VIDA DE FANGIRL

WON’T YOU STAY ‘TIL THE A.M?

Ou: O post mais sem limites da história deste blog. 

Depois dos acontecimentos perturbadores da última semana, voltamos à nossa programação normal com o lançamento que promete, senão abalar a estrutura de toda a internet, pelo menos abalar a vida (e coração) da blogueira que vos escreve. Falo, claro, do novo álbum do One Direction, “Made In The AM”, talvez a única coisa boa que rolou nesse 13 de novembro pavoroso.

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Para o leitor que não está familiarizado com meu refinadíssimo gosto musical e não fazia ideia do meu amor pela boyband, uma pequena história: eu odiava o One Direction até descobrir que o One Direction era, na verdade, muito legal. O responsável por essa mudança de paradigmas foi Guilherme, meu amado namorado, que um belo dia resolveu dançar a elaboradíssima coreografia de “What Makes You Beautiful” no Just Dance com os amigos, numa das cenas mais divertidas que já vi na vida, e que imediatamente transformou meu nariz torcido e meu coração gelado num amor quase incondicional. Como disse uma vez, o One Direction me mostrou que pagar a língua pode ser maravilhoso e que ser chato não está com nada, que bom mesmo é ser ridículo e se divertir horrores com isso – ainda bem.

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Estabelecido meu ponto, preciso dizer que temi o lançamento. Era o primeiro sem Zayn, até então meu membro favorito, o qual quis casar em Vegas, viajar pelo mundo e dividir uma ou duas tatuagens de significado misterioso, sem contar a história do hiato que até agora não entendi muito bem #humanas. Só que conversando com uma amiga da faculdade, chegamos à conclusão que nada disso faz muita diferença. Quer dizer, são muitas questões (esse hiato terá fim? ainda veremos esses rapazes juntos novamente? será Harry Styles o Justin da nova geração? estaria Harry sofrendo?), sdds Zayn, etc e tal (será que ele anda mesmo chorando horrores desde o lançamento? será que ele se arrependeu, afinal de contas?), e ninguém quer morrer sem ter a chance de ouvir “Perfect” ao vivo, mas se tudo der errado, a gente ainda pode contar com a certeza de, num futuro não muito distante, ter a chance de vê-los de novo dividindo um palco e fazendo a cabeça de todas nós, mais ou menos como os Backstreet Boys um tempo atrás. Desde já, vamos cuidar bem dos nossos rins e fazer uma poupança básica, só pra garantir.

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Passei o fim de semana imersa no álbum, dançando sozinha pelo quarto, e agora venho aqui deixar minhas impressões. Já adianto que não amei todas as músicas e fiquei cheia de ressalvas no início (qual é a verdade desses álbuns deluxe? por que as melhores músicas ficam pro final? pior: por que as melhores músicas são sempre o brinde?), mas como nessa casa não trabalhamos a razão, o que importa é o amor e a certeza de que os feelings continuam sendo the only facts.

1. HEY ANGEL: Não sei se já tenho uma opinião 100% formada. Odiei da primeira vez que ouvi, achei indiferente da segunda e talvez tenha curtido bastante a partir da terceira, mas ainda me incomoda um pouco essa batida esquisita que parece mais agitada do que a música é de fato, me sinto ligeiramente enganada, já querendo pular loucamente e só consigo ficar no dois pra lá dois pra cá, não sei. A letra é bonitinha, então tudo bem, né?

2. DRAG ME DOWN: AGORA SIM!!1!11 Confesso que rolou todo um estranhamento e uma má vontade básica quando assisti o clipe pela primeira vez que só posso traduzir como minha mente se recusando a encarar a verdade e um One Direction sem Zayn. Passada a revolta, no entanto, amei demais a música e acho que é uma das minhas favoritas. Como as rádios são incrivelmente atrasadas (o clipe foi lançado em agosto, mas só agora a música parece ter pegado de vez), solto fogos de artifício sempre que ela toca e posso curtir no carro, já que meu rádio é pré-histórico e não sei quando vou ter grana pra comprar o álbum físico (Natal aí, fica a dica). Rola toda uma coreografia ridícula que é puro amor e sedução e uma encarnação de personagens que olha, recomendo bem.

