MEMES

UM MEME SOBRE LIVROS

Uma constatação: recentemente descobri que escrevo muito pouco sobre livros.

Querido leitor, não revire os olhos. Sei que o último post foi exatamente sobre um livro, mas temos aí quase dois anos de blog pra provar que não estou aqui para enganar ninguém. Mas como eu estava dizendo, eu não escrevo muitos sobre os livros que leio. É verdade. Ajuda muito o fato de eu não ser lá a pessoa mais sortuda do mundo, com o plus de uma inclinação fatal por livros de capa bonita que normalmente não são tão bons assim, de modo que, no fim das contas, raramente leio livros bons o suficiente pra mudar minha vida, me fazer querer casar em Vegas e escrever sobre tudo isso depois. Outro ponto bastante importante é que eu não leio tanta coisa assim. Leio mais do que a maioria das pessoas que conheço, mas leio muito menos do que a maioria das minhas amigas de internet, e isso é bastante curioso considerando que eu sou uma pessoa da internet (?). Chamem de faculdade, chamem de vida acontecendo, chamem do que quiserem. Passo meses empacada nos mesmos livros, intercalo com leituras da faculdade que nunca parecem ter fim, e às vezes fica difícil não misturar tudo e acabar falando de seres mágicos, cinema realista e análises de cenário na mesma frase. Pois é. É por isso que eu raramente escrevo sobre livros.

Uma forma bastante eficiente de fazer isso, no entanto, é respondendo memes. O meme é aquela saída marota pra quem não sabe muito bem como falar de alguma coisa ou quando o assunto não rende o suficiente pra um post inteiro. Não ajuda muito que eu tenha passado os últimos dias saindo feito louca e me preocupando com outras duzentas coisas que nada tem a ver com o blog e que tem me feito perder as estribeiras (provas, trabalhos insuportáveis, gente escrota, dinheiro, a vida adulta sendo essa maravilha de sempre, good vibes e tal), ou seja né, quais as chances de eu conseguir escrever mais de mil palavras in a row?

Meio que já tinha desistido de escrever alguma coisa até conseguir de fato escrever alguma coisa, deixei pra lá os projetos que estou participando (sigo participando, só que num ritmo mais lento) e tudo bem, mas aí acabei esbarrando com esse meme sobre livros chamado Palavras Cruzadas, que foi criado pela Inês, do InesBooks, e sei lá, por que não? Sei que o último post foi sobre um livro, mas talvez seja a minha chance de compensar os anos perdidos. Esse meme é bem antigo, de modo que não tenho como saber quem já respondeu e quem ainda não. A regra, na dúvida, seria não indicar ninguém, mas ando muito gente boa esses dias, então vamos lá. Dessa vez indico a Palo, minha pássara parceira de crimes blogueiros que é muito eficiente e já respondeu, a Ana, a Thay e a Yuu. Por favor, ignorem se já tiverem respondido antes. Grata. De qualquer forma, fica aí a dica, e quem ficou afim de responder, por favor, não esqueça de avisar nos comentários.

AMERICANAH__1406135526B1) Vox Populi (um livro para recomendar a toda gente): A essa altura vocês já perceberam que critério não é meu forte, e se eu indico alguma coisa é muito mais porque amei demais e sinto a necessidade de passar aquele amor adiante, do que por levar em consideração o gosto do freguês. No entanto, gosto de pensar em Americanah não só como um livro incrível que eu indicaria sem ressalvas, mas, acima de tudo, como um livro necessário. Lembro que tive um pouco de medo dele no início, aquele velho receio de encarar algo difícil demais, grande demais, que eu conheço tão bem. Aliás, se não fosse a Analu me chamando pra bichar, muito provavelmente ele estaria na pilha de não-lidos até hoje. No entanto, ele é um livro difícil não porque tem uma linguagem rebuscada, que a gente demora pra entender. Ele é difícil porque é um tapa na cara, porque pega nossos privilégios e os esfrega na nossa fuça sem nenhuma cerimônia, mas com o jeito doce de quem diz umas verdades porque a gente precisa ouvir aquilo, e não porque tem a intenção de magoar. Foi um livro que mudou minha vida de verdade, o melhor de 2015 até agora e eu queria muito muito que todo mundo tivesse a chance de se encantar com essa história também.

