha foi uma das coisas mais maravilhosas que podiam acontecer. Por favor, miga, vamos dividir seu guarda-roupa emo gótico incrível e trocar umas dicas de moda.

you-re-not-you_t69754_jpg_210x312_crop_upscale_q90Um Momento Pode Mudar Tudo (George C. Wolfe, 2014): Tinha visto o trailer desse filme um tempo atrás e de cara fiquei afim de assistir, mas acabei esquecendo e só fui lembrar de novo quando, por acaso, encontrei ele no catálogo do Popcorn Time. Os primeiros vinte minutos são um porre e eu odiei tanto a personagem da Emmy Rossum que quis esfregar a cara do responsável por mais uma menina estranha e desastrada no asfalto. Mas as coisas melhoram muito daí pra frente e a gente percebe que Bec não é só mais uma menina rebelde, desastrada e rasa pra cacete. Ela cresce muito à medida que o filme avança e a relação que ela constrói com a Kate é linda linda de ver. A única coisa que realmente me incomodou foi ver a Kate se culpar de cinco em cinco minutos pela pulada de cerca do marido. Miga, pare. De resto, o final é bem óbvio, o choro é livre e caras fofos são sempre bem-vindos.

para-sempre-alice_t89071_jpg_210x312_crop_upscale_q90Para Sempre Alice (Richard Glatzer e Wash Westmoreland, 2014): Olha, até agora tô achando difícil falar sobre esse filme porque sério, que barra. Julianne Moore dá vida à Alice, uma professora universitária de 50 anos que descobre ter um tipo raro de Alzheimer e a partir daí o que a gente acompanha é esse mulher perder a vida e ser engolida pela doença sem nem precisar morrer de fato. É uma situação muito pesada e desesperadora, e achei muito bacana que o filme realmente se preocupe com a Alice e não só com quem está ao redor dela, porque é engraçado como as pessoas normalmente escolhem falar do Alzheimer pela visão de quem está de fora – o filho que não é reconhecido, o marido que se tornou um estranho – do que pelo doente. Fiquei aflitíssima com toda a situação e cada coisa que Alice perdia cortava meu coração de tantas formas que nem sei. É um filme triste, mas muito sensível e bonito também, e termina com uma das cenas mais tocantes que vi nos últimos dias. “It was about love”.

cinquenta-tons-de-cinza_t59132_1_jpg_290x478_upscale_q9050 Tons de Cinza (Sam-Taylor Johnson, 2015): Tanto já se disse a respeito que acho redundante vir falar alguma coisa, mas gente, que filme errado. Vamos fingir que o mote da história já não é problemático o suficiente, que Christian Grey não é um cara errado em todos os sentidos e que o fato dessa história ser fruto de uma fanfic de Crepúsculo só reforça o quanto esse troço é ruim. Li os livros, achei bizarro, vida que segue, mas olha, esse filme. Esse filme, amigos. Que terror. O casting por si só já seria de fazer qualquer um querer estar morto, e olha que nem tô falando do Jamie (que cara esquisito) ou da Dakota (se for pra dizer que gostei de alguma coisa, que seja dessa garota então). Mas não para por aí, porque se só de atores terríveis e uma base duvidosa fosse feito o filme, talvez algum milagre pudesse ser operado. Mas não. O roteiro é muito muito falho, mesmo enquanto adaptação de algo que já é ruim por natureza, e o que dizer daquelas ~frases de efeito~ bizarras (e por que deus, tão tão broxantes)? Níveis estratosféricos de vergonha alheia – e definitivamente não num sentido engraçadinho. Fujam.

magic-in-the-moonlight_t78371_1_jpg_210x312_crop_upscale_q90Magia Ao Luar (Woody Allen, 2014): Vejam só que coisa. Depois de assistir Boyhood, eu fiquei meio obcecada pelo trabalho do Linklater e decidi que ia assistir tudo que o cara já tinha feito, do curta podre do início da carreira até o filme que conquistou muitos hipsters por aí. Então digitei “Linklater” na busca do Popcorn Time e esperei o resultado. E eis que me aparece esse filme. Noooossa, mas esse é um filme do Richard Linklater? Não, migos, não é. Ele é, na verdade, um filme do Woody Allen, só que eu sou tão lerda que só fui me dar conta disso (e que o Linklater em questão era um ator chato pra cacete) quando já estava com ele baixado e pronto pro play, então não tive muita escolha senão assistir assim mesmo porque, apesar de eu não ser lá muito fã do trabalho do Woody, “Magia ao Luar” tinha uma duração incrível de menos de 2h (tô achando puxadíssimo assistir filmes mais longos que isso sozinha sem pegar no sono) e eu já estava maravilhosamente acomodada embaixo do meu edredom (me deixem), então né, vamo que vamo. Achei a história bem delicinha e super no clima de filme antiguinho – o que parece meio óbvio de falar, mas né, tanta coisa que a gente vê por aí, nunca se sabe. Emma como médium é uma zoeira sem fim, umas caras e gestos estranhíssimos acontecendo, mas de resto gostei bastante. Diálogos gostosinhos, figurinos de babar, trilha sonora típica e delicinha, e o final, ai o final!11!1!1 Milagres, eles acontecem (e acontecem até quando a gente vê Emminha beijar a boca murcha do Colin Firth, vejam só que coisa). Assistam.

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3 Comments

  • Reply Bia Martins 13 de maio de 2015 at 7:12 PM

    Nossa, quanto filme haha. Vamos lá comentar:
    1. Não assisti, brocho um pouco com essas comédias românticas (apesar de amar algumas).
    2. Senti a mesma coisa que você. Pra mim eles se preocuparam mais com as cenas de ação do que com o desenvolvimento da história, não gostei nem desgostei.
    3. Nunca ouvi falar hehe.
    4. Não assisti por motivos de: já achei o livro doloroso, o filme deve ser pior.
    5. Tentei assistir esse filme no avião e dormi. Gosto muito do Woody mas achei esse tão Zzz que deu no que deu. Não vi o fim :(.

    beijo!
    http://www.belatriz.info

  • Reply Analu 13 de maio de 2015 at 10:59 PM

    Amiga, cê sabe que eu não assisti nenhum desses filmes e não faço a menor ideia do que te dizer, mas vim mimar porque né, mimos necessitam ser feitos.
    Quando eu não sei o que dizer, ou quero evitar um assunto chato, eu falo de peixes. Eu e Mimi combinamos assim, serve pra vida, sabe? Falando nisso, acho salmão superestimadíssimo e adoro cação. E você?
    Te amo <3

  • Reply Lilica 23 de maio de 2015 at 2:51 PM

    Primeiro que tô rindo demais da sua colocação sobre o bafinho matinal! Eu sempre penso nisso quando vejo cenas de filmes em que as pessoas já acordam se beijando super e talz..meio nojento isso não? Mas enfim…vida que segue! Ahahahaha!

    O Vingadores eu gostei, mas tô como vc, meio em dúvida do quanto gostei. Preciso ver de novo. Mas sem dúvida o primeiro dá de 10 a 0 nesse. Não sei, me pareceu algo tão surreal e confuso. Mas amo todos os Vingadores então, mesmo não amando o filme, devo ver mais vezes e talvez, quem sabe, entender melhor e gostar mais!

    50 Tons não vou comentar muito porque sou totalmente na contramão da maioria! Eu adoro a Trilogia e gostei muito do filme, believe me! Inclusive já vi duas vezes! Shame on me (?) Ahahaha!

    Te amo!
    Beijoquinhas

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