BLAIR WALDORF

UM ROLÊ NA RENNER

Não sei se já falei isso aqui, mas minha loja preferida da vida é a Renner. Não duvido que nesses seis anos de compras frenéticas, desde que comecei a ganhar dinheiro com certa regularidade, já devo ter deixado por lá o equivalente a um carro popular, sempre com um sorriso no rosto afinal a recompensa era boa. Prova disso é que mais da metade das roupas que constituem o meu guarda-roupa são de lá, com muito orgulho, com muito amor. Gosto de não ter vendedoras do lado perguntando se preciso de ajuda o tempo todo, gosto da possibilidade de poder dividir minhas compras em cinco vezes sem juros no cartão (risos) e mesmo que vira e mexe apareça uma moça deveras insistente perguntando se não estou interessada em fazer o cartão, nunca me importo realmente porque elas são facilmente dispensadas com uma resposta (agora mentirosa) que tenho sempre na ponta da língua: sou menor de idade. Nunca falhou.

Há quem diga que roupa de loja de departamento tem uma qualidade duvidosa, e quem sou eu para discordar. Mas em tempos de roupa ching ling, a Renner nunca me deixou na mão. Tenho roupa de cinco, seis anos atrás que comprei lá e continua intacta mesmo depois de ter sido usada à exaustão porque, afinal de contas, sou dessas e roupa boa é roupa que continua firme e forte mesmo depois de enfrentar sol, chuva e casamento de viúva.

Hoje (que já era ontem quando terminei o post) fui no shopping com minha mamãe e, como não podia deixar de ser, demos uma passadinha na loja. A intenção era só dar uma voltinha rápida (aham) porque nosso objetivo principal era outro. Ficaríamos apenas o suficiente para comprar um casaco para minha pessoa que, como de costume, não olhou a previsão do tempo antes de sair de casa e acabou com a sensação térmica equivalente a estar usando um biquíni no Polo Norte.  Não sei quem tentamos enganar com esse papo furado, só sei que quando dei por mim, já estava entrando no provador com muito mais que um casaquinho para experimentar.

Renner

Fotografei tudo, inicialmente pra compartilhar com minha eterna parceira de crime, Juliana Bender, que mesmo à distância sempre dá os melhores pitacos ever, mas depois achei que seria bacana compartilhar com vocês também. Portanto, não ousem reparar na qualidade duvidosa das fotos descabeçadas, muito menos na montagem que, de fato, é muito tosca.

O frio tá mandando ver aqui em Brasília. Digo isso com a propriedade de quem faltou, como vocês já sabem, virar um picolé depois de ter a ousadia de colocar as pernas para fora e ainda por cima rejeitar um casaquinho antes de sair de casa. Bem feito. Só que os shoppings devem viver num mundo paralelo porque só assim dá para explicar o festival de roupas fresquinhas que enchiam as araras. Nem conto o tanto que foi impossível encontrar um casaco. Esse azul marinho foi o único que consegui encontrar que preenchia todos os requisitos (quentinho, confortável e versátil), sendo o preço nada mais que pura sorte. Acabei não levando esse porque sou cismada e só curto blusa de frio mais folgadinha, então troquei essa (que era M) por uma G do mesmo modelo, mas num bege rosado, bem amorzinho.

A essa altura do campeonato eu já tava no inferno, então resolvi abraçar o capeta e experimentar umas roupinhas frescas de verão porque né, quem se importa se é está mais fácil chegar o dilúvio do que o sol dar as caras. A gente não quer só comida, queremos roupinhas de verão e piscina à vontade. A blusinha branca da primeira foto eu trouxe comigo porque simplesmente não resisti quando vi na arara e, (in)felizmente, me rendi de vez quando vesti. Me senti uma daquelas “californianas” lindas do site da Brandy Melville, o que obviamente estou longe de ser, mas me deixem com minha maravilhosa ilusão.

Também não resisti ao shortinho preto. Não, não é uma saia, graças ao bom Deus porque apesar de não ter problema nenhum em mostras as pernas por aí, meu piriguetismo tem limites e eu duvido que teria coragem de usar um comprimento desses na rua, caso estivéssemos falando de uma saia. Felizmente não é, então dei um desconto e trouxe comigo.

Por fim, na minha eterna saga pelo short jeans perfeito, experimentei esses dois. Mas sinto em informar, caros leitores, que não foi dessa vez. Na foto parece tudo lindo e maravilhoso, mas na vida real… Fuén, fuén, fuén. O jeans era bem lindo, mas ficou incomodando na virilha e como eu já tinha um bem parecido em casa, preferi não arriscar. Já o rosinha ficou folgado em lugares estrategicamente errados, me deixando com um saco deveras estranho que preferi dispensar.

Confesso que fiquei bem feliz com as novas aquisições. Não foi nada muito “uau”, mas pra quem tava comprando mais por querer do que por necessidade, tá valendo. A saga pelo short jeans continua, portanto, ficarei agradecida se cês deixarem umas dicas de onde posso encontrar a peça, por um preço justo, mas não vale site gringo que só aceita cartão por motivos de: cancelei o meu. Tô no aguardo!

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2 Comments

  • Reply ingrid 27 de julho de 2014 at 1:56 AM

    gente, adorei teu post!! Acho que eu poderia fazer algo parecido sobre a Riachuelo pq sou a louca da Riachuelo.
    Até gosto da Renner, mas geralmente é a parte de camisetas masculinas que sempre tem estampas legais. Agora a Riachuelo é uma das poucas que tem tamanhos de calças acima de 44 então sempre acabo comprando o resto lá também <3

    e sou A esquecida e nao lembrava que você era de Brasília <3

  • Reply Fernanda 28 de julho de 2014 at 12:28 AM

    Eu AMO a Renner. Sério. Sou dessas que também gosta de passear pela loja, meter a mão nas roupas sem ter uma vendedora papagaio de pirata no meu ombro o tempo que estou dentro da loja. Liberdade, bjs. Minhas roupas também são tudo de magazine; Renner, C&A, Marisa e Riachuelo formam o quarteto do amor ♥ Esse mês nem entrei na Renner pra resistir à tentação, porque tô dura e bem como você, entro com foco em algo (no momento, uma jaqueta de couro) e compro a loja inteira menos o que eu procurava, hue!

    Beijos~

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