CREPUSCULO_1394253998B2) Maldito plágio (o livro que gostaríamos de ter escrito): Eu sei que a ideia aqui é falar de um livro tão bom que gostaríamos de ter escrito, mas vou me permitir interpretar de uma forma um pouquinho diferente porque sempre que penso que gostaria de ter escrito um livro, nunca é um livro incrível que mudou minha vida. Eu gostaria muito de ter escrito Harry Potter, por exemplo, mas ao mesmo tempo sei que se fosse eu a cabeça por trás daquelas páginas, a história teria tido um rumo completamente diferente e nunca chegaria aos pés do trabalho que a J.K fez, sabe? É por isso que sempre que penso num livro que gostaria de ter escrito, imediatamente penso na saga Crepúsculo, da Stephenie Mayer. A história é horrível, os personagens são uma preguiça, eu sei que os fãs vão querer me tacar numa fogueira e tudo bem, mas incrivelmente acho a premissa muito bacana. Mocinha deslocada, cidadezinha do interior, mocinho misterioso, vampiros, paixões proibidas. Gente, eu amo vampiros e paixões proibidas. Eu queria escrever esses livros só pra poder mudar tudo e transformar na história que tenho na minha cabeça desde sempre, a história que imaginei que fosse ler quando comprei o primeiro livro, mas que a autora infelizmente não entrega. Talvez eu escreva uma fanfic sobre isso.

GAROTO_ENCONTRA_GAROTO_1405976545B3) Não vale a pena abater árvores por causa disso: Apesar de ler muita coisa que não é exatamente boa, é muito difícil que eu leia livros ruins de verdade, desses que nem se a gente espremer com bastante força consegue tirar algo bom. Quando comprei Garoto Encontra Garoto, eu tive muita certeza que ia amar. Quer dizer, as avaliações no Skoob eram bem boas (01 questão: por que eu ainda acredito nas avaliações do Skoob?), sempre curti muito histórias que envolvem casais homossexuais (sdds fanfics slash), e o fato das pessoas sempre falarem do David Levithan cheios de ressalvas só contribuiu pra minha curiosidade. Só que a história é péssima e eu me decepcionei horrores. Na sinopse ele diz que o grande romance do personagem principal é estragado por uma cagada federal que ele faz, e o tempo todo eu fiquei esperando essa tal cagada, já imaginando toda uma história de amor e redenção que sairia daí, até perceber que a cagada do milênio já tinha acontecido, já tinha até mesmo sido resolvida, vejam só, e eu continuava com aquela interrogação na cabeça, esperando alguma coisa acontecer de verdade. Tem coisa mais insuportável que terminar um livro e ter a sensação de que jogou tempo fora? Não, não tem.

A_TRAMA_DO_CASAMENTO_1384735003B4) Não és tu, sou eu (um livro bom, lido na altura errada): Ainda pretendo escrever sobre esse livro em algum momento, mas não agora, muito menos amanhã, porque ainda preciso parar e construir uma opinião de verdade sobre ele. Dei 4 estrelas porque, como vocês sabem, não tenho lá muito critério na vida, e um final incrível já é suficiente pra me fazer acreditar que a jornada inteira valeu a pena. Quando terminei de ler A Trama do Casamento, fiquei por horas abraçada com o livro na cama, em posição fetal, pensando que aquela era uma história fictícia, sim, mas que podia muito bem podia ser uma história real. Que ela pode ser arrastada e tudo, que não ajudou em nada eu ter demorado tanto pra dar cabo do livro, mas não é assim a nossa vida no final das contas? Cheia de momentos incríveis, mas muito mais chata do que emocionante na maior parte do tempo? Foi meu primeiro contato com o Jeffrey Eugenides, um autor do qual sempre escuto falarem muito bem, e fiquei verdadeiramente encantada com a história, mas acho que podia ter aproveitado muito mais se tivesse lido no momento certo. Quem sabe no ano que vem? Vamos ver.