3. PERFECT: É a música pra Taylor Swift, né? Ou seja: não tenho estruturas. Posterguei enquanto pude, mas não teve jeito: foi amor. Incrivelmente, nunca fui das maiores fãs do relacionamento Taylor+Harry (qual o ship? Tarry? Haylor? me informem pra eu atualizar), mas adoro como a história dos dois rende demais até hoje e, principalmente, rende músicas maravilhosas. Depois do 1989, acho que “Perfect” é um complemento à altura, e me deixou até com o coração meio doído, tipo nossa, o que vocês estão fazendo separados? Tipo, o que mais precisa acontecer pra vocês ficarem juntos de novo?

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4. INFINITY: Me lembra demais uma outra música, alguém sabe qual é? Enfim, baladinha bonitinha, letrinha sofrida, how many nights does it take to count the stars? that’s the time it would take to fix my heart etc e tal, aposto que ainda vai virar legenda de muita selfie por aí.

5. END OF THE DAY: Odiei com força. Tirando o ótimo refrão e a quebra de ritmo que ela tem que é realmente legal, ela me lembra muito essas músicas bem genéricas que a gente cansa de ouvir na rádio todo dia. Migos, amo vocês, mas melhorem.

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6. IF I COULD FLY: Amei o título, é bem o tipo de coisa brega que eu adoro. Também me lembra muito uma outra música que andei ouvindo por aí, o que deixa a questão: onde anda a criatividade desse povo? Sei lá, me irrita um pouco falar isso sobre praticamente todas as músicas, mas acho que é bem o que acontece quando alguém se propõe a lançar um álbum novo por ano. Sei lá, migos, vamos relaxar. Mesmo assim gostei muito, achei fofa, brega de fazer dó (o que significa que chorei horrores, lógico) e tudo de maravilhoso que a gente podia esperar.

7. LONG WAY DOWN: Não sei não. Me lembrou demais o tipo de música que o Ed Sheeran cantaria e vocês sabem que eu não sou a maior fã do ruivinho (tirando “I See Fire”, odeio todas as músicas sem dó), então não sei. É bem brega também, mas não sei se de um jeito bom.

8. NEVER ENOUGH: AMEI DEMAIS!1!11!!1 Popzinho gostoso, bem chiclete, fica na cabeça por dias, uma maravilha. Dá bem vontade de sair dançando por aí, sem medo (ou vergonha) de ser feliz, afinal só se é jovem uma vez e a gente tem mais que aproveitar. Vibe maravilhosa, bem a cara deles. Wanna stay up and party the weekend away and not know when to quit, wanna drive in the night ’till the end of the earth and go over the edge. I rest my case.

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9. OLIVIA: Logo que bati o olho pensei que finalmente teria um motivo relevante pra batizar uma filha de Olívia, afinal, que presente melhor pra se dar pra um filho senão uma música feita pelo Harry Styles? Não sei se a expectativa era muito alta, mas curti bem menos do que gostaria. Achei fofa, mas meio enjoada, e a parte antes do refrão me incomodou demais, não conseguia parar de lembrar de uma outra música (!), que dessa vez eu sei qual é: The Wire, das HAIM.

10. WHAT A FEELING: Outra que não curti muito, mas paciência. Sei lá, achei bem genérica e sem graça, mas pode ser que daqui um tempo eu pague minha língua. Não é como se isso não acontecesse sempre, risos.

11. LOVE YOU GOODBYE: Cafona demais até pra mim, não dá.

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12. I WANT TO WRITE YOU A SONG: Não consigo lidar com o combo violão+melodia e letra amorzinho, logo amei demais. Fiquei ouvindo em looping esses dias e acho que amo mais cada vez que ouço, é maravilhoso. Ela me lembrou demais o estilo do Plain White T’s, uma banda que eu adoro e é cheia dessas músicas fofinhas, e só me incomoda mesmo que o nome é quase o mesmo de uma música dessa mesma banda. No mais, virou favorita e já estou sonhando com qualquer um deles tocando violão e cantando essa música pra mim. Quem nunca?

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invejando horrores o pobre do macaquinho, a que ponto chegamos, etc (mas quem nunca, né?)