TODAS_AS_MANHAS_DO_MUNDO_1346977950B5) Eu tentei… (um livro que tentamos ler, mas não conseguimos): Alguns semestres atrás, uma professora muito querida me deu de presente Todas As Manhãs do Mundo, um livro que, como ela me disse naquele dia, era muito muito importante pra ela. Fiquei encantada com o livro e, principalmente, com o gesto, e desde então o guardo com um carinho que, ainda que eu ame muitos, reservo para poucos. Ele traz personagens reais numa história romanceada, e fala muito sobre música, amor, solidão, maturidade e sofrimento, e parece ser muito sensível ao tratar desses assuntos. Eu queria muito amar esse livro, rolar com ele na grama e compreender aquele sentimento de que tanto falava minha professora, mas não deu. Amo o título, mas não consegui passar da página 10, ou qualquer coisa assim. Ele é um livro fininho (tem menos de 100 páginas), e tenho certeza que vou amar ele inteiro quando descobrir a história que existe em suas páginas, de querer rolar na grama e tudo, mas por hora é isso aí.

ANJO_DA_ESCURIDAO__1337474417B6) Hã? (um livro que lemos e não percebemos nada OU um livro com final surpreendente): Não sei se já disse isso alguma vez, mas sou muita lerda enquanto leitora e espectadora. Nunca percebo o pulo do gato e sou sempre surpreendida por desfechos e plot twists que parecem muito óbvios pra qualquer pessoa mais atenta, mas não pra mim. Logo, não sei se Anjo da Escuridão é realmente tudo isso, mas já li duas vezes e nas duas me surpreendi um bocado. Vejam bem, na segunda eu já sabia o que ia acontecer e mesmo assim fiquei com a cara no chão. Isso que é livro, queridos leitores. Não vou me estender muito mais que isso porque, como vocês sabem, não sou muito boa em segurar a língua e sempre acabo soltando um spoiler sem querer. Então, pra não acabar com a graça, diria apenas: leiam, em especial quem gosta de romance policial. Sei que é óbvio dizer isso, mas sei lá, não sei em que mundo vocês vivem, vai que vocês nunca ouviram falar em Sidney Sheldon, risos (apesar de que esse livro não é dele) (ou talvez não seja SÓ dele) (enfim, são questões).

A_ESPERANCA_1362102238B7) Foi tão bom, não foi? (um livro que devoramos): Vou escolher A Esperança porque foi o último que eu li e devorei, mas qualquer um dos outros dois livros da trilogia Jogos Vorazes teria se encaixado muito bem nessa categoria. Apesar de ter lá minhas ressalvas sobre a Katniss, sou assumidamente fã da trilogia e sofro muito com a história dela, de verdade, naquele mesmo nível nada saudável de quem se envolve demais. O último volume foi o que mais mexeu comigo, o que mais me fez sofrer, mas ao mesmo tempo foi o meu favorito. De todos foi o que achei Katniss menos insuportável e a ausência do Peeta foi muito bem-vinda pra quem não aguentava mais aquele romance chato e sem muito sentido. O final não foi exatamente surpreendente porque já tinha pegado alguns spoilers, além de já ter visto o filme da primeira parte da história. Também achei as últimas páginas corridas em comparação com o início, mas gente, foi tão bom. Não exatamente o que eu esperava, mas ainda assim. Fico muito feliz com esses finais agridoces, que nos dá a sensação de que está tudo bem, mas não tão bem o suficiente que a gente se esqueça do que aconteceu até chegarmos ali.

MELANCIA_1331335571B8) Entre livros e tachos (uma personagem que gostaríamos que cozinhasse para nós): Leio essa categoria e imediatamente penso na Claire, de Melancia. Parece meio óbvio num livro que já vem com um título desses, mas Claire, a personagem principal, não é uma cozinheira, muito menos cozinha o tempo inteiro, assim como a história não se passa num restaurante ou qualquer coisa desse tipo. Se não me engano ela é formada em Letras, mas está de licença maternidade, sei lá, não lembro, faz tempo que li pela última vez. O negócio é que, além de ser uma excelente anfitriã, Claire é uma cozinheira de mão cheia. Acho que ao longo de toda a história ela só cozinha uma vez, mas não tem uma vez sequer que eu leia a parte em que ela resolve cozinhar pra sua família e não sinta uma vontade louca de correr pra cozinha e também comer macarrão ao molho pesto. Agora, que já conheço a história, é quase um ritual dar um pulo no mercado antes da parte em questão, só pra poder comer macarrão ao molho pesto ao mesmo tempo que Claire e a família Walsh (e o Adam!). Recomendo bem.

CHA_DE_SUMICO_1374257321B9) Fast forward (um livro que poderia ter menos páginas que não se perdia nada): Um dos últimos livros que li, Chá de Sumiço foi uma leitura bem agradável (na medida que dá pra ser agradável quando se fala de um tema espinhoso como a depressão), mas que podia ser bem menos extenso. São 644 páginas, mas honestamente a gente podia tirar umas 200 que tava tudo bem, tudo certo, partiu balada. A história gira em torno do sumiço de um integrante de uma boyband que já foi bem famosa no passado e que agora resolveu se juntar novamente pra alguns shows, mais ou menos como os Backstreet Boys fizeram um tempo atrás. Helen, a personagem principal, é contratada para encontrar o cara antes do dia do primeiro show, caso contrário os caras vão ter que desistir do projeto e devolver todo o dinheiro dos ingressos e abrir mão de tudo que eles investiram. Só que o caso não é tão interessante quanto a gente imagina quando lê a sinopse, sabe? Helen fica andando em círculos por muito tempo até se dar conta do que aconteceu e chega uma hora que a gente acaba perdendo o interesse. Além disso, o desfecho não é assim tão emocionante ou inovador, mas o que mais me incomodou foi que, mesmo com essa quantidade absurda de páginas, fiquei com a sensação de não conhecer a personagem principal de verdade. As partes sobre a depressão e a vida dela são super rasas, sem contar as pontas soltas que ficam pelo caminho. Ou seja né.

A_RAINHA_VERMELHA_1434473047449028SK1434473047B10) Às cegas (um livro que escolheríamos só por causa do título): Muito mais fácil que eu escolha um livro pela capa do que pelo título, mas vamos lá. Recentemente terminei de ler A Rainha Vermelha, da Victoria Aveyard, um livro com capa belíssima que me influenciou demais, mas que não seria levada tão a sério se não tivesse um título igualmente impactante. Querido leitor, olhe só o nome deste blog e entenderá o que estou tentando dizer. Escrevi sobre esse livro na semana passada, então sugiro que vocês leiam, mas basicamente a história se passa numa sociedade em que as pessoas são divididas pela cor do seu sangue, e gira em torno de Mare Barrow, uma mocinha pobre de sangue vermelho que descobre que tem poderes que podem acabar com o império dos prateados. Não é uma história exatamente boa, nem exatamente inovadora, definitivamente não justifica o hype, muito menos uma adaptação cinematográfica (mas eu imagino que possa sair coisa boa daí considerando o pessoal que tá envolvido no projeto), mas ele não é de todo ruim. Leiam e me contem o que acharam depois.