13. HISTORY: Gente, que música maravilhosa. Ela é total não a minha vibe, mas sei lá, quem consegue resistir? Acho que ela é a última música da versão normal (?) do álbum, e acho ótimo que termine assim mesmo, com essa vibe delícia, toda palminhas, vamos rolar numa grama de mãos dadas, etc e tal. Imagina só rolar na grama de mãos dadas com os caras do One Direction? MEU. DEUS.

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14. TEMPORARY FIX: Sinto muito por quem não vai comprar a versão deluxe (mas entendo, porque 50 dilmas num cd não está fácil pra ninguém), porque sério, real oficial, essa música é maravilhosa. Tipo MUITO. Tipo DEMAIS. Tipo, quem em sã consciência consegue lidar com esses caras dizendo que vão ser seu temporary fix? Tipo, não dá. Ainda bem que existe o Spotify. Mais uma favorita, aliás.

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15. WALKING IN THE WIND: Mantém a vibe gostosa, vamos rolar na grama, vamos ser uns dentes-de-leão ao vento e tal, mas é bem qualquer coisa, né? Bonitinha, gostosinha de ouvir, mas é só isso mesmo.

16. WOLVES: Desculpa, mas não.

17. A.M: Acho um abuso que essa música seja faixa bônus, tipo “New Romantics” ser bônus no 1989 porque elas são TÃO maravilhosas e TÃO fundamentais. Tipo, qual a verdade de vocês que inventaram essa ordem? No fundo, acho que faz todo o sentido do mundo que o álbum termine com ela, mas é uma pena que eu precise ouvir uma versão ~deluxe~ pra descobrir isso, sabe? Enfim, foi de longe minha música favorita e sei lá, não sei dizer nada além disso porque feelings, queridos leitores, are the only facts. Termino com os braços pra cima, indo pra lá e pra cá, talvez uma lagriminha escorrendo e esse tipo de cena brega e bem a minha cara. Feels like this could be forever tonight, prayed that these clocks forget about time, there could be a World War 3 goin’ on outside, you and me were raised in the same part of town. Got these scars on the same ground. Remember how we used to kick around just wasting time?

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Meu Deus, esse álbum é bom demais.

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2 Comments

  • Reply Thay 17 de novembro de 2015 at 9:35 PM

    Ai gente, esse post! <333

    Sabe, eu já aceitei que estou vivendo minha adolescência tardia agora, nos vinte e tantos. Quando eu tinha meus treze e tooodas as minhas amigas amavam Backstreet Boys, eu detestava. Não entendia o apelo, não curtia as músicas, achava tudo brega. Aí vem esses meninos britânicos, bonitinhos, engraçadinhos e pronto, fiquei apaixonada pra sempre. Quem entende essas dinâmicas? HAHA, não sou o público alvo, não faço ideia do que eles são na vida (só sei de Harry + Taylor por motivos óbvios), mas fora isso não sei de nada.

    Desde sexta que estou ouvindo o cd, mas ainda não sei qual música é qual, me desculpa, haha. Claro, tirando as que tiveram vídeos, as outras ainda estão todas confusas na minha cabeça, embora eu tenha certeza que amei Infinity e Temporary Fix (safadinha na medida, né não?).

    AHH, tão bom encontrar alguém que entende minha paixonite (ainda que tardia) por 1D! Não me sinto mais tão esquisita, HAHAHA.

    =**

  • Reply Manu 18 de novembro de 2015 at 2:09 AM

    Adoro esses posts aqui no seu blog porque você sempre me faz destruir alguma birrinha besta com algum ídolo pop teen HAHAHAHAH <3 Já tinha superado a raivinha deles porque de fato, as músicas e as coreografias são umas das melhores coisas no Just Dance, mas nunca tinha dado muita bola pra ouvir algo além – até esse post!!! E olha, não é que são mesmo legais as músicas? Ainda não sei qual é qual e nem tenho uma opinião muito formada (exceto por Temporary Fix, já amei), mas fui surpreendida positivamente. <3
    E pelo amor de Deus, CHEGA de fazer esses álbuns deluxe e botar as músicas legais no final! Ainda bem que temos o Spotify (ou a boa e velha pirataria, risos) pra resolver esse problema, HEH
    beijo, Ana!! ;***

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