11) O que vale é o interior (um livro bom com a capa feia): Não sei? Sou o tipo de pessoa insuportável que dispensa um livro pela capa e que até hoje se recusa a ler Garota Exemplar só porque não admite comprar um livro com o Ben Affleck na capa. Sério gente, o Ben Affleck. Apenas não. Claro que já li alguns livros de capa feia, mas nenhum que tenha sido bom o suficiente pra compensar. Paciência.

LOS_ANGELES_1366213838B12) Rir é o melhor remédio (um livro que nos tenha feito rir): Não que eu não goste de livros engraçadinhos, é só que a maioria realmente não me faz rir. Apesar de ser muito idiota de um modo geral e rir de coisas absurdas que não têm a menor graça, com livros e filmes eu sou bem chata e dificilmente consigo rir com vontade. Tentei pensar em outro livro que tenha me feito rir, mas apesar de ter lido alguns, nenhum me fez rir tanto como Los Angeles, da Marian Keyes. A mulher definitivamente sabe me fazer rir. De todos que já li dela, Los Angeles é meu favorito, primeiro porque se passa em LA, num universo legal demais pra gente não querer estar lá apesar de tudo, mas principalmente porque Maggie, a personagem principal, é uma pessoa muito real e gente boa, meio perdida na vida, meio fazendo cagadas fenomenais enquanto se descobre como pessoa e abandona a imagem de santinha que sempre teve. Acho incrível a forma como ela cresce ao longo da história e principalmente como a Marian fala de um tema espinhoso como o aborto sem condenar nem apontar o dedo na cara de ninguém.

COMO_EU_ERA_ANTES_DE_VOCE_1365538813B13) Tragam-me os Kleenex, faz favor (um livro que nos tenha feito chorar): Sempre que me perguntam um livro que me fez chorar, eu tento fugir dos óbvios que fazem todo mundo chorar, só pra fingir que não sou esse clichê ambulante, muito menos essa pessoa que chora com qualquer comercial bobo e que passou o último domingo chorando horrores com uma reportagem do Fantástico. Momentos. Vocês já me sacaram há muito tempo, de modo que acho ok dizer que chorei horrores lendo Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes. Bem menos que a maioria das minhas amigas, é verdade, mas chorei mais do que com a média geral de livros que li e me fizeram chorar. Não é um livro que eu indicaria de olhos fechados, o início é meio chato e eu demorei meio milênio pra me importar de verdade com os personagens e me interessar pela história, mas no final eu estava de joelhos no quarto, quebrada como uma promessa, chorando como se não houvesse amanhã ou qualquer coisa assim. No fundo ele é bem o que promete ser: um livro pra chorar, e não vai muito além disso. Então a gente chora, se sente como um papel amassado e tudo, só pra limpar as lágrimas em seguida, seguir com a vida e tudo bem. Não é um livro que mudou minha vida, mas sem dúvida cumpriu seu propósito.

14) Esse livro tem um V de volta (um livro que não emprestaríamos a ninguém): Nenhum? Quer dizer, depende. Depende da pessoa que estou emprestando, depende da frequência com que eu vejo essa pessoa (pra poder cobrar, é claro), esse tipo de coisa. Mas pra evitar qualquer problema futuro e não acabar com amizades, eu ainda prefiro não emprestar. Até hoje não esqueci o meu Diário da Princesa, que emprestei pra uma amiga e nunca mais vi de novo, nem do meu Harry Potter e o Enigma do Príncipe, que emprestei pra um colega no ensino médio, super feliz que estava convencendo as pessoas a lerem Harry Potter, e nunca mais vi, de modo que fui obrigada a roubar o do Guilherme pra completar minha coleção desfalcada (apenas verdades, desculpa amor). Ainda tem aquela cota de pessoas que emprestei, leram, e devolveram o livro todo cagado e tal. Ou seja, no final das contas ainda acho que é melhor evitar do que remediar.

A_REDOMA_DE_VIDRO_1412887076B15) Espera aí que eu já te atendo (um livro ou autor que estamos constantemente a adiar): Tenho pensado muito sobre A Redoma de Vidro, da Sylvia Plath, nos últimos dias e acho que chegou a hora de dar a atenção que ele merece. Passei anos adiando muito por aquele velho medo de ler algo que parece muito difícil, mas acho que o difícil nesse caso é muito mais pela história em si do que por qualquer outro motivo. Todas as minhas amigas que leram sempre falam da história incrível, mas muito difícil, que o livro conta, e principalmente da identificação assustadora que elas sentiram durante a leitura. Eu, que nunca precisei de incentivo pra me sentir uma fraude e achar que a vida é uma merda, mesmo quando ela parece muito promissora, achei que podia ser um pouco perigoso me afundar mais nessas questões, hello darkness my old friend e tal, especialmente por eu ser essa pessoa que se envolve demais com tudo, sem muitos filtros. No fundo, meu maior medo era ler, me identificar demais, e pensar que eu estava fadada a um final trágico, mas hoje me sinto mais segura pra ler, me identificar, e levar as dores do amadurecimento como algo natural, que pode passar ou não, mas com o qual eu consigo lidar e tudo bem. Não dá pra viver sem dor, e se viver ainda é a melhor saída (eu acho que é, né), que seja assim então.

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10 Comments

  • Reply Patthy 13 de outubro de 2015 at 2:54 PM

    Você tem toda razão sobre Crepúsculo: seria o livro ideal para reescrever (tanto é que a própria autora reescreveu RISOS). Não haveria grandes expectativas (diferente do que aconteceria com Harry Potter, como você citou) e a história tem um certo potencial (vampiros=♥). Com meu toque ficaria bem mais interessante (modéstia, não trabalhamos).
    Quanto ao item 11, acho que a pessoa que inventou de usar imagens de filme para capa de livro deveria ficar de castigo ajoelhada no milho. Isso é errado em SO MANY LEVELS e me deixa muito incomodada a ponto de não comprar (sempre procuro primeiro a versão com a capa original e compro se estiver disponível, mesmo que seja mais cara).

  • Reply Analu 13 de outubro de 2015 at 6:24 PM

    Amiga, OLHA EU AQUI te lendo! Que saudade que eu tava, que falta de vergonha na cara que eu tava, etc.
    Quando eu falei que ia responder esse meme no BEDA a srta me julgou horrores e disse que o meme era CHATO. Sua beixta.
    Adorei suas respostas. Concordo demais que Americanah é um livro totalmente necessário, tenho vontade esfregá-lo na cara das pessoas. Amei sua teoria sobre sua vontade de escrever Crepúsculo, inclusive quero.
    Fiquei com dor de cabeça com esse tanto de capa de Marian Keys na minha frente, HAHAHA. Peguei birra mesmo, tenho sono só de pensar em ler qualquer coisa dela :(
    Amo DEMAIS Como eu era antes de você, foi super o tipo de livro que deu uma balançada nas estruturas da minha vida, não consigo não pensar nesse livro sem sofrer mais um cadim.
    E: tô lendo A Redoma de Vidro (de novo) e redescobrindo tudo, porque a primeira vez eu li em inglês, era a primeira vez que eu me aventurava a tal feito e só guardei a ideia geral do livro, totalmente desfocada. Agora estou passando por todos os medos e angústias de novo, Gabrielzinho tá morrendo de medo de eu cortar os pulsos mas vai ficar tudo bem. VEM JUNTO.
    Te amo! <3

  • Reply Mia 14 de outubro de 2015 at 6:19 PM

    ESSE MEME ♥
    Deixa eu falar primeiro que: miga, cuidado com A Redoma de Vidro. É um dos meus livros preferidos da vida, é realmente incrível, maravilhoso e tudo o mais, porém: cuidado com o momento em que tu vai lê-lo. Esse livrinho bonito tem o poder de te deixar pra baixo. Sério.

    Mas tu gosta da Marian Keyes, hein? hahahaha Tenho apenas um livro dela, o Melancia, de que gostei bastante, por sinal, mas ainda não me animei a ler outros livros da autora.

    E confessarei algo: não acho Crepúsculo tão horrível assim. Estou longe de ser uma twilighter, mas é um livro pra adolescentes, sabe? Cumpre sua função: entreter. O problema é que muitas guriazinhas bobas e novinhas demais leem isso e passam a pensar que tá tudo bem largar a vida, a família, os estudos, tudo, só pra ir atrás de um cara que sente desejos de matá-la. MAS ENFIM. Poderia ser melhor. Quem sabe se tu escrevesse o plot menina conhece vampiro supimpa não seria melhor, né?

    ;*

  • Reply Thay 14 de outubro de 2015 at 10:10 PM

    ANA! <3

    Estou pra comentar no seu blog praticamente desde o dia em que vi sua publicação, mas eu queria sentar e com calma comentar, afinal de contas o assunto pede! Talvez eu escreva muito, então já me desculpo agora, hahaha.

    Acho que a primeira pessoa que vi (ou li) falando de Americanah foi Analu mesmo, e no post dela eu já fiquei morrendo de vontade de ler. A gente não tem um gosto muito parecido para leitura (por aquilo que já a vi -li- falando sobre), mas fiquei curiosa. Não sei, tem alguma coisa nesse livro que precisa ser lido. AH! E Crepúsculo! Quando eu tinha tempo livre, comecei a reescrever Lua Nova, haha, sente o nível. Até que gosto do primeiro livro, não é aquela coisa toda, mas passa. Mas Lua Nova, SEN OR, que agonia daquilo tudo. Aí na minha versão, depois de ser abandonada por Edward, Bella go crazy e se transforma em uma caçadora, hahaha! E Jacob a ajuda, claro, mas não ficam juntos no final nem nada. Aí Bella percorre toda a Europa (porque na minha ideia é lá que todos os Cullen se escondem) matando um por um. Dramático? Quem sabe. Mas taí uma ideia que eu gostei, hahaha.

    Esse do David Levithan nunca me chamou atenção. Na verdade, nenhum dos que eles escreveu, nem aquele com o John Green. Sei lá, não entendo o hype. E aí entramos na mesma onda: nunca confie nas avaliações do Skoob! Não sei o que acontece, mas sempre dou com os burros n'água quando faço isso. E sobre Jeffrey Eugenides, gente, eu juro que tentei gostar do cara, mas nem consigo. Quanto ao Sidney Sheldon, mamãe é fã, mas nunca li nada dele. Talvez seja o momento de começar!

    AHHH, A Esperança!! </3
    Não consigo comentar mais do que isso sobre, desculpa.

    E dá uma olhada no Mercado Livre, às vezes você encontra Garota Exemplar com a capa original (eu tenho, tananan!). Estou assim com Lugares Escuros, da mesma autora, só que tem a Charlize Theron na capa. E Charlize é lindíssima, mas quero capa de livro, não pôster de filme. Blé, sou chata assim. GEEENTE, Como Eu Era Antes de Você é tão fofinho! Foi o primeiro da Jojo Moyes que li, mas me acertou de jeito. Não cheguei a chorar de soluçar, mas fiquei bem emotiva.

    Também pensava assim sobre A Redoma de Vidro, mas esse ano mesmo dei o braço a torcer e resolvi ler. É difícil? É. Chato? De vez em quando, também. Mas vale a pena, de verdade.

    E CHEGA de comentário, fiz quase um post aqui, SOCORRO.
    =**

    • Reply Thay 14 de outubro de 2015 at 10:11 PM

      E fiz esse comentário enooorme e ainda esqueci de dizer que eu já respondi esse meme, mas fico feliz por ter sido lembrada mesmo assim! <3

  • Reply Pássara 16 de outubro de 2015 at 12:25 PM

    Menina, nem lembrava que tinha respondido isso? Tive que jogar meu blog no google HEHEHE Me arrependi depois, porque queria mudar todas as respostas e o post tá todo desconfigurado porque não tive saco pra consertar tudo depois que migrei para o WP.
    Adorei suas respostas e não li a maioria dos livros, acho. Não li nada da Chimamanda ainda e sinto que isso é uma grande falha de caráter. E GZUS o que é essa capa da Rainha Vermelha? Fiquei até com vontade de ler.
    Te amo <3

  • Reply Naty 16 de outubro de 2015 at 9:29 PM

    quanta ideia boa de livros pra ler
    vc sempre faz posts ótimos e bem elaborados eu adoro
    fiquei com vontade de ler como eu era antes de vc, to precisando de tempo pra me dedicar mais a leitura
    bjoooooooooss

  • Reply Tary 17 de outubro de 2015 at 12:07 AM

    Amiga, gostei de ler você falando sobre livrinhos! Faça isso mais vezes <3
    Eu nunca recomendei A Trama do Casamento sem ressalvas porque sei como o Eugenides soube brincar com a paciência do leitor nesse livro. Capítulo sobre leveduras, really? Leia As Virgens Suicidas, sério.
    Amo muito Como eu era antes de você. É daqueles livros que eu fico com aperto no peito só de lembrar.
    PRECISO LER AMERICANAH!!!!
    Beijos <3
    P.S: Esperando a fanfic de Crepúsculo ansiosamente.

  • Reply Suelen 21 de outubro de 2015 at 12:30 AM

    miga, PELO AMOR DE JESUS leia Garota Exemplar. Sério. SERÍÍSSIMO. Confesso que também nunca iria pegar na mão um livro com o Ben Affleck na capa, mas tem a capa original, e, <3 o livro é sensacional!! Eu fiquei meio paranoica com ele até semanas depois de ter lido!

    Não deixe o Ben Affleck te tirar o prazer de um livro maravilhoso, viu? hahaha

  • Reply Marília Barros 29 de outubro de 2015 at 7:26 PM

    Obrigada por ressuscitar esse meme! Eu queria responder um desses de indicar livro por categoria mas estava com preguiça de ir atrás deles, então respondi esse também.
    Quero muito ler Americanah, li Hibisco roxo da Chimamanda e amei, só que agora estou com medo de me decepcionar porque a expectativa é muito alta. Além disso não sei se leio Americanah ou Meio sol amarelo primeiro, mas enfim né.
    Sobre querer ter escrito Crepúsculo, adorei a proposta. Na verdade, a premissa em si da história não me interessa muito, mas de fato tinha bem mais potencial do que o que a Meyer entrega (tanto é que li os dois primeiros e meio que desisti de ler a saga em Eclipse).
    Li Todo dia do David Levithan e não gostei muito, mas ainda estou a fim de ler mais coisa dele, porque é difícil encontrar livros com protagonistas gays, né? Mas vou evitar Garoto encontra garoto então. A trama do casamento está esperando na estante há anos e não leio justamente por ter medo de ser arrastado (e por ser comprido também, porque meu segundo nome é preguiça).
    Da Marian Keyes só li Melancia, e nem lembro direito o que achei. Estou com A estrela mais brilhante do céu aqui porque minha tia me emprestou, mas ainda não li justamente porque é muito grande. Por que chick-lits precisam ser tão compridos, gente? (e confesso que fiquei bem instigada com a sinopse de Chá de sumiço, por motivo de boybands, pena que decepciona).
    Acho que eu nunca comentei aqui antes (acho difícil chegar comentando em posts mais pessoais, parece que estou invadindo a privacidade(?)), mas leio o blog faz um tempinho e gosto muito dos seus posts, Ana! :)

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